Ei , Psiu! Sabia que eu Te Amo ?
26 Capitulo 22
Notas iniciais
Acordo com o barulho do meu celular tocando.
Abro os olhos e vejo Pedro sentado na minha cama mexendo no seu celular.
Que estranho ...
– Oi, a quanto tempo está aqui ? — pergunto, estranhando.
– Bom, já faz um tempinho ... — responde ele.
– Então tá — ele ri, pego meu celular, atendo, é Derek :)
– Oi, Derek — abro um sorriso na boca, e Pedro começa a me encarar — Tudo bem ? — falo delicadamente.
– Oi, tudo. — a voz dele parece feliz — Olha Ana, daqui a exatamente 40 minutos, saia na frente. — diz Derek.
– Porque ? — pergunto, estou curiosa.
– Surpresa ! — diz ele.
Ele desliga.
Solto uma gargalhada e caio pra trás , na cama.
Pedro me encara.
– O que aconteceu mana ? — pergunta ela, deve estar curioso.
– Nada. Meu amigo ... — hesito, não preciso contar pra ele.
– Seu amigo ... — ele quer saber.
– Que irmão curioso que eu tenho ! — digo.
– O que tem seu amigo , me diz logo ! — diz Pedro.
– É que meu amigo disse pra mim sair na frente daqui a 40 minutos ...
– Porque ? — pergunta ele.
– Ele disse que é surpresa ! — rio .
– Você gosta dele! — diz Pedro, sério.
– Não, não gosto.
– Você acha que eu não sei distinguir quando alguém gosta de outro alguém, ainda mais minha irmã ? — diz ele, em tom sarcástico .
– Acho. Você é burro. — digo.
Ele me olha.
– E idiota também — faço uma careta e olho pra ele, rio da cara dele.
– Idiota é você , Ana ! — diz ele.
– Você trouxa ! — falo jogando um travesseiro na cara dele.
Começo a rir muito, fico vermelha.
– Trouxa é você ! — diz ele.
Levanto rindo e pego dois travesseiros e começo a bater nele repetidamente.
– Quem é trouxa ? — falo , rindo.
Paro de bater nele, que se rebate, e caio no chão rindo.
Ele pega os dois travesseiros.
– Você !
Ele se levanta e começa a bater forte na minha cabeça.
Ele é mais forte que eu.
– Vai tontona ! — diz ele.
Chuto a perna dele, que cai no chão também.
– Nossa agora você me paga Ana — diz ele, irritado. — Você ainda tem cocegas ?
Ele sabe que eu tenho .
Ah, não . Penso.
Tento me levantar, mas ele se joga em cima de mim, fazendo cocegas no meu pescoço, na minha barriga e no meu pé, me fazendo gritar e rir.
– Me solta Pe ... Pedr... Pedro ! Para com iss ... isso ! — digo brava.
– Não.
Tento me soltar mas ele não deixa.
Rio descontroladamente.
Fico de pé e chuto a cabeça dele para me livrar, consigo. Mas na verdade só o estou provocando ainda mais. Ele é mais forte que eu.
Ele fica de pé e logo me alcança. Pego minha caneta de choque. E aponto para ele.
– Para Pedro. Se não vou machucar você de verdade ! — digo. No começo é legal brincar de cocegas, mas depois ele começou a me machucar.
– Ai, o que você com uma caneta ? — diz ele de novo, sarcasticamente .
– Isso — digo, dando choque no braço dele.
Ele fica meio irritada e me empurra, me fazendo chocar contra a parede com muita pressão, e batendo minha cabeça muito forte. Bato com tudo na parede depois caio de cara no chão. Perco o sentido. Nossa brincadeira foi longe demais. Enxergo apenas o escuro, e também não entendo.
A onde estou ? Quem eu sou ? Eu existo mesmo ? Isso é uma migarem ?
Pensamentos esquisitos percorrem minha cabeça, nada mais faz sentido.
Parece que alguém pego minha mente e pendurou num varal qualquer , fazendo escorrer toda onda de inteligência me deixando burra e insana.
De repente vejo uma luz, e minha visão volta, abri os olhos.
Pisco rapidamente, enxergo embaçado.
Depois de piscar bastante, consigo entender a cena.
Percebo que estou no chão, estou com a cabeça nos braços de Pedro, ele me olha preocupado, eu o olho confuso. Acho que estou no seu colo.
Me desgrudo dele e me levanto, tentando entender a onde estou.
De repente, minha mente meio que volta ao seu lugar. Alguém a tirou do designado varal, estou de volta — penso.
Depois volto os meus olhos para Pedro.
– Porque você me empurrou tão forte ? — pergunto.
Já não rio mais, estou séria.
– Eu não sei, não queria te machucar. Mas você me deu um choque ... — diz ele.
– Porque você estava me machucando com as tais cocegas — digo, brava.
– Mas você começou . — diz ele, me culpando.
– Não joga a culpa em mim, eu comecei a brincadeira, mas você começou a briga. Eu estava brincando com você de guerra de travesseiros, e você me fez cocegas, até aí tudo bem, mas, depois, você me machucou, apenas me defendi, você não sabe brincar seu idiota ! — falo num tom mais alto.
– Você faz bosta depois não aguenta ! — diz ele.
– Eu ? — digo brava — você é mesmo um bosta Pedro.
– Eu nunca pedi pra voltar a morar no mesmo teto que você , Ana ! — diz ele.
Isso parte o meu coração. Ele é meu irmão. Eu o amo, e amo brincar com ele. Brigas são normais. Mas isso já não é normal.
Ele percebe o que falou, e percebe o dano que causou.
Fico brava. Meus olhos se enchem de lágrimas . Eu o empurro em direção a porta, quase chorando :
– Sai Pedro. Sai . Sai daqui ! — digo, ou melhor grito. Minha voz sai estremecida, pois tento conter meu choro.
– Ana , eu não queria dizer isso , me descul... — eu o corto.
– Mas você disse , desculpa eu ! Se não era seus planos me ter na sua vida ... Se eu a atrapalho, então me tire dela. Essa é sua chance, e você não desperdiçou. Nunca mais fale comigo, olha pra mim, ou pense em mim. Eu não existo mais pra você. — grito.
– Ana ...
Fecho a porta. Choro um pouco, mas depois me recupero.
Afinal, meu amigo , Derek tem uma surpresa pra mim, tenho que estar preparada.
Olho no meu celular, se passaram 30 minutos.
Me olho no espelho, estou horrível.
Estou assim : ( http://www.centauro.com.br/mulher/wp-content/uploads/2011/4/20420119342_Look.jpg )
Então resolvo me vestir assim : ( http://vmulher5.vila.to/interacao/8865941/1-peca-3-looks-transparencia-247747-1.jpg )
Passo uma maquiagem simples : ( http://www.temdicas.com/wp-content/uploads/2013/02/Como-Fazer-Maquiagem-Simples-em-Casa.jpg )
Fica legal, apesar de eu ser totalmente feia, e idiota .
Mas é o máximo que eu consigo fazer, me arrumar . Ou pelo menos tenta ficar assim, arrumada, ou bonita, ou me sentir bem.
Coloco uma capinha legal no meu celular, pra ficar fashion ( escolha qualquer tipo dessas capinhas de acordo com seu gosto, e escolha também o tipo de celular , de acordo com sua vontade. Eu colocarei como exemplo algumas capinhas de iphone, mas se quiserem mudar , a imaginação é de vocês :
http://cdn.nuvemshop.com.br/stores/028/815/products/capa-acr-one-direction-iphone5-2-480-0.jpg
http://www.eucapricho.com/imagens//2013/04/capinhas3.jpg
http://www.trazpraca.com/imagens/trazpraca.com/produtos/iphone_cases_yeaah/Write-4.png
E etc , vocês escolhem , ok ? )
Então vejo que estou pronta. Mas também não quero exagerar muito, pois , se não , ele vai achar que estava esperando e tal .
Começo a pensar em Pedro.
Tenho vontade de chorar, mas não posso, porque se não vai borrar tudo a minha maquiagem.
Vejo uma mensagem nova no meu celular.
Derek — Oi, Ana. A surpresa está chegando. Beijos, espere ! Você vai amar ... 7:35
Não respondo. Quando o relógio chegar em 7:39 eu chego lá na frente. Derek chegará 7:40 . Pelo o que entendi, ele chegará certinho no horário, então posso sair apenas 1 minutos antes, daí é melhor.
Resolvo ouvir uma música . Olho o relógio . 7:37 . Anda relógio.
Estou com ansiedade, chega logo Derek.
Coloco a música :
Pose , do Engenheiros do Hawaii , muito fofa essa música. Me deixa mais calma, meu coração vai a mil.
Olho o relógio : 7:38. Anda logo !
Estou um pouco obcecada ? Não, só ansiosa.
Esse é um defeito meu, ansiedade. Crises de ansiedades, é normal, é do meu gênero, é familiar. Mas ruim.
Olho o relógio : 7:38 . Troca de número, rápido. Troca de número. Agora ! Agora ! Não troca essa bosta logo ...
Imagine se ele não vem e pago papel de tonta. Não . Ele vai vir.
A música acaba.
Olho o relógio depois de contar até 5.
7 : 39 .
Até que em fim.
Abro a porta do quarto , ponho o celular no bolso.
Passo pela sala, mamãe está sentada , assistindo novela/ jornal, sei lá o que.
– A onde vai filha ? — pergunta ela.
– Derek está vindo aqui ... — digo.
– Nossa ! E se arrumou um monte pra ele ? — diz ela.
Faço uma careta, mordo os lábios.
– Está tão na cara assim ? — digo.
– Será que é porque eu sou sua mãe e te conheço.
Abraço ela.
Ouço alguém me chamar.
– Ana! Ana ! — a voz de Derek me deixa mais ansiosa.
Vou correndo, sorrio. Estou nervosa. Abro a porta.
AI MEU DEUS — Penso.
Dessa vez Derek se empenhou !
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