Elemental Four

6 Garoto Morto, Canteiro de Rosas e uma Viagem


Notas iniciais
Desculpem o atraso, eu tava muito ocupada fazendo nada. :P

Cassie, novamente, arrumou sua roupa – que consistia em uma blusa fina e larga e uma calça jeans – e saiu do banheiro de deficientes.

Não havia sido só 15 minutos. O segundo tempo de aula já tinha acabado, então ela decidiu não ir à aula hoje.

Ela saiu em direção ao Central Park. Nesse horário – 9h 36m -, ela sabia, estaria movimentado, mas não importava, ela queria ver a luz do sol, o barulho do vento e a imensidão verde. O Central Park é a única parte do Texas que ainda recebe muita luz do sol. É o lugar perfeito para matar um dia de aula.

Como ela pensou, o local estava cheio, mas ainda dava para achar algum canto por ali. Sentou-se em uma sombra de árvore, fechou os olhos e relaxou. Pelo menos por um minuto. Até que uma voz doce e calma, mas claramente masculina dirigiu a palavra a ela.

– Posso me sentar aqui com você? – era um garoto de aparentemente uns 18 anos, era bonito. Tinha pele bronzeada, olhos castanho claro, o cabelo era curto e penteado para cima, e tinha barba, por isso os 18 anos. Usava uma camisa básica por baixo de uma jaqueta de couro e calça jeans apertada. Ele sorriu quando percebeu que Cassie o estava olhando com cara de louco. – Por favor. – implorou – É que o park todo está ocupado. E é muito egoísmo ter essa sombra toda só para você. – brincou, ainda com o sorriso no rosto.

Cassie apenas acenou com a cabeça para que ele se sentasse. Ele tirou a jaqueta, exibindo os músculos do braço, e sentou-se em cima da mesma.

– Eu sou Kyle. – esticou a mão esperando uma resposta da menina. Quando viu que não teria resposta, procurou descobrir sozinho. Olhou a bolsa dela, não era bolsa de colégio, mas estava cheia de livros, um caderno saía da mesma, já que estava aberta capa estava meio aberta, então dava para ver a parte de dentro. Lá tinha escrito o nome “Cassandra Belger” umas 10 vezes. – E você deve ser Cassandra.

Cassie se sentou num pulo. Não sabia como o menino tinha acertado seu nome. Ele era adivinho ou o que? Mas não interessava, ele estava rindo dela. Um riso pequeno e sexy de um garoto desconhecido. Era melhor puxar conversa, ou iria ficar ali, escutando aquele riso provocador.

– Só Cassie. – disse.

– Bom, Só Cassie, o que faz uma menina bonita como você no Central Par k em um dia de aula, onde obviamente você deveria estar? – perguntou, ainda com um sorriso no rosto.

– Obviamente, não é da sua conta.

Ele sorriu, então abriu o jornal que estava em sua mão e o folheou. Na manchete, Cassie percebeu, tinha a foto de um menino. Um bem familiar.

– Você conhecia? – perguntou Kyle, observando a atenção da menina na manchete.

– Eu o vi uma vez. – respondeu anda sem lembrar onde tinha visto o garoto. – O que aconteceu?

Kyle abriu na página da matéria e leu o texto para Cassie.

“Hoje, ás 9horas da manhã, Edward Klarkes morreu, devido a uma falha no seu sistema respiratório. Edward foi encontrado no banheiro do seu apartamento, com pele pálida e coração já parado. As evidências da morte foram contatadas por Daves Linch, médico da região.”

Olhando novamente para a foto, Cassie lembrou do garoto. Lembrou do desespero ao se olhar no espelho do precário banheiro de sua escola e de não ver seu rosto, mas sim o do menino.

Mas por que ela tinha visto ele? O que um menino que morreu pode ter a ver com ela? Isso estava estranho, mas Cassie não se exaltou. Apenas concluiu que isso foi uma tremenda coincidência.

–Xx-

– Você tem certeza do que você está me contando?! – perguntou Conan, sem nem tentar esconder a cara que dizia “VOCÊ ESTÁ TOTALMENTE MALUCO!!!”

– Conan, eu nunca menti para você. – ao perceber que mesmo assim não tinha convencido o amigo, Caleb continua – Olha, eu sei que alguém chegar para você e dizer, “Olha, eu tenho quase certeza que um anjo me concedeu o poder de controlar um elemento da natureza.” , não é comum, mas eu to falando sério.

– Beleza.

– Sério? – alegrou-se Caleb.

– NÃO. – gritou Conan.

– Eu posso te mostrar.

Conan ainda não sabia se era muito precipitado pegar o celular e ligar para o manicômio, mas resolveu ouvir o amigo. Conan sempre gostou da loucura do mesmo, mas isso era de mais.

Caleb apenas se concentrou como tinha feito na primeira vez. Olhou para o chão, imaginou uma cerâmica saindo do caminho e o chão se elevando. Mas nada aconteceu.

Conan já desconfiava que era uma brincadeira quando Caleb começou a falar, mas agora ele sabia que era sacanagem. Mas quando ele escutou um barulho explícito vindo lá de fora, não confiou em seus próprios olhos. Havia canteiros de rosas na janela de fora, mas estes já não estavam mais em seus lugares iniciais. A terra tinha passado magicamente da horizontal para a vertical. E tinha sido tão perfeito, como se um servo estivesse seguindo uma severa ordem de seu chefe.

– Acredita em mim agora?

–Xx-

– Pronto, estamos no carro, para onde gostaria de ir? – perguntou Jordan.

– Eu gostaria de conhecer um país novo. – falou Cat, mais a esmo do que para Jordan.

Jordan sorriu. Achava fofo até a loucura de sua namorada.

– Beleza, mas acho difícil a gente chegar em outro país no meu Chevrolet velho e sem a permissão de um responsável.

– Não. – explicou-se – Não agora. Mas eu quero viajar. Com você. – sorriu.

– Eu amei essa ideia.

Jordan colocou a mão no cabelo da menor e a puxou cuidadosamente para perto de si. Quando suas bocas iam se encostar, Cat o parou.

– Primeiro: Que país? Quando nós vamos? Por quanto tempo? Quanta bagagem? (....)