Notas iniciais
-Story Time!- Era uma vez uma menina que gostava de escrever. Seu computador havia sido consertado recentemente, então ela decidiu usá-lo e postar um capítulo de sua história em dois dias. O computador da nossa protagonista tinha um defeito na bateria, então ele tinha que ficar carregando o tempo todo. Enquanto ela o usava, ele se desligou de repente. O disjuntor tinha disparado e as tomadas não estava mais funcionando. Quando a energia voltou completamente, ela foi ligar seu amado computador. Ela ligou o carregador, apertou o botão e ele não ligava. Intrigada e com uma pontada de desespero, a menina chamou por sua mãe, que esclareceu que o carregador tinha, infelizmente, queimado e que logo compraria outro. A menina continuou usando o computador do seu irmão, mas como já estava quase acabando o capítulo no seu próprio PC, não conseguiu escrever nada. Mesmo depois de ganhar um carregador novo, ela enrolou muito para postar pelo fato de que ela estava focada em trabalhos da escola e desenhos. Essa é minha história. —-- Bom, encurtando tudo... Ele quebrou de novo. Não exatamente ele, mas sim o carregador que custou uma pequena fortuna e que mal durou 3 dias. Gente, eu sei que tá difícil de acreditar mas é a realidade ;u; Eu sou azarada assim mesmo. Mas aqui tá o capítulo, escrito com carinho e acreditem, paciência ;u;

Capítulo narrado por Sofia.

—E então? Vamos? – Perguntei, um pouco impaciente.

Ela continuava parada encarando minha mão como se fosse um fantasma. Eu realmente não sou uma pessoa dotada de paciência.

Foi isso que eu pensei enquanto agarrava ela e a puxava para o céu.

—AAAAAAAAAAH!

—Quanto drama.

Continuei puxando ela, até que a mão dela começou a suar tanto que escorregou da minha. Assim que percebi, olhei para baixo. Ela estava agarrada na minha perna, me segurando com toda a força e me implorando pra parar.

Eu continuei subindo, até estarmos a uns 25 metros de altura, mais ou menos um prédio de 8 andares.

—Me solta! Socorro! – Ela gritou, esperneando.

—Tudo bem. – Então eu sacudi minha perna e a deixei cair.

Ela foi gritando enquanto caía. 20 metros. 15 metros. 10. Então eu percebi que ela não ia voar.

Mergulhei no ar enquanto o vento batia nos meus cabelos. Eu não conseguia ver nada, apenas um borrão amarelo. Avancei nele desesperadamente. Quando o peguei em meus braços, eu percebi que se tratava de um pássaro.

Larguei o animal e olhei para baixo. Chica estava quase colidindo, mesmo que eu voasse para pegá-la, eu não conseguiria. Fechei os olhos e me cobri com os braços, esperando a colisão.

Mas eu percebi que não havia colisão.

Chica estava na mesma posição que eu, só que quase chorando. Tudo isso no meio do ar, a centímetros do chão. Era tudo um plano, viram? Eu, de maneira alguma iria soltar a Chica assim sem ter certeza que ela ia voar! Imagina... (Perceba o sarcasmo).

Fui para perto dela devagar com os braços cruzados e uma cara convencida. Ela abriu os olhos devagar e percebeu que não havia dado de cara no chão.

—O quê? Eu estou... flutuando?

—Não! Você está voando! Será possível que você não me escuta?

—Você falou isso?

—Anh... Não. Mas enfim, já pode descer agora.

—Tá. Como eu faço isso?

—Você para de bater as asas.

—Assim? – Ela caiu no chão. – Ai!

—Não exatamente, mas também serve. – Falei, enquanto me sentava do seu lado.

—Por que eu? – Ela perguntou, se deitando no chão, as asas servindo como travesseiro. – Eu não sou ninguém importante. Porque não a Pandy ou a Estrela?

—Por quê? Você queria o quê, um panda com asas? Desculpa, mas não ia dar certo. – Falei, deitando também.

—É sério.

—Eu não sou séria. – Sorri. – Enfim, respondendo sua pergunta. Eu dei pra você porque cansei de te ver sofrendo.

—Como assim?

—Fica se sentindo menosprezada por ser uma galinha enquanto todo mundo tinha rabinhos e orelhinhas. Eu sei que você se sentia assim, eu sou a autora, dã!

—Então você ficou com pena?

—ME DEIXE ACABAR! Além disso, eu pensei: “Não ia ser legal se a Chica tivesse asas? Já fico imaginando altas cenas de Chiclaw acontecendo no céu...” – Falei, acrescentando um sorriso malicioso no final e olhando-a. Ela parecia um tomate.

—Mas, mas eu não... – Chica ia falar alguma coisa, mas percebeu que eu estava encarando-a, cobriu o rosto e se virou pro lado oposto ao que eu me encontrava.

—Agora vamos. Tenho que te ensinar alguns truques. – Me levantei e tirei a sujeira da armadura. Estendi a mão para Chica, que segurou.

Aproveitei esse movimento e joguei ela para o ar com a força da minha armadura. Olhei para cima enquanto ela gritava e falei alto:

—BATA AS ASAS E NÃO CAIA ENQUANTO EU CHEGO!

—--

—Certo, agora você vai parar de bater as asas e cair suavemente. – Falei, enquanto demonstrava os movimentos.

—Okay! Eu vou tentar!

Ela começou bem. Desceu devagar. Depois, um pouco mais rápido. Mas aí ela começou a despencar de novo. Lá ia eu de novo...

Quando olhei para baixo, avistei Chica pousando suavemente, com os olhos fechados e mordendo o lábios. Voei em sua direção e aterrissei.

—É, você fez um bom progresso. Já sabe decolar, se manter no ar, se locomover no ar e pousar. Mais ou menos. O resto você aprende com o tempo.

—Já acabou? Mas foi tão divertido!

—Você não precisa parar de voar só porque o treinamento acabou. – Ergui as asas e fiz uma expressão desafiadora. – Corrida até a casa?

—Mas é tão perto...

—É bom pra você treinar! Já tá achando que só porque você sabe não cair já vai poder participar de competições de verdade e fazer acrobacias.

—Okay, okay.

—Certo, vem pra cá! – Voei até a calçada oposta da casa e me preparei. Chica fez o mesmo, mas a pé. – 3, 2, 1 e... Já!

Voei de rasante até a porta e mirei de maneira certeira, dando um giro de 180 graus pra encaixar na entrada.

Todos ainda estavam congelados, até o globo e a música haviam parado. O tempo não passava e a terra não girava. Seria mais fácil só sair pela porta e deixar todos lá dançando. Só que... perderíamos o vôo. O que? Não é porque eu sou uma maga que sou pontual...

Percebi que Chica não estava vindo, então saí da casa e olhei para o lado. Ela estava deitada no chão, com um galo enorme na cabeça e quase desacordada.

—Eu, eu, eu bati... – Gaguejou ela.

—Eu percebi.

Me ajoelhei perto dela, a grama morta coçando nos meus joelhos. Inspirei fundo e pus as mãos em sua testa, bem em cima do galo. Ela deu um gemido de dor. Uma luz azul surgiu entre minhas palmas enquanto eu esfregava-as na cabeça de Chica, até o ferimento sumir. Levantei e falei:

—Vamos? Estou com pressa, tenho que descongelar todo mundo.

—O-okay... – Ela se ajoelhou e eu a ajudei a se levantar. – Você está suada.

—Não. VOCÊ está suada. Entra primeiro.

Ela caminhou até a porta. Percebi que seus pés se erguerem do chão um pouco. Era questão de tempo até que eles mal tocassem o chão, que nem os meus. Antes de entrar na porta, olhei para a grama ressecada e percebi uma única flor amarela no meio do terreno, se destacando das outras plantas ao redor. Que estranho. Acho que eu já vi isso em outro lugar... Tanto faz.

Entrei na porta, e Chica já estava no palco.

Notas finais
TEVE UMA REFERÊNCIA AE Alguém pegou?