E se um reencontro o destino preparasse...
180 Capítulo 180:
Notas iniciais
Ben e Anita aproveitaram à tarde ao máximo para desfrutar a tranquilidade do bosque, mas com o cair da noite eles resolveram irem embora.
– Ai a gente vai ter que ir embora. – Comunicava Anita, mesmo sem vontade.
– Infelizmente. – Admitiu Ben, descansando sua cabeça no ombro de Anita por um instante. — Bom ainda tem o show do Martin lá no Embaixada, você vai né. – Quis saber ele.
– Você vai cantar com o Martin. – Questionou Anita.
– É eu vou, não é Anita, ele me pediu ajuda, também não podia deixar ele na mão, mesmo que aquela história de dupla tenha dado uma parada. – Respondeu ele esclarecendo.
– Ai sinceramente eu não sei o que é pior, ficar em casa roendo meu cotovelo, por ter que te ver lá em cima daquele palco virando atração, ou ir, e armar o escândalo pro Bairro inteiro ficar sabendo, poxa aonde a gente vai, tem alguém ciscando em cima de você, com o olho em cima sempre, a gente tem o dom de se meter em situações sem nexo. – Falou Anita sendo sincera.
– E que importância tem isso, se eu só tenho olhos pra você. – Afirmou ele, querendo que ela se afastasse de seus devaneios.
– Ah é ok, só não testa muito a minha paciência, porque ela já não anda muita coisa, e corre o risco do show ser bem diferente do que você pensa. – Anita rebateu, sorrindo debochada.
– Tá entendido. – Respondeu Ben sorrindo, e eles embarcaram em um beijo.
No casarão.
– Vitor sai desse computador, eu preciso tirar a letra de uma musica, antes do show. – Giovana argumentava, com o irmão já em total irritação. – Ai meu deus Vitor, se manca. – Giovana esbravejou.
– Se manca você, o tampinha, espera um minuto, to acabando já. – Disse Vitor concentrado na tela do computador.
– Ai Vitor, não tem mais nem um segundo sai, anda sai, sai logo. – Giovana falou o empurrando, quando Ben e Anita entravam em casa.
– Nossa como tua é chata Giovana. – Reclamou Vitor, acatando os apelos da garota, que ficou satisfeita tomando posse do computador.
– E ai cabeça. – Disse Ben, sentando no safo ao lado do caçula.
– Tudo bem. – Respondeu o pequeno com os olhos concentrados em um livro.
– Pedrinho, cadê minha mãe, ela não tá. – Questionou Anita, parada de frente para ele.
– Tá lá no quarto, aliás, mais cedo ela tava te procurando. – Pedro exclamou, voltando sua atenção para a irmã por um instante.
– Ah é. – Proferiu ela, olhando para Ben, com certo receio. – Eu vou lá falar com ela então. – Anita falou caminhando até as escadas para ir até o quarto da mãe.
Anita andou pelo corredor até o quarto da mãe, com calma, já que ela queria ganhar tempo para ter paciência, pensativa ela quis encontrar as palavras certas para falar com Vera, a menina tinha magoas a respeito da mãe, mas também não queria despejar um fardo em cima de Vera, Anita sabia que isso não mudaria seus caminhos, mais somente traria mais preocupações para Vera, que apesar de tudo sempre lutou pela felicidade dos filhos, do jeito que ela julgou melhor e mais correto, mas achando que estava dando sue melhor.
– Oi. – Disse Anita batendo na porta do quarto de leve, e a abrindo. – Posso entrar. – Perguntou Anita meio apreensiva, ainda da porta.
– Claro! — Anita. – Vera consentiu, sentando a cama.
– É rápido tá. – Disse Anita caminhando até ela.
– Você sumiu a tarde toda Anita, você anda assim reclusa, quieta, mal faz as refeições com a gente, pouco fala. – Falou Vera sentida, por perceber o jeito afastado de Anita.
– Mãe olha só eu. – Anita suspirou fundo. – Mãe eu sempre fui na minha mesmo, nunca desempenhei o papel da extrovertida nessa família, eu to me concentrando em mim nos meus objetivos, só isso. – Anita se explicou, Vera ouviu as palavras dela atenta, como se quisesse acreditar muito que era só isso que se passava com a filha. – E depois o silêncio, as vezes é o melhor argumento que se pode praticar. – Disse Anita, encarando Vera.
– Anita eu sei que nossa relação, não é mais a mesma, você passou por muitas coisas e eu talvez não tenha te ajudado, como uma boa mãe faria. – Vera confidenciou, com certo peso no coração.
– Mãe, eu, eu não. – Anita gaguejou, abalada com as palavras dela. – Eu não quero brigar mais com você, eu vim te pedir desculpas, da última vez que a gente conversou, eu dei uma carga pra você disso tudo, que talvez não seja sua. – Ela arcou com sua parcela de culpa. – Desculpa mesmo. – Suplicou ela, com os olhos lacrimejados, tomados pela emoção.
–Óh, não é você que tem que me pedir desculpas, se alguém tiver que pedir desculpas aqui, sou eu, você é só uma menina, a mãe sou eu. – Vera se sensibilizou com o pedido da garota.
– Eu juro que eu não queria, que nada tivesse acabado do jeito que acabou, eu só queria ser feliz, não queria nada de ruim, muito menos pra você e pro Ronaldo, eu e o Ben, a gente nunca quis isso, eu juro do fundo do meu coração. – Anita desabafou. – E eu só espero que independente do que aconteça daqui pra frente, a gente não se magoe mais. – Afirmou ela sincera, Anita sabia que as coisas poderiam não ter um desfeche fácil. – Você é minha mãe, e eu tenho muito orgulho de você, você sempre foi a melhor mãe que eu poderia ter, e se você errou algum dia, eu tenho certeza que não foi de caso pensado, eu sei que você não faria isso, porque você sempre quis ver a gente feliz, e talvez eu fui no mínimo ousada quando eu banquei minha relação com o Ben, eu não me arrependo, não foi uma atitude leviana. – Confessou a garota, deixando Vera com lágrimas nos olhos. – E me perdoa se eu te decepcionei, eu não queria te fazer sofrer, mas eu não pude evitar. – Anita proferiu, vendo lágrimas escorrerem por seu rosto.
– Oh meu amor. – A reação de Vera foi somente envolver a garota em um abraço forte, já que a emoção não lhe deixou encontrar palavras que coubessem naquele momento, as duas apenas se permitiram curtir o abraço por alguns segundos.
– Sofia, Sofia, o Sofia, espera. – Sidney corria atrás da garota no meio da rua, a loira apenas olhou para trás de relance e ignorou sua presença. – Sofia espera. – Sidney a alcançando a puxou pelo braço.
– Ah não Sidney me deixa. – Sofia disse revirando os olhos.
– Você vai fingir que eu não existo, qual foi, poxa desde aquela noite que a gente saiu junto que você me ignora. – Alegou ele.
– Sidney esquece, já te falei que aquele jantar e aquela noite foi um erro. – Sofia afirmou, bufando sem paciência.
– E você anda cometendo muitos erros, porque esse não foi o primeiro. – Sidney disparou em defesa do lado dele.
– Que saco, eu te odeio. – Sofia esbravejou sem argumentos. – Vamos pra show do Martin vai. – Ela acabou convidando o garoto. – Mais olha aqui, não vem de gracinha tá legal. – Deixou claro ela.
– Tá bom, eu tava indo pra lá mesmo. – Falou Sidney sorrindo travesso, dando o braço a garota.
– É pois é. – Desdenhou a loira, estampando no rosto um sorriso malicioso. – Vamos. – Falou ela enganchando seu braço ao dele.
– Show nos espera. – Sidney murmurou e eles saíram caminhando pela rua.
Fale com o autor