Ela é baladeira, tá sempre solteira.
9 A irmã.
P.O.V. Mariah.
Eu odeio a minha irmã mais nova. Mia consegue todas as atenções, ela é sempre o centro de tudo.
Porque eu não podia ter nascido duplicata e ela normal?
—Mariah! Vem almoçar.
Eu fui e a minha adorável irmãzinha também.
—Oi Mariah, boa tarde.
—Te odeio Mia.
—Porque? Eu nunca fiz nada pra você!
—Você nasceu! Você não entende não é? E acho que nunca vai, afinal você é sempre a primeira opção de todos! E eu fico pra escanteio!
—Eu nunca pensei que se sentisse assim.
—E nunca nem se importou em perguntar! Mas, eu sou bonita! Eu sou especial! Eu sou a mais velha!
—Você é especial Mara.
—Você não sabe a inveja que eu tenho de você. Você sempre consegue o que quer, papai e mamãe se preocupam mais com você do que comigo. Até os originais gostam mais de você.
—Isso não é verdade Mariah. Nós amamos as duas igual.
—Mentira! Mentirosa! Porque tudo o que vocês pensam é em manter a Mia segura, cuidar da Mia, fazer feitiço de proteção na Mia, salvar a Mia do Klaus! Mia! Mia! Mia!
—Isso não é verdade Mari, os nossos pais amam a gente igual.
—Você sempre tira nota mais alta em tudo! Todos os garotos gostam de você! Isso não é justo!
—Calma, senta e vamos almoçar. Depois nós conversamos sobre isso com calma certo?
—Claro. Se fosse a Mia vocês paravam tudo pra ouvir ela falar.
—Vamos orar.
Nós rezamos e comemos em silêncio. Aquele silêncio nervoso, desagradável.
—Vocês vão querer nadar na cachoeira hoje?
—Claro.
Deu umas quatro horas fomos para a cachoeira purgatório e encontramos com a Tia Caroline, a tia Renesmee e todos os nossos amigos. Realmente foi divertido.
Conversei com a minha irmã. Uma conversa franca e descobri que ser duplicata não era tão legal assim.
—Ele quer drenar o meu sangue para criar híbridos escravos. E isso vai me matar irmãzinha.
—Que horrível! Eu não gostei muito não.
—É nem eu. Você não sabe o que eu daria pra ser você.
—E você não sabe o que eu daria pra ser você.
—Você gosta de ser duplicata?
—Ás vezes. Mas, ás vezes não.
—Porque não?
—Sendo uma duplicata o meu sangue é valioso. O meu sangue místico, as bruxas me querem morta para que Klaus não consiga criar nem mais um híbrido. Embora algumas delas o queiram para realizar feitiços que exijam muito poder.
—Que droga.
—É nem me fale. Só falta papai e mamãe me colocarem numa torre sem porta, no meio do nada e com um monte de feitiços de proteção em volta.
—Verdade. Só esqueceu da muralha de espinhos.
—Verdade.
No fim acidentalmente acabamos dando uma ideia para os nossos pais. Eles mandaram construir uma torre mega alta.
P.O.V. Mia.
Meus pais tem uma surpresa de aniversário pra mim. Agora estou vendada e eles estão me levando para um lugar que tem muitas escadas.
—Chegamos.
Ele me tirou a venda e eu vi que estava em um quarto e que as minhas coisas estavam todas lá.
—O que é isso pai?
—Me desculpe querida. Mas, sua mãe e eu decidimos colocar a sua ideia em prática.
—Minha ideia?
—Da torre.
—Não.
Desci ás escadas correndo e cheguei bem a tempo de ver a saída ser trancada com pedras que deviam pesar toneladas.
—Não! Papai me deixa sair!
—Me desculpe querida, mas é pra melhor. Nós cuidamos de deixar tudo confortável e aconchegante. Tem uma cozinha completa de aço inox, tem eletricidade, internet, telefone e tudo mais.
—Mas, eu não quero passar a minha vida trancada.
—Me desculpe amor. Mas, vai estar segura aqui e o Klaus não vai pegar você.
—Eu te odeio pai!
—Saiba que para o mundo exterior você morreu. O Doutor Cullen vai forjar o seu atestado de óbito e o telefone só liga para a nossa casa.
—Te odeio!
—Eu sei meu bem. Lamento por ter que fazer isso.
Meu pai pulou a janela e saiu. Eu só conseguia chorar. Não quero passar a eternidade trancada nessa torre.
Mas, os dias iam se passando. Se arrastando e eu comecei a me acostumar com o fato de que iria passar a eternidade sozinha.
Meu pai sabe que eu gosto de coisas antigas então ele decorou tudo com coisas antigas e quadros dele com o meu tio Damon, dos meus avós biológicos e eu tenho fotos da mamãe, da Mara e de todos os meus outros amigos e familiares. Até daqueles que já morreram.
Como eu não tinha muito o que fazer já que o meu pai mentiu pra mim sobre a internet ficava lendo, cantando. Eu adoro cantar, amo de paixão.
Eu sempre quis ser cantora profissional e ter uma carreira de sucesso, ser atriz, mas parece que isso nunca vai acontecer. Jamais serei conhecida.
P.O.V. Peter.
Eu me perdi. Fui fazer trilha com uns brothers e acabei no meio do nada.
—Caraca, me ferrei.
Tentei ligar para casa, mas o celular não tinha sinal.
—Que porcaria.
Depois de andar pra caramba eu achei uma torre. Tipo aquela da história da Rapunzel. E ouvi alguém cantando, era voz de mulher.
—If I can not fly... let me sing.
Vi a garota debruçar na janela. Ela era uma gata!
Tentei me aproximar da torre, mas bati em alguma coisa. Uma espécie de barreira.
—Que porcaria é essa?
—É um feitiço de proteção!
Gritou ela lá de cima.
—Quem é você?
—Sou Mia.
—Quem te prendeu ai?
—Meus pais.
—Porque?
—Pra me proteger.
—De que?
—Do Klaus!
—Quem é o Klaus?
—É o mal encarnado. Ele quer o meu sangue, literalmente!
—Pra que?
—Pra escravizar pessoas!
—Existe uma saída?
—Obvio que não. Os meus pais vem me visitar e me trazer comida.
—É impressão ou está usando um vestido da era medieval?!
—Não é impressão. Eu gosto.
—Então Princesa, como eu liberto você?
—Não liberta. Não sem uma bruxa.
—Uma bruxa?
—Encontre a bruxa chamada Bonnie Bennett! Ela vai te ajudar.
—Ótimo.
—Mas, você não disse o seu nome.
—É Peter Stone!
—Prazer. Agora vá embora e encontre a Bonnie. Meus pais estão chegando ai.
—Ok!
Eu me escondi e vi tudo. Eles deram um pulo super alto, aquelas coisas não eram seres humanos com certeza.

Fale com o autor