Elesis Em Um Futuro Incompleto
32 Bem vinda de volta, Elesis.
Notas iniciais
– Acorde. — Falou a pessoa com a doce voz.
Não lembrava de se sentir tão bem assim antes. Não sentia nenhuma dor, tanto física quanto emocional. Tudo estava maravilhosamente bem, sem nada que a incomodasse....
De repente, veio em sua mente flashs do que tinha acontecido antes de chegar ali. Era um pesadelo repentino. Lembrava perfeitamente quando foi jogada no futuro, quando conheceu todos e perdeu os mesmos. Cada sofrimento se passava em sua mente, sem exceção alguma.
Abriu os olhos rapidamente. Não ouvia nada, apenas sua respiração ofegante. Tudo que enxergava era branco, muita iluminação no local onde estava. Lentamente, olhou para os lados, vendo somente o branco como o teto.
Estava deitada.
– Onde... — Se perguntou baixo. Sua voz fez eco, mesmo sendo baixa.
Colocou as mãos no chão e se sentou, logo se levantando. Olhava confusa para onde estava. Não havia nada além do branco e a intensa luz. Tudo parecia ser um sonho.
– Atrás de você. — Disse a pessoa novamente.
Olhou para trás e se deparou com uma pessoa parada alguns metros dela. Uma moça ruiva, tão bela que não possuía nenhuma imperfeição. Mas isso não foi a que chamou, e sim a armadura que ela já usou também.
Olhou para o próprio corpo e percebeu que tinha voltado a normal. Elesis voltou para o seu corpo do passado, onde era apenas uma adolescente sem um corpo que fazia todos os homens babar por ela. Para ter certeza, encostou a sua mão em seu peito. Era real.
– Deve estar aliviada em voltar para o seu corpo. — Menciona a moça ruiva, a chamando atenção.
– Sim, eu estou. Aliás, quem é você? — Olha curiosa. — Onde eu estou? O que está acontecendo?
A ruiva deu uma pequena risada das expressões de Elesis.
– Pensei que soubesse. — Diz ela. — Não está me reconhecendo?
Elesis a olhou por um tempo, tentando reconhecê-la. Nunca a tinha visto, bem, não pelo o que lembrava. Mas depois de um tempo pensando, a espadachim a olhou surpresa. Se aproximou da moça em rápidos passos, assim a olhando admirada.
– Você é minha mãe? — Pergunta Elesis.
A moça a olhou surpresa, em seguida rindo outra vez. A espadachim a olhou confusa.
– Claro que não, idiota. — Dizia a ruiva em meio aos risos. Conseguiu se conter e olhou sorrindo para Elesis. Esticou sua mão e tocou a testa da espadachim com o dedo indicar, assim empurrando sua cabeça para trás. — Eu sou você.
Ainda com as duas mãos colocada onde foi tocada, Elesis a olhou surpresa. Nem tinha percebido que aquela mulher era ela, versão do futuro. Viveu tanto tempo no corpo dela que acabou nem reconhecendo quando voltou para o seu original.
– Então... — Começa Elesis. — Você sou eu.
– Exato. — Cruza os braços e afirma com a cabeça. — E aposto que você deve estar com milhares de perguntas na cabeça, né?
– Se você me responder, irei ficar muito grata. — Coloca as mãos na cintura e olha séria. — O que aconteceu depois que eu... Morri?
– Que tal você fazer uma pergunta mais esperta? — Olha de um lado para o outro, depois para a garota. — Tipo, o que aconteceu depois que eu destruí a Bíblia da Revelação?
Elesis ergue uma sobrancelha.
– Como assim? O que a bíblia tem a ver com isso?
A ruiva descruza os braços e dar de ombros. Começou a andar de um lado para o outro.
– Lembre-se de quando você foi jogada no futuro, foi usado a cópia da Bíblia da Revelação, mas que continua estando ligada à verdadeira. — Dizia a mulher, andando de forma aleatória. — Quando você foi jogada nesse tempo, um selo se marcou na Bíblia, que por ironia, se abriu na verdadeira Bíblia também. — Para de andar e aponta para ela. — Então como você usaria essa informação para voltar ao seu tempo original?
Elesis não dizia nada de tão surpresa que estava com tanta informação que recebia, principalmente por vim dela mesmo. Nunca achou que era tão esperta assim.
– Então se eu quebrasse esse selo, eu poderia voltar ao meu tempo original. — Menciona a espadachim pensativa. Olhou surpresa. — Eu consegui destruir a Bíblia antes de morrer.
– Você acredita mesmo que você morreu? — Olhava de forma preguiçosa. — Você não morreu, só deixou o corpo antes de cair, aí todos pensaram que você tinha morrido. Dã.
– Então o que é isso? — Abri os braços e olha em volta. — Onde estou? E por que estou falando com você?
A ruiva rir outra vez, só que colocando os braços para trás. Abriu um largo sorriso para Elesis.
– Não sabia que eu era tão chata assim. — Menciona a moça. — Tantas perguntas...
– Ei! — Aponta para ela. — Apenas responda as minhas perguntas!
A moça suspira e abaixa os braços. Se aproximou de Elesis e pousou sua mão sobre sua cabeça.
– Obrigada por ter ficado no meu lugar. — Falava a ruiva. — E por ter sido uma melhor líder que eu.
– Nunca fui uma melhor líder que você. — Estranha a espadachim. — Eu sou você, somos a mesma pessoa. Seremos uma boa líder daqui em diante.
Sorriu a ruiva.
– Acho que tem razão. — Concorda a moça. — Somos a mesma pessoa, se você fizer o certo.
Desencosta a mão da cabeça da espada e se afasta. Elesis a olhou confusa.
– Fizer o certo? — Pergunta a garota.
A ruiva se colocou de costas, falando sem olha-la.
– É claro! — Estica os braços de lado. — Você pode mudar tudo a partir de agora, só se tomar as decisões certas.
– Eu vou voltar? — Olha surpresa.
– Mas antes! — Levanta o dedo, ignorando a pergunta da espadachim. — Prometa algo para mim.
– O que?
A ruiva continuou de costas, sem olha-la. Ergueu sua mão e deu uma pequena coçada bochecha, que estava corada. Elesis não via, mas ela estava envergonhada.
– Faça tudo de bom que puder com a sua equipe, nunca se separe deles. — Dizia a ruiva. — E também, se puder, diga ao Lass que eu gosto dele.
Elesis olhou surpresa. Iria dizer algo, mas o chão onde ela estava, dar uma pequena afundada, assim se rachando. Parecia que estava sobre algum vidro ou algo do tipo.
– E nos despedimos agora! — A moça eleva a voz. Se virou para Elesis e sorriu para ela, assim apontando para a mesma. — E faça o que eu mandei!
– Mas eu tenho tantas dúvidas! — Grita a espadachim, porém imóvel. — Por favor, responda elas.
A ruiva soltou outra risada. Levantou a mão e acenou.
– Tchau, eu. — Diz a moça.
O chão sob Elesis se quebra, a fazendo cair no buraco. Conseguiu nem ao menos fugir da queda, apenas ficou olhando a ruiva enquanto ela caía. Também percebeu ela disser algo, que não deu para se ouvir bem mas entendeu do mesmo jeito.
– Terminar do jeito que começou. — Foi o que a Elesis do futuro disse.
De repente, seu corpo começa a rodar pela a queda. Seus longos cabelos ruivos voavam descontroladamente pelo o vento, o que acabava fazendo a ruiva comer os próprios fios desse jeito. Quando finalmente conseguiu tirar o cabelo de sua visão, percebeu que estava caindo de um céu, com a forte coloração azulada.
Ficou desesperada ao perceber que se aproximava do chão . Não conseguiria parar a tempo.
– Assim eu vou morrer de novo! — Grita em pânico.
Cruzou os braços na frente de seu rosto e fechou os olhos com tudo quando percebeu que ia se chocar.
Sua consciência apaga antes mesmo de encostar no chão.
***
– Elesis. — A chamava. — Ei, acorda!
Lentamente, seus olhos foram se abrindo. Antes de acordar, percebeu que estava no chão de algum jardim. Sentia o cheiro da grama e a brisa fria. Sua visão, inicialmente, estava bagunçada, turva, vendo apenas os contornos das coisas. Com a mão, começou a tatear o chão, tendo certeza que estava em um gramado, mas logo tocando em um tronco de árvore atrás dela. Isso explicava o porquê de estar embaixo de uma sombra.
– Elesis. — A pessoa chama de novo.
Olhou na direção da voz. Viu uma silhueta de pé na sua frente. Passou a mão nos olhos, tentando tirar aquela visão embaçada. Piscou os olhos rapidamente, assim voltando a enxergar. Aproveitou e se sentou no chão, com um pouco de preguiça.
Levantou o olhar quando viu a pessoa parada na sua frente.
– Vai ficar dormindo aí até quando? — Pergunta Lothos com um olhar sério, enquanto mantinha as mãos na cintura. — Tem trabalho para fazer, sabia?
Olhava a loira sem expressão. Não estava entendendo absolutamente nada. Abaixou o rosto e soltou um bocejo.
– Onde estou? — Pergunta Elesis, enquanto passava a mão na nuca.
– Perto do QG. Agora, levante-se! — Dizia em tom de ordem. — O pessoal está preocupado sobre você.
Arregalou os olhos. Não sabia se foi um sonho ou se aconteceu mesmo, mas sua mente começava a recobrar tudo que Elesis tinha passado antes de acordar ali. Foi jogada no futuro por Grandiel, ficou lá por um bom tempo até conseguir matar o mesmo. Muitas coisas tinham acontecido.
Levantou o rosto rapidamente. Seus olhos brilharam ao ver Lothos viva, sem ter revivido por Grandiel.
Estava de volta.
– Lothos! — Grita a ruiva, pulando e abraçando a loira ao mesmo tempo. A segurou firme, tendo certeza que aquilo era real. Era! — Eu senti tanto sua falta! É tão bom vê-la reclamando de tudo novamente. — Dizia Elesis em meio aos risos.
– O que deu em você, Elesis? — Reclamava a Comandante um pouco constrangida. — Teve algum pesadelo?
Se soltou da loira, mas continuando a segurá-la pelos os ombros, e a olhou sorridente.
– Sim, eu tive um pesadelo! Um grande pesadelo! — Começava a gargalhar. — E eu acordei, finalmente eu acordei! — Abraça loira novamente.
Sabia que tudo aquilo tinha acontecido, mesmo não se lembrando de certas coisas. Aquilo não tinha sido um pesadelo, tinha sido real. Grandiel a jogou mesmo no futuro, Elesis viveu de verdade tudo aquilo! Mas agora, estava de volta.
Não conseguia deixar de sorrir largamente.
– Por favor, Lothos, não mude nunca. — Falava a espadachim. — Continue sendo a mesma chata de sempre.
Antes que a loira falasse algo, Elesis a solta com um expressão de surpresa. Tinha lembrado dos outros. Seu coração começou a bater rápido só em pensar se eles estavam bem ou não.
Soltou Lothos e começou a sair correndo.
– O que você quis dizer com chata?! — Pergunta Lothos, nada feliz pelo o comentário da ruiva.
Elesis nem a ouviu por estar presa em seus pensamentos. Corria o máximo que podia, passando pelas as pessoas com um enorme sorriso. Alguns momentos, a espadachim ria à toa só em pensar que estava de volta. Não conseguia acreditar, apenas ria de alegria.
Enquanto corria como se não houvesse amanhã, passou por Harper, que a olhou confuso quando viu a mesma rindo daquele jeito.
– Tudo bem, Elesis?! — Perguntar o garoto quando a ruiva passa por ele.
Continuando a correr, a garota olhou para ele e abriu um largo sorriso.
– Não podia estar melhor! — Por tanta emoção, acaba dando um pequeno salto de alegria.
Harper continuou a olhar confuso para a garota. Não entendia a alegria da ruiva, apenas observava.
Quando estava chegando perto da QG, apressou o passo. Passou pelo o portão da base e começou a sentir uma estranha emoção. Estava com saudade, não podia negar. Queria ver todos, principalmente em seu tempo atual. Não aguentava mais ver todos adultos e diferentes.
Empurrou a porta na sua frente com ambas as mãos, entrando na base de uma vez. Com passos ainda rápidos, adentrou o lugar todo, procurando algum rosto familiar.
– Galera, cheguei! — Grita Elesis enquanto continuava a correr.
Todos os cômodos estavam escuros e vazios, o que deixava a mesma preocupada. Sem esperar, saiu correndo para o segundo andar, pulando os degraus com facilidade. Passou pelos os longos corredores e foi nos quartos de todos, porém eles não estando no lugar.
– Onde eles estão? — Se pergunta mentalmente.
Ouviu um barulho no mesmo andar que estava. Ficou séria, achando que era algum intruso, até mesmo achando que era Grandiel. Com os punhos fechados, saiu correndo na direção do som.
– Posse ter deixado você estragar meu futuro, — Dizia Elesis com a voz arrastada. Correu o mais rápido que pode, assim chegando no lugar de onde tinha vindo o barulho. Se colocou na frente das duas portas à sua frente, logo segurando as duas maçanetas ao mesmo tempo. — Mas não vou deixar você estragar meu presente!
Abriu as portas rapidamente, mantendo a expressão séria. No começo, apenas viu a escuridão que se encontrava no salão, assim vendo quase nada, porém uma rápida luz se acende, a deixando surpresa no mesmo instante.
– Surpresa! — Gritou todos da Grand Chase. — Seja bem vinda de volta, Elesis!
Uma festa, foi a primeira coisa que percebeu ao ver tudo aquilo. Uma mesa cheia de comida, principalmente um grande bolo, todos com chapeis pontudos em suas cabeças, como os de festas, e jogando confete quando a ruiva abriu a porta. Todos muito sorridentes, mesmo que uns tenham que ter forçado um sorriso.
– Sei o que já está pensando. — Menciona Arme sorridente.
– Bem, achamos que devíamos fazer uma festa para acalmar as coisas, principalmente para você. — Dizia Lire, como sempre, simpática. — É nossa líder e vive passando por muitas coisas difíceis, então é compreensível que fique nervosa na maioria das vezes.
– Verdade. — Concorda Ronan. — Deve ser difícil ter que nos aturar todos os dias e fazer da gente uma boa equipe. É por isso, fazemos essa festa especialmente a você.
– Então por isso... — Começa Dio. O mesmo estava de braços cruzados e com o rosto virado de lado, com a expressão emburrada. — Pedimos desculpa por tudo que fizemos.
Não ouviram resposta. Olharam confusos para a ruiva.
Elesis olhava sem expressão para todos, não sabendo nem como reagir àquilo. Ver todos ali era algo inexplicável, uma emoção muito boa. Via Lire, Jin e Lass vivos a deixou super contente. Mas o que a deixou mais feliz foi o fato de ver todos em suas devidas idades, e não adultos.
Tinha voltado.
– Galera... — Sua voz começou a ficar trêmula. Ergueu as mãos e passou por seus olhos, escondendo sua expressão. — Não se desculpem... E-Eu que devo.
– Elesis, tudo bem? — Pergunta Amy preocupada.
Ainda com as mãos trêmulas, as tirou de seu rosto. As quentes lágrimas escorriam de seu rosto, porém se apagando com o largo sorriso da ruiva. Ao verem aquilo, se assustaram. Elesis, pela primeira vez, chorava na frente deles.
– É bom está de volta. — Desvia o olhar, mas depois volta para eles. — Quer dizer, é bom vê-los novamente.
– Você saiu algumas horas, que tanta saudade é essa, Ruivinha? — Fala Sieghart em tom de deboche.
Elesis olhou rapidamente para Sieghart, que se assustou do mesmo jeito. O moreno colocou ambas as mãos na boca, como se tivesse falado algo errado.
– Quer dizer, Elesis! — Falava o imortal. — Ruivinha? Não te chamei de Ruivinha, e sim de Elesis.
Sem dizer nada, a ruiva vai na direção de Sieghart, que congela no mesmo instante. Ao chegar perto do mesmo, ergue as mãos. Todos já sabiam o que aquilo significava, uma boa surra.
O rapaz fecha os olhos ao ver aquilo. Estranhou, depois de um tempo, nada ter o atingido com muita força. De repente, algo toca suas bochechas, o fazendo abrir os olhos lentamente.
– Não me chame de Elesis. — Falava a espadachim o segurando pelo o rosto. A mesma parecia estar envergonhada, o que gerou suas bochechas vermelhas. — Prefiro Ruivinha.
– Hã? — Questionou Sieghart, junto com todos que assistiam.
– Me chame de Ruivinha! — Grita a ruiva, puxando sua cabeça e dando uma testada no rapaz.
Elesis continuou a olhar emburrada para o mesmo, que colocava a mão onde foi atingido.
– Tá bom, Ruivinha. — Fala Sieghart.
Afirmou com a cabeça e se virou para o pessoal. Coçou a bochecha, de forma envergonhada, e tentou manter o olhar neles.
– Me desculpem. — Inicialmente disse baixo, mas logo elevou a voz. — Me desculpem por tudo! Fui uma péssima líder, uma péssima amiga e companheira. — Sua voz começou a tremer novamente. — Nunca quis agir desse jeito, como uma idiota. En-Então... — Tentou se segurar, mas acabou deixando as lágrimas caírem outra vez.
– Parece que alguém precisa de um abraço. — Fala Arme brincalhona, abrindo os braços para ela.
Elesis olhou para elas, achando que a mesma estava falando sério. Sem pensar duas vezes, correu na direção da maga e a abraçou por seu grande abraço. Era tão bom sentir sua amiga em suas mãos.
De repente, é abraçada por Lire também.
– Alguém anda tão carente. — Menciona Lire.
A ruiva engoliu seco e confirmou com a cabeça. Não era carência, era saudade. Eles diziam que Elesis tinha ficado apenas algumas horas fora, mas para a garota, foram dias, meses. Praticamente uma vida completa no seu ponto de vista.
– Nunca vamos nos separar, nunca! — Dizia Elesis chorosa. — A Grand Chase vai ficar ativa para sempre, e nada de ruim vai derruba-nos.
– Certo, certo. — Disse Arme em uma pequena risada.
De repente, a ruiva se solta dos braços das garotas, assim dando alguns passos para trás. Passou a mão nos olhos, tirando as lágrimas que restava, e olhando séria para todos.
Apontou para Ryan, deixando o mesmo surpreso.
– Ryan, é melhor você cuidar bem da Lire a partir daqui em diante. — Dizia Elesis em um tom de ordem. — Nem pense em deixar minha amiga morrer, ouviu?
– Eh, mas por quê eu? — Fala o elfo, apontando para si.
– Eu sei que você tem uma queda por ela! — Isso fez o alaranjado ficar rubro rapidamente. Parece que alguns dos membros já começavam a ter certas paixões secretas.
Apontou para Ronan.
– Se quer se tornar um Rei, é melhor garantir a segurança de seus amigos, principalmente o do Harper. — Olhou assustadoramente. — E trate a Arme como uma Rainha, entendeu?
O azulado não sabia se corava ou ficava intimidado pelo o olhar da ruiva. Tinha uma certa queda por Arme, tinha que admitir.
Em seguida, apontou para Jin, que já olhou assustado.
– Jin, pare de timidez e fale logo para Amy como você se sente. Aliás, nem ouse morrer depois de deixar alguém esperando um filho seu!
Com isso, todos olharam desconfiados para o ruivo, que parecia um pimentão, tendo até Amy o olhando assim no meio.
– V-Vai falar só dos garotos?! — Reclama o lutador. — Fale das garotas também!
Sem se importa muito, apontou para Lin.
– É melhor deixar esse demônio dentro de você calmo, entendeu?! Não quero ver nenhum dos meus companheiros sofrendo por causa disso.
– Po-Pode deixar. — Diz a mesma com medo da ruiva.
Ao lado de Lin, apontou para Holy. A paladina olhou já chorosa.
– Nem ouse ir para o lado do mal.
– Não irei. — Confirma rapidamente.
Aponta para Zero, principalmente para ele. O rapaz não pareceu reagir com aquilo.
– Nunca pinte o seu cabelo, deixo do jeito que está. E pelo o amor das Deusas, — Fala praticamente implorando. — Nunca tome uma gota de álcool, e se você ousar fazer isso, eu pessoalmente acabo com a sua raça!
– Não entendo o motivo de toda essa raiva, mas eu não irei fazer isso. — Coça a cabeça.
Suspirou aliviada. Elesis conhecia o Zero do outro jeito, então não queria vê-lo novamente desse jeito. Aliás, uma das coisas que queria consertar nesse tempo era o Zero bebendo. Todos não precisariam viver o inferno que a ruiva viveu.
Aponta para Edel.
– Não se preocupe, você encontrará seu irmão um dia. — Sorri. — Tenho certeza que o encontraremos a salvo.
– Obrigada, Elesis. — Fala a Major do mesmo jeito, sorridente.
Levanta duas mãos dessa vez e aponta para Dio e Rey ao mesmo tempo.
– Vocês podem se odiar o bastante, mas um dia se casarão!
– Nunca que eu me irei casar com um lixo desse. — Esnoba Rey. — Pode perder as esperanças.
Dio a olha torto, ofendendo o mesmo.
– Você fala como se alguém te amasse. — Diz o asmodiano.
– Hunf, todos me amam! — Joga o cabelo de lado. — Inclusive você.
Quando o rapaz ia dizer algo, Elesis o interrompi, apontando para outra pessoa.
Apontou para Lupus, o deixando confuso.
– Você pode ser o cara mais mal encarado daqui, mas sei que você se importa com o seu irmão. — Fala a ruiva sorrindo. — Toda essa seriedade é fachada.
– Não gosto dele. — Disse o caçador sério. — Pare de inventar as coisas.
Elesis solta uma pequena risada, mas logo ficando séria.
Virou o rosto para Lass, porém sem apontar para o mesmo. O ninja não reagiu quando percebeu que era sua vez de tomar uma bronca.
– E você...! — Diz a espadachim, elevando a voz. Cruzou os braços e tentou se manter focada no rapaz. — É melhor ouvir essas palavras com bastante atenção, senão eu quebro você em dois.
– Pode dizer. — Disse o albino sem se importar.
Antes de começar a falar, Elesis limpou a garganta, tomando coragem para falar.
– Eu... Eu... — Começava a desviar o olhar, o que a deixava mais envergonhada ainda. Engoliu seco. — Eu gosto de você!
Tudo ficou um completo silêncio após isso, apenas se ouviu alguém cuspir a bebida que tomava. Elesis percebeu todos os olhares confusos para ela, principalmente o de Lass que não entendia nada.
– Quer dizer, todos nós gostamos de você! — Fala a ruiva novamente, só abrindo um largo sorriso para esconder sua vergonha. — Sei que se sente meio estranho desde que entrou na Grand Chase, desde que o salvamos da Cazeaje. Está aqui só para redimir seus pecados, mas acho que você devia parar de tanto se torturar. — Sorri. — No momento em que você entrou na Grand Chase, não havia mais necessidade de pagar os pecados.
– Sei disso. — Menciona o ninja, passando a mão na nuca. — Depois que eu comecei a passar mais tempo com vocês, acabei esquecendo essa dívida que eu tinha comigo mesmo. Acho que continuo na Grand Chase não mais por isso, e sim porque eu gosto.
– Exato! — Confirma Elesis, agora olhando para todos. — Muitos de nós continuarmos juntos pelo o simples fato de gostarmos um do outro, e acabando esquecendo que temos que salvar o mundo todo o dia. — Rir sem graça. — É por isso que eu quero me desculpar, porque eu sou a base dessa família que somos. Não estou sendo orgulhosa nem nada, mas vocês não continuariam juntos se não fosse por mim.
Gostariam de negar o que a ruiva disse, mas ela tinha razão. Sem Elesis, o que seria a Grand Chase?
Sem perceber, todos começam a correr em sua direção. Fechou os olhos, pensando que eles iriam bater nela, porém estava errada. Abriu os olhos novamente quando sentiu todos a abraçando. Exatamente todos...
– E é por isso que você é nossa líder. — Falaram juntos.
Seus olhos brilharam com o que disseram. Era a líder deles, e nada mudaria isso. Começou a sorrir sem querer, assim nem se segurando mais para abraçá-los.
Estava de volta.
***
Olhava o céu pela a janela fixamente, não conseguia tirar os olhos. O céu escuro com as estrelas brilhando era algo maravilhoso, o que Elesis acabou esquecendo de olhar depois de um tempo. Sempre olhava para cima e pensava em seu pai, onde ele poderia estar ou coisas do tipo.
Desde que voltou para o seu tempo atual, suas memórias do futuro tem estado confusas. Não se lembrava bem se seu pai estava ou não morto; Sobre Duel e milhares de outras coisas que ela poderia mudar nesse tempo. Talvez estivesse esquecida desse jeito de propósito, já para não mudar certas coisas.
Suspirou decepcionada e colocou as mãos no bolsos do short. Ergueu a sobrancelha ao tocar em algo em um dos seus bolsos.
– O que é isso? — Sussurra.
Tira o pequeno papel dobrado de seu bolso e o olha, logo o abrindo. Ficou surpresa ao ver que era foto que tinha tirado no futuro, onde tinha todos da Grand Chase reunida. Era estranho aquilo ter vindo junto com ela, mas mesmo assim, não deixou de sorrir ao ver todos.
De repente, a foto começa a se despedaçar em pequenos pedaços de luz. Olhou preocupada, mas não tinha nada a se fazer. Em poucos segundos, os pedaços de luz subia em direção ao céu, assim sumindo na escuridão.
– As coisas serão diferentes dessa vez. — Pensa a ruiva enquanto olhava o brilho no céu. — Ninguém morrerá, ninguém se machucará, todos ficarão unidos! Não irei cometer o mesmo erro novamente.
– Elesis, vai querer um pedaço do bolo?! — Grita Lire, já com um pedaço em mãos.
A ruiva não responde imediatamente, ficou pensando nisso seriamente. Logo se virou, sorridente, e andou na direção do grupo.
– Mas é claro! — Grita animada.
Agradeço ao Grandiel por ter me jogado no futuro, mesmo eu não querendo. Muitas coisas aconteceram lá, das piores para as melhores. Foi uma nova perspectiva de ver minha equipe, que eu tanto ignorava. Como eu disse, tudo agora será diferente.
Serei uma melhor líder.
Uma melhor amiga.
Companheira.
Bisneta.
Filha.
E, é claro, uma namorada.
~
~
~
Mantinha as mãos fechadas como os seus olhos. Estava agachada perto daquela lapide, onde estava escrito o nome de uma pessoa muito importante para ela. Rezava, enquanto uma fumaça de ar quente saía de seu nariz. Bem, era comum quando nevava e sua respiração saía dessa forma. Por isso, usava grande agasalho e até mesmo um cachecol. Se sentia tão quentinha ali.
Abriu os olhos ao terminar de rezar. Continuou a fitar a lapide de seu pai, Elscud, sem expressão.
– Que esteja com as Deusas. — Sussurrou ao se levantar.
Passou a mão em sua roupa, tirando a neve que se acumulava nela. Soltou um suspiro.
– Parece que você é uma das poucas coisas que eu não consegui salvar no futuro, pai. — Falava Elesis. — Só espero que esteja em um lugar melhor.
Era verdade, se passaram muitos anos desde que tinha voltado do futuro incompleto. Todas as promessas que tinha feito, foram realizadas, menos o fato de encontrar seu pai. Até hoje, depois de muito tempo, não conseguiu o encontrar. Não se culpava por isso, apenas tentava superar esse fato. Era algo difícil, era, mas com o tempo, Elesis aguentava.
– Ei. — Alguém a chama.
Deu tempo nem de se virar quando algo apoia sobre sua cabeça. Ergueu o rosto, vendo os cabelos brancos do rapaz.
– Já terminou? — Perguntou Lass, a olhando sem expressão.
Como previa, o ninja continuou do mesmo jeito que o tinha encontrado no futuro. Permaneceu com seu jeito quieto e sério de ser, mas que não incomodava a ruiva. Gostava do seu jeito, e preferia que não mudasse.
– Já. — Afirma Elesis. — Por que toda a pressa?
– Não sinto mais meus dedos. — Fecha uma expressão de dor.
Se afasta do ninja, se soltando dos braços do mesmo. Colocou ambas as mãos para trás, olhando o rapaz com um sorriso.
– Sabe o que seria legal? — Pergunta Elesis. — Irmos para praia um dia desses.
– Nesse frio? — Estranha.
– Qual é o problema? — Olha de forma maliciosa. — Não gostaria de ver as garotas de biquíni? Ou os garotos de bermuda?
Lass a olhava sem expressão.
– Não e Não. — Foi bem direto.
Elesis ria de sua expressão. Deu de ombros e começou a andar, seguindo seu caminho sorridente.
– Só não reclame de quando quiser ir para praia depois, porque eu estou dando uma boa chance para você ir agora. — Falava a ruiva com os braços cruzados, de forma orgulhosa.
Parou os passos quando sentiu uma mão vim por trás e a pegar por debaixo do queixo. Seu rosto foi erguido, tendo nem tempo ao perceber que era Lass.
Como o ninja era bem alto, não teve problema ao beija-la de costas, já que a mesma estava com o rosto levantando. A ruiva foi pega de surpresa, tendo nem reação quando foi beijada.
Se separou da espadachim, mas continuando a olha-la dali de cima.
– Só quero ver você de biquíni, ninguém mais. — Fala o ninja, com a maior tranquilidade do mundo.
Aos poucos, o rosto da ruiva foi tomando uma coloração avermelhada. Fechou a cara e se agachou no chão, se soltando da mão de Lass. Deu alguns passos para frente e olhou furiosa para ele.
– J-Já disse para você avisar quando for fazer isso! — Gritava Elesis enquanto apontava para o albino. — Não faça essas coisas assim do nada!
– Tá bom. — Da de ombros. — Agora.
Se aproximou da espadachim novamente. Elesis o afastava com os braços, porém o rapaz a segurava pelos os pulsos, a puxando para mais perto.
Em meio a essa confusão, Elesis acaba vendo algo em incomum. Alguns metros atrás do ninja, via seu pai a olhando. Ao vê-lo, ficou sem expressão.
Não era real, percebeu. Quando pensou nisso, o ruivo sorriso e sumiu aos poucos. Já estava acostumada com todas alucinações que tinha.
Agora, Elesis estava em seu universo original, principalmente no tempo. Estava no futuro, na mesma época que foi jogada nele. Era estranho viver naquele tempo, onde ela já visitou uma vez. Às vezes, acabava vendo as mesmas coisas que viu no seu outro futuro. Via pessoas mortas, machucadas e coisas do tipo. Não contou a ninguém sobre isso, até mesmo de ter sido jogada no futuro, o que dificultava de ela superar essas coisas sozinha.
Segurou Lass pela a camisa e deu uma rasteira no mesmo, o derrubando no chão.
– Nem mesmo quando você for avisar! — Grita irritada. Solta um suspiro, tirando a raiva do peito. — Agora vamos, temos que ir na Guilda ainda.
– Certo, certo. — Murmura com a voz arrastada. Suas costas doía.
Nem esperou o ninja se levantar, foi logo se andando na direção do lugar. Era alguns minutos dali, o que facilitava para Elesis quando ela ia visitar seu pai.
Rapidamente chegou na Guilda, porém a olhando bem quando chegou na porta. Continuava a mesma coisa do outro futuro. Foi uma das poucas coisas que preferiu que continuasse, e a Guilda era uma delas. Mas a lei de não ter integrantes novos permanecia. Somente a Grand Chase.
– Você não me pega! — Ouviu alguém gritar dentro da Guilda. Sabia quem era.
Abriu um pequeno sorriso e abriu a porta, assim entrando no lugar. Seu corpo foi tomado pelo o clima quente do lugar, algo melhor que o frio do lado de fora.
Se sentia ainda presa no outro futuro ao entrar na Guilda e ver todos reunidos, porém com algumas mudanças. Holy estava ali, com o seu devido cabelo preso por uma trança e com roupas brancas, nada de coisas pretas. Zero com o rosto apoiado no balcão, além dos cabelos pálidos como sempre foram, e nada de preto. Mas isso eram apenas detalhes que davam para se acostumar.
– Bem vinda de volta, Elesis. — Fala Lire, com sua doce voz.
Olhou para a elfa e a viu sentada em uma das cadeiras. Não deixou de olhar para a barrigona que a loira tinha, o que era comum de quando ficava grávida de sete meses. Chegava a ser estranho toda a vez que via Lire assim, mas se acostumava com o tempo.
Quando a ruiva iria agradecer, algo a interrompe.
– Tia Elesis!
Duas crianças vem correndo em sua direção e a pega pelos os braços, a agachando desse jeito. A ruiva riu sem graça ao receber aquelas boas vindas deles.
– Tá tudo bem, Tia Elesis? — Pergunta a garota. Aparentando ter 5 anos ou mais, a menina de cabelos ruivos com um tom rosada sorria para ela. Seus olhos dourados não parava de olhar fixamente para a espadachim. — Disserem que você tinha ido em uma missão muito importante!
– Achamos que você podia ter se machucado. — Dessa vez, falou o garoto. Um pouco menor que a menina, o rapazinho tinhas cabelos da mesma cor que ela, e o mesmo para seus olhos dourados. Porém, seu tom de voz era sutil e tímido, diferente da menina, que era elevado e animado.
– Amu, Len, eu tô bem. — Chamou as crianças por seus nomes. Amu era a garota e Len o garoto. — Foi uma missão bem fácil até.
– Então a mamãe mentiu para gente. — Disse Amu com os braços cruzados.
Os dois irmão se viraram e olharam para Amy, que não parecia nada satisfeita.
– Não me olhem assim. — Exigiu a rosada. — Principalmente você, Amu. Fazer cara feia não é bonito para uma garota.
A pequena ignorou e continuou a fazer a cara fechada. Aquilo machucava Amy profundamente.
– Vamos, Amu, não faça isso. — Pede Jin com um sorriso torto. — Vai dizer que não quer ficar bonita como a sua mãe quando crescer?
Amu nega com a cabeça.
– Na verdade, não quero ser só bonita. — Diz ela com o tom animado. — Quero ser como todos!
Olharam confusos para a pequena, mas suas atenções são chamadas por Len, que se pronuncia.
– Queremos ser gentis como a Tia Lire. — Fala Len, tímido como sempre.
– Poderosa como a Tia Arme. — Diz Amu.
– Selvagem como o Ryan.
– Educado como o Ronan!
– Um bom lutador como o papai. — Se referia ao Jin, que olhou surpreso.
– Diva como a mamãe!
– Uma lenda como o Sieghart.
O moreno olhou sério, ficando triste por não ser chamado de Tio como os outros.
– Duvido. — Menciona Sieghart, mas tomando um tapa na cabeça em seguida. Tinha sido acertado por Mari.
– Inteligente como a Tia Mari. — Volta a falar Amu.
– Feroz como o Tio Dio.
– Elegante como a Tia Rey! — Joga os cabelos de lado, como a asmodiana.
– Guloso como o Tio Zero.
Ao falar isso, o Andarilho para de comer o bolo de morango e olha para Len. Todos olham decepcionados.
– Uma Deusa como a Tia Lin!
– Caçador como o Tio Lupus.
– Rápido como o Tio Azin!
– Boa como a Tia Holy.
– Corajosa como a Tia Edel!
– Ninja como o Tio Lass.
Os dois pararam e olharam para Elesis, assim apontando para a ruiva.
– E forte como a Tia Elesis. — Falam os dois juntos.
A ruiva olhou surpresa. Como esperado, abriu um largo sorriso em resposta. Esticou suas mãos e bagunçou os cabelos dos dois.
– Mas até lá, vocês terão que treinar muito. — Diz Elesis.
– Pode deixar! — Disse Amu agitada. — Eu, Len e o filho da Lire seremos a nova Grand Chase. Tá na hora dos velhos deixar a equipe para os jovens.
De repente, Sieghart começa a rir do nada. Dio, que estava ao seu lado, o olha com raiva. Odiava as gargalhadas do moreno.
– Vocês todos são velhos! — Diz Sieghart, mas voltando a rir em seguida.
– Cala a boca, Sieghart! — Gritaram todos, menos Amu e Len.
E aos poucos, a Guilda voltava a ficar agitada pelas as confusões, que sempre começavam por causa do imortal. É, dessa vez era Sieghart por completo, sem dividir com a Mari.
Dessa vez, tudo estava consertado. Nada de alguém morrendo ou se machucando, ou até mesmo indo para o lado das trevas. Tudo estava do jeito que Elesis queria.
Após ter voltado do futuro, treinou todos para derrotar Astaroth. O derrotaram. Grandiel, como já sabia no que podia dar, acabou partindo para um lugar muito distante, se prendendo na própria solidão. Mas antes disso, o loiro contou à Elesis como ele tinha sabido sobre o futuro. Falou que ele do futuro veio para o presente à procura de algo que só havia naquele tempo, por coincidência, acabou se encontrando com ele próprio. Viu na sua versão do futuro algo de diferente, por isso pensou primeiramente em Elesis para que impedisse aquilo. Não sabia que a ruiva era a culpada de tudo, então a jogou sem muitos detalhes do que encontraria lá.
Desde então, nunca mais viu Grandiel novamente. Queria poder vê-lo novamente, sentia sua falta. Tinha ódio dele, mas tudo passou quando o tempo foi consertado. Não precisava culpar o Grandiel do presente, apenas o do futuro.
– Está muito pensativa hoje, Ruivinha.
Tinha se sentando perto do balcão e apoiada seu rosto sobre o mesmo. Levantou o olhar para o lado e viu Sieghart. Estranho, o moreno tinha conseguido deixar seu corpo adulto, mesmo não tendo envelhecido por todos esses anos. Parece que Arme tinha feito uma magia que conseguia o deixar daquele jeito, acho que essa era a história que ele contou para Elesis.
– Apenas pensando em como seria o futuro se eu continuasse sendo uma péssima líder. — Menciona a ruiva.
– Seria uma desgraça. — Fala o rapaz, sem pensar muito. — Por quê está pensando nisso?
– Por nada, não. Só pensando mesmo. — Levanta o rosto e sorri para o mesmo. — Eu só acho que seria um futuro... Incompleto.
– Então como esse futuro é para você?
A ruiva olha para frente, sem dar uma resposta imediatamente.
Era bom ver a Grand Chase reunida. Lire e Arme conversando, como sempre. Ryan indo como Texugo regar as plantas do salão. Ronan e Edel continuavam a persistir sobre seus reinos, mesmo ambos estando ajudando um ao outro. Se bem que, o azulado permaneceu com os cabelos longos, como pedido de Elesis, que preferia o mesmo assim. Jin e Amy conversando com seus filhos gêmeos, Amu e Len. Ambos nasceram com as chamas do pai e algumas essências dos poderes das sistinas. É, seriam muitos fortes no futuro. Mari lendo um livro em silêncio, nada de diferente. Dio e Rey brigando, mesmo sendo "casados", tudo para unir as famílias em Elyos. Zero dormia no balcão enquanto Grandark e Eclipse brigavam. Infelizmente, Elesis não conseguiu salvar Duel. Lin continuava a ser perturbada por Azin, que só a perturbava porque Jin estava ocupado com os filhos, mas quando não estava, ele o infernizava. Holy logo se aproximava de Lin e a ajudava a se manter calma diante da raposa. Lupus se aproximava de Lass e perguntava que livro o mesmo estava lendo. Era estranho ver os dois tendo aquela relação.
Sorriu.
– Completo. — Termina a ruiva.
Tudo estava no devido lugar, mesmo tendo seus defeitos.
Foi um erro meu achar que minha equipe era apenas algo temporário. Fui uma tola. Todos, exatamente todos, são minha família. Se não fosse pela a Grand Chase, ainda estaria nos Cavaleiros Vermelhos, procurando um jeito para achar meu pai. Lire continuaria com o resto dos elfos. Arme estaria em seu colégio de magos, sem ter alguém como amigo para conversar. Ryan nunca teria salvado a floresta sozinho. Ronan teria morrido na ida para derrotar Cazeaje, ou talvez ela fizesse dele como outro fantoche. Jin seria o último Cavaleiro de Prata, e nada há mais. Amy nunca teria sido uma Sistina ou ter achado a Pandora, seria apenas uma ídolo qualquer. Mari permaneceria sem suas memórias, só vagaria pelo o mundo com sua expressão vazia. Sieghart continuaria desaparecido, sendo a lenda que sempre foi. Dio estaria ainda fechando os portões de Elyos. Rey nem teria saído de Elyos para começo de conversa. Zero continuaria sendo um Andarilho, sem rumo algum. Lin provavelmente teria ido para os lados das trevas. Lupus morreria ao desafiar Berkas novamente. Holy nunca teria saído da Ordem dos Paladinos da Luz. Azin não teria encontrado Jin. E Edel não teria achado seu irmão.
Nada teria sido do jeito que era para ser. Cada um viveria sua própria tragédia, sozinhos. E é claro, Cazeaje teria tornado Ernas um lugar das trevas.
Fico feliz em ter sido jogada no futuro, ter visto tudo de errado, principalmente meus companheiro morrer. Se não fosse por isso, eu não teria consertado as coisas... As deixaria incompleta.
Subiu no balcão, chamando a atenção de todos com uma batida de mãos.
– Aproveitando que todos estão reunidos, que tal comemoramos?! — Sugere a ruiva. — Para a nossa Grand Chase, e a futura. — Olha para os gêmeos e para Lire. — E que tudo continuo do jeito que está!
Urraram animados, até mesmo as crianças. Sem esperar, começaram a pegar as bebidas pronto para comemorarem.
– Você não, Zero! — Exclama Elesis quando o Andarilho iria pegar um copo. — Nem ouse tocar nisso.
Até hoje o rapaz não entendia o motivo de não poder beber, mas Elesis sim. Queria deixar o Andarilho do jeito que estava, inocente.
– Saúde! — Gritaram todos.
Alguns bebiam tudo em um gole, outro apenas dava uma pequena molhada na boca. Como Zero, Amu e Len ficaram apenas com água. Já Lire, bebia um suco, pois Ryan vivia a advertindo em comer e beber certas coisas.
Em poucos segundos, a clássica confusão começava. Elesis não deixou de sorrir ao ver aquilo. Adorava ver aquela cena.
Percebeu Lass se aproximar dela, o que fez a ruiva se agachar no balcão. O ninja podia ser alto, mas quando Elesis subia no balcão, ela ficava mais alta que todos. Ficou na altura dele.
– Não acho que seja uma boa ideia deixar todos comemorar com a Amu e o Len aqui, e com a Lire assim. — Menciona Lass.
– Relaxa, vai ficar tudo bem. Podemos ser destruidores, mas temos consciência do que fazemos. — Dizia orgulhosa.
– É por isso que eu gosto de você. — Abri um pequeno sorriso. — Sempre consegue dar um jeito nas coisas.
Não tinha como olhar para o Lass e não se lembrar do Lass do outro futuro. Lembrava de todas as coisas que ele falava, até das últimas antes de morrer. E também, não tinha como se esquecer daquilo...
Abriu um sorriso envergonhado.
– Eu gosto de você também, não se esqueça. — Diz Elesis. A Elesis do outro futuro pode não ter dito isso, mas a ruiva diria. Não podia negar, tinha um sentimento pelo o albino. Mas parece que tudo ficou claro quando ela voltou do futuro, que começou a se aproximar mais do ninja.
Lass a olhou surpreso. Sorriu também.
– É, acho que um dia na praia seria bom. — Menciona o rapaz de repente. — Não sei da onde você tirou essa ideia, mas parece ser legal.
– Sabia que gostaria.
Dessa vez não foi Lass que se aproximou, e sim Elesis. O beijou, tomando cuidado para não se desequilibrar e cair sobre o albino. No entanto, é interrompida rapidamente quando algo a puxa para trás, a separando de Lass.
– Sabia que eu não gostaria. — Menciona Sieghart, ainda a segurando.
Teve uma forte lembrança quando percebeu o moreno a separando novamente. Como da outra vez, fechou a cara, olhando irritada para o mesmo.
– Tá de brincadeira? De novo! — Grita irritada.
– Como assim de novo? — Estranha o imortal.
Revirou os olhos e suspirou, tirando a raiva do peito. Bem, não se importava mais, estava acostumada com isso.
Não importava quantas vezes teria que entrar na Guilda e ver uma confusão. Não se importava pelas as brigas que alguns membros tinham entre si. Não se importava se era ignorada algumas vez. Não ligava para o jeito protetor de Sieghart, que a separava ela e Lass todas vezes.
Nada disso fazia importância, porque ela sabia que toda vez que entrasse na Guilda, teria um Bem vinda de volta, Elesis. Sempre iria separar as brigas de todos. E que Lass a pegaria de surpresa e daria um beijo, mesmo sem a permissão da ruiva.
Essa era a Grand Chase e ela não poderia negar.
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