Electronic Cube World
15 12-O Irmão de Newton
Notas iniciais
[Visão do Newton: On]
Acordei às 5 da manhã pra minha ”rotina noturna”. Vejo se alguém está acordado nos quartos e todos estão dormindo com exceção de Henri que está se contorcendo na cama como se estivesse se afogando. Ele fez isso por um ou dois minutos e, de repente, parou voltando a dormir normalmente. Ok, isso foi estranho e meio suspeito...
Saio do internato e pego um taxi pro hospital como de costume.
Enfermeira: Seja bem vindo senhor Ashton, deseja alguma coisa?
Newton: Já disse pra me chamar de Newton. Não sinto orgulho em ter esse sobrenome...
Enfermeira: Está bem, então, senhor Newton, deseja algo?
Newton: Quero ir ao quarto número 6, por favor.
Enfermeira: Deixe me ver... Aqui está. Quarto 6, Nero Kuroi, Nephter Block e Violet Blurck,certo?
Newton: Sim, correto. Vou ir lá está bem?
Enfermeira: Claro.
Entrei no quarto e vi eles em suas camas. Era estranho ver eles assim sem vitalidade, eram sempre tão alegres. Fiz carinho no cabelo de Violet já quase chorando.
Newton: ...*suspiro*... Bem, não é hora de ficar triste, tenho que continuar a pesquisa...
Checar os aparelhos, anotar os resultados e comparar com os últimos, como de costume.
Newton: Uh? Que estranho. O medidor de atividade cerebral está mais alto do que o comum...
Só há um motivo pra isso, mas não poderia ser, eles não teriam energia o suficiente pra isso, se bem que o colar da Élia parecia ser de lá...
Fui interrompido em meus pensamentos por sussurros de lado de fora do quarto (praticamente gritos na verdade...).
Enfermeira: Mas senhor George você não pode entrar aí.
George: Não posso entrar no quarto do meu próprio hospital pra falar com meu próprio filho? Oras, vá arrumar algumas camas, afinal, é pra isso que é paga sua enfermeira inútil, além do mais, já não mandei me chamar de senhor Ashton? Agora vá arranjar o que fazer!
A porta abriu com força.
Newton: Obrigado por bater como sempre, papai.
George: O que está fazendo aqui à essa hora? Foi expulso do internato?
Newton: Eu não sou você. Estou tentando ajudar meus amigos, ao contrário de você que só tira proveito de tudo e todos.
George: São apenas negócios, como já lhe disse. Bem, sabia que estaria aqui, então vim fazer uma visita.
Newton: O que quer agora?
Já estava sem paciência e com raiva, ele me deixa assim.
George: Eu vim falar sobre seu irmão, ele irá estudar com você no internato.
Newton: E quando ele vai chegar?
???: Eu pensei em ir com você...
Newton: Ash?
Vi meu irmãozinho na porta com uma mala nas mãos e uma mochila nas costas.
Newton: É claro que pode vir comigo Ash!
George: Perfeito! Assim não terei que pagar um taxi pra levá-lo. Ele está sobre seus cuidados a partir de agora, cuide de suas despesas, pois agora ele é seu.
Ele olhava pra Ash com desprezo, como se me desse um móvel velho e inútil que ninguém usa ou quer, como sempre fez. Ash estava quase chorando quando papai saiu da sala.
Newton: Vem cá.
Ele veio correndo e nos abraçamos, sentia raiva do meu pai por tratar ele desse jeito.
Ash: Promete que cuida de mim?
Newton: Por que não cuidaria?
Ash: Papai não cuidava...
Ele levantou a cabeça e a franja que cobria o rosto. Me assustei com a cicatriz que tinha embaixo de seu olho.
Newton: C-como...?
Ash: Eu desobedeci... Ele me cortou com uma faca...
Vi lagrimas se formando em seus olhos, as limpei.
Newton: Não chora... Eu vou cuidar de você agora. Ele não vai mais te maltratar, eu prometo.
Ash: H-hai!
Newton: Quer me ajudar aqui?
Ash: Claro. Espera, essa é a Vio?
Newton: Sim... Ela esteve aqui nos últimos três anos. Eu sumi, pois queria achar um jeito deles acordarem desse coma.
Ash é muito inteligente, embora pequeno. Como estávamos em dois acabamos mais rápido. Fui pra fora e pedi um taxi no ponto que havia na frente do hospital.
Newton: Ash, chamei um taxi pra irmos.
Ele havia dormido numa das poltronas do quarto. Dei um sorrisinho de lado, era bom ver ele dormindo calmamente. Levei as malas pra frente e pedi que o taxista as guardasse enquanto pegava Ash no colo. Fiquei observando ele e fazendo carinho em seu cabelo até chegarmos no internato, ele estava com cheiro de livros e poeira no cabelo, deve ter passado um tempo trancado na biblioteca como fazíamos quando éramos menores.
Taxista: Chegamos Newton.
Newton: Obrigado Robert.
Conheço ele, pois eu saio do hospital na hora do turno dele, então sempre acabo no taxi dele.
Taxista: Quer ajuda pra descer as malas?
Newton: Não precisa, eu já mandei uma mensagem pra minha nam-minha amiga e ela já vêm me ajudar.
Taxista: É aquela?
Lola estava vindo pra cá, são 10 horas da manhã, ela perecia estar com sono, embora estivesse com roupas normais.
Lola: Bom dia Newton.
Newton: Bom dia Lola. Poderia me ajudar por favor?
Disse mostrando Ash em meu colo.
Lola: Claro. Seu irmão?
Newton: Sim. Já tinha te falado dele né?
Lola: Já, mas não tinha me mostrado ainda.
Lola pegou Ash no colo enquanto eu pegava nossas malas.
Newton: Tchau Robert, até mais, obrigado.
Taxista: De nada Newton. Nos vemos outra hora.
Entramos no prédio e fomos pro meu quarto.
Newton: Não tem ninguém...
Lola: Vou deixar ele na sua cama.
Newton: Ok.
Lola deitou Ash e eu coloquei as malas do lado da cama.
Lola: Ele vai ficar aqui no seu quarto?
Newton: Eu não sei. Melhor checarmos depois com o diretor.
Lola: Sim. Ele é bem parecido com você.
Ela olhou pra mim e sorriu. Corei. Então ela deu um chute na minha canela.
Newton: Ai!
Lola: Não saia sem falar ok?
Newton: Ficou preocupada comigo?
Sussurrei no ouvido dela e dei um beijo em sua bochecha a fazendo corar.
Lola: F-fiquei mesmo, então não faça mais isso ok?
Newton: Calma, te prometo que não vou mais sumir.
Entrelacei nossos dedos e juntei minha testa na dela.
Newton: É uma promessa.
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