Quando somos crianças e moramos naqueles típicos bairros calmos e cheios de crianças, temos a tendência de fazer muitos amigos, mas na maioria das vezes a amizade nunca dura o tanto de tempo que gostaríamos que durasse. Ou por conta de alguma briga, ou porque algum amigo daquela turminha teve que se mudar porque o pai recebeu uma proposta de trabalho melhor. Porém eu consegui fugir dessa lei que parece proibir as amizades de infância de durarem muito porque eu consegui manter varias amizades da rua onde morei minha vida inteira e uma delas foi com Natalia. Éramos muito pequenos quando nos conhecemos, arrisco a dizer que foi entre meus três ou quatro anos de idade já ela era um ano mais nova do que eu, a família dela se mudou para a casa do lado da minha e logo de cara nossas mães se tornaram amigas quase inseparáveis. Eu e ela vivíamos brincando um com o outro, sempre andávamos juntos pela rua e era difícil nos ver brigando, conseguimos construir uma fidelidade e um companheirismo difícil de quebrar ou arruinar. Crescemos juntos, estudamos nas mesmas escolas e fizemos o mesmo grupo de amigos, testemunhamos o primeiro beijo de cada um, o primeiro relacionamento e as primeiras decepções, sempre nós dois sempre Natalia e Rafael. Nada mudou desde então, eu e ela ainda somos muito grudados, inclusive moramos no mesmo apartamento na mesma cidade.

Ela está no terceiro ano de faculdade de moda e direito enquanto eu termino meu penúltimo ano de medicina. Foi ela quem implorou para que eu viesse morar com ela e como não sou de recusar um pedido da minha baixinha, acabei aceitando. Trabalhamos meio período cada um e recebemos uma pequena quantia de dinheiro dos nossos pais – que ainda são muito amigos, quase tão inseparáveis quanto nós dois – para as despesas e necessidades. Mas ultimamente a única coisa que fazemos é brigar. Eu tento culpar a faculdade e a semana pesada de provas por esse estresse todo e o clima pesado que nos rodeia, mas sei que não é verdade. Tenho que admitir que sempre fui apaixonado por Nat, desde quando éramos crianças. Ela sempre foi uma menina diferente das outras, não apenas na beleza e no comportamento, mas também pelo brilho único que ela carrega no olhar e no sorriso. E no ultimo mês acabei escutando uma conversa dela com uma de suas amigas e descobri que ela também sentia a mesma coisa por mim, não desde criança como eu. Desde então venho tentado nos aproximar de um jeito mais do que simplesmente amizade, mas eu conheço Nat melhor do que a mim, ela jamais arriscaria perder minha amizade por uma paixão boba e sem fundamento, como ela mesma diz e é por isso que estamos sempre brigando, discutindo e de vez em quando nos evitando, o que dói muito em mim.

- É tão difícil assim pra você admitir que esteja apaixonada por mim? É tão difícil deixar de ser egoísta e nos permitir viver esse romance, Natalia? – aumentei a voz mais uma vez.

Já eram dez horas da noite e estávamos mais uma vez discutindo sobre o mesmo assunto pela terceira vez no dia, Nat estava sentada de frente pra mim na nossa pequena mesa de jantar, ela tinha a cara amarrada e tentava puxar o ar de volta para os pulmões com força, ela estava chorando. Só eu sabia o quanto me doía vê-la daquele jeito, ainda mais por minha culpa, mas eu não conseguia mais fingir que não havia sentimento nenhum entre nós dois como ela estava tentando fazer, eu não conseguia mais manter a calma quando a via, precisava tê-la pra mim, como a mulher da minha vida que somente ela é. Mesmo abalada, Nat apenas abaixava a cabeça movimentando-a de um lado para outro em negação, apesar de tudo eu sabia no que ela estava pensando.

- Por que você não me deixa te fazer feliz, Nat? – perguntei com a voz começando a embargar. – Por que você não me deixa ser seu? Baixinha, eu realmente quero te...

- NÃO RAFAEL! – ela gritou se levantando da mesa e derrubando a cadeira para trás. – Eu não posso, nós dois não podemos! Você sabe disso. Todo mundo sabe disso. – eu via as lagrimas dela rolarem pelo rosto já molhado e minha única vontade era de levantar do meu lugar e ir enxuga-las. – Pelo amor de Deus, nós somos melhores amigos, melhores amigos de infância. Sabíamos que um dia ou outro isso iria acontecer, mas não vai durar para sempre.

- Como você pode dizer isso, ein? – falei alto também me levantando. – Como? Você sabe e sempre soube dos meus sentimentos por você, jamais escondi isso! E você vem me dizer que é apenas um sentimento passageiro? Você sabe que nunca consegui permanecer num relacionamento por muito tempo justamente por VOCÊ, por esse SENTIMENTO.

- Quer saber?! – disse se virando e limpando o rosto molhado, eu via o quanto ela estava nervosa pelo tremor de suas mãos. – Eu vou embora daqui, hoje, agora!

- QUÊ? Como assim vai embora? – avancei sobre ela e segurei em seus ombros. – Você não pode me deixar... não pode me deixar aqui sozinho, você nem tem para onde ir.

- Eu vou pra casa da Pati e vou passar um tempo por lá, até descobrir o que vou fazer.

Eu estava nervoso e começando a me assustar com a ideia dela ir embora. Eu senti as mãos pequenas de Natalia segurarem a minha com delicadeza ainda tremendo e me fazendo soltá-la contra minha vontade, ainda chorando ela se virou de costas pra mim e sumiu pelo corredor, com o barulho alto de porta batendo eu soube que ele havia ido para seu quarto. Não suportando mais a vontade de chorar, escorreguei pelo armário e me sentei no chão afundando o rosto nas mãos enquanto sentia as lágrimas quentes e salgadas molhar a minha pele. Sempre fui muito dedicado a Nat, sempre dei o melhor de mim para vê-la feliz e satisfeita, era difícil nos ver em climas tensos e pesados como ultimamente e saber que ela se negava permitir sentir por mim o que eu sentia por ela há anos era pior do que qualquer coisa de ruim que já me aconteceu.

Eu fiquei ali sentado no chão por um longo tempo, repassando como um filme todos os nossos momentos, desde crianças até aqui. Era mais ou menos meia noite quando a vi passar pela sala carregando uma pequena mochila, seu rosto totalmente vermelho e inchado, vestida com uma roupa simples e percebi que ela estava com pressa, pois andava extremamente rápida, quase tropeçando nos próprios pés. Eu riria disso se fosse por outra razão, diferente da vontade dela de fugir de mim. Nem se quer me dei ao trabalho de me levantar e ir atrás dela, estava cansado de brigar com ela por tentar fazê-la aceitar seus sentimento, apenas fiquei sentado ali no chão por mais algumas horas até o momento que resolvi ir me deitar.

Os dias se passaram devagar e arrastados depois que minha pequena foi embora, eu mal comia direito e já tinha faltado varias vezes no trabalho e na faculdade, não queria encontrar com ela sem ter certeza de que estava pronto para isso. Meu quarto ficou totalmente arrumado durante esse tempo todo, o que se tornou um milagre, porque eu passava a maior parte do dia deitado na cama dela, sentindo o cheiro forte do perfume dela que ainda se instalava pelo cômodo e tentando ter um pouquinho dela para mim durante sua ausência. Soube por intermédio de alguns amigos em comum nossos que ela também não estava nada bem, passava o dia inteiro estudando tentando ocupar a cabeça e quando chegava a noite, ela se trancava no quarto e chorava até cair no sono. Eu sentia meu coração apertar e se contorcer dentro do meu peito cada vez que forçava minha mente a imaginar ela chorando por mim, sei que eu deveria me sentir feliz por ela, mas eu não conseguia. Eu não sabia como ficar feliz por conta de tristeza dela, mesmo que essa seja por minha culpa.

Domingo foi o primeiro dia, depois de duas semanas inteiras, que eu não fui para o quarto dela. Deixei tudo arrumado como deveria estar, passei o dia inteiro sentado na minha cama olhando para o teto, vendo os flashes dos nossos momentos porque essa era a única coisa que eu sabia fazer desde então. Também foi o primeiro dia que decidi sair, por muita insistência de alguns amigos meu é claro, fui comer um lanche com eles. E foi nesse mesmo dia que a encontrei depois de tanto tempo longe. Eu voltei para casa por volta da uma hora da manhã, a porta do pequeno apartamento em que eu passei duas semanas inteiras sozinho estava entreaberta e a luz da cozinha e da sala estavam acesas. Consegui ouvir do batente da porta de entrada uma voz feminina conversando sozinha e eu reconheci aquela voz, soube no mesmo momento que Natalia estava de volta, talvez para ficar ou ir embora de vez. Respirei fundo umas três vezes tentando tomar coragem e quando finalmente a encontrei em algum canto escuro do meu interior eu entrei em casa, passando com calma pela porta e a fechando atrás de mim, deixei as chaves na mesinha ao lado do sofá e me dirigi para a cozinha.

A figura que encontrei sentada num dos banquinhos do balcão da cozinha de costas para mim estava diferente do que eu me recordava. Natalia sempre teve o corpo muito bem desenhado, as curvas que desenhavam seu quadril e sua cintura eram extremamente perfeita, mas por alguma razão ela estava mais magra, mais fraca e aparentemente mais cansada. Não que fosse um problema para mim, minha pequena nunca foi gorda, muito pelo contrario, porém eu soube que ela não estava comendo direito. Ela cochichava alguma coisa que eu não conseguia compreender e tinha nas mãos uma garrafa de vinho, que ela chacoalhava toda vez que se jogava de um lado para o outro na discussão particular consigo mesma. Me permiti sorrir vendo aquela cena e, com o coração batendo depressa e apertado contra o peito, eu soube o quanto realmente amava aquela mulher. Sem deixar que ela percebesse fui me aproximando vagamente dela e quando estava na distancia exata que eu queria, deslizei o indicador delicadamente pela pele do seu ombro direito. Nat estava usando uma camiseta branca de mangas cumpridas, era uma espécie de vestido extremamente curto, mas ela a usava como roupa de ficar em casa.

Natalia se arrepiou ao meu toque e sua postura rapidamente se endireitou, ela permaneceu de costas para mim. Fiz o mesmo movimento mais uma vez, tirando os cabelos que cobriam aquela parte do corpo dela apenas para poder levar meus lábios até sua pele exposta. Senti novamente a reação espontânea de Nat e sorri pelo nariz com isso. Comecei dando leves beijos em seu ombro e fui subindo calmamente até o pé do seu ouvido, ouvi um suspiro dela escapar de seus lábios e pude ver que ela havia fechado os próprios olhos, talvez na tentativa de se conter mais um vez, com sempre estivera fazendo.

- O que você pensa que está fazendo, Rafa? – ouvi sua voz calma me perguntar em um suspiro.

- Estou matando minha saudade de você... – respondi em seu ouvido, ela arrepiou mais uma vez e então acrescentei: — ...e te mostrando o que você irá perder se se negar mais uma vez.

Nat não teve mais palavras, não que fosse de sua vontade ter, eu a via tentando pensar em algo de bom para me responder, mas quando viu que não haveria nada que me fizesse parar com aquilo, ela se calou. Essa foi à deixa para que eu tivesse ainda mais certeza do que estava fazendo e assim que tive plena confiança em mim mesmo, segurei na fina cintura de Natalia e a virei para mim. Tirei a garrafa quase vazia de vinho das mãos da minha pequena menina e a coloquei em cima do mármore da pia, como o banco em que Nat estava sentada era alto estávamos quase da mesma altura. Passei minhas mãos por dentro das suas coxas e as abri levemente, apenas para me colocar entre elas. Contemplei o rosto calmo da minha melhor amiga como se estivesse enfeitiçado, passeei com os olhos por todo e cada pedacinho de pele dela que eu via exporto, os dois primeiros botões da camiseta estavam abertos me permitindo ver seu busto, depois olhei para suas pernas ao meu redor tocando-as com as pontas dos dedos e por fim me dirigi para seu rosto. Nat ainda estava de olhos fechados com a cabeça levemente baixa, uma expressão cansada e ao mesmo tempo sonhadora desenhando sua face e o menor dos sinais de um sorriso de formando no canto dos lábios. Seguirei seu queixo com leveza e levantei seu rosto para mim, eu precisava que ela abrisse os olhos e me visse, precisava ver o que estava passando em sua mente.

- Olha pra mim... – sussurrei desesperado. – Por favor!

Numa calma torturante eu a vi abrir os olhos e quando suas orbitas negras encontraram as minhas verdes eu soube que ela estava desejando aquilo tanto quanto eu, mas ela não se demorou me encarando. E eu sabia que ela não o faria, por isso segurei seu rosto entre as mãos e nos aproximei. Lábio contra lábio, olhos fixos um no outro e nossas testas se tocando. Eu sorri meio abobalhado enquanto ela fechou os olhos novamente e juntou as sobrancelhas numa expressão de dor. Movi minha cabeça de um lado para o outro fazendo nossos lábios se tocarem varias e varias vezes e quando não pude mais segurar, a beijei. Sentir o choque passar por mim e atravessá-la foram uma das poucas sensações que me tomou, e que também a tomou principalmente. Nossas respirações se tornaram uma só, os lábios dela se entreabriram levemente para o inicio de um novo beijo, ainda mais envolvente e quando esse começou, as mãos pequenas e delicadas de Nat subiram sorrateiramente até a gola da minha blusa e ela me puxou para si.

O beijo foi rolando, iniciávamos cada vez que o ar nos faltava e quando a coisa toda começou a se esquentar deslizei minhas mãos até a cintura de Natalia e com um impulso a coloquei em cima do mármore da pia. A garrafa de vinho caiu e derrubou o pouco liquido escuro por todo o chão da cozinha, não conseguindo e nem tendo condições de ficar longe dela chutei o banquinho com o pé fazendo este se derrubar no chão provocando um estardalhaço tão alto quando foi o da garrafa se partindo no piso. Voltei para o meio das suas pernas enquanto minha pequena segurava firme e forte, agora, em meus cabelos, vez ou outra arranhando minha nuca. Uma das minhas mãos permaneceu em seu rosto, brincando de deslizar ate sua nuca e voltar para seu pescoço subindo para a bochecha, enquanto a outra eu a segurava pela cintura, abraçando-a ou puxando-a, mas sempre a trazendo para mais perto de mim.

O beijo foi cortado por ela quando a mesma mordeu meu lábio inferior com uma força gostosa, não querendo dar tempo a ela de raciocinar direito, desci em uma curta trilha de beijos até o seu pescoço e enquanto eu a beijava naquela região que eu sabia ser seu ponto fraco, a ouvia suspirar e segurar com força minha jaqueta e minha blusa. A cabeça dela tombou para trás e me deu oportunidade de beijá-la também acima do busto, descendo vez ou outra e subindo novamente para o pescoço indo até o início da nuca. Quando ela não suportou mais todas as ondas de arrepios que subiam e desciam pelo seu corpo, Nat me puxou para cima segurando em meus cabelos com força e voltou a me beijar com ainda mais vontade e determinação. Eu já tinha as mãos de volta às suas coxas, puxando para mim e fazendo com que ela se chocasse contra o meu quadril. Ambos estávamos excitados, arrisco a dizer que na mesma proporção, mas não era apenas o tesão pelo sexo que sentíamos, havia o sentimento forte que nos ligava e a vontade louca que tínhamos um pelo outro.

Sorrateiramente, como sempre foi minha pequena adentrou o pano da minha jaqueta e logo em seguida a tirou do meu corpo, fazendo com que a mesma escorregasse para o chão, tirou minha blusa e quando viu que não havia mais pano nenhum para me cobrir ela arrastou suas longas unhas pelas minhas costas e depois abdômen. Eu sorria em excitação com seu ato, apertava meus dedos e volta de seu quadril e a puxava cada vez mais para mim. Com as mãos espalmadas em sua coxa novamente eu a coloquei no meu colo, Nat enroscou suas pernas a minha volta e sem cortar o beijo eu saí da cozinha e fui para o meu quarto. Assim que eu abri a porta e parei em frente à cama, separei nossos lábios e a deitei com delicadeza sobre o colchão. Ainda parado de pé sentindo o olhar carregado de malicia e paixão que ela jogava sobre mim, desatei o sinto da minha calça e depois a abri, o pano grosso do jeans deslizou até chegar ao chão, o chutei para o canto junto com as meias e o tênis. Tentando me provocar, Nat encostou um de seus pés em minha barriga e ficou deslizando-o até chegar ao elástico da minha cueca. Segurei em seu tornozelo e passei a beijar desde a sua canela até sua virilha, depois sua barriga enquanto eu levantava o pano fino de sua blusa e por fim seus lábios.

Sempre soube que Natalia era boa em provocações, ela tinha o dom de me instigar a um novo beijo para depois mudar o rosto de posição, ou se não arranhava minhas costas espalmando a mão pequena em meu bumbum, beijando meu ombro e indo até meu ouvido. Quando não soube mais como reagir coerentemente em relação a toda aquelas provocações, me obriguei a segurar com firmeza na cintura de Nat e a puxei para mim. Nossos gemidos saíram juntos, em perfeita sincronia, assim que nossas intimidades de tocaram e se espremeram uma contra a outra. Segurei firme no topo da sua cabeça e puxei seus cabelos, a cabeça dela tombou alguns centímetros para trás e sem conseguir esperar mais, depois de tirar minha cueca e a calcinha dela, eu me coloquei no meio de suas pernas que ela fez questão de jogar para as minhas costas. Desde então, a partir deste momento, as coisas tomaram um rumo mais calmo e ainda mais significativo. Nós dois nos acalmamos, não houve mais necessidade de usar a rapidez, mas sim a delicadeza e a leveza. As mãos de Nat se arrastaram até chegar a meu pescoço, ela passou as unhas de leve pela a região e depois segurou meu rosto com os dedos fazendo com que nos olhássemos, o sorriso que ganhei dela foi o mais lindo e cheio de sentimentos durante todos os nossos vinte anos de amizade. Me deslizei para dentro dela com calma e delicadeza, sendo recebido de total agrado e prazer. Meus olhos se apertaram assim que a parede interna dela fez contato com a pele do meu membro e o apertou, ela pareceu ainda mais linda e sexy quando mordeu o lábio.

Foi ela quem se moveu primeiro para me incentivar a dar inicio e força aos movimentos e quando eu o fiz, foi impossível tanto para ela quanto para eu conter o gemido. E assim foi se seguindo, quanto mais ela gemia mais prazer eu sentia, mais meu coração se revirava dentro do peito e mais eu me sentia entregue a suas mãos. Ela me arranhava me abraçava, me puxava pra si e até me mordia. Tentamos varias vezes iniciar um novo beijo, mas nenhuma das tentativas teve sucesso tamanho era o nosso prazer um com o outro. As vezes que ela chamava o meu nome, que sussurrava besteiras em meu ouvido ou quando me pedia para ir mais rápido são momentos que não vou conseguir esquecer com tanta facilidade, na verdade eu não os quero esquecer. Já havia se passado algum tempo quando senti que meu orgasmo estava vindo e ela me acompanhava de perto, a puxei ainda mais pra perto de mim e segurando em seu pescoço, fazendo toda a força que eu conseguia para me segurar, eu a beijei. Do modo mais delicado e envolvente que eu pude, deslizando nossos lábios com leveza e transpassando para ela toda a carga que só o meu amor tinha.

- Morena... – comecei assim que cortei o beijo, fixei meus olhos nos dela e sorri quando ela sorriu. – Seja a minha morena! – supliquei.

- Eu já sou sua morena... – me respondeu em sussurro. — ...sempre fui e sempre serei!

Foi inevitável o inquietamento que me tomou a alegria e a felicidade. Todos os sentimentos foram me dominando e quando dei por mim, estava começando a me movimentar sobre ela novamente e só parei quando explodimos juntos, novamente em sincronia. Pude ouvir meu nome ser dito em forma de gemido quando ela chegou a seu extremo e nunca ouvi um som tão lindo quanto aquele. Fui envolvido por dois braços leves assim que me deitei sobre o corpo de Nat e enquanto eu me recuperava ela dedilhava os dedos pelas minhas costas, me fazendo uma espécie de massagem carinhosa.

- Me desculpa! – ela soprou cortando o silencio que se instalou no quarto. – Eu fui uma total idiota, deveria ter te escutado antes.

- O que lhe fez voltar? – perguntei sem conter a curiosidade.

- Você. – respondeu. – Parede que esse sentimento não é apenas momentâneo, é real. Acho que sempre foi. – me levantei e a olhei curioso. – Acho que está aqui desde sempre, nunca gostei de quando você aparecia de namorada nova ou fazia amizade com alguma outra garota, sempre fui mais apegada a você do que qualquer outro menino e em todos os momentos felizes meus de que me recordo você sempre está do meu lado participando ou sendo algum deles. Eu só nunca soube como demonstrar ou aceitar isso, meu medo de te perder era maior do que o sentimento. Eu fui uma total idiota.

- Não... Você só foi um pouco teimosa. – disse descontraído.

Novamente o mesmo sorriso lindo de antes de formou nos lindos lábios da minha pequena menina, ela me olhou de um jeito que me fascinou e quando demos por nós mesmo, já estávamos novamente nos beijando, nos abraçando e nos amando. E assim foi, a noite inteira e o resto da semana. E vêm sendo até hoje.

Notas finais
Comente aí, se quiser! ;)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!