Notas iniciais
Eu fiquei bem animada para postar essa fic... Espero que gostem.

Eu caminhava no Central Park, procurando o lugar mais isolado possível. Felizmente, achei. Sentei-me em um banco, fechei meus olhos, e olhei para o céu. Automaticamente, mais pensamentos tomaram conta da minha cabeça.

E Deus disse: “Que haja uma iludida no mundo!” E assim eu nasci!

- Droga de vida. – Eu ri sem humor.

- Porém, nem tudo está perdido.

Abri rapidamente meus olhos. Logo ao lado, vi uma figura sentada perto de uma árvore. Aparentava ter uns 16 anos, magro, tatuagens por todos os braços, cabelo médio, segurando um caderno e lápis.

- Como você sabe? – Perguntei.

- Coisas melhores sempre acontecem.

- Aí vem algo, e estraga tudo. – Levantei-me indo em direção a ele.

- Então você tem que aproveitar as coisas melhores o máximo possível.

Rimos juntos, e sentei-me ao lado dele.

- John. — O menino estendeu a mão pra mim.

- Jennifer. – Apertei a mão dele. – O que ta escrevendo aí?

- É... Histórias. Acho que é isso que faço nas horas vagas. – Ele fez uma cara estranha, me arrancando um riso baixo.

- Não quero atrapalhar.

- Não atrapalha.

Ficamos calados por um tempo, apenas observando o local.

- E então... O que te fez achar que sua vida é uma droga?

- Ilusão do amor. – Ri pelo nariz, olhando pra baixo.

- Sabe... Não é o que acontece, mais sim, o modo de como você encara isso... Você não pode desistir de tudo, por causa de uma pessoa, Jenn.

- E se não for uma, forem várias? Quero dizer... Sempre alguém acaba com tudo, e eu me fodo... Vale apena mesmo tentar novamente?

- Nada vai ser fácil na vida, pequena... Você tem que encarar tudo, mesmo que esteja na pior.

Conversamos por bastante tempo. Falávamos sobre tudo, e achava até engraçado, o fato de que eu me sentia confortável com John. Como se apenas ele ali, me trouxesse tudo de bom que tinha no mundo.

O tempo infelizmente correu contra nós. E se eu chegasse em casa tarde, era provável que minha mãe me expulsasse de lá.

- Foi bom te conhecer, John... Encontramo-nos amanhã, então?

- Claro. – Ele sorriu logo beijando minha bochecha.

Abracei-o e fui embora.

As ruas não estavam tão solitárias. Caminhei calmamente até meu destino, pensando em tudo de bom que me aconteceu hoje.

Chegando em casa, subi as escadas, e fui direto para meu quarto. Tomei um banho quente, podendo me aquecer e relaxar meu corpo.

Depois do banho, peguei meu pijama, indo direto para cama.

- Droga de vida. “- Porém, nem tudo está perdido.”

Sorri sozinha ao lembrar de John.

Ele não falava muito com os outros, tinha dois amigos, uma ex namorada insuportável e vulgar, e realmente adorava o fato de que “as pessoas podres do colégio onde ele estuda não perceberem ele”. Um garoto que de longe, poderia parecer sinistro, mas para mim, de longe ou de perto, ele sempre seria meu anjo da guarda. E com esse pensamento, eu dormi.

Acordei quatro horas da tarde. Lembrei-me que tinha agora, apenas uma hora, até eu me arrumar e chegar ao Central Park.

Fiz minha higiene, arrumei-me com as roupas de sempre, e saí de casa comendo uma maçã.

-Olá príncipe solitário. – Sentei-me ao lado de John, com um sorriso enorme no rosto.

- Olá pequena princesa. – Ele me devolveu um sorriso ainda maior.

- Como está?

- Bem. E você?

- Também. E... Ei, já começou a escrever? – Perguntei curiosa, percebendo coisas escritas no caderno dele.

- É... Já. – Ele sorri timidamente. – Quer ler?

- Só se for agora.

Aquele começo de história me deixava curiosa para saber o meio e fim daquilo.

- Está tão... Incrível! Você escreve tão bem! – Eu sorri animada, tentando expressar o quão aquela história estava boa.

- Você acha?

- Definitivamente, quero que você não pare de escrever. E não se esqueça de me amostrar também. – Fiz um bico manhoso, rindo em seguida.

John riu, e me olhou.

- Jenn, vou passar três dias fora... Meu aniversário é amanhã... Meus pais querem me arrastar pra qualquer cidadezinha por aqui. Mas não quero perder o contato contigo... Qual número do seu celular?

Eu ri sentindo um buraco no meu coração, eu sabia que três dias, seriam muito.

Falei o meu número, e nos despedimos depois disso.

- Vou sentir sua falta... Volta logo. – Abracei-o o mais forte que pude.

- Vou voltar logo, e quando eu voltar... Te arrastarei comigo, e não vamos nos desgrudar. – Ele riu, me abraçando forte.

- Até longo então? – Sorri levemente, me afastando do abraço um pouco depois de ter retribuído o mesmo.

- Até logo. – Ele sorriu, e caminhamos em direções opostas, para nossas casas.

O primeiro dia sem John foi horrível. Eu apenas assisti televisão o dia inteiro.

O segundo, ele me mandou um email com outra parte da história.

“Sinto sua falta, Jenn. Desculpa não te ligar, está difícil e ninguém quer que eu fique no computador ou ligue para alguém. Espero que tenha gostado desses capítulos, escrevi escondido agora pouco. Se cuida, volto logo logo. Um beijo enorme, John.” E finalmente, eu sorri um pouco e me alegrei.

Já no último, fui ao aniversário da minha prima. Tanta gente me cercando, e ao mesmo tento eu estava tão sozinha. Amanhã eu veria John, e isso era o que me acalmava.

Acordei às duas da tarde, com meu celular tocando. Deslizei minha mão até tocar no aparelho, e atendi.

- Alô? – Respirava fundo, sentando-me na cama, com minha voz de recém acordada.

- Jenn? Te acordei? Desculpa, vai descansar, ligo outr...

- CARALHO QUE SAUDADE! JÁ CHEGOU? – Pulei da minha cama, ficando feliz como se não houvesse o amanhã.

A pessoa do outro lado da linha riu docemente, respirando fundo logo depois.

Duas semanas se passaram, e eu e John parecíamos amigos de infância. Recentemente, meus sentimentos por ele ficaram estranhos, e isso talvez não fosse boa coisa.

- Olá aventureiro! – Sorri alegremente, chegando à velha estação de trem não mais usada, em que John marcou comigo.

- Olá minha pequena. – Ele me abraçou, e riu.

- Então, qual sua obsessão por trens?

- Seguindo o trilho... Deve dar em algum lugar legal. – Deu de ombros.

Subi em uma parte ao lado do trilho, e caminhei por ali me equilibrando para não cair.

- O caminho é longo, e você sabe que eu vou estar aqui segurando sua mão pra sempre. E se você cair, eu vou te ajudar a levantar, minha pequena. – John falou, segurando a minha mão.

- Eu e você, pra sempre. – Sorri.

Caminhamos até qualquer lugar e depois voltamos.

Já em casa, refleti o passeio de hoje. Dessa vez, apenas rimos e brincamos o tempo inteiro. O meu anjo da guarda, sabia me proteger.

Senti alguma coisa na ponta do meu nariz e acordei assustada. Joguei-me pro outro lado da cama, rindo e procurando meu travesseiro para jogar em John.

- Você é louco? O que faz aqui? – Eu já me acalmava de tanto rir, e sentava-me na cama. – Senta aí.

- Sua mãe me deixou entrar... Disse que você tinha que acordar, e que ela só volta amanhã por conta do trabalho.

- Uhul! Dia inteiro com Jooooooooooooooooohn! – Gritei e riu.

- É, agora levanta daí que já são seis da tarde! Te espero lá embaixo.

- Nem minha mãe John!

- Vai logo. – Ele saiu do meu quarto.

Entrei no banho e comecei a cantar algo, rir, e conversar comigo mesma. Tudo em voz baixa, claro. Saí de lá, peguei uma roupa, me arrumei logo saindo correndo para a sala.

- Ei, senhor minha mãe!

- Olá minha pequena bela adormecida!

- Então? O que faremos?

- Acho que está com fome... Não é melhor comer alguma coisa?

- Ah, eu... – Nessa hora, minha querida barriga revelou tudo. – Acho que preciso comer mesmo.

Rimos e fomos ate a cozinha. Resolvi fazer um miojo, era rápido e eu amava.

- Tem certeza que não quer...? Está uma delicia. – Enrolei o macarrão no garfo, apontando para a boca de John.

Para minha surpresa, ele abocanhou aquilo e riu juntamente comigo em seguida.

- Definitivamente, você será minha cozinheira.

Rimos mais uma vez.

Terminei de comer, e fui para a sala. Joguei videogame com John, até cansarmos. Depois, ele me entregou mais um capítulo de sua história, e eu me encantei com aquilo. O tal garoto, encontrou uma garota, e eles se apaixonaram.

- Está muito linda. Caralho! Vou ficar apaixonadinha por essa história... – Parei por um tempo. – Se é que já não estou.

E lá estava John, rindo do que falei, e eu apenas o observava, rindo também.

- Mas e você com as garotas, John? Nunca te perguntei sobre isso... – Eu ri baixo, ansiosa pela resposta.

- Que garotas, Jenn... Meu coração é só de uma. – Ele sorriu, olhando pra mim.

Eu seria a pessoa mais feliz do mundo, caso eu fosse essa garota.

- MEU DEUS, JOHN! ME CONTA QUEM É! – Tentei disfarçar meu nervosismo.

- Hum... Ela é a garota mais linda do mundo, adoro conversar com ela, e ela adora ler minhas histórias. – Mais uma vez, ele sorriu.

Coração, acalma, acalma. Você sabe que ele só te vê como uma amiga.

- Tá, mas eu quero nomes!

- Preciso mesmo falar mais alguma coisa, pra saber que eu gosto de você, Jenn?

- Preciso mesmo responder que isso é recíproco e lendo sua história, pensei em nós dois? – Eu sorri tímido.

- Quer namorar comigo, pequena?

- Você sabe que a resposta é sim. – Corei.

Ele se aproximou, deixando meu coração quase saindo pela boca. O espaço ente nossos rostos era mínimo, e logo me arrepiei ao sentir sua respiração colidir com minha pele.

Demos um beijo de esquimó rápido, e então, senti seus lábios nos meus. Nosso beijo foi calmo. Pude sentir a maciez e gosto da sua boca juntamente com seu toque carinhoso. Senti-me como uma garotinha que acabara de ter seu primeiro beijo. Até o ar nos faltar e infelizmente, nos separarmos. Olhei nos olhos dele, e me encostei no mesmo.

Ficamos ali deitados, trocando beijos e carinhos, conversávamos coisas bobas e repetíamos várias vezes, “eu te amo”. Foi a noite mais incrível do mundo só por estar com quem eu era apaixonada, e saber que ele sentia o mesmo.

No outro dia, eu estava acabando de acordar, e quando olhei em volta, percebi que estava no meu quarto, e John tinha sumido.

Fiz minha higiene matinal, arrumei-me rapidamente, e corri até a casa de John.

Encontrei sua mãe chorando, me pedindo desculpas. Ela apenas me entregou um bilhete.

“Jenn, meu amor.
Infelizmente, eu terei que ir. Eu te amo mais que tudo, só que a minha saúde, não estava lá essas coisas. Lembra de quando me viu fumando, e obrigou-me a parar de fumar? Eu parei, mas foi tarde faz tempo. Eu sempre estarei com você, dentro do seu coração. É só chamar o meu nome, que estarei aí.
Desculpa, por tudo. Todas as nossas lembranças estarão dentro de mim, pode ter certeza disso.
Eu te amo, se cuide. So don't cry, darling. besides, we have the small things, like eight-dollar engagement rings” Eu apertei o anel que havia ali.

Como se eu fosse idiota o suficiente. Como se eu me arrependesse amargamente de ter dormido essa noite. Seria diferente?

Corri sem rumo, e finalmente parei na velha estação de trem.

- Como suportarei tudo sem ti? – Gritei, recebendo o eco como resposta.

Minha cabeça parecia que explodiria a qualquer momento, eu chorava desesperadamente como um bebezinho abandonado, porém, eu realmente estava abandonada.

Lembrei-me de noite passada.

Flashback

- One day we'll start our new life behind the glow of the pale city lights in an apartment of our own…- John cantava baixo, enquanto brincava com meu cabelo.

- it will be so perfect and we'll both know that it was worth the wait, I can hardly wait for that day to come…

Flashback

Caí no chão, esperando não acordar.

Notas finais
Reviews?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!