Notas iniciais
Apenas uma frase me vem nesse momento: eu odeio semana de provas! ¬_¬Enfim: a primeira temporada da fanfiction está quase chegando ao fim! Porém, como eu não pude ao menos sair do 3º capítulo da 2ª temporada até agora, irei demorar para lançar a próxima... Mas não se preocupem, durante as férias de final de ano, terei mais tempo para escrever."Caramba! Vai demorar muito!" fazer o que, né? Paciência...

Aquela noite, todos demoraram a dormir, pensando na maga que havia partido naquele dia; só graças da Pepper, o grupo se determinou a voltar à caçada contra Uragi, em prol de retornar a paz de outrora em Ossíria e seus respectivos legados de volta. O último a dormir tinha sido Soul, olhando o céu iluminado pela lua crescente e suas estrelas pelo teto de vidro dos quartos; de tanto olhar aquela cena, com as nuvens passando pelo céu calmo, a monotonia falou mais alto para ele e acabou pegando no sono.

***

Dentro de seus sonhos, ele se encontrava nas ruínas aonde outrora ia para agradar Uragi; mais do que antes, aquele local parecia desolado. Enquanto Soul caminhava pelo local, sentindo e ouvindo o vento assoviar enquanto passava por ele, deixando a sensação de frio em seu corpo, podia ouvir passos de alguma criatura perto dele (passos que chegavam a sacudir o chão) e a sentir uma presença com uma energia negra muito poderosa perto dele. O cavaleiro, por mais bravo que fosse, sentia-se intimidado, com os batimentos cardíacos à flor da pele, mas não o demonstrava, escondendo o medo em um rosto de seriedade, até que finalmente seus passos foram interrompidos pela tal “criatura” que o seguia: o chão estremeceu com o vulto pousando no chão, parecendo ter vindo do nada, fazendo Soul se desequilibrar e cair. Assim que ele olhou a criatura, reconheceu de cara que era Uragi, por algum motivo; talvez fosse o sinistro e familiar sorriso branco da besta, mostrando os intimidantes caninos. Ele aparentava-se mais ser um dragão, mas tinha algo diferente nele: ele era encoberto por escamas negras, com o peitoral rígido e avermelhado, tendo o porte gigantesco, quase do tamanho de um castelo, além de forte. Das patas, saíam uma grossa fumaça (?) negra e as garras pareciam ser feitas de obsidianas de tão escuras que eram. As asas dariam o dobro (ou até o triplo) do tamanho de um dragão normal e as membranas eram avermelhadas, assim como o peitoral. O focinho dele era longo e fino, mostrando o sinistro sorriso com os olhos vermelhos escarlates e uma cicatriz formando um “X” no olho direito (assim como Soul tinha uma cicatriz no olho direito, mas esta era reta, além dele ser cego daquele mesmo olho). Na cabeça, vários chifres saíam dela, acinzentadas, formando um degrade até o último chifre, quase do tom das escamas dele, sem contar que desde o meio da cabeça até parte do rabo, saiam “espinhos” escuros e por todo o corpo. A criatura também tinha listras que brilhavam a uma cor roxa maligna (na qual deveria ser o sinal energético dele), além das correntes espalhadas pelo corpo, a maioria delas quase incrustados no corpo do dragão, parecendo que ele cresceu com elas presas no corpo deste o começo.

–... Finalmente, agora, você realmente me conhece! – O dragão riu, olhando o rapaz, dando ênfase na palavra “realmente”.

– Uragi! Então você... É “A besta” das lendas ossírianas? – Soul gritou, cerrando a mão na espada que estava na bainha das costas, pronta para sacá-la caso ele o ameaçasse.

– Sou mais... A gota de mal que caiu em Ossíria... Vocês acham que foi apenas uma? – Ele riu. –... Um continente tão poderoso é de ser invejado dos mais puros aos mais corrompidos. E é claro, que muitos menores tentaram antes de mim, o que foi fácil para vocês e outros tantos “heróis” enfrentarem... – Uragi continuava, com um tôm de irônia quando disse “heróis”. – Mas vocês já provaram do meu poder... E sabem do que sou capaz... – Ele terminou, refazendo o sorriso maligno que havia desfeito enquanto contava a história.

– Então é isso? Outro que inveja ao nosso mundo? Outro demônio? – Soul rosnava enquanto perguntava.

– Não exatamente... Eu me alimento dos piores sentimentos para ser o mais forte: e medo, o ódio, a raiva... E principalmente, me alimento da morte de outros seres! – Ele pausou, olhando fixamente os olhos do rapaz, com uma energia sombria saindo de dentro dos olhos do dragão. – Este pequeno mundo, como você deve saber daquela fútil maga, fora destruído por uma criatura bestial... Quem mais seria? – Ele pausou rindo. -... Mas quando destruí esse local, Um estúpido guerreiro conseguiu se reerguer nos últimos segundos de sua infame vida e destruir meu corpo. Minha energia se disseminou por todo esse universo e eu a precisava de volta... Mas precisava do meu corpo de volta isso: toda energia necessita de um hospedeiro... E Ossíria tinha de sobra; era só “incentivar”!

– Então era isso: a energia que restou você implantou na gente para ela se multiplicar e nós criarmos ainda mais para reconstruir o seu corpo! – Soul respondeu já enfurecido, tirando a espada das costas, aumentando o tom de voz a cada frase, até gritar: – Você realmente uma besta! Você quase matou Kiara! E por isso, outra pessoa teve de se sacrificar por ela! Você quase fez os “Elemental 6” ruír! Eu jamais deixarei você destruir Ossíria!

O rapaz, sem medo algum (ou talvez sem pensar), correu de encontro a besta gigantesca, com um grito selvagem, quase voando para cima do rosto dele com sua energia sombria rondando a espada e sua aura recobrindo todo seu corpo de puro ódio. Ele achou que iria desferir o golpe em Uragi... Em vão: em um momento, ele pareceu “pausar” o garoto no ar. Ao ver que estava parado no meio do nada, Soul tentou se mexer, mas nem um mínimo movimento ele conseguiu fazer: só podia olhar fixamente o dragão, surpreso.

– Pense mais uma vez, mortal! – Uragi disse, com a energia que saia dos seus olhos ainda mais fortes.

Assim que ele disse isso, Soul sentiu uma imensa dor cobrir o seu corpo, por algum motivo; ele imaginou que aquela besta tivesse o amaldiçoado. Segurando para não gritar, mas soltando alguns gemidos, a magia que o mantinha preso no ar se desfez e ele caiu no chão, só dando tempo de se ajoelhar, tentando se levantar.

– O que... Você fez... Comigo? – O cavaleiro perguntou, enquanto sentia aquela estranha dor, levantando o olhar cerrado para o dragão.

Aquela foi à última coisa que ele disse para a besta, antes de acordar daquele pesadelo com a risada de Uragi impregnando e ecoando sobre os seus ouvidos.

***

Mal Soul acordou e ele levantou-se dando uma cotovelada em alguém que parecia o segurar, soltando um grito, e acabou ouvindo a voz de uma menina chorar:

– Argh! Ai, minha boca!

Era Kiara, que estava segurando ele. Agora, ela estava com a boca sangrando devido à força que o rapaz botou. Soul, naquele momento, não sabia como reagir; nem se ele acudia a garota. Todos no quarto acordaram assustados com grito da menina e imediatamente, viraram os olhares para Soul, que agora, mais do que nunca, não sabia como reagir à situação.

***

Depois de terem cuidado do susto que levaram, Soul teve que explicar para o grupo do motivo da pancada sem nenhuma razão aparente, mas quem realmente explicou a situação dele ao grupo, foi Kiara, que exclareceu:

– Eu já estava dormindo, quando acordei com o ranger da cama do Soul; ele não parava quieto e parecia estar tendo um pesadelo. Tentei acordá-lo, mas ai ele começou a ficar mais agitado e a rosnar, até ele acordou acertando minha boca.

– O que ela te fez, rapaz? Não queria acordar do monstrinho que queria te devorar nos pesadelos? – Disse Pepper, brincando mais uma vez com a situação. Típico dele.

–... Você não imagina o que eu vi nos meus sonhos para dizer isso! Ou melhor: na minha visão! – Respondeu Soul, em um tom grosso, cerrando olhar no arqueiro.

– Visão? Como assim, o que você viu? – Perguntou Kiara, já curiosa.

–... Bem: uragi, basicamente. Ele recuperou sua forma original--

– Fudeu! – Ruth, Vy e Pepper gritaram, enquanto Kiara e Sybria ficaram espantadas e sem palavras.

– Seu idiota! Por que não disse isso logo quando acordou? – Continuou Vinícius, nervoso, jogando e segurando o rapaz contra a parede.

– Como se vocês ficaram alardeados, quase querendo me crucificar por causa de um acidente? – Rosnou Soul, continuando a discussão.

– Não temos tempo para brigas! – Gritou Ruth, pondo um fim na discussão entre os dois rapazes. – Devemos colocar nossas cidades em estado de alerta! Caso contrário, Uragi vai vir com força total e destruir tudo que tiver no seu caminho!

– Exatamente! Por que você acha que ele queria toda aquela energia? Deste o começo e assim como várias lendas, ele queria apenas o domínio sobre o nosso continente! – Soul concordou, com o olhar fixo em Vy (que ainda o pressionava contra a parede), ambos se encarando com ódio.

– Então... Mais do que nunca, devemos conversar com os governantes das nossas cidades! – Disse Vinícius, largando Soul, ainda enraivecido.

– Simples: cada um para sua cidade e vamos pedir para recuem os habitantes para Mein; é um local estratégico para recuos deste tamanho e a cidade tem capacidade. Foi praticamente criada para isso, já não tem muitos habitantes! Como eles se lembram da gente, porque o feitiço foi quebrado, então é só conversar com eles que--

– Lembrei: será que eles ainda sentem raiva da gente? – Ruth interrompeu Kiara, com um olhar tenso e duvidoso ao mesmo tempo.

– Olha... Não temos que pensar nisso agora: ou é tentar convencê-los ou esperar pelo pior! Não temos quase tempo e nem alternativas! – Respondeu Kiara, apressada.

O tempo realmente não estava ao favor deles: se Uragi enviou aquele sinal, é porque logo atacaria (pelo que o eles conheciam em experiência). E não seria um mero ataque: seria o primeiro e último, destruindo tudo e todos que se opusessem em seu caminho. A única alternativa (como Kiara disse) era tentar convencer os governantes a entrarem em alerta e tentarem pelo melhor dos seus povos. Tentar pelo melhor de Ossíria.