E se um reencontro o destino preparasse...
76 Capítulo 76:
Notas iniciais
No dia seguinte Anita lia um livro no quarto quando viu Ben bater a porta.
– Oi posso entrar. – Ele perguntou arredio.
– Já entrou. – Anita respondeu ríspida, continuando com os olhos voltados para o livro.
– Anita a gente precisa conversar não é. – Ben argumentou com ela.
– Tenho nada pra falar com você Ben, cai fora. – Anita disse o ignorando.
– Claro que a gente tem Anita, para com isso, por favor, e me escuta. – Ele pediu encarecidamente.
– Fala logo então. – Anita falou.
– É então ontem você não. – Ben fez uma pausa quando olhou para ela lendo o livro não prestando a mínima atenção nele.
– Assim fica difícil não é. – Ele esbravejou.
– Eu escuto com os ouvidos, você já parou pra pensar nisso. – Anita rebateu.
– Ah entendi então quer dizer que o livro é mais importante do que ouvi o que tenho pra te dizer. – Ben afirmou revirando os olhos.
– Nesse momento qualquer coisa é mais importante do que olhar pra você, e pras tuas explicações ridículas. – Anita respondeu.
– Ai Anita, para com isso, por favor. – Ben disse perdendo a paciência diante da situação.
– Eu não estou fazendo nada, você que anda fazendo até de mais. – Anita retrucou não se importando.
– Me dá esse livro aqui. – Ben avançou nas mãos delas e tomou o livro.
– Ei, qual foi, isso é falta de educação sabia. – Anita reclamou.
– E nunca te disseram, que ignorar as pessoas quando elas estão falando com você também. – Ele justificou.
– Não quando elas merecem. – Anita respondeu de volta.
– Eu mereço, é sério isso. – Ele indagou a fitando.
– Ai você faz tudo errado e depois acha que eu sou a culpada. – Anita afirmou irritada.
– Anita, o que aconteceu foi o que você viu. – Ben falou.
– E o que eu vi, foi você atracado com a Sofia. – Anita disse categórica.
– Não, você viu eu me afastando da Sofia depois que ela tentou me beijar. – Ben rebateu.
– Ah foi só isso mesmo, e você acha que não tem nada de errado nisso. – Anita disse nervosa.
– Anita eu não tive culpa, agora você vai me responsabilizar pelas ações da tua irmã. – Ben respondeu aflito.
– Você nunca tem culpa não é, a maluca aqui sou eu. – Anita falou de volta.
– Você não consegue confiar em mim, em nada do que eu te falo. – Ele afirmou magoado.
– Não vem com jogo de empurra não, você anda divido de mais nessa história, e se for assim eu to fora. – Anita soltou.
– Mais você não confia em mim, sempre acha que sou eu o errado. – Ele rebateu.
– E você acha normal isso, uma hora você termina com ela, depois me beija e no outro momento esta de novo com a Sofia. – Anita explicou.
– Claro que não, mais não foi exatamente assim que as coisas aconteceram. – Ben justificou.
– Ben me reponde uma coisa, de verdade, você quer voltar comigo porque sente alguma coisa por mim, ou porque você se sente responsável por tudo, e não acha justo você ficar com a Sofia e me deixar pra trás depois de tudo o que houve. – Ela perguntou apreensiva.
– Eu jamais ia embarcar numa situação dessas por isso, e o que eu sinto por você não tem nada a ver com isso. – Ben afirmou.
– Certo então resolve a tua situação com a Sofia, porque se você quiser mesmo voltar pra mim, eu não vou admitir que você fique dividido, ela pode até concordar com as coisas assim mais eu não, o nosso amor era forte de mais, pra agora depois de tudo que eu sofri eu aceitar ficar com as migalhas. – Anita exclamou.
– Anita eu não tenho nada pra resolver com ela, acabou, você que eu que não entendeu isso. – Ben relutou.
– Certo, então coloca isso na tua cabeça, ou você acha que mesmo, que pode ficar beijando ela toda hora com a mesma desculpa. – Anita rebateu.
– Eu não entendi porque você esta tão furiosa, que eu saiba você ainda namora o Martin, eu não vi você nenhuma vez falar que ia terminar com ele. – Ben a colocou contra a parede.
– Só que diferente de você, parece que não sabe o que quer eu sei muito bem, o que eu sinto pelo Martin e o que eu sinto por você. – Anita afirmou sem paciência.
– É, não parece, já que vocês se dão tão bem, vai ver você ainda é muito afim dele não é, por isso que fica cozinhando o garoto. – Ben disse.
– Cozinhando eu? – Anita falou pasma. – Você é patético você queria o que, que eu ficasse te esperando sentada, esperando a vossa alteza se decidir qual seria a garota mais perfeita, e olha que não to falando só da Sofia não, e sim de todas as outras, mais enquanto isso o estepe aqui ficava parado, em casa deprimida, se acabando de chorar, e se detonando, pro resto da vida. – Anita completou furiosa com o garoto.
– Pelo menos isso mostrava que você sentia a minha falta não é. – Ben falou chateado com ela.
– E você sentiu a minha falta, pelo jeito não, aliás, me julgou rápido de mais não é, desistiu rápido de mais, tava lá com a Sofia. – Anita retrucou ressentida se levantando.
– Ai Anita, será que é tão difícil entrar na tua cabeça que essa história respingo em mim também, não foi só você que agiu errado, eu também. – Ben tentou se defender.
– Eu sei, eu nunca te falei ao contrário, mais não me julga caramba. – Anita respondeu.
– Você podia pelo menos pensar, em perceber que você faz muito pior ficando com o Martin, acho que você é que tá querendo deixar ele disponível como uma opção. – Ben a acusou enciumado.
– Eu juro que eu mato você, você é ridículo, se tá pensando que eu sou o que hein. – Anita falou batendo com a almofada nele.
– Para, para enlouqueceu foi. – Ben tentava contê-la.
– Enlouqueci sim, quando eu cogitei voltar com você, vai lá corre atrás da Sofia, e daquele bando de oferecidas do colégio, elas são perfeitas, não fazem nada de errado, já eu. – Anita continuava jogando a almofada contra ele.
– Anita, para. – Ele afirmou novamente.
– E sai daqui, some da minha frente. – Anita falava tentando coloca-lo para fora.
– Não saio, a gente precisa conversar numa boa, você já esta apelando. — Ben afirmou.
– Some, eu não quero falar com você pelo menos nos próximos mil anos. – Ela dizia já no corredor.
– Anita é sério, me escuta. – Ele tentava segura-la.
– Eu não vou escutar, já escutei de mais, me esquece. – Anita afirmava descendo as escadas já.
– Anita para, deixa de ser insensível e maluca. – Ben disse a segurando pelo braço.
– Sai da minha frente e me solta. – Ela falou batendo com a almofada nele.
– Gente, gente, que maluquice é essa, parou os dois já. – Ronaldo ordenou quando escutou a discussão.
– Tá vendo o que você fez. – Anita murmurou a Ben.
– Eu. – Ben revirou os olhos. – Você surta, e a culpa é minha, perfeito isso. – Ben reclamou.
– Você sim. – Anita falou novamente.
– Parou não é, se vocês que são os mais velhos, vão brigar que nem criança o que deixar pros irmãos de vocês. – Ronaldo os repreendeu.
– Gente vocês piraram. – Vera disse.
– Pirei, completamente, e você nem imagina. – Anita esbravejou.
– Filha eu sei que essa história do teu pai esta mesmo complicada, eu imagino meu anjo. – Vera tentou compreende-la.
– Ah você não me fala disso, que eu não sei nem o que eu faço. – Anita resmungou.
– E quer saber, não vem com discurso de irmãos felizes também não. – Anita completou.
– Também acho já deu isso. – Ben disse concordando.
– Eu vou dar uma volta. – Anita disse parando em frente ao sofá e jogando a almofada.
– Anita eu não vou desistir, pode esquecer. – Ben afirmou a ela.
– Problema teu. – Anita falou com indiferença e saindo pela porta.
– Essa história do pai dela, releva Ben. – Vera afirmou.
– Se fosse só isso. – Ben falou em tom baixo, sendo fuzilado por Cícera que assistia tudo atenta, percebendo as intenções de Ben com a garota.
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