Elesis Em Um Futuro Incompleto
14 E você só fala isso agora?!
Notas iniciais
Elesis estava confiante em sua decisão em ir atrás do imortal, assim poderia conseguir até ter mais resposta do que aconteceu durante esse tempo todo. Mas havia um problema em seu plano, que alguém acabou percebendo.
– Há uma falha no seu plano. — Fala Edel com um olhar de sabedoria.
– E qual é?
– Sieg é o cara mais difícil de se achar na faça da Terra. — Cruzou os braços. — Lembra daquela vez que ele derrote Cazeaje e sumiu durante anos e ninguém sabia onde ele estava, essa situação pode muito bem se aplicar agora. E sem falar do fato dele ser imortal, ou talvez não seja mais...
– O que você quer dizer com "Ou talvez não seja mais"? — Pergunta Arme com medo da resposta.
– Ele pode ter perdido a imortalidade. — Diz Lass concentrado. — Mas seria algo meio que impossível de acontecer.
– Mas quando o assunto é Sieghart. — Ronan fica sério. — Tudo é possível. Não se esqueçam, Sieg é um poço de mistérios.
Todos ficaram em silêncio pensando sobre o assunto. Edel chama a atenção de todos.
– O que eu estou querendo dizer é que devemos deixar o Sieg por último para procurar. — Olha para a foto onde há todos reunidos. — No momento temos que achar mais informação, isso é, achar outro integrante da Grand Chase que posse nos ajudar com isso. — Mostra um sorriso desafiado, deixando todos na dúvida.
– E de quem você está falando? — Pergunta a ruiva não aguentando mais aquele suspense.
A albina apontou para o quadro, em direção a foto. Todos olharam e ainda não sabia de quem ela falava.
– Estou falando do nosso Haro com uma grande habilidade de caça qualquer criatura. Nada mais e nada menos, Lupus o caçador de recompensa! — Fica até animada ao falar o nome do moreno.
Fizeram um "Hum" ao ouvir o nome do rapaz, talvez fosse uma boa escolha mas alguém, furioso, não gostou da escolha. Lass vira o seu rosto com uma expressão nada contente.
– Não. — Fala com o tom frio.
– Mas por que não? Ele é perfeito para esse trabalho! Acharíamos o pessoal rapidinho com a ajuda dele.
– Vai por mim, é melhor deixa o Lupus quieto no canto dele por enquanto. — Fechou a cara. — E também, tenho outra pessoa que provavelmente tenha informações sobre ele. — Todos ficam curiosos novamente.
– É o Dio. — Zero fala rapidamente.
– É mesmo. — Diz Elesis batendo com as mãos uma na outra. — Dio conhece o Sieg a tanto tempo e com certeza ele saiba sobre ele. Mas o problema é que ele vive em Elyos, e Elyos é bem longe... Mas bem longe mesmo... — Fica triste sabendo que a outra dimensão é distante.
Agora não tinha um alvo certo para ir atrás, deixando o pessoal confuso. Até que alguém abre a porta, trazendo algumas papeladas com ele. Como Edel estava mais perto da porta se virou para ver quem era, mas acabou ficando vermelha com o que via.
– Harper! — Diz Ronan surpreso. — O que faz aqui?
– Vim trazer algumas informações para a Elesis. — Coloca os papeis sobre a mesa.
A ruiva vai correndo ver a papelada, logo abre um sorriso.
– Obrigada, Harper. Isso vai me ajudar muito.
– O que são isso? — Lire apontava para os papeis sobre a mesa.
– Eu pedi para o Harper trazer informações sobre o que aconteceram anos atrás. Pois eu não tenho memória sobre isso e eu quero está por dentro de tudo. — Fala envergonhada.
– Você podia ter pergunta para a gente. — Fala Lass.
– Não queria dar trabalho para vocês, então eu mesma fui atrás.
– Own! — Arme abraça a ruiva. — Não seria trabalho algum você nos perguntar o que aconteceu no passado. Pra isso que serve os amigos. E mesmo que você leia isso, não vai adiantar porque vai ter informações sobre você que não serão reveladas.
– Se eu tiver dúvida de algo eu pergunto para vocês. — Sorrir deixando a maga mais aliviada.
Harper continuava ali, observando a cena. Mas ele sentia alguém o olhando, se virou e se deparou com Edel. Porém Harper nunca tinha sido apresentado para Major, então isso o deixava confuso em relação a ela.
– Você é tão fofo. — Edel sussurrar mas Harper acaba ouvindo o que ela diz.
– Vo-Você acha? — Harper fica envergonhado pelo o elogio, deixando Edel mas corada ainda.
– E-Eu não quis dizer isso! — Negava com os braços. — Quer dizer, você é muito fofo... Mas... Eu sou Edel. — Estica a mão. — E você é?
– Harper. — Aperta a mão da albina. — Prazer em conhece-la, Edel.
– O prazer é meu. — Sorrir.
Ronan ver que estava acontecendo algo entre os dois, então chega de surpresa, deixando os dois assustados.
– Sr. Ronan! — Diz Harper. — Você me assustou.
– Desculpe. Está acontecendo algo entre vocês dois? — Pergunta curioso.
– Estamos apenas nos conhecendo. — Diz Edel de braços cruzados. — Idiota.
– Não precisa ser rude comigo. — Falo o azulado triste.
– Eu só vim entregar as papeladas para a Elesis. — Diz o albino já indo embora. — Então eu já estou indo, tchau.
Viu o rapaz indo embora, acabou ficando um pouco triste pela ida dele. Mas quando descobriu que Harper era ajudante de Ronan sentiu uma pena dele, por ter que fazer trabalhos para o idiota azulado.
Novamente o dia passou rapidamente, em quanto isso o pessoal ainda decedia quem seria o próximo a ir buscar. Mas é claro que acabou não tendo resultado.
– Que tal deixarmos isso para amanhã? — Fala a espadachim quase dormindo na cadeira.
– Boa ideia. — Diz todos exaustos.
Cada um pega as suas coisas e vão indo para a saída, porém Edel não tinha para ir.
– Você pode ficar aqui, com a gente. — Eclipse não aguentava mais ficar naquele lugar com dois homens.
– Mas onde eu poderia dormir?
– Comigo. — Zero fala com um a grande inocência.
A albina se afastou vagarosamente, mantendo uma distância moderada.
– Eu acho melhor não.
– Lá no castelo tem muitos quartos para hospedes. — Menciona Ronan. — Se você quiser ficar lá.
– Ficar na casa do idiota — Fala pensativa. — Ou fica aqui com um bobo inocente? Eu fico aqui na guilda mesmo. — Dar de ombros.
– Então como você vai ficar aqui. — Lire já estava mostrando para ela onde ficava as coisas. — Você pode dormir em um dos quartos que tem aqui na guilda, são vários, mas poucos.
– Qualquer quarto está bom. — Acompanha ela.
– Então esse deve ser bom para você.
Elesis viu que Lire já estava resolvendo o problema, então se despediu de todos e foi embora, sendo acompanhada por Lass. O albino trazia a papelada que Harper tinha trazido mais cedo.
– Você precisa disso tudo mesmo? — Pergunta ele.
– Sim. Se eu quero saber o que aconteceu no passado preciso descobrir tudo, tudo mesmo. — Diz séria.
– Não pode simplesmente pergunta para nós? Sabe, o que a Arme disse é verdade, pode pergunta qualquer coisa.
– Já disse que não quero incomoda-los. — Fica com um olhar triste. — Não se preocupe com isso, eu vou descobrir as coisas sozinhas.
– É isso que me preocupa mesmo. — Suspira.
Chegam em casa após essa conversa. O ninja colocou os papeis sobre a mesa que ficava na sala. Elesis já foi sentando no sofá e começando ler a papelada. Que fez Lass a olhar preocupado.
– Sério? Até agora você não dar uma pausa?
– Preciso saber de tudo o mais rápido que posso. — Continuava concentrada.
O albino tirou os papeis de suas mãos, a fazendo ficar com um olhar mortal.
– Tudo tem seu tempo. Agora ver se descansa porque ultimamente você não tem descansado muito bem.
– Mas...
– Vou fazer o jantar. — Vai para a cozinha ignorando totalmente as reclamações da ruiva. — Quer algo em especial?
Elesis via o albino de uma maneira diferente, sentia que tinha mudado mas que no fundo continuava o mesmo cara frio por dentro. Se perguntava o que teria feito ele mudar tanto, talvez fosse ela ou outro motivo.
– Eu gostaria de uma sobremesa para acompanhar. — Fala sem jeito pedindo.
– Então vou fazer o seu favorito. — Colocou o avental.
– Nem eu sei qual é a minha sobremesa favorita, como o Lass pode saber? — Pensa confusa. — Eu acho que é sorvete... Ou é bolo? Que decisão difícil.
Voltou a olhar para os papeis sobre a mesa. Estava com uma grande vontade de dar uma olhada mas um certo alguém não iria deixar ela fazer isso. Então se levantou do sofá e foi em direção ao quarto, que era no segundo andar.
– Talvez tenha alguma coisa aqui que me faça lembra do passado. — Abri a porta do cômodo.
Começo a bisbilhotar cada canto do quarto, até mesmo o banheiro. Acabou achando nada que fosse interessante, porém ainda tinha o armário para dar uma olhada. Abriu as portas e acabou vendo apenas roupas penduradas nos cabides. Porém havia uma roupa um tanto estranha para se usar em casa ou na rua.
– Que bonito. — Fala admirada.
Era um sobretudo branco com detalhes avermelhados nas laterais, principalmente nas mangas. A ruiva colou a roupa em seu corpo, para ver se dava nela. E sim, o sobretudo cabia muito bem nela.
– Eu já vi um casaco desses em algum lugar. — Se esforçava para lembrar.
Virou a peça para ver as costas. Na parte de trás havia um emblema bem grande que era duas espadas cruzadas, formando um ''x". Infelizmente não tinha algo escrito para facilitar.
– Esse é o uniforme do líder dos Cavaleiros Vermelhos. — O albino estava encostado na porta vendo. — Não se lembra?
– Sério? — Fica surpresa. — É tão bonito. — Passava a mão no tecido macio.
– Igual a dona.
A espadachim olhou assustada para Lass. Logo abre um sorriso sabendo que aquele casaco era dela.
– Então eu sou a líder dos Cavaleiros Vermelhos? — Aponta para si própria.
– Sim. Também não lembra disso?
– Não mesmo. — Nega com a cabeça. — Só sei que meu pai usava um igual a esse, só que era mais masculino. — Volta a olhar para o ninja. — Quando que eu me tornei a líder?
– Depois que a Grand Chase se separou.
– Ah. — Fala com um tom triste. — Mas isso não importa mais. — Abri um sorriso. — Porque quando todos da Grande Chase tiverem reunidos eu faço questão de vestir isso.
– Você é positiva demais.
– Melhor do que se negativa.
– Que seja. — Já ia saindo do quarto. — E eu já fiz o jantar, então vem comer.
– Nossa! — Segue ele. — Essa foi rápida.
Elesis deixa o sobretudo em cima da cama, deixando bem a vista da pessoa do lado de fora. Ele, ou ela, estava na casa a frente, sobre o telhado, em meio a escuridão. Para piorar, ainda usava um capuz que cobria a metade de seu rosto. O ser misterioso apenas sorriu vendo a ruiva contente com a sua vida.
***
Na Guilda...
Edel já estava de pijama pronta para dormir. Amarrou o cabelo como uma rabo de cavalo. Foi até o centro do lugar, a procura de algum lanche antes de dormir. Porém já tinha outra pessoa lá, sentada em uma das cadeiras comendo um bolo de morango. Era Zero, acompanhado com Grandark e Eclipse.
– Pensei que estivesse dormindo? — Pergunta ela.
– Está cedo para dormir. — Fala naturalmente.
A major olhou para o relógio que ficava pendurada na parede e viu que era bem tarde.
– São quase meia noite, onde que isso é cedo. Aliás, isso não é hora de comer bolo.
– Mas você não veio até aqui para comer algo? — Pergunta Grandark comendo um pedaço do bolo também.
– Bem... — Se sente encurralada. — Isso não importa! Agora me dei um pedaço também.
A albina se junta com o trio. Se sentou na cadeira e já foi logo pegando um pedaço do doce, em seguida colocando na boca.
– Você parece faminta. — Diz Zero.
– Você acha? — Já tinha acabado a sobremesa, agora limpava a boca com o guardanapo.
O andarilho até que iria responder mas acabou deixando.
– Edel como vai o seu olho? — Pergunta Grandark. — Desde a última vez que eu te vi o seu olho não estava melhor como agora.
– Ainda sinto dor no meu olho. — Toca no local. — Felizmente eu consigo enxergar, porém tudo tem seu preço.
– O que tem o seu olho? — Pergunta Eclipse.
– Você já deve ter ouvido de um certo asmodiano chamado Veigas, certo?
– Sim. Pelo o que eu soube ele muito forte.
– Exatamente. Um dia a Grand Chase acabou se deparando com ele e você já sabe que não teve final feliz. Então nesse combate que nós tivemos com ele, Veigas perfurou o meu olho com a sua magia. — Lembrava de cada detalhe daquele dia. — Mas pelo menos eu não morri.
– E como você fez para ter a sua visão de volta?
– Deve saber que Lupus usa uma prótese em seu braço, certo?
– Sim.
– Podemos dizer que o meu olho foi restaurado do mesmo método, mas é claro que teve algumas complicações já que é uma parte muito delicada do corpo. Sem falar que a magia negra de Veigas não saiu completamente de minha visão, isso faz eu ver algumas coisas que pessoas normais nunca veriam.
– Que seria? — Zero pergunta em quanto aprestava mais atenção no bolo do que na conversa.
– São muitas coisas mas uma delas é poder saber o tipo de magia que a pessoa usa. — Fala contente. — Eu até que falaria o resto, porém são muitas coisas para explicar.
– Entendo.
A expressão contente de Edel logo muda para uma expressão de raiva.
– Mas eu não queria pode enxergar essas coisas. — Morde o lábio inferior. — São muito assustadoras na maioria das vezes. E tudo isso culpa do cretino do Veigas. — Fechava o punho com raiva. — Se eu pudesse encontra-lo iria mata-lo de uma vez por todas.
Em sua mente vinha flashbacks da luta que teve com o garoto. Lembrava de seu sorriso sádico em quanto mirava seu dedo indicador na direção de seu olho, que em seguida não viu mais nada com ele.
A Major abaixa a cabeça, escondia a expressão de raiva. Porém sua face volta ao normal quando Zero põe sua mão sobre os cabelos branco, e azulados, da garota. Edel olhou para ele, tentava entender o por que dele está fazendo cafuné em sua cabeça.
– Tá tudo bem. — Dizia com expressão nenhuma. — Quando todos nós, da Grand Chase, estivermos reunidos, iremos ajuda-la com esse problema.
– Que gentil da sua parte.
O andarilho tira a mão sobre a cabeça de Edel e se levantou da cadeira. Seguiu seu caminho até o seu quarto, porém deu uma parada para falar algo.
– Não se preocupe, Veigas não irá mais te atormentar. Eu e o Dio demos um fim nele, agora ele está morto e não vai mais perturbar ninguém.
Edel arregalou os olhos. Não acreditava que apenas dois caras tinha derrota o garoto que fez a Grand Chase cair por completo. Olhou para Grandark e viu que nem mesmo a espada dele sabia disso, estava surpreso. Já Eclipse tentava esconder a surpresa em sua face.
– Como assim? — Se levanta da cadeira e se aproxima do esverdeado.
– Eu e o Dio matamos eles.
– Quando que isso aconteceu?! — Pergunta Grandark nada satisfeito. — Eu não me lembro de ter lutado contra aquele garotinho!
– Nem eu. — Menciona Eclipse.
– Isso foi à alguns meses atrás, uns dois eu acho.
– E você só fala isso agora?!
– Espera. — Fala Edel. — Mas por que você e o Dio mataram ele?
– Porque Sieg pediu a nossa ajuda e também estávamos devendo uma pra ele. — Diz pensativo. — E foi isso.
– O que?! — Grandark grita que até fica fina sua voz. — Você se encontrou com o Sieg?!
– Não diretamente. Foi cartas que ele mandava.
Edel começou a pensar no assunto. Se Sieg estava vivo à dois meses atrás, talvez ele ainda tivesse vivo, e se ele tivesse vivo... Poderia "acordar" a Mari.
– Zero, deixe-me ver a carta que o Sieg te mandou!
– Não dá.
– Por quê não?
– Eu queimei ela.
A Major bate com a mão na cara, não acreditava que Zero era tão burro assim. Voltou a pensar novamente em um plano para achar o imortal.
– Você disse que o Dio tinha ajudado a derrotar o Veigas, certo?
– Sim.
– E ele ganhou uma carta igual a que você recebeu? — Pergunta esperançosa.
– Pelo o que ele me mostrou, sim.
– Eu sei que o Dio não é burro para queimar a carta. — Mostra um olhar sério e com um sorriso orgulhoso. — Parece que já descobrimos de quem será o próximo membro da Grand Chase a voltar.
Sieg era um pedaço de esperança mas Dio era outro pedaço, que daria uma boa ajuda.
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