Notas iniciais
Eu sei que demorou, mas DESSA VEZ A CULPA NÃO FOI DO PC, foi minha mesmo ;u; Acabei indo pra cá, pra lá, andando de bicleta, viajando, jogando The Sims 4 e não tive tempo pra escrever. A falta de tempo combinada com um bloqueio criativo danado que vem me dando ultimamente já me fez pensar em desistir muitas vezes... Mas quando eu escuto uma música, fecho meus olhos e imagino meus personagens dançando e cantando, eu não consigo parar de ter ondas de ideias. Além disso, eu não fiquei um tempão sem escrever que nem nas outras vezes. Eu comecei esse capítulo assim que eu postei o outro. Só que eu escrevia e parava, escrevia e parava, e acabei gostando do resultado. Espero que gostem ^3^

Sexto mês de gestação

Capítulo narrado por Claw

Olhando para mim de cima do palco, lá estava ela. Os longos cabelos loiros voando com o vento e seus olhos claros penetrando minha alma. Suas roupas estavam diferentes, particularmente, gostei mais dessas. Sentia que poderia tirar aquele casaco e descer minhas palmas por aquelas costas duras de metal. Nada fora do normal. O que me intrigava eram aquelas asas longas e amarelas, destacando sua beleza de modo que me fez corar. Parei assim que percebi que ela havia corado também.

Puxei o cabelo para trás da orelha e desviei o olhar para Sofia, que ainda estava falando.

—Bom, é só isso, algumas mudanças bem simples e podem continuar a festa. – Ao disser isso, ela sumiu no ar com um estalo de dedos e deixou-nos lá, chocados, encarando o lugar onde ela estava. Isso até escutarmos uma voz vinda da jacuzzi.

—Vão ficar aí por quanto tempo, parados que nem estátua?

Viramos o rosto quase que simultaneamente e avistamos Bibi. Ela usava um maiô vermelho e bebia algo parecido com um sorvete dentro de uma taça, com o auxílio de um canudo listrado.

Incrivelmente, Ping foi a primeira a reagir:

—Eu quero minha roupa de volta! – Respondeu ela, gritando corada e puxando a saia pra baixo com as duas mãos.

—Vamos lá Ping, não é tão ruim assim... – Disse Freddy, com uma leve inclinada no olhar para o decote dela.

Ela fez uma cara de choque e ficou vermelha como um tomate, gritando xingamentos como safado enquanto se cobria com os braços. Aparentemente, ela percebeu. O urso começou a pedir desculpas e ficou tão vermelho quanto ela, que saiu aborrecida de perto de nós e foi choramingando até atrás da mesa de petiscos. Freddy foi logo atrás, gritando arrependimentos, ainda corado.

Logo depois, os outros animatronic se dispersaram e voltaram a fazer o que estavam fazendo. Olhei para cima do palco e ela ainda estava lá. Seu rosto demonstrava curiosidade e seus olhos estavam arregalados enquanto ela olhava para suas asas. Ela começou a batê-las devagar e foi flutuando devagar. Subindo até uns 10 centímetros do chão. Ela voou até a ponta do palco e foi descendo para o chão vagarosamente. De repente, ela caiu.

Corri até Chica para saber se ela estava bem. Me abaixei do seu lado e perguntei:

—Tudo bem? – Dei minha mão para ela, que segurou suavemente, me encarando levemente corada. – Você se machucou?

—Eu... estou bem. – Respondeu, cada vez mais enrubescida.

Comecei a ficar vermelho também. O silêncio começou a ficar constrangedor. Eu conseguia escutar sua respiração e seu coração batendo, conforme me aproximava. Cheguei mais perto do seu rosto, sua boca entreaberta e seus olhos se fechando...

—Acabou pessoal! Vamos pro aeroporto, senão perdemos o vôo! – Gritou Sofia, próxima a porta. – Todo mundo entrando na limusine.

Chica se levantou e limpou as calças, nervosa. Nos encaramos por um tempo, mas ela desviou o olhar e seguiu em direção a porta. Eu ia segui-la, mas senti uma mão em meu ombro. Virei para trás e vi Estrela.

—Cara, porque vocês não se casam? Sério, já tá pegando mal esse chove não molha de vocês. – Falou ela, com uma felicidade boba. Eu fiquei confuso, mas quando percebi a garrafa de vinho pela metade em sua mão eu entendi tudo.

—Do que você tá falando? – Disse, gaguejando um pouco.

—Desse rolo de vocês. Vocês se beijaram naquela vez da cozinha? – Quando fiz uma cara de desinformado, ela continuou. – Um passarinho me contou que vocês ficaram se pegando na cozinha e que ficaram com os rostos muito próximos um do outro e coisa assim.

—O que? Na-não, isso nu-nunca aconte-teceu! – Gaguejei.

—Aham, pensa que eu não sei. Mas, cá entre nós... – Ela disse com um sorriso muito idiota. – A Chica tem bom gosto. – Ela piscou pra mim, bebeu mais um gole e saiu pulando e tropeçando até a limusine.

Ela estava flertando comigo, com a Chica ou com a taça de vinho?

Cheguei na porta e esperei todos saírem pra poder passar, a fim de não ser esmagado. Bom, quase todos. Olhei pra trás uma última vez e Guaxe estava com uma garrafa de algo na mão e com uma expressão tristonha. Podia jurar que vi algo escorrer dos seus olhos quando me virei e segui em direção ao táxi.

Todos haviam entrado, menos Chica, que tentava espremer as asas para entrar no táxi.

—Quer ajuda? – Perguntei.

—Eu... consigo me virar... – Ela respondeu, corando e desviando o olhar.

—Não consegue não.

—Me ajuda logo.

Com um sorriso malicioso no rosto, empurrei-a com força apoiando as costas nas asas. Era como um travesseiro gigante.

—PARA, PARA, TÁ MACHUCANDO! – Ela começou a gritar.

—Desculpa, desculpa, desculpa. – Murmurei enquanto empurrava mais forte.

De repente, escutei um estalo de dedos e o chão frio da limusine batendo nas minhas costas. Abri os olhos e percebi que estava caído dentro da limusine, de barriga pra cima. Os pés ainda estavam pra fora quando escutei Chica gemendo de dor ao meu lado.

Virei a cabeça pra ela e no mesmo momento, percebi que ela estava sem suas asas. Me sentei no chão e olhei para frente. Sofia estava lá, com um sorriso levemente assustador.

—É só você estalar os dedos que elas somem e estalar de novo que elas aparecem.

—Podia ter avisado no treinamento. – Respondeu Chica, se erguendo e limpando as calças.

Que treinamento? Do que as duas estavam falando?

—Mas o que...

—Nada, ignora o que ela disse. – Disse a Autora, um pouco tensa e com um sorriso amarelo para Chica.

—É, é. Vou sentar agora se não se importam. – Disse Chica, irritada e se dirigindo ao lado oposto da limusine.

—ESPERA! ESQUECI DE FALAR UMA COISA. – Sofia voou rapidamente na direção de Chica, pulando em cima das costas dela. Tirou seu casaco e puxou sua blusa pra baixo, revelando as suas costas.

Preenchendo suas costas, havia uma tatuagem de asas preta, extremamente detalhada. A pele ao redor não parecia danificada, como se a marca estivesse lá a muito tempo. Mas também não estava desgastada, como se tivesse acabado de ser feita. Era uma combinação perfeita, e acho que não fui o único a pensar nisso pelos rostos espantados de todos ao redor.

—O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO! O QUE SÃO ESSES TRAÇOS PRETOS NAS MINHAS COSTAS? – Gritou Chica, aparentemente não vendo claramente o a tatuagem.

—Uma tatuagem, muita bem feita, modéstia à parte. – Respondeu Sofia.

—TATUAGEM? AH, QUER SABER, TANTO FAZ!

Ela se soltou da Sofia e continuou seguindo para a ponta da limusine.

Me preparei pra seguir na mesma direção. Mas percebi que o espaço havia acabado. Olhei em volta e percebi que Foxy e Bonnie apontavam para um lugar entre os dois, com um sorriso bobo. Pensei em revirar os olhos, mas decidi me sentar ao lado deles, já que Pandy e Estrela não estavam por perto para me fazer de vela.

—E aí, não devia estar perto da sua Pandy, papai? – Falei ironicamente para Foxy, me sentando no espaço indicado pelos dois.

—Muito engraçado. Pelo menos eu falo pra minha Pandy que eu gosto dela. – Respondeu ele, com os braços cruzados.

—Do que você está falando? – Respondi desviando o olhar.

—Não se finja de bobo! Acho até irônico o primeiro a conseguir uma namorada brigar com o profissional do ¨chove não molha¨. – Se intrometeu Bonnie.

—Eu não entendo o que vocês estão dizendo! – Argumentei corando.

—Cara, para de tentar esconder, todo mundo sabe que você está afim da Chica, e não faz pouco tempo! – Falou Foxy.

—Tanto faz. – Bufei de volta.

Acho que tenho que confessar que, pela primeira vez, acho que eles estão certos.

Tirei aqueles pensamentos da cabeça, encostei a cabeça no banco e cai no sono.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Pra quem não pegou a referência do capítulo passado, era a flor amarela familiar, fazendo uma referência a personagem Flowey, do jogo Undertale.