Ela Te Ama - Cobrina
2 Capitulo II
Notas iniciais
Quando eu disse '' Eu Também '', ele apenas me olhou. E deu um sorriso perfeito. Eu o abraçei. O Cobra me entendia. Não era atoa que eu confiava nele.
De repente, ouvimos umas batidas na porta. Ele olhou devagar, era a Jade. Eu de um jeito suportava ela. Então eu sai pelos fundos, sem que o Cobra percebesse.
Apenas acenei, mais ele não viu. Então eu sai e fui para casa.
Assim que entrei, Bianca logo perguntou.
– Karina, onde você estava? Meu pai disse que você saiu de casa.
– E você estaria preucupada?
Logo eu pensei, que se eu não perdoasse minha irmã, talvez eu mesma não me perdoaria. Então ela disse, quebrando meus pensamentos.
– Karina, vamos voltar a ser amigas, a compartilhar segredos. Da pra perceber que você tá apaixonada. Eu prometo que não vou te julgar.
– Tá... mais não me julga. Vamos pro quarto.
Ela veio, com um sorriso perfeito, fechou a porta. E se sentou na minha cama. Eu me deitei e fiquei olhando ela e ela já dizendo.
– Vai K. Diz quem é o admirador.
– Não é nada de admirador Bianca. Eu e o...
– O?
– Cobra. Nós ficamos juntos.
– OQUE? O Cobra K? O Cobra? Ele é um marginál.
– Epa. Não me julga, me admira você que ficou logo com o Duca.
– Ué, mais ele pelo menos não luta em lutas clandestinas.
– Ah, Bianca. Ele tá querendo mudar. Mais fica em segredo isso.
Logo ela percebeu que eu estava feliz, eu dei um leve sorriso, e me levantei, olhei pela janela. E voltei e me joguei na cama. Ela riu. Ela sabia que eu estava feliz, mais eu ainda não sabia se podia confiar nela ainda.
– K, se você tá tão feliz, porque não fala com o papai? Pede desculpas pra ele.
– Olha Bianca, o Mestre Gael. Não vai aceitar de forma nenhuma saber que eu tô com o Cobra.
– É mesmo... Mais sei lá, pede desculpa pra ele. E diz que ele tá bonitão. Sei lá, o jeito que você consegue fazer ele sorrir. Mais me diz, já rolou alguma coisa?
– Não, claro que não. Eu confio no Cobra, alias eu me sinto protegida. Ele me entende, ele sabe oque é ser enganada.
– Ai, K. Porque você não convensse ele a voltar pra Academia?
– Eu vou falar com ele. Eu já vou indo. Vou me arrumar, pra escola.
Fui pro banheiro, tomei meu banho. Fiz minha higiene matinal. E me enrrolei na toalha. Fui pro quarto, e coloquei meu uniforme, coloquei minha mochila. E desci. Após me despedir da Bianca. Assim que fechei a porta, dei de cara com meu pai. Logo ele disse.
– Filha, cuidado. E anda pela sombra.
– Pai, espera.
– Oque foi?
– Pai, você tá um gato. Me desculpa por ontem... Eu tava estressada...
– Tá, tá... Mandamento 22, Nunca desobedecer o mestre cruel.
– Não lembro desse mandamento. — Disse a Bianca, descendo as escadas
– Eu acabei de inventar.
– Tchau K.
– Como é bom ver minhas filhas juntas.
– Tchau pai, tchau Bianca.
Eu fui pro ponto de onibus, o onibus logo passo. Passei pela roleta, e me sentei em um banco. Coloquei o fone, e fiquei escutando uma música, lá... O Pedro, entrou no onibus, com o João. João me comprimentou, eu respondi. Agora o Pedro. Nem olhar na cara dele eu olhei. O onibus, freiou, e o Pedro voou longe. Eu me levantei, e ele achou que eu ia ajuda-lo a levantar. Eu ri, e respondi, com ironia.
– Acha mesmo que eu iria te ajudar? Haha... Tchau João.
– Tchau Karina.
– Tchau Esquentadinha.
– Tchau Pê... Quer dizer Pedro.
Eu desci do onibus e entrei na escola.
Logo depois, já tava de tarde. Eu fui andando até o QG. Para falar com o Cobra.
Mais a gang do Lobão estava lá, eu apenas cheguei no final da conversa.
– Eai Cobra, vai lutar?
– Claro.
– É assim que se fala, garoto.
Assim que eles sairam, eu entrei. Ele me viu e já disse.
– Karina ♥, ainda bem que você veio.
– Cobra, porque você aceitou a luta?
– Porque eu preciso me sustentar... volta pra academia do meu pai.
– Karina, lá todo mundo quer me julgar. E eu sou perigoso. Você sabe oque eu fiz com a BB.
– Eu não ligo. Cobra, se você é perigoso, ou não.
– Karina, se afasta de mim. Eu vou lutar, e você não vai me impedir.
– Eu não vou a lugar nenhum, eu posso ficar aqui. Sem comer, apenas olhando pra sua cara.
– Karina é sério vai embora. — Disse ele, chegando perto, e me pegando pelo pescoço. — Karina, eu não quero te machucar.
– Cobra, você ontem era outra pessoa, disse que se importava comigo. Oque aconteceu?
– Karina, eu amo você. Mais você não entende que...
– Que oque Cobra? Eu amo você. É impossivél eu deixa você ficar assim. Eu vou embora sim. Aproveito e vou na Khan. — Disse eu, me soltando, e indo embora.
– Karina, fica fora disso.
– Não, tchau Cobra.
Eu fui direto pra Khan, cheguei lá e todos me olharam, até a Nat. O Lobão, logo veio rindo.
– A que devo a honra, filha do Gael.
– Eu quero que você expulse o Cobra. Em troca eu fico aqui.
– Que legal... a filhinha do Gael, aqui na Khan. Feito, saiba que sua escolha não tem mais volta.
– Eu sei disso, amanhã eu venho treinar. — Disse eu, desanimada. Mais feliz pelo Cobra, estár fora disso.
Assim que eu sai da Khan, o Cobra me chamou. Logo perguntou.
– Karina, oque você foi fazer lá?
– Nada, o Lobão ele não estava. Vamos?
– Tá, vamos — Disse ele, acreditando.
Eu não queria enganar ele... Mais ele não iria aceitar minha decisão. Então prefiri manter em segredo. Ele nem desconfiou. Eu parei de andar, e ele me olhou.
– Oque foi K?
– Nada. — Eu andei até ele, e o abraçei. — Você sabe que eu te amo né?
– Eu sei, eu também te amo.
– Mais e a Jade?
– A Jade, eu gosto dela, mais como amiga. Eu amo você.
– Hum... Eu também gosto de você Cobra. Eu não sei porque mais me sinto protegida com você.
– K, olha você é a melhor coisa que pode acontecer na minha vida.
– Você também é a melhor coisa, que já aconteceu na minha vida. Cobra...
– Oque foi K?
– Posso dormir aqui denovo? Sabe não tô afim, de ir pra casa.
– Claro K.
Logo eu e o Cobra, nos beijamos. Ele acariciou meu rosto. E eu apenas fiquei de cabeça baixa, procurando algo para focar. Ele levantou meu rosto, e me beijou.
Eu apenas disse.
– Cobra, a Bianca sabe da gente.
– Você disse pra ela?
– Sim... ela compreendeu. E disse que manteria segredo, acho que eu posso confiar nela. Só acho. Cara a Bianca vacilou. Mas eu acho que dessa vez ela não vai me enganar.
– Karina, você gosta daquele doido?
– Gosto, mais agora que eu tô com você... eu tô esquecendo ele...
– Karina...
– Cobra, chega desse assunto. Vamos treinar.
Eu e o Cobra, ficamos treinando. Eu fiquei lutando com ele até ter certeza que ele iria ganhar. Era a nossa diversão.
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