Notas iniciais
OI XENTI!!! Voltei com mais uma delícia aqui pra vocês. Estou em uma mercearia upando esse capítulo porque estou na casa da minha avó, um lugar sem net. Não responderei coments devido á isso. Gomen ;-; (Mas eu vou stalkear os coments e vou responder depois, conto com o carinho de vocês

Sexto mês de gestação – Domingo

Fazia um dia desde que Freddy havia brigado com Claw – e acredite, não é fácil não olhar para o garçom enquanto se dá um show. Era difícil para o urso andar pelos corredores com a barriga roncando. Até ir para a cozinha era difícil. De repente, uma ideia lhe surgiu na cabeça.

–Vou falar com Ping! – Pensou.

Enquanto corria pela pizzaria a sua procura, Freddy esbarrou em alguém. Antes de xingar esse ser, ele olhou para seus olhos azuis semicobertos pelos cabelos brancos e curtos e então deteu-se.

–Oi Pietra, eu estava mesmo procurando por você!

–Lucca, eu... – Gaguejou Ping com seus olhos marejados de lágrimas. – não posso falar com você agora! – E saiu correndo.

Com aquela notícia Freddy ficou mais irritado ainda! Mas que diabos estaria acontecendo naquele lugar! O que aquele maldito Claw havia dito para sua Pietra? Isso não importava agora. Ele só precisava encontrá-la. O urso correu rapidamente atrás da garota, como se tudo dependesse daquilo – e dependia.

–Pietra, espere!

Mal sabia Freddy que um sorriso levemente traiçoeiro aparecera na boca de Ping. ¨Funcionou¨, pensou ela.

–--

Guaxe estava amargurado naquele dia. Claw estava com Chica, Pandy com Foxy, Estrela com Bonnie, Freddy com Ping, Lucinda com Mike e ele sozinho. O mesmo nunca teve muito tempo em sua carreira sair e passear por aí procurando namoradas ou pelo menos alguma relação de fim de semana. Sempre estivera muito ocupado em seu escritório, organizando papeladas e arquivando casos – um trabalho que ele gostava e muito.

Ás vezes ele pensava em uma saída. Quando ele morresse, iria para o infinito? Sua alma seria libertada ou ele voltaria para a terra como humano. Esses pensamentos dançavam sobre sua mente, fazendo com que ele pensasse se algum dia escaparia, ou se seria confinado para sempre.

Eram pensamentos legais para alguém sentado no chão ao lado do escritório de seu assassino. Charlie havia saído como em todas as noites, então o escritório estava silencioso. Ou será que não? Se Charlie não estava lá, porque Guaxe tinha certeza escutar pancadas em seus devaneios?

Não importava, o barulho estava irritando-o – era seu trabalho investigar, sempre fora.

Guaxe abriu a porta vagarosamente e decidiu entrar. Andou a passos lentos. Não havia ninguém no cômodo. Estaria ficando doido?

–BAM!

Não, ele não estava doido. Procurou embaixo da escrivaninha, atrás do pufe e não achou nada.

–BAM!

Guaxe tentou escutar com mais atenção, talvez descobrir de onde o barulho vinha o ajudasse.

–BAM!

O barulho vinha da estante. ¨Não acredito que você fez isso Charlie¨, pensou Guaxe. ¨Que clichê¨!

Mas.... Qual seria o livro certo? Era uma estante grande, se Guaxe puxasse todos os livros um por um, nunca sairia de lá. Tentou procurar um livro que fizesse jus a um esconderijo. Um livro chato, que ninguém puxaria. ¨Talvez... Meteoro de almôndegas? ¨ Nada aconteceu. ¨80 anos de política? ¨ Não... ¨Espera! Como fazer uma passagem secreta! É uma capa verde bonita. ¨

A estante se mexeu para a esquerda, revelando um túnel escuro iluminado por tochas. Guaxe pegou a de uma parede da direita e começou a descer.

–--

–Pietra, corra mais devagar, seu vestido está subindo! – Gritou Freddy desesperado.

Ping segurou a saia com as mãos nervosa e continuou correndo. ¨Para onde ela está indo? Para o Escritório do Detetive?¨, pensou Freddy.

–Pelo amor das cartolas, me espere!

–Eles disseram que era só ir para lá... – Freddy conseguiu escutar Pietra murmurando.

–Do que você está falando?!

Assustada com a percepção do urso, Ping continuou correndo até entrar no Escritório do Detetive e... desaparecer?

–Pietra? Aonde você está? — Perguntou Freddy entrando no Escritório e olhando em todos os lugares.

–Desculpa, Freddy. – Uma voz choramingosa que não era de Ping, mas era familiar, ecoou atrás do urso, que se virou e viu algo que o deixou surpreso. – Foi a Sofia que mandou.

Freddy sentiu uma pontada no braço esquerdo.

E tudo ficou escuro.

–--

Guaxe descia cada vez mais. Sons de goteiras e de encanamento vazando ecoavam pelo lugar, tornando-o mais sombrio do que já era. O piso de metal azul-marinho tremia a cada piso do guaxinim e a pouca iluminação do ambiente se tornava cada vez menor a cada batida do vento.

Depois de muito caminhar, ele avistou dois caminhos. Os dois eram exatamente iguais ao corredor que Guaxe seguia, só que eram um pouco mais escuros.

Guaxe analisou com sua lupa cada um dos buracos atentamente. O piso do túnel a esquerda estava um pouco mais degradado, como se pessoas passassem por lá mais vezes. Mas Guaxe pensou em uma pessoa em especial...

Depois de caminhar mais um pouco no túnel da esquerda, ele enxergou uma luz. As batidas estavam cada vez mais altas. Guaxe deu um passo para frente, e a luz apagou. Todas as tochas foram apagando rapidamente, na frente do guaxinim e atrás dele.

–Quem está aí? – Perguntou Guaxe olhando ao redor.

–Desculpe senhor vela. – Disse uma voz afeminada atrás dele. – Foi a Sofia que mandou.

A pessoa que falou isso estava sufocando-o. Ele sentiu uma pontada no braço direito. Uma agulha.

E tudo ficou escuro.

–--

–Você viu Freddy? Quero falar com ele. – Perguntou Claw.

–Você ainda insiste? – Disse Estrela, amargurada. – Ele disse um sonoro NÃO.

Os dois estavam sentados na cena do crime do Escritório do Detetive. Emburrados, tentanvam discutir maneiras de convencer Freddy.

–E se... fossemos sem a permissão dele? – Insinuou Estrela.

–Mas... ele é o líder! E além do mais...

–Líder pra lá, líder pra cá, não precisamos de um líder! Estamos no século XXI, eu exijo uma democracia! – Disse Estrela ficando de pé e erguendo o giz de cera que estava em sua mão.

–Cuidado com esse giz, senhorita rebelde.

–Nossa, eu amava essa novela.

–--

(Eu sei que é chato quando aparece uma interrupção da autora no meio da história, mas vamos fazer um jogo! As falas á seguir são dos magos, você consegue adivinhar qual fala é de qual mago? VAMOS LÁ!)

–--

–Porque tivemos que trazer o Guaxe?

–Porque ele não podia descobrir, Iris.

–E o Freddy.

–Porque ele é muito burro, Iris.

–NÃO! PORQUE OS DOIS?! PORQUE NÃO O... O... O FOXY!

–NÃO META O FOXY NISSO!

–Quietas! Parem de brigar, é óbvio que o melhor de todos é o Bonnie.

–TUAS VENTA!

–CALA A BOCA LEITORA!

–Eu já disse que sou melhor nas cartas que vocês dois juntos!

–Ah, tá, sei.

–NÃO DUVIDE DE MIM PANDA DESGRAÇADO!

–EU SOU UM COALA!

–Mesma coisa. Olha só, eu sei que.... a rainha dos... corações vence do... rei de... trevos!

–Sei, porque?

–Silêncio, quem me critíca é o Rifa, para de se meter.

–Responde!

–Porque.... porque.... as mulheres são mais fortes!

–ESSA EU QUERO VER!

–SILÊNCIO SEUS BAKAS! ....

–NÃO! O OLHAR MORTAL MALIGNO DEVORADOR DE ALMAS NÃO!

–EU NÃO SEI QUAL É O NOME DESSE OLHAR MAS EU NÃO GOSTEI.

–Hehehe. Tô vendo como os homens são mais fortes.

–FOFACELESTE, DEVOLVE MINHA CAJUÍNA!

–NÃO, ELA AGORA É MINHA!

–AAAAAAH!

–É CLARO QUE EU SEI JOGAR CARTAS! OLHA!

–NÃO, PARA DE JOGAR CARTAS EM MIM! SOU SÓ UM COALA INDEFESO! JOGA NELE!

–NÃO! SOU SÓ UM DEMÔNIO INDEFESO! JOGA NELA!

–...

–JÁ FALEI PARA PARAR COM ESSE OLHAR! JOGA EM MIM MESMO!

Perante todo aquele barulho, Freddy abriu seus olhos devagar e se viu em um lugar estranho. Ao perceber seu movimento, Sofia se virou para ele com um sorriso diabólico no rosto, e com sua armadura negra com asas, ela disse, fazendo todos os magos ficarem atrás dela com o mesmo sorriso:

–Bem-vindo á guilda.

Notas finais
Deixei vocês curiosos com esse capítulo, né? Pois é, eu amo deixar vocês curiosos