Elemental War

1 Prólogo: Tempos de Paz, Tempos de Guerra


Notas iniciais
Espero que gostem :)

''Há anos, aqui na terra de Quantia, os dez reinos que residem por aqui, vivem em paz, trabalhando juntos e fazendo do impossível possível, para que nossa terra cresça, evolua e se enriqueça. Quantia é um lugar pacífico e mágico, vale lembrar... A magia por aqui é algo pertinente, afinal, cada um dos dez líderes só atingiu esse posto por terem sido abençoados com uma habilidade especial, elemental...''

''Um dos reinos mais conhecidos pelas terras de Quantia é o Reino de Stela, um reino onde seu governante, Marx, um jovem porém alto príncipe, foi abençoado e doutrinado desde criança para usar sua habilidade em controlar os metais. O reino é um dos mais tecnológicos por aqui e por isso, acaba sendo um reino de referência para os outros''

''A sudoeste, o Reino de Thinkog, um local onde habitam os maiores gênios de Quantia. O domínio dos poderes mentais do jovem cientista Breno, além de um grande conhecimento sobre o mundo, o tornaram a cabeça do reino. Por ser um reino onde o foco e a concentração é necessária, é um dos locais mais quietos por aqui.

''Separados por uma grande muralha, reside o Reino Eversleep. O reino é conhecido por ser um santuário, um local de benção onde apenas padres e monges residem. O líder do Reino, Alex, é um jovem rapaz que consegue manter contato com os mortos e acalmar a alma daqueles que já se foram''

''Do outro lado do rio que separa Quantia, em uma densa floresta, estava o único reino governado por dois líderes, gêmeos não idênticos que tinham seus próprios pensamentos e comportamento. Kouji e Diego, governantes do Reino BugBuzz, possuíam a habilidade de controlar a fauna e flora, respectivamente''

''Atrás desse reino, estava o mais sinistro e obscuro de todos. Poucos vão lá e pouco se sabe sobre seu líder Andrew. O Reino Lu'Luna possui uma atmosfera misteriosa, que faz com que seja sempre escuro e noite, por causa disso, o reino é especialista quando se trata de iluminação''

''No topo de um morro, ao sul da floresta, existia um reino onde as correntes de ar passavam com mais frequência, o Reino Aeria. A líder do reino, a única rainha de Quantia, era uma jovem moça baixinha e simpática, Cibele. A rainha havia domínio dos ares e, por causa disso, é um dos reinos que mais produz eletricidade limpa!''

''Nordeste de Aeria, no topo de uma alta montanha, estava o Reino Dracovna, o reino onde todos os habitantes eram guerreiros. Claudia era a principal guerreira por lá, ela era uma jovem garota que conseguia se comunicar e domar qualquer tipo de dragão. Sua aparência meiga esconde sua verdadeira natureza feroz, usada para defesa''

''Dentro da montanha, no seu centro, estava localizado o Reino Strondous. Sua princesa, Hari, é uma moça abençoada com o poder da manipulação de pedras, rochas e minerais, usados pra fortalecer defesas e extrair as riquezas que a montanha oferece, além de manter o sustento da grande montanha''

''Atrás da montanha, um pouco isolado dos outros, estava o Reino Lught, um reino onde monges e lutadores das mais diversas artes marciais residiam. Seu comandante, o jovem príncipe Thiago, ganhou seu título devido à sua capacidade de dominar todos os tipos de luta existente, além de ajudar os outros com autodefesa e técnicas de combate''

''E por último, o melhor reino de Quantia, com o melhor dos príncipes, Hugo, com a melhor das habilidades... E eu não isso porque é meu reino! Mas porque é verdade! O Reino Thundra! E bom, digamos que eu fui abençoado com o poder de dominar as correntes elétricas entre outras coisas, é por isso que meu reino é do lado do reino da Cibelle. Pois bem, isso é tudo em Quantia, um lugar pacífico e calmo, onde tudo funciona bem...''

— Guarda: S-senhor... Acabamos de receber uma carta da Cidade Central. Aparentemente tem algo muito sério acontecendo por lá – Disse o guarda, com um papel preto em suas mãos, aparentemente nervoso

— Hugo: Hm? – Paro de imaginar que estou dando uma palestra e olho para o guarda – Deixa eu ver isso...

''O papel não tinha assinatura, era apenas uma carta, dizendo para todos os líderes de governo comparecerem ao santuário da Cidade Central. Não sei do que se tratava, nem queria saber. Odeio reuniões... Mas essa parecia mais seria''

— Hugo: Você parece nervoso, aconteceu alguma coisa? – Digo colocando a carta na bancada da mesa

— Guarda: É... A pessoa que veio deixar essa carta, eu nunca tinha o visto antes... Só isso! – Ele fala, ainda nervoso

— Hugo: Hm... Não devia ficar nervoso por causa dessa pessoa, se você nunca viu, não deve ser algo importante

— Guarda: S-senhor... – Ele fala afastando o olhar – Ele fedia...

— Hugo: Sabe que não é legal falar das pessoas assim! – Me levando do sofá do salão principal e começo a andar em direção a porta – Mas, exatamente a que?

— Guarda: Sangue... – Ele diz nervoso

— Hugo: … – Olho pra ele, confuso, sem entender porque aquilo preocupava tanto ele – Bom... É, é meio tenso. Mas talvez não seja nada demais

— Guarda: V-verdade... – Ele olha pra mim – Eu... Eu posso tirar o dia de folga?

— Hugo: Hmm... Claro, claro. Pode sim...

''Ele agradece com o rosto e se retira. Os guardas daqui são meio inúteis, já que o reino é calmo e tranquilo, eles só agem em determinadas situações, como ladrões ou pequenos crimes. Normalmente os guardas nem sequer usam tanta proteção, apenas um colete e uma lança, além de armaduras leves. Diferente de mim, eles precisam de armas pra se defender...''

''Saio do salão principal, onde passo a maior parte do tempo e começo a me dirigir em direção a saída, dando uma olhada na minha roupa antes de qualquer coisa. Bom, querendo ou não, sou um príncipe, preciso vestido adequadamente... Apesar de não achar que... Uma armadura leve, luvas de borracha, cabelo comprido, bagunçado e uma mochila com um cano saindo de dentro dela... É, eu não sou muito arrumado''

''Arrumado ou não, esse sou eu, um príncipe de 18 anos que domina a eletricidade, que grande saco... ''

— Garota: Você precisa parar de andar pensando, vai acabar caindo de cima do morro desse jeito...

''Fora da entrada do reino, ouço uma voz feminina suave, uma corrente de ar percorrendo pelo meu cabelo... Cibele. A única rainha de Quantia''

— Hugo: Ora ora... Olá Rainhazinha...

''Digo olhando para ela, que estava com uma leve capa e um casaquinho por cima, cobrindo os braços, com os pés descalços, flutuando no ar com suas correntes de vento''

— Cibele: Aiai Hugo... Sabe que pode me chamar pelo nome – Ela fala se aproximando, ainda flutuando

— Hugo: É... Eu sei, mas que graça teria? – Digo me curvando a ela

— Cibele: Aaaargh! Sabe que eu odeio isso! – Ela fala batendo no meu braço – Mas tá! Eu quero conversar com você sobre-

— Hugo: Essa carta? – Mostro a carta preta pra ela

— Cibele: Isso mesmo – Ela retira a carta de dentro do casaquinho – Eu recebi essa carta de uma das madames do castelo, ela parecia nervosa ao me entregar a carta...

— Hugo: Engraçado você citar isso... Um dos meus guardas, o que me entregou a carta, ficou bem tenso também.

— Cibele: Isso é meio esquisito... – Ela fala juntando as mãos e olhando pro lado, preocupada – Hm... Acho que precisamos ir logo...

— Hugo: É, verdade. Eu não queria ir, é tãããão longe... – Digo me espreguiçando

— Cibele: Oh... Verdade, você não pode voar – Ela fala rindo e se elevando mais alto no ar

— Hugo: Ok rainhazinha, isso vai ter volta!

''Digo isso olhando pra Cidade Central, que estava longe, até sentir uma forte corrente de ar me levantando, por um momento meu coração sai pela boca, mas depois vejo Cibele rindo, com os braços abertos, flutuando nos céus. Como não sei voar, até porque não faria sentido nenhum eu saber voar, ela me auxilia, me segurando pelos braços, de forma que eu fico pendurado pelos braços''

— Cibele: Aaaah é! – Ela grita – Você tem medo de altura??

— Hugo: Faria alguma diferença se eu tivesse? Nós meio que já estamos no ar! – Eu grito de volta

— Cibele: Nós já chegamos! – Ela fala descendo bruscamente

''Rapidamente, chegamos na Cidade Central. Ela me joga – nada delicadamente – no chão, me fazendo cair de bunda no chão. Ela lentamente coloca os pés no chão e começa a andar até a construção central, onde acontecem as reuniões''

''Entrando no Hall Central, vejo que todos os outros já estavam lá, talvez pelo meu reino e o da Cibele serem no topo de um morro, devem ter demorado mais a entregar – Imagino o reino dos dragões...''

— Marx: Olha só, os atrasados da vez, não me surpreende, é assim sempre... – Diz o garoto com vários aparelhos mecânicos na mão – Quando eu terminar essa coisa que estou fazendo, não precisaremos mais vir até aqui pra conversar

— Cibele: Ah, tá. Tanto faz – Ela fala se sentando no lugar dela

''A sala de reuniões é uma simples sala circular, com 11 pequenos palcos para ficarmos em pé e conversar, cada um tem seu palco e normalmente, em reuniões convocadas por alguém, a pessoa fica no meio pra falar o que quer...''

— Thiago: Então tá – Ele pega a carta preta – Estamos todos aqui pelo mesmo motivo?

— Andrew: Hm... – Ele fala, sem tirar seu capuz do rosto, abafando sua voz – Sim.

— Breno: Então – Ele fala sem olhar pra ninguém, apenas pra um livro – O que estão esperando?

— Hugo: Bom... Quem convocou essa reunião, talvez?

— Kouji: Aaah, fala sério, o cara convoca a reunião e ainda vai chegar atrasado?

— Diego: Para de ser chato, ele pode ter se atrasado, acontece toda hora com eles dois – Ele aponta pra mim e pra Cibele, que ficamos lado a lado no palo

— Hugo: A culpa não é minha, eu moro longe...

— Claudia: Conta outra Hugo... – Ela fala alisando uma espécie de dragão-gato, era estranhamente fofo – Eu moro mais longe que todo mundo aqui e sempre sou uma das primeiras a chegar

— Hugo: Eu não tenho dragões pra me deixar nos cantos, sabe?

— Claudia: Anham, tá – Ela ri um pouco, enquanto seu dragato se espreguiça e começa a andar pelo hall, sentando em áreas impróprias de Alex – Droga! S-sai daí Dragato!

— Alex: … – Ele levanta o gato e o coloca na mesa – Ele deve ter visto um espírito de rato aqui. Normal, tem vários andando por todo canto

— Hari: R-R-RAAAAAAAAATOS!? – Ela se levanta e começa a olhar assustada – EU ODEIO RATOS!

— Kouji: Ei! Não fala mal de nenhum animal aqui não!

— Diego: Estranho você pode ter medo de ratos, mora em uma caverna....

— Hari: Você já foi no meu reino? Se sim, sabe que não é uma caverna... É A CAVERNA.

— Marx: Isso é verdade! – Ele diz ajeitando o que quer que fosse aquilo

— ????: Desculpem a demora – Uma voz rouca e grossa entra no cômodo

''Olhamos em direção a voz. Uma figura, em casacos rasgados pretos, alto, com a pele pálida e o rosto, muito amargo. Ele se aproxima das bancadas, indo em direção ao centro. Foi então quando eu senti... Todos nós sentimos uma sensação estranha. O homem ali no meio, juntava as mãos na frente do corpo e então dava um sorriso. No exato momento de seu sorriso, uma onda de magia forte atravessou todos nós, o som das pessoas na rua não podia mais ser ouvido, os pássaros não estavam mais cantando, tudo parecia morto e quieto''

—????: Acho que assim é melhor... – Ele sorri de novo – Deixe-me apresentar... Me chamo Señor Ignacius, também conhecido como o Senhor do Tempo...

''A voz dele soava pelo quarto circular... Senhor do Tempo, ele disse? Eu já ouvi falar dele, mas não esperava falar com ele pessoalmente... Muito menos esperava que ele tivesse um cheiro tão forte de sangue...''

— Thiago: Quem você pensa que é pra chegar assim do nada e-

— Breno: Thiago, cala a boca... – Ele olhava fixamente para o rapaz no centro da sala

— Señor Ignacius: Ótimo conselho. Thiago, se eu fosse você, eu ouviria o Breno.

— Thiago: C-como sabe meu nome?

— Ignacius: Eu sei de tudo... – Ele fala rindo – Literalmente. Posso caminhar por linhas do tempo, andar em outras dimensões... É uma habilidade bem legal – Ele rí de novo

— Claudia: O que você quer conosco? – Ela fala alisando seu Dragato que já havia voltado pra ela – Foi você que nos mandou essa carta... Certo?

— Hari: Nem é isso que eu quero saber – Ela fala tampando o nariz – Que cheiro de sangue é esse?

— Ignacius: Vocês tem problema com sangue? Isso vai ser um problema...

— Hugo: Porque isso seria um problema...?

— Claudia: E você não me respondeu ainda...

— Ignacius: Aiai... Deixa eu explicar tudo pra vocês... Sim. Eu mandei a carta pra vocês... E isso vai ser sim um problema caso alguém não goste. Afinal, a guerra está próxima...

— Cibele: O que? Como assim guerra? Todos os reinos vivem em paz e harmonia, porque iriamos entrar em guerra?

— Diego: Ela está certa. Há anos não sinto perturbação na flora...

— Kouji: Nem na fauna. Tudo parece normal!

— Ignacius: Bom... Tudo está normal, mas não vai mais ficar.

— Alex: Por que diz isso? – Ele fala de braços cruzados, encarando o Ignacius

— Ignacius: Bom... Vocês sabem como é... – Ele fala andando pelos lados – Eu sou o Senhor do Tempo, mas o tempo chega para todos, até mesmo para mim – Ele fala sorrindo – Eu não estou mais em condições de assumir esse cargo... E quando um Deus está prestes a partir...

— Breno: Uma guerra elemental começa... – Ele fala fechando o livro que estava na mesa – Então é isso?

— Hugo: Droga... Eu lí sobre isso Digo preocupado

— Ignacius: Em outras palavras, um de vocês vai tomar meu lugar, o último a ficar de pé, será o novo senhor do tempo...

''Ele fala aquilo tranquilo, enquanto anda mais um pouco pelo hall''

— Ignacius: Vocês podem até não querer matar... Mas saibam que isso irá levá-los a morte. A ganancia de uns é mais forte do que imaginam. Podem desistir, se quiserem, mas isso também levaria a morte de vocês, afinal de contas, o jogo não funciona assim.

— Alex: Então, devemos nos matar? Isso é interessante...

— Claudia: … – Ela cerra os punhos e olha para o homem no centro da sala – Você já sabe quem vai vencer?

— Ignacius: Na verdade, sei sim – Ele diz andando até ela – Pelo menos em 3 linhas do tempo diferente, o vencedor é o mesmo... Mas existem infinitas linhas do tempo, não é?

— Ignacius: E o mais engraçado... – Ele anda até mim – É que você morre em todas!

''O...O que? E-eu vou morrer? Isso só pode ser brincadeira dele, ele não daria informação tão preciosa assim... Ou ele daria?''

— Hugo: N-não é verdade... Você só quer me provocar! – Digo olhando pra ele, tentando parecer firme

— Ignacius: Ah... Você não acredita em mim? Só estou te poupando o trabalho de tentar sair vivo e acabar sofrendo mais do que devia... – Ele sorri de novo

— Ignacius: Hmm... Vocês estão todos calados. Não tem graça uma reunião assim. O que foi? Medo da responsabilidade de se tornar um Senhor do Tempo? Medo de acabarem morrendo primeiro? Ou apenas medo do que o futuro aguarda? Hahahaha... Isso é uma coisa que vocês descobrirão sozinhos... É só uma luta, mano a mano. Até podem mandar suas tropas, mas isso seria suicídio... Vamos ver qual rumo isso vai tomar!

''Ele dá uma risada de novo e outra onda forte nos atinge, dessa vez, o som, o ambiente, tudo voltou ao normal. Olho aos redores pra ter certeza que tudo voltou ao normal e olho no centro de novo. Apenas o cheiro de sangue paira no ar, Ignacius não estava mais lá. Todos nós nos olhamos sem reação... Eles podem ter ficado sem reação, mas eu já tenho uma previsão da minha morte...''

— Kouji: Hugo... – Ele anda até mim junto com o irmão gêmeo dele – Somos reinos vizinhos, mas nunca tivemos chances de nos conhecer bem...

— Diego: E aparentemente nem teremos... Isso é uma pena – Ele fala cutucando meu ombro e saindo do hall

— Kouji: Não liga pra ele – Ele revira os olhos – Nem se importe com o que o Ignacius falou... Pode não ser verdade

— Breno: O que o Kouji falou tem um pouco de sentido – Ele diz se aproximando – São infinitas linhas do tempo, ele precisaria de tempo infinito para olhar todas elas – Ele sorri e sai da sala

— Kouji: Melhor ir embora também – Ele se despede de mim e vai embora

''Pouco a pouco, os outros vão saindo. No final, só sobramos eu e Cibele. Eu ainda não conseguia parar de pensar no que ouvi ali, muito menos parar de pensar que eu irei morrer nessa guerra... E que talvez, o vencedor nem seja alguém digno disso!''

— Cibele: Vamos embora... Preciso descansar – Ela fala andando na frente e olhando pro chão

— Hugo: Cibele, você acha mesmo que isso vai rolar?

— Cibele: Sim... – Ela fala me puxando usando as correntes de ar

''Vamos o caminho todo calado. Ela me segurando pelos braços e eu pendurado nela. Ela não fala nada, apenas fica com um rosto sério. Ou ela sabia de algo ou ela estava preocupada...''

''Chegando no morro, ela me joga no chão – de novo – e vai flutuando de volta pro reino dela. Ela para no ar e olha pra mim''

— Cibele: Os reinos não estão em paz... Eu menti para o Ignacius e para os outros – Ela respira fundo – Vários problemas pequenos vem acontecendo entre alguns reinos, faz algum tempo. E isso pode ser só um pretexto pra começar a guerra...

— Hugo: Então... Vai mesmo rolar...

— Cibele: Sim, vai rolar. E tenho medo de cair fácil – Ela coloca as mãos na frente do corpo – Eu sou uma das mais fracas aqui... Eu com certeza serei derrotada...

— Hugo: Cibele, deixa disso! – Vou até ela e dou um abraço nela, que estava flutuando baixinho – Eu nunca deixaria que algo de ruim acontecesse com você!

''Eu abraço ela mais forte, ela também me abraça. Ela era como uma irmã pra mim... Eu gosto muito dela e em pensar que ela pode acabar morta? Eu não quero nunca que isso aconteça, não quero que ninguém morra... Mas é claro, o mundo não funciona assim...''

''Solto Cibele e então... Sinto um forte vento vindo em direção a nós dois. Olhamos no céu e …''

(BOOOOOOOOOOOM)

''O...O que foi aquilo? O que havia acabado de acontecer?''

— Hugo: CIBELE! Você está bem? – Digo caído no chão, olhando ela ajoelhada

— Cibele: S-sim... Eu estou – Ela se levanta, um pouco cambaleante – O que foi isso?

— Hugo: E-eu não sei! – Digo, observando a fumaça no céu – Algo aconteceu... Mas, não sei o que foi!

— Cibele: Hngh... – Ela se levanta, fazendo um som estranho – V-vamos ver o que foi...

''Nós dois nos levantamos e andamos em direção a ponta do penhasco. Muita fumaça ainda estava lá... Mas então, uma cena, que mesmo de longe era horrível... A floresta do reino BugBuzz... Toda queimada e destruída...''

— Hugo: … – Fico sem reação – Que merda tá acontecendo... – Me viro em direção a Cibele, que estava olhando assustada

— Cibele: … – Ela começa a flutuar – Preciso ir... Preciso ir embora urgentemente!

''Cibele se levanta e sai, eu por outro lado, fico olhando aquela cena.... Aquilo que aconteceu, sei que pode acontecer com o meu reino! Pode acontecer comigo! Eu preciso descobrir quem fez isso... Kouji e Diego... Eles... Eles estavam lá! Provavelmente estavam lá! E... E AGORA ESTÃO MORTOS?''

''Balanço a cabeça pra esquecer esse pensamento, a única coisa que quero agora é a verdade. Quem quer que tenha feito isso, precisa ser parado e... Eu sei que sou fraco, mas eu posso tentar... Eu... Eu sei que vou morrer, mas não quero deixar isso ser em vão!''

— Hugo: Eu vou tirar tudo isso a limpo!

''Me viro indo em direção à decida do morro, mas então, uma forte rajada vem em minha direção, me fazendo cair no chão. Olho pra frente, vejo um dragão... Me levanto e ativo minha mochila, fazendo o cano que está atrás dela ficar eletrizado. Tiro minhas luvas e observo, em cima dele, a sua domadora com um rosto calmo, porém feroz... Cláudia!''