E se um reencontro o destino preparasse...
117 Capítulo 117:
Notas iniciais
– Ai Anita nem acredito que o ano tá acabando, nossa parece que é tão estranho sabe. – Julia confessava com as duas andando pelo corredor do colégio e entrando na sala ainda vazia.
– Nem eu, definitivamente esse ano, aconteceu de tudo comigo, minha vida virou Julia de um jeito muito louco, essa família aglomerada pela mamãe e o Ronaldo, deu muita coisa a se falar. – Anita afirmava sentando-se.
– Nossa principalmente com a chegada do Ben, não é Anita. – Com um sorriso ela falou.
– É, mudou muita coisa mesmo, sei lá acho que eu nunca mais vou ver o garoto, e ele aparece na minha casa. – Anita ria. – Imagina, parece até piada, de tão surreal. – Ela disse.
– Tá vendo dava até um livro, e já tem até nome, “Príncipe Sapo e a Princesa Plebeia”. – Julia brincou.
– É né vai que, passa no vestibular não de certo, é uma hipótese a se pensar. – Anita respondeu achando graça.
– E vocês, aliás, o Ben não veio pra aula cadê ele. – Indagou Julia com curiosidade.
– Não, ele vem mais tarde, ia passar no cursinho ligaram pra ele, mais acho que não era nada de mais, até foi bom nós não termos vindo junto. – Anita suspirou. – Ai Julia, esse namoro escondido vai virar público porque tá difícil de segurar. – Anita confidenciou nervosa.
– É eu imagino amiga, por mais que vocês conseguem se ver porque convivem bastante, mesmo assim é difícil, ainda mais que tem sempre alguém por perto. – Ela disse compreensiva.
– Pois é, esse é o problema a gente nunca tá cem por cento sozinhos, e ai fica essa situação não é, Julia as coisas estão mais ou menos parecidas com aquela vez que nós dois deixamos a Tita ser atropelada, porque estávamos nos beijando escondidos. – Anita acabou confessando.
– Então vocês vão abrir o jogo. – Julia perguntou com receio.
– Ju, o problema não é o os nossos pais, mas o que mais me preocupa é o Antônio ficar sabendo, e a gente já enfrentou tanta coisa maluca pra as coisas acabarem do jeito que acabaram, que até me medo de ter que ver tudo ruir de novo, o Antônio joga baixo, e ele é louco em mim no Ben, eu nem sei mais. – Anita desabafou com preocupação.
– É, complicado, mas poxa vocês merecem um pouco de tranquilidade, isso não é justo. – Julia taxou.
– A galera lá em casa é o de menos, eu não tenho medo deles, por mais triste que eu vá ficar com o fato deles não aceitarem, é uma mínima coisa perto do que o Antônio pode fazer, ele não tem nem um pingo de escrúpulos isso é inerente. – Ela afirmou.
– Bom dia, bom dia. – Serguei entrou animado na sala.
– Bom dia. – Anita e Julia responderem.
– Ai, bom pelo menos hoje é só aula, sem provas. – Serguei falou.
– Ainda bem mesmo, porque tá puxado gente. – Anita concordou com ele.
– Nossa demais, não vejo a hora disso tudo acabar. – Julia afirmou, e os três continuaram a conversar.
– Sidney sai da minha frente eu já disse que não quero falar com você. – O garoto parou na frente da loira no corredor.
– Não saio, você nunca vai admitir mais ficou louca de ciúmes de me ver com aquela menina lá na festa ontem. – Sidney a provocou.
– Eu? -Sofia debochou. – Se toca Sidney, to nem ai pra você. – Ela disse com desdém.
– Pois eu acho que você tá mentindo. – Ele afirmou a encarando.
– Some da minha frente, seu idiota, por mim você pode continuar pegando as tuas periguetes, mas vê se me esquece. – Sofia esbravejou raivosa.
– Você gosta de mim, você é só orgulhosa, mais quer saber eu é que não vou ficar perdendo o meu tempo mais com você, cansei. – Sidney afirmou, fingindo que não se importava.
– Ótimo, o melhor que você faz. – Ela respondeu irredutível.
– Ficamos assim, até nunca mais Sofia. – Sidney falou saindo.
– Sidney, espera ai. – Sofia disse surpresa. – Você só tá fazendo tipo, eu sei que é. – Sofia reclamou gritando a ele, que continuou andando sem dar ouvidos.
– Oi, bom dia, minha querida diva. – Flaviana se aproximou dela alegre.
– Péssimo dia Flaviana. – A loira retrucou furiosa.
– Eita, o que houve. – Ela perguntou com espanto. – Ah deixa eu adivinhar Sidney, acertei. – Flaviana afirmou com um sorriso malicioso.
– Que ódio, você acredita que ele teve a cara de pau de dizer que não vai perder o tempo dele comigo, como se o tempo desse tosco fosse muita coisa. – Sofia resmungou irritada com o garoto.
– Você queria o que, ele não vai estar disponível pra sempre, pensa nisso. – A morena colocou em dúvida para ela.
– Ai Flaviana, me deixa, e desde quando eu quero alguma coisa com esse ai. – Sofia falou mexendo os ombros, negando qualquer coisa.
– Ah não, engraçado, no mínimo curioso, porque mesmo com o Ben, você andou tendo umas quedas por ele. – Flaviana jogou na cara dela.
– Culpa dele, e vamos pra aula, eu é que não gastar minha saliva falando desse ai. – Sofia respondeu fingindo que não se importava.
– Vamos. – Flaviana disse percebendo a mentira dela.
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