E se fosse ao contrário?
40 A estante e o livro verde
Notas iniciais
Pandy estava deitada, e acabou dormindo abraçada com Foxy. Ao escutar um ruído, se levantou institivamente. O raposo fez o mesmo ao perceber o movimento da panda. O que eles viram, deixou os dois em choque.
Guaxe estava do lado oposto da maca, em pé e coçando a cabeça, confuso. Ainda estava todo quebrado, então mexia o braço com dificuldade, e de vez em quando ele travava. Não deu outra. Pandy empurrou a maca para o outro lado da sala, de modo que a pobre cama de metal acabou quebrada no fundo da sala.
Ao ouvir o barulho de metal se estatelando na parede, Guaxe virou para trás, á tempo de ver a panda eletrônica se jogar em cima dele.
¨Não pode ser ele...¨, pensou Pandy já se afastando, encarando aquele guaxinim espantada. ¨Ele está morto, naquela maca...¨.
Ao olhar a maca destruída na parede, ela voltou a abraça-lo.
–Mas...como? – Perguntou Foxy, que ainda estava paralisado com a cena.
–Nem me pergunte. – Respondeu Guaxe, finalmente correspondendo ao abraço de Pandy.
–Você tá vivo... – Ela choramingou de felicidade. – Eu achei que nunca mais... – Seus olhos estavam cheios de lágrimas, e de certa forma, aquilo comoveu Guaxe. Então ela se importava com ele?
–Eu achei que... – Tentou dizer Guaxe.
–VOCÊ NÃO ACHOU NADA! PORQUE PULOU DAQUELE PRÉDIO?! – Pressionou Foxy. – Você sabe o quanto a gente ficou preocupado?! O quanto a gente sofreu?! NÃO EXISTE SÓ NAMORADOS NESSA VIDA!
–Olha Foxy...
–EU NÃO OLHO NADA! OS OUTROS QUE VÃO OLHAR!
Foxy saiu correndo e foi procurar os outros. Lágrimas escorriam de seus olhos, mas ele fazia de tudo para disfarçar. Ele não podia chorar de felicidade por aquele...idiota!
–Guaxe está vivo! GUAXE ESTÁ VIVO!
O raposo saiu correndo por toda a pizzaria gritando isso loucamente, e todos corriam mais rápido ainda até o Backstage ao ouvirem a notícia. Quando percebeu que todos já haviam ido, Foxy parou de correr e começou a arfar, se encostando na parede.
Seu coração estava apertado, suas pernas queriam correr, sua boca não parava de sorrir, ele estava tonto. O que seria aquilo? Ele não sabia. Só continuou correndo até o Backstage. Ao chegar lá, todos estavam abraçados, chorando felizes, Estrela ameaçava socar Guaxe. Mais um dia comum na Pizzaria do Freddy.
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Charlie escutou vozes, e se levantou da sua confortável cadeira de veludo assustado. Contornou a escrivaninha de madeira de carvalho e passou pelo chão coberto por um tapete vermelho com detalhes dourados. Abriu a porta de madeira em um movimento brusco e foi andando atrás do som. Mas que diabos era aquilo?
Chegou no backstage, e aparentemente Guaxe estava vivo. Nada que o fizesse ficar feliz. Voltou para sua sala, e chegando lá, andou vagarosamente até sua estante de madeira fina e puxou um livro verde com detalhes brancos. A estante se dividiu em duas e uma escadaria de metal que levava a um corredor escuro se revelou. Agora, Charlie não poderia perder mais tempo, ele tinha coisas a fazer.
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