Notas iniciais
Desculpa a demora ;-; Mas tá aqui o capítulo tão esperado de seus kokoros

–Lucca, que dia é hoje? – Perguntou Ping.

–Sexta-feira, Pietra. – Respondeu ele.

E, ao escutar seus verdadeiros nomes sendo pronunciados, os dois sorriram. Freddy colocou a mão no queixo pálido de Ping. Os seus cabelos brancos entravam e saiam dos dedos de Freddy. Ela sentou no seu colo, amassando a bermuda do urso e fazendo ele soltar seu queixo.

–Lucca, como foi que Charlie... você sabe... lhe matou?

–Não me faça lembrar disso. Por favor. Até hoje eu escuto os gritos de Chica... os gritos de Katy... – E uma lágrima escorreu pelo seu rosto. – Sangue para todos os lados. Os olhos sobressaltados dela ficando sem vida e de repente fechando. Foi algo horrível. E eu simplesmente pergunto porque não fomos embora. Porque o infinito não nos aceitou.

–Lucca, ás vezes o universo faz coisas doidas, sabe? Tudo o que ele faz é planejado, e faz parte de algo ainda maior.

–Você tem razão. Mas ainda me sinto triste em saber que estamos presos nesse inferno particular.

–Ei, relaxa. Você tá parecendo o Guaxe.

E os dois começaram a rir, limpando as lágrimas de óleo de seus olhos.

Claw estava sentado no palco, tentando aprender a jogar paciência com Guaxe. Seu rosto bronzeado atingia rapidamente um tom de vermelho, e fumaça saia de suas orelhas de lobo.

–Argh! Eu não consigo! Esse jogo é muito estressante!

–Por isso que se chama paciência. – Respondeu Guaxe com seu tom sarcástico. Seu casaco de detetive e seu chapéu estava jogado ao chão, revelando uma blusa de manga curta verde-bebê e uma calça jeans branca. Seu cabelo estava solto pelo seu rosto, deixando um olho coberto. A cada 5 minutos o guaxinim jogava o cabelo para trás, mas este sempre voltava.

–Tá, ok, mas você viu a...

–Chica. Ela está na cozinha.

–Valeu.

Ele levantou com apressadamente e saiu disparado até a porta da cozinha. Parou em frente a porta, arrumou os cabelos cinzentos – cabelos sintéticos bagunçam rapidamente — , posicionou a jaqueta e entrou.

Chica estava ajoelhada olhando atentamente para o fogão. Seus cabelos longos e loiros estavam presos em uma liga de cabelo roxa da cor de seus olhos, e ela usava um avental escrito ¨Let’s eat¨.

Claw sentou em uma cadeira marrom perto da porta. Ele nunca havia notado como a cozinha era bonita. As paredes eram cercadas de balcões brancos e armários cinzentos. No meio, havia um balcão também branco, com a superfície de granito negro e limpo. Em cima do balcão central, estavam uma espécie de porta-colheres. Estava pendurado no teto, como um lustre. Era feito de metal e algumas colheres grandes e até pequenas panelas estavam penduradas lá.

–Oi Chica. O que você está tentando cozinhar?

–Hahahaha. Estou fazendo uma torta. Por falar, nisso, o que achou do avental? – Falou aproximando um prato com algo que parecia um pão deficiente.

–Legal. Do que é a torta? De carne?

–Morango. Prova! – E falando isso, enfiou um pedaço daquela coisa na boca de Claw.

–Não está tão ruim. – Disse Claw degustando – Se você comparar com carne queimada e mofada.

–Aff! Você só sabe me criticar! – Respondeu Chica desamarrando o seu avental e jogando-o no balcão central.

–Você prefere que eu minta?

–Eu prefiro que em vez de criticar sem parar, você me ensine.

–Mas eu vivo cozinhando com você!

–Mas você nunca me ensina nada! Você só diz o que eu tenho que fazer!

–Ok, ok... Vou pensar no seu caso. – Depois de dizer isso, Claw se virou e estava pronto para sair, mas Chica o puxou pela gola da jaqueta e o colocou cara a cara com ele.

–Não gaste tanto tempo pensando. Faça!

O rosto de Claw corava mais a cada segundo que ele estava ali. Para ele, Chica nunca fora tão assustadora, e ao mesmo tempo tão bonita.

–Cheguei em uma hora errada?

A voz era de Pandy. Imediatamente, Chica o soltou e os dois encararam a gestante, corados.

–Eu só vim pegar algo para comer. Um bolo ou... – Pandy estava praticamente babando.

–Nananinanão! – Disse Lucinda entrando e puxando Pandy pelo quimono vermelho. – Sem gorduras! Vamos fazer o ultrassom.

–Mas eu tô com fome!

–Mas você tomou café, lanchou, almoçou e lanchou de novo!

–Mas eu ainda tô com fome! – Disse Pandy com uma carinha chorosa.

–Ok, vocês podem fazer o jantar?

–Um jantar duplo? – Perguntou Chica. – Grávidas devem comer por dois, né? No caso da Pandy três, mas...

–NÃAAAAAAAO! NUNCA, JAMAIS, NEVER! Grávidas devem ter refeições equilibradas e variadas. Uma panqueca de frango com catupiry cairia bem. E uma vitamina de mamão.

–Saindo! – Respondeu Claw.

–Ok, vocês podem servir lá na enfermaria quando estiver pronto?

–Pode ser.

–Agora vamos, Pandy.

–Iie (Não)!

–EU NÃO FALO JAPONÊS! Vem logo!

E falando isso Lucinda saiu arrastando Pandy até a enfermaria.

–E então? – Perguntou Foxy.

Lucinda e ele estavam no escritório da doutora, esperando não tão pacientemente o resultado do ultrassom daquele mês.

–Eu me confundi. A menina que está escurecendo e possui algo triangular na cabeça. O menino está empalidecendo e tem algo redondo na cabeça. – Respondeu Lucinda examinando o resultado do exame – No sexto mês, as orelhas dos bebês já estão desenvolvidas, sabe? Eu não estou vendo nada na lateral na cabeça dos bebês, mas, nessa foto em que eu apliquei um pouco de zoom, vejo claramente uma orelha de panda no menino e uma orelha de raposa na menina. A pele eu só vou saber a explicação quando eles nascerem.

–Então a menina é uma raposa e o menino é um panda?

–Quase isso. Acho que serão parecidos com vocês agora. Partes animais e partes humanas. Só que os bebês são claramente feitos de carne. A pele não é de latão e as orelhas são de cartilagem. Seus filhos são mutantes.

–Tipo X-Man?

–Não.

–Ok, então.

–Estrela, preciso falar com você! – Gritou Claw.

Estrela estava dormindo em algumas almofadas velhas nos bastidores do Escritório do Detetive quando foi acordada pelo grito de Claw, que chegou correndo no local.

–O que você quer? – Perguntou Estrela enfiando a cara em uma almofada.

–Esse treco não é meio empoeirado para colocar na cara? – Indagou Claw sentando no piso velho ao lado de Estrela.

–Ok, você está certo. – Ela respondeu tirando a almofada do rosto e sentando enquanto tossia. – Posso saber porque você interrompeu o sono dessa pantera aqui?

–Olha, eu estou fazendo um plano pro aniversário da Chica, que é amanhã, só que eu acho que o Freddy não vai concordar e...

–Tô dentro. Qual é o plano?

–Eu quero fazer uma surpresa para ela. Chica me disse que sempre quis viajar para Orlando, Gramado e Tokyo e agora que somos humanoides, podemos tentar fazer réplicas nossas com ajuda do Mike e do Guaxe e esconder nossas partes animais para viajar!

–Claw, esse plano pode dar errado em tantos sentidos que eu não consigo contar com os dedos. – Falou Estrela olhando seus dedos negros e finos – Eu adorei!

Notas finais
Eu fiz um trailer pra fanfic, mas ele tá tão idiota que eu não vou colocar o link ;-;