[EM HIATO] Soul Cry ( Fic Interativa )

8 Capítulo 6 - O Chamado da Guerra!


Notas iniciais
yoooo minna, quando forem assistir Soul Cry certifique-se de estar em um lugar bem iluminado e mantenha distancia da tv... não pera. Desculpem pela demora é que meu pc quebrou foi voltar a um tempo atrás tava entrando as vezes pela casa de amigos, mas enfim, fiz esse lixo rapidamente então foi mal, principalmente ao Thiago mas no próximo todos aparecerão e tentarei melhorar pra fazer isso se tornar algo descente, enfim espero que gostem e voltarei a escrever mais rápido

Havia algo naquela sala que me reconfortava, não sabia ao certo o que era. A pálida luz das tochas era refletida tanto por alguns dos bonecos de treino como pela espada que o garoto empunhava.

-Ter... treino? O que quer dizer com isso? E como assim eu já vou treinar?

-Bem simples, eu vou lhe atacar com essa espada e você terá de desviar. Se um único golpe lhe atingir vou considerar isso como fraqueza. — disse o garoto em tom sombrio. -E neste mundo, quem é fraco... morre eu adiantarei isso para você matando-o agora.

Eu engoli em seco e comecei a recuar. Dito isso o garoto começou a se virar lentamente. Ele era tão alto quanto eu, seus cabelos negros estavam arrepiados. Seus olhos castanhos refletiam a luz das tochas e um sorriso estava entalhado naquelas feições rígidas.

-Relaxa cara, era uma brincadeira. Treinar é necessário caso queira manter-se vivo e como já deve ter percebido este lugar é um tanto... cruel.

-Sim isso é verdade. — disse após suspirar de alivio. Encostei meu corpo na parede mais próxima, estava exausto. -Sobre isso, antes de treinar gostaria de lhe fazer uma pergunta, posso?

-Bem você acabou de fazer uma não é?-disse ele em tom brincalhão. — Mas enfim, faremos o seguinte, se conseguir me derrubar ou lançar-me para fora desta arena improvisada eu tentarei responder suas perguntas.

-Tenho outra opção?

-Na verdade sim, você tem, mas eu realmente espero que não a escolha. Ou você treina e vira um de nós, ou pode vir a se tornar uma pessoa digamos... comum, como aqueles que habitam a pequena vila que encontra-se embaixo de nós. — disse o garoto. -Minha irmã lhe trouxe aqui pois ela vê o potencial que você tem e eu vejo o mesmo. Então... irá treinar, ou não?

-Sim! — respondi sem ponderar e determinado o que foi uma surpresa para mim mesmo, serio? Eu estava mesmo concordando com essa loucura? Batalhar contra aquelas coisas, era pedir para morrer certo? -Acabou que você nem me disse seu nome, sou James como se chama?

-Só responderei as perguntas, se me acertar, este foi o acordo não foi.

Eu concordei movendo minha cabeça e como resposta o garoto começou a retirar os bonecos, pondo-os de forma que formaram um circulo em nossa volta, os bonecos eram pesados isso era certeza, mas ele os movia como se o peso não fosse um obstáculo. Ele pôs a espada no chão fora do circulo, retirou o sobretudo e começou a se aquecer e eu segui seu exemplo, retirei o casaco e me comecei a me aquecer para o combate que pelo visto seria um clássico corpo-a-corpo e isso me desanimou, nunca fui de brigar para falar a verdade só havia brigado três vezes na minha vida e as três eu perdi.

-Pegue leve está bem? Eu não sei brigar. — falei e isso me rendeu um olhar de incredulidade misturada com diversão.

-Não. Primeira lição, Seu corpo e sua mente devem ser um só. Seu corpo saberá o que fazer. Confie em si mesmo, caso contrário a derrota será inevitável.

Sem me dar tempo para refletir sobre isso, ele se lançou contra mim desferindo o primeiro golpe mas recuou poucos centímetros antes de me atingir dando um sorriso zombeteiro. No segundo ataque ele fez o mesmo, no terceiro e no outro depois deste; toda vez que o golpe iria me acertarem cheio, ele recuava. Era como se ele estivesse apenas me mostrando do que era capaz ou me dizendo o quão vulnerável eu estava, mas independente da resposta eu estava começando a ficar bastante furioso.

Ele avançou com o punho erguido, esperei parado, já sabia qual seria seu movimento, ele irá parar o ataque antes de me acertar, pensei, mas para minha surpresa ele não parou. O soco atingiu o lado esquerdo de meu rosto com grande força e o impacto me fez cair no chão. Minha bochecha latejava com a dor e logo o gosto de sangue invadiu minha boca.

-Achou mesmo que eu iria fazer aquilo de novo? — disse ele e após uma risada ele completou — Tome cuidado com suas decisões, se eu fosse um monstro ou algo assim você já estaria morto.

Tentei me controlar mas já era tarde. Avancei cego pela raiva e com uma velocidade maior do que jamais imaginaria conseguir e o acertei com um soco no estômago. Foi um golpe forte mas não pareceu afetá-lo tanto quanto devia e seu rosto estampava uma expressão que era um misto de divertimento com incredulidade.

-Então a velocidade é a sua marca de sobrevivência... interessante. — disse o garoto. -Você a despertou mais rápido do que o esperado. Isso é algo bom, significa que já posso parar de pegar leve com você.

Antes que pudesse me recompor ele avançou acertando-me na bochecha novamente mas dessa vez me equilibrei antes de cair e para o meu azar não foi rápido o suficiente logo em seguida fui acertado no estômago o que me fez arquear e cair de joelhos no chão enquanto sangue escorria de minha boca.

-Parabéns você conseguiu me acertar, e a propósito chamo-me Thiago Hunter. Como bônus, te direi algo que talvez queira saber, a “marca de sobrevivência” é aquilo que este mundo aumenta em você quando é transferido para cá, por exemplo a minha marca de sobrevivência é a resistência corporal, dependendo da força e da qualidade da lâmina, espadas não podem cortar meu corpo, pelo menos não com facilidade, e a sua é a velocidade que como pode ver é sobre-humana agora, porém para liberar e dominar esse estado é preciso de tempo, agora faça-me as perguntas e eu lhe direi a resposta. Bem, velho... devo confessar que não sou do tipo teórico, coisa e tal, então farei o melhor para explicar.Venha.

O segui para fora daquela sala, e quando estávamos prestes a deixar o local uma voz irritantemente familiar chamou o Thiago.

-Senhor Thiago, o grande mestre mandou chamar todos os guerreiros de elite, temos um grande problema a nossa frente, a tribo dos centauros juntou-se com outras criaturas e marcham em rumo a nossa direção portanto ele ordenou os 11 da elite a comparecerem à batalha antes que as tropas inimigas se aproximem. — Disse Rion. Já estava ficando furioso, o maldito tinha algo contra mim, sempre que receberia alguma explicação ele aparecia e colocava um obstáculo.

-Entendo. E o trato de paz que fizemos? — Questionou Thiago incrédulo.

-Temo que não tenhamos outra opção, eles declararam guerra. Se as coisas não estivessem tão feias não seria necessário chamar todos vocês e além de tudo é uma ordem direta da capitã Sutton Bre.

-A...a... a CAPITÃ???? Isso não é bom, ela... ela é um demônio em forma de gente. Mas não temos escolha, diga-me, quais criaturas se juntaram aos centauros?

-Recebemos a informação de que foram os dragões de terra, as serpentes negras de blackriver, os caçadores sombrios entre outras. — respondeu Rion.

-Hã? Todos esses? Bem, será divertido porém perigoso. Parece loucura mais aceita vir comigo, digo, aceita enfrentar a maior guerra que já vi mesmo sem treinamento ou habilidades? — perguntou Thiago olhando para mim com os olhos ansiosos como se já imaginasse a destruição que faria no campo de batalha.

Após um curto período de tempo pensando, estava apavorado, uma guerra logo quando chego? Eu tenho uma sorte um tanto invejável, mas algo em mim estava alegre com essa guerra como se esperasse isso a séculos, esperasse batalhar. Então ainda hesitante dei minha resposta.

-Eu... Eu...

Notas finais
Obrigado por lerem e só poderei começar a escrever o outro quando responderem: Escolham entre essas duas alternativas.

1 - ele vai à guerra.

2 - Ele não vai