[EM HIATO] Soul Cry ( Fic Interativa )

7 Capítulo 5 -Conheço uma garota um tanto peculiar.


Notas iniciais
Gente desculpe por demorar a ter postado, eu não pude ler suas fics pq tava meio que ocupado já que amanhã volto as aulas, tentarei postar mais rápido. Esse cap ficou ruim :/ MASSS, espero que gostem, o e obrigado desde já por sederem seu tempo, obrigado

Acordei com dificuldade, vozes abafadas murmuravam coisas que não conseguia entender ao certo, tentei abri os olhos mas não conseguia, mesmo abrindo um pouco só conseguia ver a escuridão. Tentei me mover porém algo prendia minhas mãos e meu estômago, estava completamente preso, mal conseguia mover meu corpo fora a cabeça e isso começou a me desesperar.

–Mas que diabo é isso? Soltem-me, eu não fiz nada. -Berrei, mas se alguém ouviu não se deu ao trabalho de responder.

Senti mãos firmes me segurarem e logo o pano que vendava-me os olhos foi retirado lentamente e ao abrir-los a repentina luz do local fizera meus olhos arderem e fecharem em protesto, minha cabeça ficou um pouco tonta, era uma pequena sala toda em branco, estava de frente a porta de entrada, não havia luzes artificial e nem precisava o sol iluminava muito bem o local, e logo ouvi uma voz dizer:

–É, ele está bem.Digo, para um idiota que se arrisca na Floresta das Bestas.

–Então o que faremos com ele? — perguntou outro homem.

–Que tal me soltarem? Eu só quero ir para casa, mas nada. Por favor, deixem-me ir. -disse com uma voz um tanto abatida, as coisas que vi ontem deixavam-me com medo e confuso.

–Olha que gracinha, a menininha está com medo. Vê se cresce, estamos em guerra, lutando para sobreviver, não temos tempo para pirralhos inúteis e medrosos! -disse o homem da noite anterior, aquilo me pegou de surpresa, foi algo duro de se ouvir. Tentei responder mas as palavras ficaram presas na garganta então limitei-me a olhar para baixo envergonhado.

–Não seja tão duro com o garoto Rion, ele é novato, disso não há duvida e em sua chegada ele passou por mais coisas que muitos de nós, bem mais coisas que você! Ou esqueceu de que quando chegou a este lugar você chegou de dia e a poucos metros de nossa base — disse um velho que havia surgido de trás de mim, ainda estava amarrado em algo e não podia olhar para trás. -Vamos, libertem o garoto, temos muito a conversar.

Em questão de minutos já estava livre, massageava meus pulsos quando o velho começou a sair do local e quando percebeu que eu não o seguia ele fez um leve meneio chamando-me para acompanhá-lo. Estávamos do lado de fora agora, o céu azul possuía poucas nuvens e o sol brilhava mais intensamente do que o de costume porém o dia não estava quente como deveria estar. Logo percebi que nos encontrávamos em uma espécie de montanha, diversas casas formavam algo semelhante a uma pequena vila, algumas pessoas me encaravam com um ar de superioridade, outros com curiosidade e alguns até mesmo com pena, era claro que seja lá qual lugar era aquele, recebia poucos visitantes. Caminhamos um pouco até chegar a um lugar isolado, não havia absolutamente ninguém por perto e isso me deixou nervoso.

–Você tem apenas três perguntas, escolha sabiamente. — disse o velho, sua cabeça já encontrava-se desprovida de cabelos e seu rosto repleto de rugas, seus olhos verdes estavam cansados porém continham uma sabedoria assustadora.

–Onde estou? — perguntei após um tempo pensando.

–Estamos em Weltemono.

–O quê é Weltemono? — perguntei intrigado, não era muito bom em geografia mas algo me dizia que obviamente isso não era um país ou coisa do gênero.

–Um outro mundo ou outra dimensão, chame como quiser. Para simplificar, creio que você o conheça por outro nome... já ouviu falar do purgatório? Apesar de que no mundo humano a ideologia do purgatório está totalmente errada assim como seu nome.

Purgatório?!Mundo humano? Pensei assuntado. Eu sabia que não deveria acreditar nisso, afinal era loucura não era?, E caminhar entre monstros? Isso também não é loucura? Zombou uma voz dentro de minha cabeça.

–Como cheguei até aqui?

–Senhor, creio que temos problemas. -Interrompeu o homem que o velho chamou de Rion.

–Peço desculpas meu jovem, tenho de partir de imediato, darei sua resposta quando retornar. Ande pela montanha, explore o lugar, mas agora um conselho, mantenha-se longe do topo da montanha é um lugar reservado a elite, e a grande maioria deles não gostam de visitantes.

Dito isso, o velho saiu com Rion em seu encalce enquanto eu caminhava para um lugar qualquer para fazer como o ordenado, explorar aquela estranha montanha. Caminhei em direção para longe daquela pequena vila lá em baixo, não era comum eu socializar com pessoas, ainda mais em um lugar como esse. Estava evitando pensar em certas coisas, estava olhando para a paisagem, que para um lugar habitado por monstros, era extremamente bela. Do lado esquerdo da montanha era possível ver aquilo que chamaram de Floresta das Bestas, do lado direito, um lugar estranho que parecia-se com um deserto, onde ruínas erguiam-se do chão e sombras vagueavam por ali, que se estendida até onde a visão não alcançava mais e na frente da montanha, um lindo vale preenchia o local e mais ao longe podia-se ver enormes construções.

Enquanto caminhava sem rumo, acabei por chegar a um lugar estranho, uma fenda abria-se no chão revelando escadas que davam em uma passagem subterrânea. Bem, se eu voltar terei de ir à vila, e o velho me mandou não ir ao topo, acho que não há problema se passar por aqui, pensei e tendo isso em mente me pus a caminhar para seja lá qual lugar aquele túnel me levaria. Caminhei no escuro apalpando a parede ao meu lado depois de poucos minutos, tornou-se possível ver a luz solar invadindo o túnel e trazendo junto a si a única iluminação daquela escuridão. Ao chegar à superfície novamente fiquei maravilhado, de trás da montanha uma vastidão azul límpida cobria a terra, era uma espécie de oceano que batia ferozmente contra a montanha.

–Merda! Estou em um lugar desconhecido que é habitado por pessoas estranhas e monstros. Achei que perdê-la fosse punição o suficiente, quão sádico você ainda pode chegar a ser? — disse olhando para o céu e reclamando com um Deus.

–Perder quem? — disse uma voz feminina vinda de trás de mim, assustando-me e me fazendo corar por ser encontrado falando sozinho.

–Nin... ninguém.- respondi após engolir em seco já me virando para vê-la.

–Bem, deve ter um motivo para mentir não é mesmo? Já que não quer contar, respeitarei sua privacidade, a propósito, chamo-me, Evellyn Hunter, qual seu nome? — disse a garota cujo rosto tinha um formato de coração, ela tinha cabelos médios e lisos, castanho claro com olhos da mesma cor, possuía uma pele branca e media cerca de um metro e cinquenta e três, e em seu rosto estampava um lindo sorriso que dava por entender que nada pudesse dar errado.

–Chamo-me James, James Caleb se preferir. Prazer em conhecê-la, Evellyn.

–Digo o mesmo James, então... o que um novato faz por essas redondezas? — ela perguntou.

–Um velho estava me explicando coisas, então teve de sair e me mandou explorar esse lugar.

–Ah, o senhor Minaki, ele me dá calafrios já tive o prazer de vê-lo em ação, ele parece um velho mas não se engane, ele é assustadoramente forte. — disse ela.

–O que quer dizer com isso? — perguntei confuso.

–Nada em especial, então como se sente?

–Bem, eu estou com medo e estou com raiva, perdi a única coisa que me era importante, esse lugar é cheio de monstros e pelo que entendi estou no purgatório, como esperava que eu estivesse? — disse, soando mais furioso do que pretendia.

–É você está certo, este mundo é uma droga, não tem nada de bom, temos que lutar para sobreviver, viver com medo de sermos mortos por seres que nem deviam existir, você está certo, este mundo é injusto e não quero mais viver nele. — disse a garota com um sorriso inabalável no rosto. -Adeus mundo.

Dito isso, ela caminhou até a beirada da montanha e lançou-se no ar deixando o corpo cair direto para as rochas que encontravam-se lá embaixo. Mas que? Merda, eu matei a menina!, pensei já correndo para a beirada. Chegando lá não vi nada de inicio, nem mesmo o seu corpo estirado nas rochas, mas segundos depois uma risada foi trazida até mim pelo vento, era Evellyn, ela montava nas costas de uma águia extremamente enorme, mas a águia era diferente das outras parecia-se mais com um fantasma, seu corpo era azulado e meio transparente mas a medida que se aproximava seu corpo ganhava cor até parecer-se com uma águia normal.

–Viu, a vida não é lá tão injusta assim, este mundo é maravilhoso, está certo, tem muitos perigos mas isso também faz parte deste lugar, ele é incrível depois que você o conhece, anime-se, deixe este lugar te conquistar, com o tempo você se acostuma. — Disse ela ao descer da águia gigante, não havia percebido mas ela usava uma calça jeans preta e uma blusa delicada branca e all-star nos pés, seu cabelo estava com um estranho tom prateado, mas o que me surpreendeu foi o fato de que a águia tornou-se uma luz azul e entrou para dentro da Evellyn, fazendo-a emitir um leve brilho que desapareceu rapidamente, e isso me deixou abismado. -Viu, esta é uma das partes boas desse mundo.

–Você é louca? Não tem medo de morrer? -Foi tudo que conseguir dizer.

–Nós já estamos mortos. — disse ela com um sorriso fraco.

Eu engoli em seco, agora tudo fazia sentido... os monstros essa coisa de estar no purgatório, era como se eu estivesse despertado de um sonho, e entrado em um pesadelo, lembrei-me da noite em que me encontrei com aquele policial que se revelou ser uma criatura demoníaca, lembrei-me da dor que senti, eu... eu realmente estava morto? Eu sabia que não era um bom garoto mas nunca imaginei que iria para o inferno e muito menos ao purgatório. Evellyn pareceu ler meus pensamentos pois logo depois disse:

–Está tudo bem, isso aqui até que é bem legal, prefiro isso que minha antiga vida. Quando cheguei aqui e recebi essa noticia, me desesperei, era muito nova para morrer, eu também não entendi isso de morrer e sei que é muita coisa estranha para processar, mas com o tempo você entende e se precisar de algo, pode me pedir, venha quero que conheça uma pessoa.

–Obrigado, digo, pelo apoio. — limitei-me a dizer.

A segui por alguns minutos passando por rochas estreitas que marcavam o caminho, foi quando me deparei com algo estranho, estávamos indo para o topo da montanha. Uma enorme escada feita do próprio chão da montanha se estendia, até o topo onde uma construção que se assemelhava a um pequeno castelo, residia. Aquela escadaria parecia ser a única forma de chegar ao topo, olhei para Evellyn e disse:

–O velho estranho disse que ir para lá é perigoso.

–Ainda tem muito a aprender garoto. Venha, estando comigo estará protegido.

Normalmente diria algo mas ver aquela coisa de águia e do seu cabelo, percebi que ela estava falando a verdade. A segui por um longo tempo e mesmo assim estávamos longe do topo, ela virou para esquerda e bateu na parede três vezes e a mesma revelou uma porta, pela qual ela entrou.

–Irmão tenho presente para você. — disse ela me lançando dentro de uma sala. A sala era iluminada por tochas e repleta com bonecos de treino feitos de forma improvisadas com diversos matérias.

No centro da sala encontrava-se um garoto que de costas, ele empunhava uma espada média de um metal prateado e de seu corpo emanava um brilho avermelhado. Ele balançou a espada no ar como se tivesse atacando um inimigo invisível e logo depois disse:

–Um presente? Interessante... nos espere lá fora mana. Venha novato, está na hora de iniciar o seu treinamento.

Notas finais
Então...bem fiz vário erros de português propositais para ver se vcs estão ligados -sqn portanto me ajudem ae o/, espero que tenham gostado, ficou grande eu sei, lamento por isso e Evellyn, espero que diga caso não tenha gostado da personagem xp. Como é uma fic interativa, peço suas ajudas, digam qual tamanho dos caps que vcs querem ok? Digam se vcs devem decidir o rumo da historia ou não? Para eu me basear na hora de escrever, obrigado a todos até apróxima