Notas iniciais
Essa história é universo alternativo, ou seja, sem magia alguma. Ela é baseada no filme Ela é o Cara, que por sinal, gosto muito. Por isso, vocês vão ler muitas cenas semelhantes ao filme, contudo, nem todas serão. Tive que modificar algumas coisas, para ficar coerente com os personagens do mundo mágico que conhecemos. Então, não estranhem, nem tudo vai ser igual ao filme, e nem tudo vai ser igual ao mundo potteriano. O que vou priorizar é a coerência da história em si e a personalidade dos personagens.

O sol quente resplandecia naquela tarde de verão na movimentada capital Britânica ao sul do Reino Unido. Era o final do mês de julho e no parque de Primrose Hill, vários londrinos desfrutavam do meio-dia de domingo realizando piqueniques reunindo a família e os amigos. Com suas cestas de comida, estendiam toalhas xadrez no gramado, com crianças brincando e correndo ao redor por todos os cantos. E naquele habitual primeiro dia da semana − destinado ao descanso −, um grupo de jovens chamava a atenção de vários cidadãos que ali se encontravam.

Os jovens em questão corriam, chutavam e driblavam uma bola.

Certas pessoas olhavam achando uma falta de respeito ao contrassenso comum, afinal aqueles inconsequentes estavam tirando a paz e a tranquilidade do ambiente. Outros observavam com certa admiração, achando tudo aquilo muito surpreendente e até divertido. Contudo, o que haveria de ser tão espantoso ver alguns adolescentes jogando futebol em pleno domingo?

Talvez, ao observar melhor, notar-se-ia que estes adolescentes em questão eram garotas. O que deveria ser bem surpreendente para os conservadores.

Pois, sim, garotas. Do sexo feminino. Frágeis e delicadas. Ou nesse caso, fortes e tempestuosas. Jogando futebol, numa tarde de domingo de baixo de um sol ardente, correndo, suando, chutando e driblando uma bola.

E por mais que fosse surpreendente para alguns, um fato era bem obvio. Todas estavam sorrindo e se divertindo.

Afinal era um simples jogo amistoso.

Uma típica pelada entre amigas. Mesmo que nem todas pensassem assim.

Para Ginevra Weasley qualquer partida de futebol, era sempre uma partida de futebol importante, sendo oficial ou não. Coisa séria. Uma disputa. Uma competição. E numa competição, sempre haveria um vencedor e Ginny sempre jogava para vencer.

Aqueles que assistiam ao jogo percebiam que a pequena garota ruiva era a que mais corria e chutava. No placar, de todos os gols feitos pelo menos três haviam sido marcados por ela. Ginny aprendera a jogar futebol na infância, com seus primos. Desde então, jogar bola tornou-se a sua fixação e todas suas amigas estavam bem cientes disso. Katie Bell e Angelina Johnson, não se surpreendiam quando ela avançava pelo gramado, driblando e chutando, até conseguir efetuar seu objetivo. Fazer um gol ou mais, era apenas uma consequência. O mais importante era jogar e fazer bem feito, era isso o que Ginny sempre dizia as amigas.

Portanto, era exatamente isso o que ela fazia. Com agilidade e muito talento, por sinal. Mesmo que nem todos pensassem da mesma forma.

No colégio, Ginny juntamente com suas colegas de time tentaram jogar futebol junto com o time masculino, numa partida mista. Só que eles se sentiram ofendidos e ameaçados pela sua integridade masculina — ou por simplesmente terem preconceitos alegando que mulher não sabe jogar futebol —, e os garotos impediram as garotas de jogarem futebol juntos.

Assim, eles declaram guerra a elas.

Depois da negativa, as garotas se viram obrigadas, a mostrar aos garotos que sabiam, sim, jogar futebol muito bem, obrigado. Até melhor que muitos dos pernas-de-pau que se achavam no direito de proferir pejorativos deduzindo que mulheres, não sabiam jogar futebol por causa do velho e obvio preconceito, alegando que futebol é coisa de macho para macho.

Por isso, no colégio Holloway School havia dois times de futebol.

Masculino e feminino. Mesmo que o time titular fosse o masculino Wilds Wolves “Wilders” (Lobos Selvagens), já que eram sempre eles que jogavam nas principais partidas dos campeonatos. O time reserva acabou sendo o feminino e como uma retaliação ao time masculino eram às Kiks the Guys “KGS” (Chutando os Caras), mesmo que o time feminino jogasse apenas em alguns amistosos. Sendo que vários destes amistosos eram meninos contra meninas. E muitos deles, elas conseguiram mostrar que sabiam jogar, ora contra colégios rivais, ora contra o time titular do Holloway. Em algumas dessas partidas — time titular contra o time reserva — há quem diga que às KGS ganharam duas de três partidas, visto que uma acabou em empate. Os Wilders nunca admitiriam isso, é claro.

O time feminino de Holloway, não recebia muito apoio dos colegas. Menos ainda do diretor, que dizia para todos aqueles que quisessem ouvir que o time masculino era o preferido e favorito dele e de todo o colégio. Mas, as garotas se mostraram persistentes demais — para a infelicidade de muitos — conseguindo arrecadar muito dinheiro para o time feminino, confeccionando roupas e fazendo rifas. Ginny, Katie e Angelina faziam de tudo, para conseguirem manter o time na ativa. E estavam conseguindo, faltando apenas obter um pequeno patrocínio, para poderem ter uma participação mais justa nos campeonatos entre as escolas rivais.

Nas sombras das árvores, deitado no gramado, estava um rapaz observando sua namorada jogar. Ginny driblou a bola com agilidade, passando por duas garotas, em seguida conseguiu fazer um passe perfeito para Katie Bell, que finalizará a jogada com um chute em diagonal na direção ao gol. A goleira do time adversário tentou, mas não conseguiu segurar a bola. O último gol fora marcado e a partida naquela tarde de domingo, havia acabado.

— É isso aí, Katie! — gritou Ginny batendo as mãos junto com amiga por terem finalizado aquele passe brilhantemente.

— Eu só finalizei Ginny, você que deu o passe perfeito — constatou Katie, sorrindo juntamente com as demais garotas.

— Vocês não sabem brincar, não é? Poxa vida, cinco a dois! — disse uma delas, com certa indignação ao verificar o placar final.

— Bem, vocês estavam meio molengas hoje — falou Angelina, enquanto distribuía garrafas d'água para todas.

Ginny sabia que isso era uma meia verdade. Ela, Katie e Angelina eram as mais focadas do time, as outras garotas também gostavam de jogar, mas não eram tão determinadas ou tão ativas quanto às três amigas.

Relanceando um olhar pelo parque, Ginny notou ao reconhecer alguém que estava deitado em baixo de uma árvore próxima.

— Vejo vocês mais tarde, meninas — sorrindo, ela foi se juntar ao namorado.

Os dois estavam juntos há dois anos. Michael fazia parte dos Wilders, ele era o goleiro e também capitão do time masculino. Ginny, não conseguia pensar no quão irônico aquilo era, afinal, ela e suas amigas estavam sempre em pé de guerra com os garotos, disputando desde partidas de futebol até horários de treinamento para reservarem o campo no colégio. E mesmo em pé de guerra — entre os times —, ela e Michael conseguiram conciliar o relacionamento deles entre todos os interesses e brigas relacionados ao esporte.

Pensando nisso, Ginny chegou à conclusão de que aquilo era uma prova de que a relação deles ia muito além de interesses e disputas. Talvez, isso fosse um fortalecimento para o enlace dos dois. Ela sabia que gostava muito de Michael. Afinal dois anos, eram muitos dias e muitos meses.

Chegando perto da árvore onde Michael se encontrava, ela percebeu que ele estava cochilando. Marotamente Ginny aproximou-se silenciosamente, sabendo que o namorado tinha um sono leve. Notando que ele estava deitado entre as sombras das árvores com uma expressão serena, ela baixou-se jogando as pernas de cada lado do corpo dele, de modo que ficassem bem próximos. Prendendo os braços dele ao longo do corpo, sussurrou lentamente em seu ouvindo:

— Ei cara, é melhor não se mexer.

Surpreso, mas reconhecendo a voz Michael sorriu.

— Isso é um assalto? Moça, eu acho que é uma péssima ideia.

Ginny soltou uma gargalhada em deboche.

— É mesmo? Por quê?

Sorrindo Michael que era mais alto e mais forte girou-a no gramado, fazendo com que ficasse por cima dela.

— Porque eu sou mais alto, e mais forte que você Ginny.

— Oh claro, eu realmente não percebi isso — ironizou ela, vendo o largo sorriso do namorado pela constatação totalmente obvia dele. Michael aproveitou o momento e beijou-a lentamente. Ginny correspondeu ao beijo. Era muito bom quando eles ficavam assim, apenas aproveitando os bons momentos.

— Você está ficando muito boa nisso.

Ginny riu.

— Você também. Quando nós começamos a sair, você nem sabia dar beijinho.

— Ei, eu estava falando do futebol.

— Ah. Então, você é acha, é? — respondeu ironicamente.

Sabia que jogava bem, afinal, treinava arduamente para ficar em forma todos os dias, para poder jogar ainda melhor, sempre. Porém, Michael não passou recibo e não percebeu a ironia da namorada, respondendo:

— Sim, pode acreditar. Você está jogando melhor que muitos caras do time.

— Olha, sabe que eu também estou achando isso... — falou rindo, em seguida os dois voltaram a se beijar.

Depois de vários e muitos beijos, Michael afastou-se rapidamente como se houvesse acabado de perceber um algo muito importante.

— Ei, espera um aí pouquinho, quer dizer, que eu não beijava bem antes?

— Ah não esquenta, eu te ensinei bem.

Para provar isso ela voltou a beija-lo, lenta e demoradamente. Com certeza ele havia evoluído naquela habilidade ao longo daqueles dois anos.

x.x.x.x

No dia seguinte, Ginny chegara cedo ao colégio.

Tornara-se um hábito chegar ao primeiro horário para treinar alguns exercícios antes das aulas começarem. Mesmo que ainda fosse o período de férias Ginny preferia treinar no ginásio da escola, pois ali ela sabia que não seria incomodada. Os exercícios eram desde abdominais, a passos e dribles. Alguns ela conseguia fazer sozinha, porém outros não. Por isso, nunca ficava satisfeita. Seu espirito competitivo sempre falava mais alto.

Katie e Angelina viviam dizendo, que ela estava sendo muito paranoica e obsessiva, mas Ginny sabia que as amigas não a compreendiam totalmente. Afinal, para elas futebol era como para todas as outras garotas do time, um hobbie. Um passatempo divertido e benéfico. Que as deixavam em forma e saudáveis.

No entanto, para ela, o esporte não era apenas isso. Era seu objetivo na vida. Não apenas jogar por jogar, mas conseguir ser a melhor possível, uma atleta. Poder conseguir uma bolsa em alguma universidade por conta do esporte. Ter um futuro nisso, realizar seu sonho.

Seus pais nunca a apoiarão em relação ao esporte. Na verdade, sua mãe sempre dizia que ela deveria ser mais feminina e solene. Vivia reclamando pelos cantos de como gostaria que sua filha fosse mais delicada e menos semelhante a um garoto suado e porcalhão jogando bola. Seu pai — nos raros momentos em que estava presente —, vivia dizendo à Ginny, que ela deveria estar mais focada nos assuntos intelectuais do que nesses esportes sem futuro algum, pois para ele tudo aquilo era perda de tempo. Afinal, sendo um advogado economista de sucesso, o que mais importava a ele era o benefício da quantia que sua filha poderia conseguir, não o prestigio ou o orgulho que isso poderia acarretar.

Ginny já havia se resignado em relação aos seus pais. E resolvera fazer aquilo que gostava. Eles aceitando ou não. Visto que para eles estava apenas numa fase da vida, rebelando-se.

Depois das aulas, as garotas da KGS marcaram de se encontrar para o treino da semana no campo de futebol. Ginny, Katie e Angelina, estavam seguindo para lá, quando se encontraram no meio do caminho com o restante do time e juntas se direcionaram para o campo de futebol. Mas infelizmente, este não estava vazio, como esperavam quando chegaram lá.

— Eu não acredito o que eles estão fazendo aqui? — disse Katie indignada, ao chegarem ao campo e verem que o Wilders estava ocupando todo o campo vestidos com seus uniformes de treinamento.

— Eu não sei, nós tínhamos reservado o campo hoje — frustada Ginny foi logo falando treinador ao perceber que ele não estava nenhum pouco preocupado por elas estarem ali — Com licença treinador, mas nós já tínhamos reservado o campo.

O homem relanceou um pequeno olhar a elas, porém não disse nada. Pegando seu apito soou para que alguns jogadores fizessem uma pequena pausa.

— Acredito que vocês não foram informadas, mas o diretor concedeu ao time titular passe livre para os treinamentos no campo.

— Como assim, passe livre?

— Bem Srta. Weasley, devido a alguns cortes orçamentários necessários no colégio, o diretor decidiu que Holloway terá apenas um time, meninas, daqui por diante.

— Isso é ótimo, então quer dizer que diretor resolveu fazer uma votação para saber qual dos dois times deverá ficar como titular definitivo? — quis saber Angelina com entusiasmo, assim como todas as outras garotas do time.

Ao ouvirem isso o treinador e outros garotos do time que estavam próximos, riram.

— Não há motivos para ter uma votação, já está decidido. Os Wilders irão continuar sendo o time titular de Holloway, e, portanto agora, o único.

— O diretor não pode fazer isso. Nós já conseguimos arrecadar bastante dinheiro. Cortar o nosso time é totalmente injusto, temos certeza de que o conselho escolar não ficaria feliz em saber que, o diretor, resolveu nós cortar por perjúrio — respondeu Ginny com uma expressão firme.

Percebendo a clara ameaça o treinador resolveu encara-las de frente.

— Me digam meninas, quantas garotas se inscreveram para o time feminino este ano?

Ginny relanceou um olhar para as amigas, sabendo que elas também perceberam aonde o treinador queria chegar.

— No total foram doze, mas agora são onze. Megan Jones teve que pedir transferência — Katie resmungou.

Droga. Ali estava um impasse. Ginny pensou com indignação.

— Bem, acho que isso esclarece a dúvida, não acham? Isto nunca iria chegar ao conselho, afinal, sabemos que um time de futebol sem um time reserva, não seria aceito nesta instituição, são as regras meninas.

— E nós somos o time reserva.

— Não, Srta. Bell. Vocês eram o time feminino, sem um time reserva.

Isso não podia estar acontecendo.

Não mesmo. Eles não podiam corta-las assim, injustamente, não quando elas estavam jogando futebol tão bem quanto todos eles.

Relanceando um falso olhar de arrependimento às meninas, o treinador concluiu:

— Eu sinto muito meninas. Já está decidido. Então, se eu puder ajudar em qualquer coisa é só me dizer.

Perfeito. Uma grande hipocrisia para concluir. Mas, porque não poderiam tirar proveito disso? Pensou Ginny astutamente.

— Sim, para falar a verdade o senhor pode nos ajudar — disse ao olhar para as amigas recebendo apoio — Queremos jogar no time masculino.

As garotas sorriram junto com Ginny ao verem os garotos ficarem chocados. Após entender o pedido o treinador, gargalhou muito, mas muito mesmo, como se elas tivessem contado a piada mais engraçada do mundo. Em seguida, relanceou um olhar para todas notando que continuavam sérias e percebeu que não era uma piada, disse:

— Qualquer coisa garotas. Menos isso.

— Treinador, por favor. Você sabe que nós sabemos jogar.

— Na verdade, Srta. Weasley. Eu não sei se, realmente sei isso, que você disse... — titubeou o técnico.

— O que?

— Como assim?

— Isso é um absurdo!

Algumas gritaram com raiva e outras proferiram alguns palavrões também. Mesmo não querendo dar o braço a torcer, não tiveram outra escolha há ser implorar e suplicar para que o treinador convence-se o diretor a não cortar o time feminino.

— Meninas, meninas, as aulas irão começar daqui algumas semanas. A primeira partida é contra o Hawks, um antigo rival. Por isso, nós temos que vencer!

— E nós podemos ajudar vocês a vencerem treinador — constatou Ginny, afinal, elas sabiam jogar e eles iriam começar o campeonato sem um time reserva experiente. Não teriam chances.

Com o treinamento do dia concluído o restante do time masculino se aproximou do treinador e das meninas. Michael, que até então não havia notado a movimentação, percebeu que a sua namorada estava discutindo alguma coisa com o treinador.

— Ei Ginny, o que está acontecendo? — quis saber ele ao se aproximar junto com os demais do time.

— Veja bem Corner, as garotas aqui, querem entrar para o time masculino.

— O que? Essa história de novo? — gritou um dos garotos e todos voltaram a rir.

— Ginny isso é sério? Achei que já tínhamos resolvido esse assunto — lembrou Michael a namorada.

Ginny bufou revirando os olhos para ele. Era muito irritante quando Michael não conseguia perceber as coisas, mesmo sendo tão obvias. A vontade que tinha, era esfregar aquilo na cara dele com safanão.

— Já chega! — gritou o treinador para os garotos do time que aparentemente não conseguiam mais parar de rir. — Garotas, vocês jogam muito bem, eu reconheço, mas o problema é que meninas, não são tão rápidas quanto os rapazes. Nem tão atléticas. Mas, não se ofendam, pois não sou eu quem diz isso, é um fato cientifico. Moças não superam rapazes. Simples assim.

Ginny percebeu que suas amigas e colegas de time estavam revoltadas e totalmente enfurecidas com o treinador. Obviamente, já que ela estava do mesmo jeito. Contudo, elas sabiam que o treinador estava sendo um babaca machista, como sempre. Nada fora do normal. Porém foi nesse momento que ela se lembrou do dia anterior.

— Está bem treinador, nós compreendemos. Mas não seria melhor ouvirmos outra opinião? Michael você é o capitão do time, o que acha disso?

Michael, que até então estava rindo de canto com o restante do time para que Ginny não notasse. Hesitou com o questionamento da namorada. E agora, como ele iria sair dessa? Não poderia dizer a verdade, afinal, se dissesse aos seus amigos e colegas de time que achava que sua namorada era muito melhor do que eles jogando futebol seria hostilizado. Poderia perder sua posição de capitão. Sua reputação. Porém, estava sendo confrontado não só por sua namorada, mas por todo o restante do time. Naquele momento, encurralado, fez algo igualmente estupido.

— Acho que o treinador disse tudo.

Realmente surpresa e não acreditando que Michael mentira estupidamente para livrar a pele na frente do time, Ginny o retrucou indignada.

— Ontem, você me disse que eu jogava melhor que metade do seu time.

— O que? Eu nunca falei isso — mentiu descaradamente.

— Por que está fazendo isso? Por que está mentindo? — indagou não conseguindo acreditar que Michael poderia ser tão hipócrita.

— Ginny, amor chega dessa conversa, ok? Conversamos depois.

Chocada por perceber que seu namorado era um hipócrita idiota que preferiu mentir para todo mundo, ao invés de apoia-la. Ginny sabia que tinha apenas uma atitude a ser tomada, e não era conversar mais tarde.

— Quer saber? Ok. Beleza acabou. Fim de namoro.

Enfurecida, ela jogou a bola que estava em suas mãos, na cara dele, para que ficasse bem claro que aquele ali era definitivamente o ponto final. Em seguida saiu, virando as costas para o falso e idiota do seu ex-namorado.

Os que estavam assistindo a discussão, inclusive as garotas, ovacionaram o rompimento. Uns por terem gostado da cortada juntamente com a bolada que ela dera nele. Outros por simplesmente gostarem de uma boa discussão.

Michael com o nariz doendo por causa da bolada na cara, arrependeu-se no exato momento que Ginny virou-lhe as costas. Foi imediatamente atrás dela mesmo sabendo que ela estava enfurecida, tentou argumentar:

— Ginny, amor não faz isso. Eu só não quero que você se machuque.

—Oh que lindo — ironizou Ginny percebendo agora o quanto ele era mentiroso. — Você é realmente um grande idiota Michael.

E ali estavam dois anos jogados no lixo. Que burrice.

Ao voltar para casa com seu iPod conectado, ouvindo Ignorance do Paramore.

Ginny acabou desconectando-se do mundo por um instante. Poderiam gritar e berrar, ou talvez até o mundo pudesse acabar. Mas, ela não perceberia. Quando os sons da guitarra combinavam harmoniosamente junto com as letras cantadas, tudo parecia sumir.

This is the best thing that could've happened

(Esta é a melhor coisa que podia ter acontecido)

It's not a war no, it's not a rapture

(Não se trata de uma guerra não, não é uma ruptura)

The same tricks that, that once fooled me

(Os mesmos truques que uma vez que me enganaram)

They won't get you anywhere

(Eles não vão te levar para qualquer lugar)

I'm not the same kid from your memory

(Eu não sou a mesma criança de sua memória)

Now I can fend for myself

(Agora posso me virar sozinha)

— Geff! Geff! Geofrey! — gritava Gabrielle Delacour enquanto tentava alcançar seu namorado desatento, surdo e incomunicável ao avista-lo do outro lado da rua. Ele estava com aqueles horríveis jeans folgados e surrados, sem falar que aquele moletom preto com o capuz estava totalmente fora de moda. Seu namorado poderia ser o lindo vizinho roqueiro da casa ao lado, mas com certeza não entendia nada da ultima moda.

Porém, o Geofrey que não lhe dava notícias há semanas, e que agora estava ali, bem na sua frente, parecia não ter notado que ela estava gritando histérica no meio da rua.

You treat me just like another stranger

(Você me trata como outro estranho)

Well it's nice to meet you sir

(Bem, é um prazer conhecê-lo senhor)

I guess I'll go

(Acho que eu já vou)

I best be on my way out

(É melhor eu seguir com a minha saída)

Ignorance is your new best friend

(Ignorância é a sua nova melhor amiga)

— Geofrey Weasley estou falando com você! — Gabrielle finalmente conseguira alcançara seu namorado, mas ao vira-lo de frente constatou que não era o seu vizinho roqueiro ruivo, mas sim a irmã gêmea não feminina dele — Ah não acredito, é você Ginevra. Nossa, é surpreendente o quanto você e o seu irmão são parecidos de costas, nenhum dos dois têm curvas, horrible.

Ginny bufou ao ver que a vizinha francesa-esnobe interrompera Hayley Williams, e também a sua paz e tranquilidade.

— O que é que você quer Delacour? — foi direto ao ponto perguntando, pois não estava nenhum pouco a fim de ouvir os lamentos insuportáveis da francesa.

— Saber onde o seu irmão está, ele não atende as minhas ligações.

— Bom, eu não sou a namorada dele. Então, vamos ver — falou, olhando ao redor —, eu não sei.

— Há-há vache rugueuse. Olha só, diz pro seu irmão. Que ele tem muita sorte por estar namorando comigo, então é melhor ele atender as minhas ligações. Ou me ligar. Se não, ele não vai ter mais uma namorada. Oui.

— Oh, claro e vai querer que organize a sua agenda também? Espera aí, qual é o seu número mesmo? 0-800 Vadia oui? — Ginny riu ao ver o olhar homicida que a francesa-esnobe lançou a ela.

Sabendo como a irmã gêmea do seu lindo namorado era, Gabrielle Delacour saiu rebolando suas curvas com o seu corpo perfeito, olhos azuis e cabelos platinados.

Ora, dane-se a francesa e sua perfeição. Não é problema meu.

Ginny sabia que o irmão tinha muitas namoradas, e a vizinha-francesa-esnobe era uma delas. Não conseguia entender como ele era incrivelmente popular. Mas, aquilo era um problema do Geff, não era sua culpa se o seu irmão tinha um péssimo gosto para garotas.

x.x.x.x

— Comece usando os talheres de fora para dentro, depois que começar a refeição, os talheres não devem mais ser encostados na mesa, porém, sim, apoiados no centro do prato. E Ginevra, nunca gesticule com outras pessoas, quando estiver comendo — Madeleine dizia à filha, enquanto ela e seus dois únicos filhos indisciplinados jantavam naquela noite.

Ginny que até então ouvia sua mãe como sempre proferindo as suas regras formais de etiqueta à mesa, tentava desesperadamente, não revirar os olhos para Madeleine Weasley e suas normas chatas de etiqueta.

Será é pedir demais uma refeição normal e informal?

— Geofrey ombros eretos, por favor.

Geff relanceou um olhar desanimando a irmã gêmea, demonstrando que aquilo era insuportável para ele também. Pelo menos nisso eles concordavam, pensou Ginny ao olhar para o irmão.

— Então crianças, falei com Apolline Delacour hoje e ela está organizando uma Quermesse Beneficente para Associação de Crianças Carentes — disse Madeleine, como se estivesse anunciando a cura do câncer — E vocês irão participar das arrecadações, é claro, por isso, Ginny você deve estar devidamente apresentável. Nada de moletons e jeans rasgados. Sendo minha filha você precisa estar bem vestida, como uma dama.

— Mãe, é uma Quermesse Beneficente em apoio às crianças carentes. Acho que a última coisa que devemos nós importar seria com a nossa aparência, não acha? Devemos priorizar as crianças.

Recebendo um olhar faiscante por parte de sua mãe e um sorriso de canto do seu irmão. Ginny percebera que aquilo era o que ela sempre quisera, que a sua única filha fosse imagem e semelhança dela mesma, uma dama requintada e cheia de formalidades. E agora, com o time feminino cortado, ela não poderia mais fugir das festas e compromissos que Madeleine viva querendo que ela participasse. Um pesadelo.

— Sim devemos priorizar as crianças. Mas, você vai ter que se comportar mais como uma dama. Querendo ou não. Terá que ser mais feminina, parar de ficar jogando esse tal de futebol, deixar de ser tão moleque.

Ótimo, não havia alternativa. Era uma ordem. Mas, Ginny nunca seguira as regras de etiqueta à mesa quando estava fora de casa. Sua mãe não sabia disso, é claro. E mesmo sendo uma ordem, não iria acatar. Aquela não era a primeira e nem a última. Ela nunca fora uma dama requintada como Madeleine Weasley, e não seria agora que começaria a ser.

Ginny agiu indiferentemente, como sempre. Porém, seu irmão começara a rir, ou melhor, gargalhar, quebrando algumas regras de etiqueta durante o jantar. Por isso, Madeleine olhou chocada para o seu filho.

— Geofrey, não pense que você está livre, mocinho — dissera ela, e Geofrey parara de rir imediatamente — Seu pai me ligou hoje, ele recebeu uma memorando do diretor. De acordo com ele, você foi convidado a não retornar para o próximo ano letivo. Nós dois concordamos com o diretor, por isso, você vai ser transferido. E obviamente, esse seu comportamento nós deixou muito envergonhados e decepcionados, Geofrey.

Olhando para o seu irmão que sentara de frente para ela, Ginny notou que ele não parecia ter sido afetado com aquilo. Pois, continuou comendo, tranquilamente, como se sua mãe tivesse anunciado apenas a previsão do tempo, a qual seria apenas uma tempestade e que não deveríamos esquecer o guarda-chuva no dia seguinte.

Bem, por isso, ela não esperava. Se fosse com ela, com certeza estaria desesperada e implorando para que não fosse verdade. Afinal, tanto ela, quanto seus irmãos sabiam qual era o destino de todos os transferidos de Holloway. E não era exatamente o paraíso.

— Por isso, seu pai e eu concordamos. Você irá para Devonshire. Sem viagens, e principalmente sem banda alguma.

E ali estava o ponto fraco dele.

Geofrey olhou espantado para sua mãe.

— Vocês não podem fazer isso — alegou-o com o punho fechado sobre a mesa.

— Sim podemos. Somos seus pais, e você ainda não é maior de idade. Ou seja, sem cartões de credito. Sem viagens. Sem banda. Está decidido.

Pronto, era um ultimato. O jantar havia sido encerrado.

x.x.x.x

Seus pais nunca foram compreensíveis. Na verdade, tudo o que eles mais queriam, era que seus dois filhos fossem, obedientes, cerimoniosos e que tivessem um mínimo de disciplina.

Mas, não fora isso que eles conseguiram.

Ginny, nunca fora a dama que sua mãe insistia para que ela fosse.

Geofrey, não tinha notas excelentes como seu pai insistia para que ele tivesse.

Por causa disso Antoine e Madeleine tomaram medidas drásticas. Ao invés de educa-los e orienta-los para fossem melhores, como queriam. Fizeram o que achavam ser mais fácil, cortando aquilo que os filhos mais gostavam.

Ginny sabia que a sua mãe não tinha nada a ver com o corte do time feminino do colégio, porém, Madeleine nunca a apoiara e quando soubesse que o futebol fora cancelado, ficaria radiante com a notícia.

Já o seu irmão, tinha sérios problemas com seu pai.

Seu pai sempre tivera altas expectativas para o com seu irmão. Por isso, Geofrey nunca conseguira ser bom o suficiente para Antoine Weasley. Logo, quando seu irmão percebera que nunca seria tão bom quanto o pai deles queria que ele fosse, Geofrey também passou a não se importar mais com o que eles achavam. E no caso do seu irmão formar uma banda de rock, denominada Silence, era o seu jeito de se rebelar. Silence fizera um enorme sucesso com vídeos no Youtube e nas redes sociais. Agora eles estavam se preparando para fazer uma turnê na América. No entanto, Geofrey fora proibido de viajar, proibido de sequer ter uma banda também. Ginny sabia que seu irmão estava furioso com os pais deles. Bem, ela não estava muito diferente dele.

Agora os dois estavam numa situação semelhante e Ginny percebeu que seu irmão precisava do seu apoio, assim como ela precisava que ele a apoiasse também.

— Geff — falou batendo na porta do quarto que continha uma clara mensagem gravada "Se não for o Geff, não entre".

Aquela mensagem não se aplicava a ela, já que sempre que quisera Ginny entrara no quarto do seu irmão. Porém, aprendera de uma forma bem traumática e desagradável ao menos bater na porta, afinal, nunca mais iria querer ver seu irmão nu. Menos ainda, se ele estivesse com uma garota.

Prevenindo-se ao relancear um breve olhar antes de entrar totalmente no quarto, Ginny concluiu que ele pelo menos não estava com uma garota ou nu. Ou pior, preveniu-se sabendo que ele não estava nu com uma garota. Dentro do quarto viu que seu irmão já estava de saída. Fazendo as malas, na verdade. De uma forma bem desorganizada, jogando tudo que estava nas gavetas para dentro de uma mochila grande.

— Vai fugir? — questionou vendo que ele guardara a guitarra e vários pertences pessoais, inclusive algumas fotos dos dois quando eram crianças.

— Não quero ir para Devonshire.

— Papai vai ficar bem furioso quando descobrir que você não vai estar na casa do tio Arthur. Na verdade, se ele se quer pensar que você está fugindo, você nunca mais vai poder tocar em qualquer tipo de instrumento. Se depender dele isso não vai ser apenas uma ordem, mas sim uma lei.

Mesmo sendo um exagero sabiam que Antoine seria bem capaz de fazer isso, pelo menos com os filhos. E ao se entreolharem, não puderam ter outra reação a não ser caírem na risada.

— Sinceramente, ele não vai poder fazer muita coisa quando eu estiver do outro lado do continente — dissera claramente decidido.

Ginny percebeu que ele não estava brincando. Ele vai mesmo fugir.

Certa preocupação tomou conta dela, seu irmão não era nenhum pouco responsável e muito menos cuidadoso. Não que ela fosse um exemplo de responsabilidade e cautela, mas Ginny sempre cuidara dele desde o primário quando os valentões implicavam com ele, ela que o defendia. E agora, Geff estava indo para América sozinho. Bem, nem tão sozinho, a banda estaria com ele. Ainda assim...

— Vai tomar cuidado, não vai? — quis saber — Tente não se meter em muitas confusões. Eu não vou estar por perto para te defender...

— Não se preocupe. Se alguma coisa acontecer, eu saio correndo — falou sorrindo, feliz por ter o apoio da irmã — Além disso, não sei se poderia ter alguma coisa pior do que ir para Devonshire.

Era verdade, pelo menos, fazia anos que eles não iam para o condado onde o pai deles nascera. Quando eram crianças, Ginny e Geff iam muito para o sudoeste da Inglaterra visitar a família Weasley. Como moravam na capital passavam os verões com os primos na casa dos avós e dos tios. Porém, quando tinham sete anos o pai deles e o irmão mais velho dele Arthur tiveram uma briga muito feia, depois que o irmão caçula fora preso. Antoine, nunca contara o verdadeiro motivo da briga, apenas não mandara mais seus filhos passarem os verões em Devonshire. E assim Ginny e Geofrey não conheciam realmente os seus parentes, tinham apenas algumas lembranças daquela época. Aqueles Weasley's eram totalmente estranhos agora. Portanto, ficar na casa de desconhecidos, não era algo realmente atrativo. Além disso, eles não sabiam como seus parentes do interior os receberiam, pois até onde sabiam o seu tio Arthur não gostava nenhum pouco do pai deles. Será que ele poderia gostar dos sobrinhos? Ginny, duvidada seriamente disso.

Contudo, para o seu pai aquilo não era relevante, afinal, ele queria que Geofrey fosse ficar exatamente aonde ele nunca mais fora. Curiosamente, Antoine Weasley um renomado advogado economista de Londres era totalmente diferente dos Weasley do condado de Devonshire.

Ginny sabia que seus tios não tinham muito dinheiro, pois do que se lembrava dos verões que ficara na casa deles — na A Toca como chamavam a própria casa —, esta tinha um aspecto humilde com a estrutura em madeira, e também era um pouco torta, lembrando um pouco a torre de pisa. Quando estivera lá seus primos sempre usavam roupas de segunda-mão. E todos os momentos que repassava em sua memória estes eram sempre alegres e felizes. Tanto que fora com eles, seus primos, que aprendera a jogar futebol.

Por isso, morando naquela casa enorme com vários quartos e suas roupas de marca. Ginny compreendia que eles eram bem diferentes. Certamente, o pai deles de alguma forma havia se rebelado na juventude. Sendo assim, ela querer jogar futebol e seu irmão querer ser um astro do rock, não era o fim do mundo.

— O diretor cortou o time feminino no colégio. Não vamos poder jogar mais — contou ela ao irmão.

Geofrey lançara lhe um olhar compreensivo.

— Que idiotas. Você joga bem melhor que muitos daqueles caras, o treinador sabe disso — constatou — ele nunca foi muito inteligente, tentou até me colocar para jogar.

Ginny riu lembrando que aquilo fora um desastre.

— Foi uma péssima ideia, você é bem pior que um perna-de-pau.

— Exatamente. É por isso, que eu não faço questão de voltar para o colégio, não preciso que fiquem me lembrando disso.

— Mas você vai ter que voltar. Quero dizer, parecer algum dia para frequentar as aulas.

— Quando esse dia chegar eu vou estar bem longe, ocupado demais sendo um astro do rock.

Geofrey era otimista demais, na maioria das vezes. Ginny sempre tivera inveja do espirito aventureiro e despreocupado do seu irmão gêmeo. Por isso, vê-lo seguir seu sonho sem ter dúvida alguma fez sentir uma vontade imensa de fazer a mesma coisa.

— Olha Ginny não desista de joga futebol, você é realmente muito boa nisso. Bem, melhor do que muitos por aí.

— É, e você é muito bom também, cantando — dissera ela sorrindo. — Ah, antes que eu me esqueça. A vizinha francesa que você supostamente está namorando, me parou na rua hoje, querendo saber onde você estava e porque não atende as ligações dela. Vem cá, porque você está saindo mesmo com ela?

— Porque ela é gata, Gin.

Ginny revirou os olhos perante a resposta do seu irmão.

— Nossa, mais o que aconteceu com sua a sensibilidade, ou que tal, no final o que conta não é a personalidade? — disse ela sarcasticamente, vendo seu irmão revirar os olhos. — Bom, ela me parou na rua hoje, achando que eu fosse você. Aquela ali só pode ter sérios problemas de visão porque, sabemos, obviamente, que eu sou muito mais bonita.

Geofrey que já estava com as malas prontas ao ouvir a constatação da irmã, gargalhou com vontade.

— Ginny além de sermos gêmeos, você tem o hábito de roubar algumas roupas minhas, por isso, não culpe os outros por nos confundir, eles sempre vão fazer isso. Além do mais, eu sou dois minutos mais velho e claramente mais bonito.

Rindo os dois deram um breve e apertado abraço de despedida. Ginny viu seu irmão gêmeo pular a janela do quarto, passar pelo quintal e em seguida entrar numa vã preta junto com o restante da banda Silence.

"... não culpe os outros por nos confundir, eles sempre vão fazer isso."

Geofrey tinha razão. Talvez devesse se arriscar mais, assim como ele.

Não iria desistir. Não mesmo.

Não agora. Que ela sabia exatamente o que fazer. Afinal, se não poderia vencê-los só restara uma alternativa, se juntar a eles.

Notas finais
E aqui está o primeiro capítulo, imagino que muitos já tenham assistido ao filme, por isso, vocês já devem saber o que vai acontecer a seguir... Mas, vocês não sabem COMO isso vai acontecer... Hahaha. Desta forma, vocês vão ter que aguardar para saberem como vai ser o próximo capítulo... Enquanto isso, gostaria de saber, o que vocês estão achando. Não sei se sou boa com narrativas, por isso, por favor, adoraria saber se vocês estão gostando... Afinal, essa é uma das minhas primeiras histórias, escritas com as minhas próprias palavras, e pensamentos... Ficou bom? Por favor, me falem! Se tiver muitos erros de concordância ou ortográficos, me desculpe, essa história não tem betagem, eu mesma revisei antes de postar, por isso, pode ser que tenham alguns erros. Afinal, nem tudo é perfeito. Então, pessoal, não esqueçam de comentar! Please! Um grande abraço.