Eles Não Sabem...o Começo
5 Obra do Destino
Notas iniciais
LEIAM as notas finais por favor.
Bjos
No capítulo anterior …
– Eu estava a pensar e está na hora de almoço e eu não tenho companhia para almoçar e tu também pareces não ter, então … queres vir almoçar comigo? – ele perguntou um bocado hesitante.
Abri a bocado para responder mas nada saiu. Voltei a fechá-la.
E agora?
Ia ou não ia?
Ouvi de novo a voz de Ângela na minha cabeça “segue o teu coração”.
Eh, eu iria fazer isso mesmo, seguir o meu coração.
Abri a boca de novo para responder e desta vez a minha voz saiu convicta.
P. O. V. Edward
Coincidências …
Existem ou é apenas um nome que os humanos deram à obra do destino, que tanto os aterroriza e por isso necessitam de o mascarar?
Eu não sei, apenas sei que, de momento, quer sejam obra do destino ou não, estou muito agradecido a elas porque foram as mesmas que me levaram até ela, Bella, a minha Bella.
Não sei o que deu em mim quando vi aquela biblioteca, acho que nunca tive tanta vontade de lá entrar e, consequentemente, nunca fiquei tão feliz por seguir os meus instintos porque foi entre aquelas estantes cheias de livros que a reencontrei.
Estava empoleirada em cima de um escadote a tentar chegar a um livro que se encontrava bem mais alto que ela. Comecei a andar em direção a ela quando aconteceu algo porque não esperava, o escadote que estava debaixo dos seus pés virou-se fazendo-a cair, vi-a fechar os olhos como que à espera da queda e nesse momento não pensei, apenas comecei a correr o mais rápido que pude, quebrando a distância que restava entre nós, e apanhei-a nos meus braços impedindo-a de cair no chão.
Lentamente, ela abriu os seus olhos que tanto me atormentaram nestes dias, e olhou para mim, arregalando os olhos logo em seguida.
Será que esta reação é normal, ela pode ter batido com a cabeça em algum lugar em algum sítio sem eu ter visto. Comecei a ficar preocupado.
– Bella? Estás bem? – perguntei-lhe.
E-Edward? S-sim, estou bem. – ela respondeu-me gaguejando, o que me fez ficar aliviado e quase rir devido a ter gaguejado, quase, porque nesse momento vi-me preso nos seus olhos da cor do chocolate.
Quantas vezes eu sonhei poder voltar a ver estes olhos? Quantas vezes eu dei por mim a pensar neles? Muitas, isso eu posso afirmar com toda a certeza. E agora que te encontrei outra vez, o que faço? O que digo?
Estava perdido em pensamentos quando a vi desviar os olhos e olhar em volta quando de repente ficou corada. Olhei em volta à procura do que a tinha deixado assim, quando me dei conta que ainda a tinha nos meus braços.
Com cuidado para não a magoar e também para testar o seu equilíbrio, coloquei-a no chão e olhei em volta, procurando algo com que iniciar uma conversar ou algo para fazer.
Foi quando vi um livro meio saído da estante, acho que era este a que ela estava a tentar chegar. Levantei o braço e tirei-o de lá.
– Era este livro que querias? – perguntei estendendo-o.
– Sim, obrigado. – agradeceu pegando no livro.
Sorri e resolvi provoca-la só para a fazer corar mais uma vez.
– Tu adoras cair nos meus braços, não é? – resultou.
– Eh não é culpa minha que tu estejas sempre no sitio certo para me apanhar.- retrucou.
Ri e olhei para ela que correspondeu o meu olhar, foi quando uma ideia me atravessou e … porque não? Nunca vou saber a resposta se não lhe perguntar.
– Eu estava a pensar e está na hora de almoço e eu não tenho companhia para almoçar e tu também pareces não ter, então … queres vir almoçar comigo? – perguntei um bocado hesitante.
Vi-a abrir a boca e voltar a fechá-la.
O que é que eu fiz?
É claro que ela vai dizer que não. Porque é que ela haveria de querer vir almoçar comigo? Um vampiro centenário? Aliás, eu nem sequer como.
Fui tão burro meu Deus, ela deve estar apenas à procura de uma desculpa para recusar o meu convite.
Quando estava prestes a abrir a boca para retirar o convite e poupar-lhe o constrangimento de ter de estar a mentir ela respondeu-me:
– Claro, eu iria adorar ir almoçar contigo.
Sorri largo e ela correspondeu-me.
– Vou só requisitar o livro. – ela disse encaminhando-se para o balcão da biblioteca.
“Oh meu Deus, quem é este rapaz?” ouvi os pensamentos da senhora do balcão quando nos aproximámos.
– Bom dia, em que posso ajudá-los? – perguntou olhando para mim.
“Acalma-te mulher, tu és casada!”
– Bom dia, eu queria requisitar este livro por favor. – Bella pediu.
“Hum … ele está acompanhado. Será a namorada dele, também pode ser a sua irmã.”
Estava-me a divertir com os pensamentos da senhora do balcão, a senhora devia ter à volta de uns 70 anos e era baixa e gordinha, como será que ainda consegue ter pensamentos como os que está a ter, quem ouvir a sua mente vai pensar que se trata de uma adolescente com os pensamentos perversos que atravessavam a sua mente.
Bella acabou os procedimentos para a requisição do livro e a senhora entregou-lhe um cartão.
– Já o pode levar, tem de o vir devolver num prazo de 15 dias, se não vier a biblioteca manda alguém à morada que nos deixou. – “Se, por acaso, ele morar com ela, quem não se importa nada de ir sou eu.”
– Ok, boa tarde.
– Tenham uma continuação de bom dia.
Encaminhei-me com a Bella para a saída e fomos para o meu carro, abri-lhe a porta do passageiro e quando ela entrou fui para o meu lugar.
“Não só é bonito como também é cavalheiro.” – a mulher suspirou. – “Recompõe-te Guilhermina! O rapaz tem idade para ser teu neto! O que diria o José se soubesse destes pensamentos que está a ter com apenas um rapaz? Tu já não tens idade para te divorciar, mulher! Hum … será que as minhas costas me deixam fazer sexo? Não tenho de estar propriamente a imaginar o José ali comigo e não me parece que ele se importe.”
Sai dali antes que os pensamentos da senhora me deixassem com dor de cabeça, não precisava mesmo nada de saber o que ela estava a planear fazer com o marido.
Olhei para Bella e sorri, não queria acreditar que ela estava mesmo ali comigo, que tinha aceitado o meu convite.
Ela olhou para mim e sorriu também.
Notas finais
Por favor comentem mais, não custa nada nem vos cai os dedos, apenas vai fazer muito bem ao coração desta escritora.
Bjos e comentem.
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