Notas iniciais
Gente, continuem acompanhando, varias surpresas ! Se divirtam ...

Não falo nenhuma palavra no carro. Apenas respiro forte, quase ficando sem ar, meu coração vai a mil.

Ai Meu Deus. Que a Natasha não tenha se machucado...

Chego ao hospital nem fecho a porta do carro, saio em disparada, entro no hospital feito louca e gritando :
– Mary! Mary! Mary! — estou frustrada.

Então a avisto de longe, mas estou quase sem ar, com lágrimas no meu rosto, então quase caio, mas do nada, uma coisa estranha acontece.

Derek entra na minha frente me impedindo de cair.

– O que ? — digo, estou confusa.

Ele apenas me olha e me vê nervosa, diz :

– Acalme — se , Ana.

Eu me solto dele e saio em disparada, cadê a Mary ? O que aconteceu com a Natasha ? Porque Derek de repente surgiu ? Minha cabeça está uma confusão.

Ele me impede de prosseguir , me abraça forte. Depois me solta.

Põe a mão na minha testa:

– Ana você está pálida, sua testa está quente.

Sinto minhas pernas balancear, vou cair. Agora não sinto mais as pernas. Caio em direção ao colo de Derek que me segura co frustração.

– Ana ? — pergunto nervoso — me responda ! Ana !

Eu bem que queria mas não mecho minha boca, e apenas fecho os olhos, me livrando do nervoso, e de todas as coisas. Desmaiei.

Acordo e estou numa cama. Minha mãe, Derek, Mary olham pra mim. Seus olhos estão um pouco aguados , não entendo nada.

Eles me encaram. A angustia e o nervoso voltam.

– O que aconteceu ? Porque estou aqui ? Cadê a Natasha ? Derek ?

– Você precisa ficar calma — diz minha mãe.

– Mas não estou calma. Me expliquem o que está acontecendo.

– Sua pressão abaixou de tanto nervoso, então você desmaiou, precisa ficar calma , Ana ! — diz Derek.

– Me fala, por favor, o que aconteceu com a minha amiga ? — Olho para Derek. — Derek, por favor, me diz, o que aconteceu ? — digo, começo a chorar.

– Vou deixar vocês dois explicarem a ela, e vou procurar alguma bebida pra você Ana. — diz minha mãe.

Ela sai.

Derek senta na cama e me abraça.

Eu choro mais ainda.

– O que aconteceu ? — digo , chorando.

– Ontem a noite depois da noite quente cheia de brigas, a Natasha percebeu que deixou o celular dela no carro do Guilherme. Ela não podia ficar sem celular sabe como é ... — diz Derek.

Claro que sei, conheço ela.

– Então ela resolveu ir a pé até a casa da Mary, chamar ela para ir junto com ela pra casa do Guilherme. Só que depois que as duas saíram da casa da Mary, estava mó cerração, ai elas não viram o ... — Derek para, toma folego e diz a frase inteira — Não viram o carro. Então a Mary ficou parada sem jeito, e a Natasha pulou na frente da Mary, a empurrando para o lado. O carro pegou ela ...

– O que ?! — Me levanto, estou fraca. Saio correndo mancando, até que caio de joelhos no chão antes de sair do quarto , começo a chamar pela Natasha :

– Natasha! Eu sei que você está por ai , sou eu ! Sua amiga, Ana! Me responda, por favor. — começo a soluçar e chorar alto.

Derek vem até mim.

– Me deixa sozinha ! — grito.

– Não.

– Sai daqui ! — grito mais alto.

Me atiro no chão batendo as costas nele, frio e áspero.

Começo a chorar e a tremer.

Derek se ajoelha do meu lado e me carrega.

– Só me diga uma coisa, cadê a Natasha ? — digo, chorando.

– Ela ... — vejo seus olhos ficarem aguados — ela se foi , Ana. Eu sinto muito.

Agora literalmente choro. Despenco, tento sair do colo de Derek, mas ele não deixa.

– Me solta! Me solta! — digo chorando.

Ele me põe no chão mas não tira os braços de mim.

– Não vou te soltar. — diz ele, serio.

– Porque você não me deixa — choro — a Natasha se foi, e eu nem tive a chance de vê- la pela ultima vez, nem abraça- lá, muito menos dizer adeus.

– Não vou te deixar — ele diz friamente.

– Porque ? — pergunto. — Porque! Porque?!

– Porque eu te amo. — ele diz.

Então ele me puxa e me beija, depois me solta e me leva de volta para o quarto.

Derek só me conhece por 2 dias, nem isso. Deve ser umas 2,3 horas da tarde.

Ele me abraça forte, eu estou com fome, preciso comer.

– Derek ... — digo, se acalmando. — Estou com fome.

– Você está fraca demais para sair daí, sozinha, e andar. — diz ele.

– Eu andei a vida inteira, e ninguém vai me impedir de andar — digo, fria.

– Eu impeço. — diz ele, frio.

– Você só me conhece por dois dias,ou melhor, nem me conhece. ME DEIXA EM PAZ!

– Eu não vou ... — diz ele.

– Só me tira daqui. — digo.

– Então — ele aponta para a parede , onde tem uma cadeira de rodas. — você vai lá.

Tento sorrir.

– Me tira daqui ... — digo.

Ele me põe na cadeira , nós e Mary descemos no primeiro andar, onde é a praça de alimentação.

Derek vai comprar alguma coisa para mim e para ele. Eu nem nego, estou mal demais para isso.

Apenas solto algumas lágrimas.

Mary senta- se ao meu lado, e traz um cobertor. Ela me cobre e começa a conversar comigo:

– Olha , Ana. Pegue meu cobertor. Eu sinto muito. Eu sei que é difícil, ainda mais quando você está metida também. A culpa foi toda minha — digo.

– Não, foi minha. Se eu não tivesse , sei lá, ido passear, ou fizesse os meninos brigar . Cadê o Guilherme ?

– Ele não responde as mensagens, nem as ligações. Nem você respondeu .

É verdade. Se eu tivesse visto as mensagens do whatsapp ontem, talvez em algum lugar, o destino se revertesse ou algo assim.

Eu choro.

– A Natasha de foi, amiga — ela também solta algumas lágrimas — mas não precisamos lembrar dela com tristeza. Precisamos lembrar dela dos momentos bons, felizes que vivemos ao lado dela. Uma hora a morte irá chegar para todos nós. Eu tenho certeza que ela nos ama. Ela morreu por mim. Ela faria o mesmo por você. Ela te quer feliz, por isso arranjou você para o Gui. Ou provocou o Derek. Então vamos ser felizes, porque em algum lugar do Céu, ela está feliz por nós.

Nos abraçamos e choramos.

Mamãe chega.

– Oi querida, sinto muito. — ela diz.

–Oi mãe — digo com voz rouca.

Ela me dá um copo de água e um calmante.

– Estou morrendo de fome — digo.

Derek chega com um prato gigante de sopa de milho verde com pedações picados de frango.

– Isso é só pra você, nossa come pouco heim ? — pergunta Mary.

– Eles só tinham essa sopa para duas pessoas. – responde Derek.

– Isso é pra nós dois ? — pergunto.

– É, não é só você que está com fome Ana! — responde, ele.

– Tudo bem , sendo comida — respondo, damos um sorriso fraco.

Comemos juntos, no mesmo prato, mas com talheres diferentes né.

Depois de comermos percebo que Derek está com bigode de sopa.

Não em contenho, tenho que ser feliz, pela minha amiga que se foi.

Rio pra caramba.

– O que foi ? — pergunta ele de olhos arregalados para mim.

– Você está com bigode de sopa ! — rio.

Ele pega um papel e tenta limpar, mas limpa o lugar errado.

Eu encosto minha mão na sua e guio — a no lugar sujo.

Ficamos tensos.

– Aqui. — digo, tentando acabar com a situação sem graça.

Ele pega minha mão.

Ficamos de mãos dadas. Fico tão sem jeito, que apenas deixo o gesto acontecer.

Será que agora estou gostando de Derek ? E não mais de Gui ?

Decida-se , Ana.

Afinal, ontem estava precipitada. E Guilherme nem ao menos se preocupou com Natasha, ele nem sabe!

E o Derek vem sendo tão fofo, e ele não precisa ser.

Ponto para Derek.

Rio sozinha e pego ele olhando pra mim , fico sem graça e peço pra ir embora para casa, quero descansar.

– Ana, o enterro será amanhã 2 horas da tarde ok ?

Apenas faço que sim com a cabeça e saio. Eu não quero ir. Não quero me despedir da minha amiga assim.

Mas preciso ir, por ela.

Derek me para e me diz:

– Até amanhã Ana. Até porque você é um dos poucos motivos que eu tenho pra ir lá amanhã.

Ele me leva até o carro ( a cadeira de rodas, não posso andar por 2 dias , ou até 5 dias , vai depender de como vou melhorar ou piorar ) da um beijo em minha testa. Enquanto isso Mary passa as informações completas para minha mãe. Mary avisou os parentes e a família da Natasha, eles moram a 3 horas daqui, nem sabiam de nada. Nem a viram.

Bom eles verão amanhã. Assim como eu. Quero dormir, apenas dormir, amanhã darei adeus para sempre a minha amiga.

Notas finais
gente desculpe o drama, no próximo vou tentar deixar menos dramático, afinal ha um amor nascendo ...