Notas iniciais
Desculpem pelo o atraso! Não tenho muito o que dizer, apenas um aviso muito importante sobre essa fic nas notas finais, então não deixem de ler, ok? Boa Leitura!

O lugar onde estava era bastante, com luz branca para todo canto. Era vazio. Olhou em volta, mas apenas viu o nada. Quando se virou para frente viu alguém de costas para ela. Sua visão estava horrível para identificar quem era.

– Ainda não. — Falou a pessoa. Sua voz lembrava alguém.

Não ligou para o que a pessoa disse. Correu em sua direção, assim esticando sua mão o máximo que podia. Sentiu as pontas dos dedos encostar em suas costas, logo se aproximando cada vez mais. A pessoa andou para frente, se afastando dela.

Ao ver que não conseguiria alcança-la, olhou desesperada para a imagem sumindo na sua frente.

***

Abriu os olhos rapidamente. Aquela luz que via em seu sonho sumia aos poucos, dando visão ao teto. Seus olhos continuavam abertos, mesmo com as lágrimas passando por eles. A única coisa que ouvia em todo aquele silêncio era sua respiração ofegante.

Aos poucos, abaixou o braço que mantinha levantado, o mesmo que esticou em seu sonho.

– Onde... — Sussurrava. — Onde estou?

Se apoiou nos cotovelos e se levantou lentamente. Ao está quase se sentando, sentiu uma dor aguda na barriga. Fez uma careta imediatamente. Colocou a mão no local, assim levantando a camisa e vendo um curativo em volta de sua barriga.

– Como que eu vim parar aqui? — Se perguntava.

Elesis olhou em volta e percebeu que estava em casa, no quarto. Tudo parecia tão confuso para ela. A última memória que tinha era de está caída na neve vendo alguém se aproximar dela, nada há mais. Tentou se lembrar de mais alguma coisa, fazendo a cabeça doer desse jeito. Colocou a mão no local.

Acabou nem percebendo a porta do quarto se abrindo. Olhou na direção ao ouvir o barulho de passos.

– Você acordou. — Menciona Lass.

O albino se aproximou da cama, logo se sentando perto. Suspirou cansado.

– Você me preocupo, sabia? — Dizia Lass. — Nunca mais vá embora desse jeito.

– E-Eu... — Não sabia o que dizer. — Como que eu vim parar aqui?

– Graças ao idiota, você tá bem. Podia ter morrido. — Falava sério.

– Eu sei. — Baixou o rosto. Estava decepcionada por si própria. — Nunca mais vou fazer isso. Espera... — Olhou confusa. — Idiota? De quem você tá falando?

– Você não se lembra mesmo?

Negou com a cabeça. Não se lembrava nem de como tinha chegado ali, muito menos de um certo idiota que Lass falou.

– É uma longa história. — Dizia o albino passando a mão nos cabelos. Parecia está enrolando. — E você acabou de acorda, então depois eu te conto.

Quando ouviu o ninja, ficou com uma expressão de surpresa. Sem dizer nada, se levantou da cama rapidamente. Ao colocar uma das pernas no chão, sentiu uma grande dor no local do ferimento. Ignorou e continuou a levantar.

– Eu preciso avisar a todos o -- Parou de falar quando sentiu outra dor.

– O que você tá fazendo? — Olhou confuso. — Você ainda tá machucada.

– Tenho que falar para todos sobre o Grandiel. — Falava com dificuldade.

Ao ficar em pé, começou a andar para fora do quarto. Lass se levantou e a impediu de continuar, a segurando delicadamente pelos os braços.

– Você tem que descansar, Elesis.

– Por favor, me leve até a Guilda. — Implorava. — Eu preciso dar um aviso a todos.

– Primeiro descanse.

– Eu só vou falar uma coisa e depois eu volto para descansar, eu prometo. Agora me leve até lá.

Quando foi continuar a persistir, viu o quão sério a ruiva estava falando. A soltou aos poucos, querendo continuar a segurando, desse jeito a impedindo de ir.

– É tão importante assim? — Perguntou Lass.

– Muito.

Ficou pensativo por um momento, logo tomando uma decisão.

– Eu te levo até lá. — Suspira derrotado. — Tente não fazer muito esforço para a ferida não abrir.

Confirmou com a cabeça, contente pela a resposta. A roupa que usava era algo bem simples, então dava para sair na rua tranquilamente sem chama atenção. Mas isso era pouco que Elesis se importava, precisava chegar na Guilda e avisar sobre o que Grandiel disse.

***

Por fim, colocou um curativo na bochecha, assim terminando o trabalho. Dio olhou nervoso para frente, ignorando os sermões que Rey o dava.

– Você tá me ouvindo? — Perguntou a asmodiana, com as mãos na cintura.

– Infelizmente. — Respondeu o rapaz ainda sério.

Dio estava com alguns outros curativos pelo o corpo, tudo tinha acontecido na noite passada, com a chegada dele. Além do asmodiano está machucado, um grande buraco se encontrava na parede da Guilda, o que chamava muito atenção.

– Já não basta ter feito esse estrago para eles, — Aponta para o buraco na parede. — Ainda está reclamando?

– Eu já entendi. — Falava com os dentes a mostra, por está nervoso. — Agora quer parar de falar?! Sua voz me irrita.

– Como é?! — Olhou zangada.

Em poucos instantes, os dois estavam brigando. Lire, que tinha colocado os curativos em Dio, se afastou aos poucos, querendo que não sobrasse para ela também.

A atenção da loira foi chamada pelo o barulho da porta. Olhou na direção e viu Elesis entrando, acompanhada por Lass, o que deixou a garota muito surpresa. Logo se aproximou dela.

– Elesis, o que faz aqui? — Perguntou preocupada. — Era para você está descansando.

– Tenho que avisar uma coisa. — Dizia séria. — É melhor chamar todos para ouvir.

– Olha, você precisa descansar. Sua ferida ainda não se cicatrizou.

– Lire, é urgente.

Elesis iria continuar a falar, mas parou quando percebeu um enorme buraco na parede do local. Ficou com um olhar confuso.

– O que aconteceu? — Perguntou enquanto apontava.

Depois percebeu Dio machucado, o que era estranho também.

– O que aconteceu com o Dio?

Começou a fazer perguntas sem esperar a resposta. Lire tentava responder pelo uma das questões, mas a ruiva acabava nem deixando ela começa a frase.

Logo ouve passos vindo do fundo da Guilda, porém Elesis continuou a perguntar. A pessoa passava a toalha na cabeça enquanto vinha no salão ver o que estava acontecendo. Ao chegar se deparou com Elesis ainda discutindo com Lire. Parou de andar e olhou quieto para a ruiva.

Quando terminou de fazer a última pergunta, a espadachim percebeu a presença de outra pessoa no lugar. Olhou sobre o ombro da elfa a pessoa com a toalha na cabeça. Os longos cabelos pretos chegavam quase na cintura, combinando com a barba bagunçada. Se não fosse os olhos prateados, não diria que era Sieghart.

– Você... — Sussurrou Elesis ainda não acreditando.

Saiu da frente da ruiva a elfa, dando passagem para ela. Começou com pequenos passos até o moreno, logo correndo em sua direção. Abriu os braços e o abraçou com força, fazendo seu ferimento reagir com dor.

Desde que tinha acordado naquela manhã, a cabeça de Elesis estava uma confusão. Se sentia diferente em relação aos seus amigos, mas mantendo a amizade de qualquer jeito. É como se começasse a sentir o que a Elesis do futuro sentia por cada pessoa. E quando viu Sieghart, não sentiu ódio por ele, apenas saudade, algo estranho para Elesis do passado.

– Seu idiota!

Soltou o rapaz e começou a dar pequenos socos no peito do rapaz.

– E-Ei! — Cruzava os braços para se defender. — Eu não fiz nada!

– Você some por anos e só decidi aparecer agora! — Continuava a soca-lo, o que deixava com mais dor ainda. — E ainda quer que eu fique feliz por isso!

– Bem, todos ficaram felizes pela a minha chegada. Menos aquele chifrudo ali... — Sussurrou enquanto apontava para Dio, que o olhou nervoso.

Parou de bater no mesmo e o olhou com a respiração ofegante. Tinha gastado energia à toa.

– Quando foi que você chegou? E por que só agora?!

– Primeiramente, de nada por te salvado, tá bom. — Descruza os braços.

– Salvado? — Olhou confusa.

De repente lembrou do que tinha acontecido antes de chegar ali. Quando estava caída na neve, viu alguém se aproximar dela e falar algo. A voz daquela pessoa era a mesmo a de Sieghart. Olhou surpresa para ele.

– Você era aquela pessoa que vi no salão da Mari. — Lembrou disso também. — E também foi a que me trouxe para cá. Mas como?

– Alguns feitiços de teletransporte e pronto. — Disse pensativo. — O que foi difícil foi te trazer. Parece uma pedra de tão pesada.

Sentiu uma veia pulsando em sua testa pelo o comentário do moreno.

– Sorte a sua ter te seguido naquela viagem. Se não fosse por mim, você estaria nesse momento congelando na neve. — Falava com um sorriso orgulhoso no rosto. — E morta.

Elesis agradecia mentalmente por ele te a seguido. Porém, com Sieghart a sua frente, isso a deixava com milhares de dúvida sobre ele. Ainda não acreditava que ele estava ali.

– E sobre a Mari?! — Pergunta de repente. — Ela está dormindo desde que você fez aquilo com ela quando derrotamos Astaroth. O que você fez?! Tem como acorda-la novamente?

– Eu mal cheguei. — Diz se dirigindo para a cadeira, assim se sentando nela de forma folgada. — Uma pergunta por vez.

– Quer parar de ser preguiçoso e responder a todos nós?! — Gritou Dio no fundo.

O moreno virou o rosto com um sorriso maroto.

– Relaxa, Chifrudo. Eu respondo o que você quiser depois. — Pisca com um olha, provocando o asmodiano.

O Asmodeus se levantou da cadeira em chamas, logo se dirigindo até o rapaz, que continuava a sorrir. Mas é impedido no meio do caminho por Rey que o segurava pelo o braço.

– Não vá destruir tudo de novo. — Diz a asmodiana.

Elesis olhou confusa para a situação. Olhou para Sieghart, a procura de uma resposta.

– Esse cara quase me matou hoje. — Menciona o moreno. — Que insensível que ele é.

– Mas você é imortal, não tem como morrer. — Solta uma risada. — É idiota ou o que?

Parou de rir ao ver a expressão quieta do rapaz. Ainda com um sorriso da risada, perguntou:

– Você é imortal... Né? — Perguntou Elesis, temendo pela a resposta.

Olhou sério para a ruiva, em seguida rindo com deboche.

– Digamos que eu seja um chocolate meio a meio agora. — Falava enquanto ria. — Minha imortalidade tá na metade.

Olhou surpresa.

– Como assim na metade? Tem como isso acontecer?!

Afirmou com a cabeça, o que deixou a ruiva mais surpresa ainda.

– Tudo isso aconteceu quando a Mari adormeceu. — Colocou as pernas cruzada sobre a mesa, ficando mais a vontade. — Quando ela absorveu toda a energia de Astaroth, ela ia literalmente explodir. Mas eu, como um cavalheiro, usei um dos selamento de Calnat para adormece Mari de volta. Quando apagada, essa energia iria se manter preso dentro dela, assim ninguém seria sacrificado.

– Mas o que isso tem a ver com a sua imortalidade?

– Tendo uma grande quantidade de energia dentro do corpo, poderia fazer Mari morrer. Então dei a metade da minha imortalidade para ela. Dessa forma ela não morreria. — Dizia sorridente.

– Então com a metade da sua imortalidade, por isso que você ficou adulto, e não adolescente como no passado. — Menciona Lire pensativa.

– Eu sei, eu fiquei um gato. — Passa a mão nos longos cabelos. Todos olharam com nojo para ele.

– Mas como funciona essa imortalidade pela a metade? — Perguntou Elesis. — Sua feridas se regeneram mesmo assim?

– Olha, quando eu dei a metade da minha imortalidade para a Mari eu me senti dando um órgão. O que eu tô querendo dizer é que eu não sou o mesmo como antes. A regeneração é muito mais lenta e qualquer machucado pode ser fatal por causa disso.

– Fatal é quando eu pegar minha foice e enfiar no seu -- Dio é interrompido por Rey, que mete a mão na boca do rapaz.

Outra vez, os dois começavam a discutir como no passado, tendo Dio como o mais nervoso. Elesis abriu um pequeno sorriso ao ver aquela cena. No entanto, se lembrou que tinha dar o aviso de Grandiel para todos, o que a deixou séria.

– O que o Grandiel está tramando? — Perguntou a ruiva de repente.

Sieghart parou com a brincadeira e olhou confuso para ela.

– Não sei muito mas eu soube que ele tem revivido alguns mortos ultimamente. — Falava sério. — Por que?

– Ele fez isso comigo. — Colocou a mão no canto da barriga, sobre o ferimento. — Quer dizer, a Lothos fez isso.

Olharam surpresos. Todos da Grand Chase sabia que Lothos havia morrido alguns anos atrás, então ficaram chocados ao saber que ela fez aquilo em Elesis. Se perguntavam o por quê?

– Ele mandou falar que era para gente está preparado daqui em diante, porque ele pretende fazer alguma coisa. Não disse o que seria mas parecia ser bem sério.

– Eu sei disso. — Disse Edel.

Saiu do fundo da Guilda com uma cara de sonolenta. Tinha ouvido a conversa.

– Adel me avisou a mesma coisa. — Se encostou no balcão. — Pensei que ele estivesse morto, mas parece que não. Grandiel deve ter o revivido como Lothos, o fazendo de soldados para ele. Ele falou que era para eu sair da cidade se quisesse sobreviver. Também não entendi o aviso. — Deu de ombros.

– Eles pretendem atacar a cidade pelo visto. — Disse Dio sério. — Mas por qual motivo?

– Porque é isso que Astaroth quer. — Disse a ruiva sem expressão. — Uma parte de Astaroth que ia explodir se juntou a Grandiel. Mas como ele tem um corpo mais resistente, deve ter aguentado. — Dizia pensativa.

Colocou uma das mão sob o queixo, pensando seriamente.

– Ele quer vingança pelo o que a gente fez, é isso que Astaroth quer. — Pensava Elesis. — Mas qual é o sentido de ele querer atacar essa cidade, logo essa?! Provavelmente tem algo de valor nessa cidade que ele quer pegar... Mas o que seria? — Arregalou os olhos. — O martelo de Ernas, que no momento está com a Mari... Dentro dela... Nessa cidade.

Se Astaroth pegasse o martelo de Ernas novamente, talvez pudesse ser revivido, trazendo o caos de volta. A cada pensamento, mais Elesis ficava assustada.

– Elesis, seu nariz. — Menciona Sieghart.

Parou de pensar. Lentamente colocou a mão no local e viu que escorria algo, que logo viu que era sangue.

Lire se aproximou da ruiva e a segurou pelos os ombros.

– Acho que é melhor você ir descansar, Elesis. Deve ter batido a cabeça quando Grandiel apareceu. — Diz a loira. — Vem, vou te levar para casa.

– Mas eu preciso -- Para de falar quando a elfa começa a puxar pelo o braço.

– Deixa que os rapazes cuidam disso. — Alguns ainda não tinham chegado na Guilda, e outros ainda dormiam. — Você tem que descansar agora. — Olhou para Lass com um sorriso confiante. — Eu levo ela, não se preocupe.

– Fica de olho para ela não fugir. — Disse o ninja. — Ela sempre faz isso quando eu me distraio.

– Pode deixar.

Elesis queria poder ficar para resolver o negócio de Grandiel urgentemente, mas em seu estado não conseguia. Olhou rapidamente para Sieghart, que continuava sentado.

– Sieghart, você pode acordar a Mari de volta, né?

Olhou silenciosamente para ela, assim abrindo outro sorriso.

– É uma pergunta muito difícil, Elesis.

O fitou sem expressão. Apenas deixou ser guiada por Lire para a saída, e continuando a olhar o moreno sorrindo para ela.

Sentiu um aperto no coração ao ouvir ele chamando por seu nome.

***

Se deitou na cama com muito cansaço. Tinha sido difícil para a ruiva ter andado até a Guilda e subido as escadas de casa. Seu machucado ainda doía muito.

– Agora não levante da cama até que seu machucado tenha melhorado, ouviu? — Dizia Lire. — E nada de pensar em fazer exercício.

– Entendi. — Falou com um a voz preguiçosa.

Sempre ouviu os sermões da elfa por anos. Se deitou com dificuldade, logo se enrolando no coberto quentinho. Sentiu-se bem melhor estando relaxada.

– O que aconteceu quando o Sieghart chegou? — Perguntou a ruiva. — Sabe, é estranho a Guilda está destruída daquele jeito.

– Tudo bem, eu te conto. — Se sentou ao lado da espadachim na cama. — Após o Sieghart te chegado, todos nós ficamos surpresos ao vê-lo. Aí ele se aproximo de mim e da Arme e me entregou você, que estava bem fira por causa do frio. Mas nada que a nossa maguinha pudesse fazer com a magia de cura.

***

Sem perder tempo, apoiaram o corpo de Elesis no chão e Arme já foi curando o ferimento da ruiva, que era bem visível. Para não deixar a garota desconfortável, Lire a apoiava sobre seu colo.

– Sieghart, é você mesmo? — Perguntou Amy assustada.

– Sentiu saudade? — Abriu os braços, assim indo em direção à rosada.

Antes que chegasse na dançarina, Jin entrou no meio e colocou a mão na cara do moreno, o impedindo que continuasse.

– Nem pense em chegar perto dela com esse fedor. — Disse o ruivo cercado por uma aura negra.

Isso era verdade, Sieghart fedia a todos odores que existiam.

– Sieghart. — Rangeu Dio no canto do salão. Saiu andando na direção do moreno.

– Dio. — Disse sorridente.

– Sieghart!

– Dio...? — Começava a recuar por causa da expressão assustadora do rapaz.

– Desgraçado! — Gritou Dio antes de invocar sua foice.

Segurou firme a arma a avançou contra Sieghart. Antes de se aproximar do mesmo, se encheu de mana em volta da arma, isso é, qualquer coisa que tocasse seria fatal. Todos olharam assustados ao ver no que aquilo iria dar, mas acabou sendo tarde demais quando a explosão ocorreu. Quando a fumaça se dissipou apenas viram um enorme buraco na parede, e nenhum sinal dos dois.

Sieghart foi jogado para fora por causa do impacto, o que fez o rapaz rolar por muitas vezes até parar. Quando foi tentar levantar, o asmodiano aparece pulando sobre, e mirando a ponta da foice em seu rosto. Por sorte, conseguiu segurar a lâmina da arma com ambas mãos, o que dificultava pois Dio botava bastante força.

– Senti sua falta também. — Fala Sieghart forçando uma risada.

– Eu quero minha recompensa!

– Recompensa? Do que você tá falando?

– Você acha que eu fiz aquele seu favor de graça?

– Mas eu sou pobre, não tenho dinheiro pra pagar.

Pressionou mais ainda a foice, fazendo a ponta da lâmina quase parar no olho do moreno.

– E quem disse que eu quero dinheiro? — Dizia o asmodiano com um sorriso de psicopata no rosto.

– Tenho medo de achar que você queira meu corpo nu, mas só deve ser impressão mesmo.

– E se eu disser que eu quero mesmo isso?

Sieghart olhou para ele sério, pela primeira vez em anos, não estava de brincadeira. Se passaram alguns minutos com o moreno processando o que tinha ouvido.

– Você tá de brincadeira, né? — Perguntou o rapaz com medo da resposta.

Puxou a foice para si, livrando o moreno da lâmina.

– É claro que sim! — Ergueu a foice bem ao alto, logo descendo violentamente na direção de Sieghart. — Eu quero que você morra!

Tentou levanta as mãos novamente, no intuito de segurar a lâmina, porém foi lento demais. Quando percebeu, a foice estava enfiada em um de seus ombros. Olhou quieto para o sangue saindo da ferido, logo ficando branco pelo o que aconteceu.

– E-Ei, vamos conversar! Você não pode me matar! — Dizia Sieghart desesperado. — Eu perdi --Para de falar quando a lâmina sai de seu ombro, o fazendo fazer uma careta de dor.

– Que foi? — Perguntou Dio sorrindo pela a expressão de agonia do moreno. — Tá com medinho de alguns arranhões?

– Não é isso!

A foice desceu outra vez, mas Sieghart conseguiu desviar. A ponta da arma ficou presa ao solo, então aproveitou que o asmodiano estava indefeso por um momento e o chutou. Após executar o ataque, se levantou e saiu correndo.

– Não fuja! — Gritou Dio tirando a arma do chão.

– Você vai me matar! — Gritava desesperado. — É claro que eu vou fugir!

Todos na Guilda olhavam a confusão do lado de fora, com uma expressão que usavam antigamente, quando viam uma luta deles dois. Já Arme e Lire continuavam dentro curando Elesis.

– Será que devemos interferir? — Perguntou Lin preocupada. — Eles vão acabar se matando assim.

– Bem, é o Sieghart. — Menciona Ronan. — Acho que não devemos interferir.

– O problema não é esse! — Fala Edel dando um tapa nas costas do azulado. — O problema é eles destruírem a cidade com isso.

Ficaram pensativos seriamente.

– Edel, vem comigo. — Disse Rey seguindo o caminho que os dois fizeram. — Já que você é rápida.

– Tudo bem. — Seguiu a asmodiana.

No lado de dentro, Lire e Arme ainda curavam Elesis, que permanecia apagada. Lass entrou de volta e se aproximou de ambas, assim se abaixando perto da ruiva.

– Ela vai ficar bem? — Perguntou preocupado.

– Até agora a magia de cura está funcionando. — Disse Arme com uma expressão de concentrada. — É uma ferida bem funda, vai precisa fazer pontos se quiser que ela melhore rápido.

– Ainda bem. — Baixou os ombros aliviado.

– Mas o que deve ter causado isso? — Perguntou Lire. — Provavelmente Sieghart não fez isso.

– Um florete, talvez. — Diz o albino pensativo. — É uma lâmina bem fina para ter feito isso.

As duas olharam preocupadas para Elesis. Se perguntavam quem poderia ter feito aquilo.

Enquanto isso, do lado de fora. Sieghart continuavam a correr em lágrimas de Dio. Tentou falar para o asmodiano sobre sua imortalidade, mas ele deu nem ouvidos, apenas o queria ver morto.

Sieghart tinha passado anos pulando de telhado em telhado, então dessa vez não era diferente. Era a maneira mais fácil de fugir do rapaz.

– Quer parar de correr?! — Berrou Dio vindo logo atrás.

– Se eu parar você vai me matar, onde está o sentindo nisso?!

Irritado de tanto correr, Dio criou suas asas, que estavam bem mais longas, e voou em direção ao moreno. Ao chegar perto dele, o arremessou para fora dos telhados, assim caindo no chão outra vez.

– Quero ver você fugir agora. — Disse o asmodiano levantando seu braço demoníaco. Uma esfera de energia começa a se forma, tendo uma coloração avermelhada.

Sieghart começou a suar ao ver do que se tratava aquela ataque, isso é, sua destruição por completo. Sendo a única opção, se virou e saiu correndo, mas acaba sendo impedido por algo que o agarra no pé fortemente. Parecia ser uma planta carnívora com um tom roxo. Mais uma das invocações de Dio.

– Quero ver se você é imortal mesmo depois dessa. — E arremessou a esfera contra o moreno.

– Mas eu não sou! — Gritou, sendo tarde demais.

Onde os dois estavam era um lugar bem largo, não tendo pessoas morando ali por perto, o que era sorte para eles. A esfera explodiu de um forma violenta, que logo foi sumindo aos poucos.

Dio continuou parado no seu lugar, esperando que Sieghart viesse contra ele, mas nada aconteceu. Estranhou o fato de está demorando, mas logo percebendo que algo vinha por trás. Deu nem tempo de se defender quando aquele enorme cachorro mordeu a bunda do asmodiano.

– Muito bem, Mary. — Dizia Rey vindo enquanto batia palmas com um sorriso bobo. — Bom trabalho!

Dio gritava em agonia pela a mordida que tomava, que piorava a cada minuto.

– Rey, tira essa demônio de mim! — Gritava o asmodiano irritado. — Agora!

Ainda com o sorriso no rosto, negou com a cabeça, o que irritou mais ainda o rapaz.

– Como você é mal educado, Dio. — Se sentou em pleno ar. — Vai ter que aprender a lição.

Estalou o dedo e duas criaturas são invocadas. Uma delas sendo muito fofa, o Haunt, e o outro típico Gargula. Apontou para o rapaz e as criaturas avançaram contra ele, o fazendo gritar mais ainda.

– Isso é por ser um menino mal. — Cruzou os braços.

Sieghart ao ver aquela esfera explodir, fechou os olhos esperando seu fim. Porém, nada havia acontecido, apenas se sentia sendo segurado. Abriu os olhos e viu que alguém o segurava pela a cintura, como uma mala.

– Essa foi por pouco. — Disse Edel suspirando. Olhou para o moreno e o soltou no chão. — Nunca mais me faça correr desse jeito.

O rapaz olhou com os olhos brilhando para Edel, com um largo sorriso no rosto. Diante dele, estava a mulher mais esbelta que tinha visto.

– Minha Deusa!

– O que? — Olhou confusa.

Segurou a mão da Major e começou a beija-la, logo se levantando e a abraçando fortemente.

– Obrigado, obrigado, obrigado!

– T-Tá bom! — Tentava se soltar do rapaz. — E tira a o rosto do meu peito!

Ficava vermelha de vergonha e raiva ao mesmo tempo. Não tendo muita opção, socou a cabeça do moreno, assim ele se soltando dela.

– Levante logo e venha se esclarecer na Guilda. — Fala Edel indo na frente.

– Faço qualquer coisa que você quiser. — Se levanta e a segue.

***

– E depois que o Sieghart voltou, ele se explicou sobre o que estava acontecendo, bem, foi pouca coisa que ele disse. — Termina Lire de falar.

Tinha contado um resumo de tudo que tinha acontecido quando Elesis chegou, mas deu para a ruiva entender do que aconteceu.

– Mas e a Guilda? — Perguntou Elesis. — Não tem problema ela está com um buraco enorme na parede?

– Tá tudo bem. — Dizia gentilmente, mesmo para uma situação estressante daquelas. — Dá pra conserta.

– Ainda bem. — Abriu um pequeno sorriso de alívio.

– Mas agora falando sobre você, Elesis. — Ficou séria a loira. — Devia ter avisado para gente que iria viajar. Não pode sair assim.

– Eu sei. — Abaixou o olhar triste. — Me desculpe. Devo ter feito vocês ficarem preocupados.

Não deixou de sorrir para conforta a ruiva. A elfa passou a mão sobre a franja de Elesis, tirando sobre seus olhos.

– O importante é que você tá bem, ou quase isso.

Soltou uma risada abafada sobre o comentário da elfa.

– Acho melhor eu deixar você descansando agora. — Falou enquanto se levantava da cama. — Não ouse sair daí, entendido?

– Ok.

Se despediu com a mão acenando e foi em direção à porta, mas parando quando a ruiva a chama. Se virou para ela.

– Você acha que o Sieghart está diferente? — Perguntou Elesis de repente.

– Hum... Ele parece o mesmo. Eu sei que é difícil acreditar no que ele fez pela a Mari e tudo, mas continua sendo o Sieghart de sempre.

– Não estou falando disso. É que, ele me chamou pelo o meu nome. — Olhava inexpressiva para o teto.

– E algum problema nisso?

Com o punho fechado, colocou as costas da mão sobre o nariz, que soluçava. Seus olhos começam a arder pelas as lágrimas que desciam. Escondeu a tristeza sob o braço.

– Depois de tantos anos, por que ele decide me chama pelo o nome só agora, e não por Ruivinha? — Rangia os dentes. — Aquele idiota.

– Uma vez você disse para ele te chamar pelo o nome, e não pelo o apelido. Você parecia bem séria, então ele atendeu a seu pedido aparentemente.

– Por quê eu falaria isso?

Lire a olhou com tristeza. Não sabia a resposta para aquela pergunta.

– Não fique pensando nisso, Elesis. No momento, apenas descanse.

Engoliu o choro e afirmou com a cabeça. A loira entendeu o recado e saiu do quarto, se despedindo antes.

A porta se fechou, deixando Elesis a sós. O que ela mais e menos queria, ambos ao mesmo tempo. Não gostava que a visse daquele jeito, mas no momento precisava de alguém ao seu lado. Sua cabeça estava uma confusão.

Não sabia o motivo de está assim. Parecia que todos os sentimentos da Elesis desse tempo estava afetando a ruiva de uma estranha maneira. Quando acordou de manhã, ficou feliz ao ver Lass, porém de uma forma diferente, uma forma que Elesis nunca teve ao ver o ninja. O mesmo quando aconteceu quando viu Sieghart, que a deixou muito mais feliz e aliviada ao ver o rapaz.

No entanto, aqueles sentimentos não pertenciam a Elesis, e sim a Elesis daquele tempo.

***

Desde que Amy tinha chegado na Guilda o barulho de tesoura não tinha parado. Quando viu Sieghart entrar por aquela porta no outro dia, ela quase surtou ao ver como o moreno estava. Isso fez ela ficar enjoada, e não por está grávida.

– Prontinho. — Disse sorridente.

Puxou a toalha com estilo, fazendo os cabelos cortados voarem como pena. Pegou um espelho sobre o balcão e entregou a Sieghart. O rapaz quando viu o resultado, se levantou da cadeira e passou a mão sobre a cabeça.

– E eu pensando que não tinha como ficar mais gato. — Dizia de forma ignorante.

Todo o longo cabelo de Sieghart foi cortado para os fios rebeldes de antigamente, porém dessa vez ficou mais cheio e bagunçado. Sua barba foi raspada por completo. Agora Sieghart parecia um lendário guerreiro com um corte moderno.

– Tá parecendo um palhaço. — Menciona Dio. O asmodiano não podia dizer muito por seu cabelo ser espetado na parte de trás.

– Isso é inveja. — Apontou o espelho para o Asmodeus. — Só porque não é tão bonito quanto eu, Chifrudo.

– É o que? — Olha nervoso.

Deu as costas para Dio, o ignorando totalmente.

– Obrigado, Amy. Só a melhor diva de todas para fazer isso. — Disse de forma sedutora.

– Só fiz o meu trabalho. — Joga o cabelo para o lado, mostrando que o moreno estava certo.

Jin, que estava sentado perto da rosada, olhava mortalmente para Sieghart. Sabia todos os truques de Sieghart com as mulheres, o que deixava furioso quando ele se aproximava de Amy.

– Então, alguma novidade para me contar? — Perguntou Sieghart animado. — Sabe, eu passei muito tempo fora, então eu tô um pouco desatualizado.

– Amy está grávida do Jin. — Disse Zero sem muita importância.

Todos olharam nervosos para Zero, principalmente Jin. Aquilo era algo que Sieghart nunca poderia saber.

– Hum... — Olha de forma maliciosa para o ruivo, que queimava de vergonha. — Então vocês -- Antes que pudesse terminar a frase, Jin coloca a mão em sua boca, o impedindo de continuar a falar.

– Sem comentários! — Pede o lutador ainda vermelho.

Tirou a mão de Jin de sua boca, mas continuando a sorrir.

– Que sem graça. Mais alguma novidade? — Olhava com os olhos brilhando para cada um.

– Eu virei Rei de Canaban e Edel virou Rainha de Serdin. — Menciona Ronan.

Olhou um pouco surpreso para ambos.

– Seria bom se vocês se casassem e juntassem os reinos para um só. — Sugere. — Já que vocês tem um amor revoltado.

Ronan ficou vermelho pelo o comentário, já Edel o olhou irritada.

– Nunca eu me casaria com esse pedaço de lixo! — Aponta para o azulado.

– E o Ronan já tem alguém pra se casar. — Disse Arme entrando na frente de Sieghart, com o seu olhar emburrado.

– E cadê? — Olhava em volta. Estava apenas zoando da altura da maga, que continuava baixa comparada a todos.

– Idiota. — Cruza os braços e incha as bochechas, parecendo uma criança. Mesmo depois de anos, Arme continuava com a mesma mania.

Riu da expressão da roxinha.

– Mais novidades!

– Lupus foi enganado pela a Edel. — Outra vez, fala Zero.

O caçador olhou em chamas para o rapaz, tendo ódio eterno por ele ter tocado no assunto.

– Como assim enganado? — Olha curioso.

Quando o Andarilho foi abrir a boca para dizer, tanto Lupus quando Edel meteram a mão na boca dele.

– Cala a boca! — Gritou os dois.

Por Zero ter sido impedido pelos os dois, Sieghart teve que achar outra "vítima".

– Algo mais?

– Eu e o Dio nos unimos para que as famílias reais em Elyos parassem com as brigas. — Diz Rey. — Isso é, chega de guerra.

– Então vocês praticamente se casaram?

– Sim.

Soltou uma gargalhada, o que incomodou o Asmodeus.

– Agora eu entendo o motivo dos chifres estarem maiores! — Apontava para Dio enquanto ria.

– É o que?! — Gritou o asmodiano em fúria.

Tentou correr na direção do moreno mas foi impedido por todos, que tiveram que impedir para a Guilda continuar inteira. Sieghart apenas olhava a cena com um longo sorriso no rosto.

Em meio ao barulho, viu Lass no balcão, com a cabeça apoiada na mão. O ninja estava calmo até demais. Logo o moreno apareceu na sua frente, apoiando a cabeça sobre as duas mãos. Olhou para o albino com os olhos brilhando.

– E você, alguma novidade? Como sempre, tão quietinho no canto. — Menciona Sieghart.

– Nada que o interesse. — Olhou para o moreno.

– Qualquer coisa serve.

Olhou emburrado pela a persistência do rapaz.

– Tudo bem. — O fitou sério. — Eu estou namorando a Elesis.

Sieghart continuou com seu precioso olhar de garota para Lass. Ouviu o que ele disse e permaneceu quieto.

– Quando eu disse qualquer coisa, mentir não vale.

– É verdade.

Sua expressão ficou neutra. Tentou pegar Lass pela a gola da camisa mas falha quando o ninja desvia. Com a mão livre, o moreno apontou seriamente para o rapaz.

– Nem ouse tocar na minha bisneta! Eu sou o único familiar dela, o que me faz como um pai para ela.

– Tá bom, sogrão. — Falou Lass sem muita importância.

Sieghart parecia até mais um gato tentando pegar o ninja pelas as garras, que desviava facilmente.

– Eu não posso deixar que isso aconteça! — Se apoiou sobre o balcão e aproximou-se do albino. — Mas vocês dois já... Sabe... Igual Jin e a Amy?

Ergueu uma das sobrancelhas, mas não por confusão e sim por estranha a pergunta do moreno.

– Por que quer tanto saber? — Cruzou os braços.

– Apenas diga sim ou não. -

Olha emburrado. Lass olhou para o lado.

– Talvez.

– Como assim "talvez"?! Me responda!

Pela primeira vez, via Sieghart se importa com algo, que o deixou zangado. Era verdade, ele se importava de verdade com Elesis, então é comum ele agir dessa forma. Bem, ele só tem ela como família, e o mesmo vale para a ruiva.

E em pouco tempo, Sieghart e Lass conversam normalmente, com alguns escândalos do moreno de vez em quando. Era até estranho ver ambos conversando, pois no passado não eram tão próximos assim.

Bem, o tempo passou e as coisas mudaram.

***

Fitava a azulada com um olhar sério. Tinha se passado um bom tempo desde que saiu da Guilda para visitar Mari. Sieghart, que dessa vez vinha sem capuz, apenas observava a garota dormindo em um sono profundo. Sim, se sentia culpado por ela está daquele jeito.

– Desculpe por isso. — Fala o moreno.

Sentia-se como um maluco falando sozinho naquele enorme salão vazio, tendo apenas ele e Mari.

– Era o único jeito de te salvar, então não tive muita escolha. — Suspirou triste.

Colocou as mãos no bolso e continuou a fitar Mari em silêncio. Não tinha ideia alguma na cabeça para trazê-la de volta. Nenhuma.

Abaixou a cabeça, se aproximando de Mari. Ao chegar perto, encostou sua testa com a da azulada. Ficou de olhos fechados, como a azulada.

– Por favor, acorde. — Pediu em voz baixa.

Abriu os olhos, olhando de perto Mari. Nada havia acontecido, como esperava. Se levantou aos poucos com uma expressão triste.

– Acho que isso é só com você. — Menciona. — Boa sorte. Estarei a esperando.

***

Depois de ter passado o dia todo dormindo, Elesis acordou com a cabeça pesando. Tinha se recuperado o suficiente para poder se sentar na cama sem sentir dor. Antes de dormir, Lire tinha à dado um remédio para o machucado, o que acabou a deixando um pouco sonolenta. Só acordou quando era de noite, foi o que percebeu ao olhar pela a janela.

Sentou-se na cama e passou a mão no cabelo bagunçado, que estava todo para o alto. Coçou os olhos e olhou em volta do quarto, que estava um pouco iluminado por causa do abajur que tinha ligado a pouco tempo. Aos poucos, percebeu uma pessoa parada em frente a sua cama. Se não fosse pelo o sorriso que conhecia, julgaria como um maníaco.

– Finalmente acordou, Adormecida. — Disse Sieghart.

O rapaz depois que saiu do castelo onde Mari estava, veio para a casa da ruiva, de penetra de preferência. Lass não fazia a mínima ideia que o moreno estava ali.

– O que você faz aqui? — Perguntou a espadachim com a cara sonolenta.

– Não deu muito tempo para a gente conversa, então eu vim te visitar. — Sorriu. — Algum problema?

– Todo.

– Não seja chata. — Rir enquanto passa a mão no novo penteado. — Gosto do meu visual?

– A sua cara continua a mesma, então... — Ficou pensativa. — Não, não gostei.

Olhando assim, via que a relação de ambos tinha mudado exatamente nada. A única coisa de diferente são as suas aparências mais adultas.

– Por onde você esteve por tanto tempo? — Perguntou a ruiva de repente.

– Em vários lugares. Qualquer lugar em que vocês não me encontrassem. — Falava sério. — Sabia que vocês queriam saber como fazer a Mari acordar e que viriam atrás de mim por isso. E como eu sou um idiota, fugi de vocês.

– Mas você sabe como acorda-la? — Perguntou esperançosa.

Não disse nada, apenas negou com a cabeça. Elesis olhou triste, tendo suas esperanças quebradas. Tinha achado todo esse tempo que Sieghart podia ajuda-la, mas estava errada.

– Eu vou dar um jeito. — Disse o moreno confiante. — Ela vai voltar, eu garanto.

– Tomara. — Abri um pequeno sorriso.

Sieghart vai até a janela e a abre. Colocou um dos pés sobre ela, pronto para sair.

– Quer dar uma volta? — Perguntou enquanto apontava para fora. — Sei que ninguém te deixou sair desde cedo.

Olhou desconfiada para o moreno. Bem, não tinha muita escolha já que queria mesmo sair para tomar um ar fresco, principalmente de depois de tudo que passou.

– Eu tô com fome. — Menciona a ruiva, um pouco sem jeito.

– Tudo bem, eu roubo alguma coisa pra você.

Riu do que o rapaz disse. Sieghart continuava o mesmo canalha de sempre, o que deixava a ruiva contente.

– Seja um cavalheiro e me leve nas costas. — Disse autoritária. — Ainda estou com dificuldade para andar.

– Posso não ser um cavalo, mas eu ajo como um. — Olha de forma maliciosa. — Se é que me entende.

Se levantou da cama com um pouco de dificuldade, e foi até as costas do rapaz e o olhou com desprezo.

– Tenho pena da minha bisavó.

– É, pode-se dizer assim.

O moreno abaixou e Elesis subiu sobre suas costas, segurando firme os ombros.

– Pronta?

– Claro que sim, seu cavalo. — Disse séria.

Uma lágrima de sofrimento passou pelo o rosto de Sieghart. Sentia um certo ponto de nostalgia acertar seu coração.

Sem falar nada, pulou da janela, fazendo Elesis se segurar firme. Caiu direto na rua, que permanecia vazia como sempre. Começou a correr de uma maneira rápida, deixando a ruiva assustada por tal proeza.

– Devagar! Tá querendo me matar?!

O grito de desespero da jovem era tão alto que se deu para ouvir dentro de casa, isso é, Lass que estava na sala ouviu na hora. Com uma cara de já saber o que tinha acontecido, entrou no quarto e se deparou com a cama desarrumada.

– Esses idiotas. — Rangeu o dente.

Sem dizer nada, pulou da janela. Olhou para as duas direções e seguiu a que vinha os gritos da ruiva. Correu atrás deles, mas não com a mesma velocidade que o moreno.

***

Ouviu alguém chamar por seu nome. Ignorou. Outra vez ouviu seu nome. Queria continuar a ignorar, porém não conseguia. Sentia ser puxada a força para aquela luz que a cegava, a deixando sem força para lutar contra.

Abriu os olhos no instante que ouviu a pessoa a chamar novamente. Não piscou uma única vez, mantendo os olhos arregalados. Sua respiração aos poucos voltava ao normal. Fechou as mãos, vendo que aquilo era real.

Se levantou rapidamente. Olhou em volta e apenas viu o salão vazio e escuro que estava. Logo percebeu a lua do lado de fora, atrás das grandes janelas do lugar. Naquele momento, sentiu uma enorme vontade de sair daquele lugar o mais rápido o possível.

***

Depois de tanto correr naquela velocidade, Sieghart teve que parar para tomar um fôlego. Já Elesis apenas sentia sua franja para trás pelo o vento que passou.

– Desde quando você corre tanto assim?! — Olha nervosa para o rapaz.

– Para sobreviver temos que aprender muitas coisas, e correr é uma delas. Só não corro mais rápido por está carregando toneladas nas minhas costas.

– Não é pra tanto. — Fecha o punho de raiva.

Realmente Elesis não sabia o motivo de está tão feliz em ver Sieghart. No passado, sempre o odiou no fundo do coração, querendo o ver morto de qualquer jeito. E de repente, se sente feliz em ver o rapaz. Talvez... Talvez ela sempre gostou dele, mas apenas rejeitava esse sentimento com raiva e porradas.

De repente sentiu uma vontade de ver todos e abraça-los. Com esse pensamento, acabou deixando um pequeno sorriso escapar.

– O que foi? — Perguntou Sieghart olhando sobre o ombro. — Por que tá sorrindo?

– Po-Por nada não. — Diz sem jeito. — Eu só tô feliz.

– Entendo. — Olha para frente e sorrir também. — Está feliz em ver todos novamente, não é?

Não disse nada, permaneceu em silêncio.

– Também por saber que possa voltar para o passado e consertar tudo... — Disse sem expressão.

Elesis arregalou os olhos ao ouvir o que ele disse. Pensou que tinha sido coisa da sua cabeça, mas quando o moreno virou o rosto para ela e sorriu, teve certeza que não estava maluca. Sentiu as mãos tremerem sobre os ombros do rapaz. Não sabia se dizia algo ou continuava calada.

De repente caiu de bunda de chão quando Sieghart a soltou. Olhou confusa para ele, mas nem o viu por o moreno ter se escondido atrás de suas costas.

– Fan-Fantasma! — Gritou Sieghart apontando para frente.

Ainda confusa, seguiu o olhar para onde o rapaz apontava. Congelou o corpo na hora ao ver aquela pessoa parada alguns metros a frente. Como dito, parecia mesmo um fantasma pelo o longo vestido branco que usava e a pela branca, além dos cabelos cobrindo seu rosto.

Os dois não sabiam o que fazer, apenas estavam congelados.

– Elesis... — Sussurrou a criatura.

Com as mãos pálidas, tirou a franja que cobria seu rosto. Quando viu o rosto da pessoa, Elesis abriu a boca surpresa. Os olhos de cores diferentes diziam tudo.

– Sieghart... — Disse outra vez a pessoa.

Sua voz era diferente mas mesmo assim os olhos diziam tudo, e seus grandes cabelos azuis também.

– Mari. — Sussurrou os dois, ainda surpresos.

Notas finais
Review? *O aviso sobre essa fic é: Eu vou dar uma pausa nela por um determinado tempo, que é até o final do ano. Calma! Eu não vou larga ela ou algo do tipo, só apenas dar uma pausa. Por que? Bem, como vocês sabem eu faço a outra fic (Fale o que quiser mas sou uma garota) e eu pretendo termina a primeira temporada até esse ano, mas para isso eu preciso de tempo, por isso eu vou dar uma pausa nessa fic. Sim, a outra fic (Fale o que quiser mas sou uma garota) está no final da temporada e eu já calculei quantos capítulo vão dar até o final do ano, vai ser 10 ou menos. Para mais informação só na fic mesmo que eu vou está explicando, ok? Não fiquem tristes! Quando eu acabar de postar os capítulos lá, eu venho correndo para aqui termina a fic que também já está no final :3 Então... Até o final do ano ou ano que vem hehe