Elementus (fic Interativa)
4 Cabeças em estacas e Ruivos em cabines
Notas iniciais
POV Rachel
Rachel Miranda Prince tinha 15 anos e era do tipo que odiava tudo aquilo, alegria,animação risadas cada uma dessas coisas aumentava seu desprezo pelas pessoas perto dela, seus cabelos loiros ondulados caiam sobre seus olhos cinzas e gélidos, no pescoço ela usava uma cruz de ferro em um colar assim como John, mas o dela era menor. Seus olhos encontraram um grupo de calouros pirralhos de 12 anos correndo e brincando pelos corredores como se o mundo fosse um lugar alegre e feliz, ela sentiu um desejo de punir aqueles garotos, simplesmente por estarem alegres, aquele era uma sensação que a fazia se sentir cheia de vida, o ódio.
Ela movimentou as mãos lentamente fazendo uma adaga surgir de uma fumaça negra, era sua arma favorita, tinha pedido a conta de quantas pessoas já tinha ferido com sua preciosa lamina, mas infelizmente não podia matá-las, não enquanto ela fosse uma estudante.
“só um golpe no peito será o suficiente” pensou ela admirando a arma, a garota se perdeu um pouco nos seus pensamentos olhando a adaga, mas quando ouviu a porta da cabine se abrindo tratou de sumir rapidamente com o “brinquedinho” na cabine entrou uma garota de cabelos platinas em tranças, pele branca e olhos levemente violetas.
–Argh, é só você Emilia, pensei que era algum daqueles monitores idiotas – resmungou Rachel um pouco aliviada, a outra garota não falou nada no primeiro momento e apenas se sentou.
–Ser pega pelos monitores nunca a incomodou – falou a recém chegada com um pouco de frieza, ela cruzou as pernas com elegância e olhou a colega.
–Mas agora é um pouco diferente – retrucou vagamente – você era para estar na outra parte do navio, por que saiu do seu posto? – perguntou com um ar de severidade.
–Ele me mandou te dar um recado – respondeu Emilia secamente e colocando as mãos sobre os joelhos, Rachel revirou os olhos sentia que aquela garota se achava melhor do que ela, constantemente se perguntava por que não a matava, porem logo se lembrava o motivo, ela era sua parceira por ordens do Ele.
–Fale logo seu recado e suma – disse um desprezo e revirando os olhos – eu não gosto de ficar perto de você se não tiver realmente muita nescessidade.
–Muito bem o recado é “Se você faz as coisas certas dessa vez eu corto sua cabeça, coloco durante uma semana em uma estaca e deixo os corvos comendo, depois disso eu queimo e coloco suas cinzas miseráveis em um saco de aspirador de pó” – o recado foi passado de uma maneira frívola e sem emoção por Emilia que se levantou e saiu fechando a porta com delicadeza.
Rachel sentiu um ódio ainda maior tomar conta de seu corpo, todo o ambiente ficou gelado e uma fumaça negra tomou conta da cabine, a única coisa que sentiu vontade de fazer naquele momento era apunhalar alguma coisa ate a vida se esvair dos olhos, ela ainda tinha varias horas de viajem e um delicioso tempo para planejar uma tortura.
POV Sian
Sian Miller era do tipo de garota que gostava de ser discreta embora fosse um pouco difícil para ela, aos olhos dos estranhos era mais um menino afeminado embora tentasse não ligar para essas palavras maldosas, tinha cabelos castanhos curtos, olhos negros e usava uma jaqueta preta e fina.
Sentada sozinha na cabine na janela com seus livros nada poderia a incomodar, estava fazendo o que mais gostava e de vez enquanto em partes dos livros que ficava nervosa ela tinha a mania de estalar os dedos o que produzia pequenas chamas amareladas em suas mãos, afinal era uma dominadora de fogo talentosa que iria cursar o quarto ano dito por muitos o mais difícil de todos.
–Ai eu adora essa parte – comentou em tom alto quando chegava ao final do livro, orgulho e preconceito, estava lendo não fazia muito, mas devorava cada pagina com a voracidade de um leão faminto, sua paz e sossego foi interrompida quando um garoto de cabelos ruivos bagunçados entrou na cabine e fechou a porta bruscamente, Sian levantou os olhos não acreditando que logo um garoto tão detestável tinha entrado ali – que droga esta fazendo aqui, Fombelle?! – perguntou ela raivosa fechando o livro em um movimento brusco com as mãos, o ruivo vestindo uma camisa vermelha com detalhes em preto estava ofegante.
–Argh, você estava aqui Miller, que nojo estou perto de você, não me contamine com esses seus vírus gays – debochou o garoto que tinha a mesma idade 16, seus olhos verdes e cabelo ruivo podiam fazê-lo ser confundido facilmente com um irlandês, mas odiava quando alguém o lembrava disso.
–Não é uma doença, você sabe disso então pare de agir como se tivesse 8 anos – ela se levantou e cruzou os braços – que ta fazendo aqui? – ate ela se sentiu um pouco estranha falando daquela maneira, geralmente era silenciosa e tímida, mas aquele garoto, aquele garoto a tirava do serio mais do que tudo, desde o primeiro dia de aula do primeiro ano.
–Acredite eu não queria ver sua cara tão cedo. Os monitores estava atrás de mim e precisava de um lugar para me esconder – respondeu ainda um pouco ofegante e se apoiando na porta fechada – se tivessem me pegado, fudeu detenção, prisão eu ia ficar com uma rouba listrada e dentro de uma cela – disse gramaticamente fazendo uma ridícula encenação de prisão.
–Agora que já fez sua cota teatral de hoje, pode ir embora? Eu estava lendo o que é bem mais divertido que estar perto de você – suspirou ela olhando de lado o livro que repousava em cima do banco vermelho.
–Nossa que língua afiada é essa? Tem certeza que é você – ele deu uma risadinha debochada, mas a menina não pareceu ter reação.
-Apenas vá embora, por favor- pediu sem muito animo se cansando, sabia que contra aquele cabeça oca discutir era inútil. O ruivo abriu a porta da cabine e colocou a cabeça para fora olhando ao redor para ver se algum monitor estava por perto.
To vazando antes que algum daqueles bobões apareça – declarou ele saindo as cabine em um salto, mas segundo depois colocou a cabeça dentro da cabine novamente- ahm.... obrigado por não me chutar para fora – falou um pouco sem jeito e nem esperou uma resposta de Sian para que voltasse a sumir atrás da porta.
-Ele é tão perturbador – comentou ela depois que a porta fechou e o silencio voltou a reinar e pode retomar sua leitura.
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