E se eu ficar?
21 Uma coisa leva a outra!
Notas iniciais
Uma semana se passou desde que tudo ficou resolvido entre Mike e Olivia, na prisão. Voight continua a desempenhar seu papel em busca de verdades, para que sejam postas à tona dentro da polícia. Sua rotina tem sido maçante, mas seus ânimos bem apáticos por sua vida amorosa estar indo por água abaixo. Durante toda a semana, Erin buscava reanimá-lo sempre que tinha oportunidade, tentando o ajudar a esquecer o que lhe recente acontecera. Na verdade ele terá que se conformar um pouco, com as escolhas aparentes de Olivia. Paciência e superação, o Sargento terá que encontrar em seu cotidiano.
Como já esta praticando indo em busca de respostas, Voight foi na companhia de Jay em busca de Ryan Michaels, ex-parceiro de Mike na Narc. Ambos tiveram sucesso ao localizá-lo saindo de um supermercado. O homem tinha 1,83cm de altura, cabelos castanhos claros, olhos verdes e obtinha uma tatuagem na parte interna do seu ante braço esquerdo; usava roupas diferentes das habituais e parecia estar se escondendo de algo. Logo, foi abordado na calçada, pelos dois, que instantâneamente o reconheceram por intermédio de fotografia que estavam em seus celulares.
— Ryan Michaels, o quê faz por aqui? — indaga Voight o intimidando pelas costas.
— Sigo minha rotina! E você, quem é? — logo se vira bem nervoso.
— Sou o Sargento Voight e esse ao meu lado é o Det. Helstead. — põe certa opressão no homem ao falar bravo ao olha-lo fixamente.
— Olá, senhores...! Digam-me o que querem com minha pessoa?! Já fui da Narcóticos da região, somos amigos e não tem por quê tanta desconfiança... — diz com certa tremura em sua voz ao revezar seu olhar entre o sargento e o detetive.
— Se você está tremendo assim, é porquê algo tem a nos esconder, não é Sr. Michaels?! — indaga Jay deixando transparecer em seu semblante uma desconfiança.
— Não! Sempre fui um policial exemplar... — ainda nervoso sob os olhares desconfiados dos dois.
— Jay, o melhor é levarmos para uma vista privilegiada que só nós conhecemos! Talvez, quem sabe, ele não diz algo sobre o passado. — o sargento o pega pelo braço fazendo que ele vá em direção ao carro que usufruía junto de Jay.
— Também acho, chefe! Então vamos fazer umas perguntinhas para ele, a principal, deixamos para o lugar especial que vamos, porquê " a vista" ajudará a refrescar sua memória! — sustenta um tom áspero segurando ao homem junto com Voight e acompanhando o trajeto ao veículo.
Na prisão, Mike não conseguia se sentir confortável em aceitar a idéia de que a demora nas investigações, podem influenciar em sua permanência encarcerado, por muito mais tempo — ocasionando assim, uma certa aflição em não acompanhar o início da gravidez de Olivia, de perto. Tentava, também, pôr a grande notícia sobre ser pai de gêmeos em seu cotidiano, com o intuito de sobreviver ha alguns resquícios de depressão que ainda lhe assombrava. Durante a sessão terapêutica com a Dra. Spivot, ele pôde falar de seus maiores segredos e medos.
— Mike, como você está reagindo a ideia de ser pai? Como isso está te influenciando, nessa última semana que passou? — indaga atentamente, sentada em uma poltrona à frente a dele.
— Dra. Spivot, me sinto assustado! Não que isso seja medo, mas aquela sensação boa de que terei duas vidas, que em suas veias, correm o meu sangue junto com o da Olivia... Terei sempre grandes preocupações com eles, mas sempre um amor firmado sem qualquer ruptura! — revela contendo ternura em sua voz.
— Sei que você é um homem bem criado e com valores fixados na família, passa por sua cabeça criá-los estando casado com a Olivia? — deixa transparecer nervosismo sobre sua voz suave.
— Não posso lhe responder a esta pergunta! — arruma sua postura sobre a poltrona, suspirando de levemente havendo tristeza em seu semblante.
— Por quê não pode me responder? — o olha um pouco preocupada.
— Não sei se estarei inteiro pra ela e eles, quando sair daqui! — a responde cabisbaixo. — Sinto que isso aqui irá me matar, antes mesmo de vê-los! — completa apontando o dedo indicador ao chão evidenciando o lugar que se encontra preso.
— Mike, eu quero muito que você seja forte! — leva uma de suas mãos à altura de seu coração — Quero muito ser sua amiga e estar sempre disposta a ajudar no que precisar, mas precisa ressuscitar aquele homem forte e destemido que sempre foi! — o encoraja de forma veemente.
— Estou sendo acusado de uma coisa que não fiz! Droga! Isso está matando, Chase! — desabafa entre soluços e lágrimas, que não consegue conter.
A Doutora logo se compadece e não resiste ao assistir a dor que ele transparece, se aproxima e ajoelha frente à ele — que mantém as mãos sobre seu rosto tentando esconder a intensidade de sua dor.
— Ei, Mike, vou sempre lhe ajudar! Quero que se mantenha calmo. Pense em seus filhos e na mulher que passou a te amar... — demostra carinho ao acariciar lentamente os cabelos dele, o acalmando.
— Obrigado, Chase! — junta suas mãos as dela. — Você tem sido muito importante em minha vida aqui, mal a conheço mas posso perceber, além da beleza, carrega um belo coração. — ameaça um singelo sorriso.
— Quero que saiba, mesmo que você saia daqui rapidamente, quero levar a nossa amizade além dessas paredes. Se assim, me permitir... — sente-se lisonjeada estampando um brilho em seu olhar ainda agachada na frente dele.
— Não se preocupe, Dra. Spivot! Se depender de mim, já estamos firmando uma ótima amizade! — beija as mão dela em forma de agradecimento.
Os momentos de aflição se amenizam, agora, cada um está em seus devidos lugares para a continuação da terapia. Mike só não contava com uma pergunta, em especial.
— Mike, você tem algum medo? — sustenta um ar misterioso.
— Tenho! — a responde vagamente.
— Qual seria ou quais seriam? — se coloca atenta ao semblante cuidadoso que ele transparecia e sobre sua resposta.
— Tenho medo de perder quem mais amo! — suspira sentido. — Eu não quero perder minha mãe. Ela está com câncer, não sei dizer se ela espera por mim ou se já partiu. — silencia e dirige seu olhar a um ponto isolado da sala e se deixa levar por seus pensamentos.
— Nossa, Mike! Não sabia! — fica surpresa. — Você obtém outro medo em que mais lhe assombra? — torna a indagar o observando atentamente.
— Sim! Tenho medo de fracassar com quem mais amo. Medo de fracassar ao traí-la seja em pensamento, fisicamente... E, em não corresponder as expectativas que põe em mim.. — torna a olha-la e desabafa.
— Mas esse ainda não é o seu maior medo. Tem algo a mais havendo o seu pai, Mike? — sustenta uma certa curiosidade.
— William Dodds pode virar apenas uma lembrança, para mim, mesmo estando vivo! Só não quero ser para a Olivia o que ele foi para a minha mãe, mesmo tendo o seu sangue correndo em minhas veias! — revela, deixando transparecer um pouco de raiva.
— Mike, quero que tome muito cuidado com Voight. Mantenha-se de olhos bem abertos! — ressalta cautelosamente.
Em um setor abandonado de obras em Chicago, Jay e Voight levam Ryan a um enorme edifício em construção, para terem àquela conversa "amigável". Ao trigésimo andar, tinham uma vista privilegiada do centro da cidade em uma altura muito grandiosa — o intuito era justamente usar esse local de modo favorável, fazendo assim, uma certa pressão para que Ryan responda certas perguntas sobre seu passado da Narcóticos. Os três se encontravam em meios de materiais velhos e escombros.
— Mas que diabos estamos fazendo aqui? — olha ao redor estranhando o local.
— Ryan, lhe trouxe aqui para conhecer o local mais acessado pelos bandidos, informantes e bundas moles, como você, com o objetivo de arrancar umas coisinhas do passado. A visão realmente ajuda e a altura, também! — diz o sargento em tom irônico o olhando seguir até o fim do local que estavam, onde não havia proteção alguma.
— Ei, cuidado! Estamos no trigésimo andar e o que lhe aguarda é uma queda livre. Não quer se matar agora, não é Ryan?! — grita Jay ao lado de Voight.
— Uou! Realmente é melhor sair daqui! — grita o homem na beirada do local ao olhar para baixo e se espantar com a altura.
— Mas como você já foi ao ato final que estava preparando se não falasse o que eu quero saber, então vamos começar as perguntas. — diz Voight permanecendo em seu lugar ainda desferindo um olhar muito bravo para Ryan.
— Então, o que querem me perguntar sobre a Narcóticos? — vem andando de volta em direção a eles.
— Queremos saber, há quanto tempo você trabalhou ao lado de Mike Dodds e como era sua convivência com ele? — indaga Jay.
— Éramos muito próximos! Trabalhamos disfarçados em múltiplas operações, durante uns cinco anos! Mas, por quê o interesse no Dodds?! — se sente incomodado e se mantém afastado.
— Ei amigo, deixa que nós fazemos as perguntas! — o sargento sustenta um tom áspero ao se aproximar dele lentamente.
— OK! — compreende meio nervoso com medo da aproximação do Voight!
— Bem, Ryan, quem era seus chefes na Narc? — insiste o detetive demostrando certa impaciência.
— Sobre isso, eu não sei se posso dizer... — sorri alternando seu olhar entre a paisagem e aos dois, disfarçadamente.
— Você não quer dizer ou ainda faz favores a um deles? — o sargento altera seu tom de voz.
— Não, Voight. Não é isso! — ressalta cabisbaixo.
Jay fica impaciente e parte pra cima de Ryan, o arrastando ferozmente à beirada do local abandonado, ameaçando joga-lo. Voight fica os observando do mesmo lugar que está, sem interrompê-los.
— Acho melhor você nos dizer, Ryan! Não sou um policial muito paciente, já deve ter percebido isso... — se exalta segurando ele pela gola da camisa, o mantendo de costas à beirada do precipício.
— Eu sei... Eu sei, Helstead! — o segura pelos braços com bastante pânico e evitando olhar para baixo.
— Responde! — grita e o sacode, ameaçando solta-lo. — Quem eram os seus chefes? — completa muito bravo.
— Eu vou falar, tá bom?! Vou dizer! Mas eu não quero morrer. Me tira daqui, cara! — suplica muito assombrado sob lágrimas, com um de seus pés na ponta, escorregando lentamente.
— Jay, traz esse cagão aqui! Não aguento mais ver esses caras barbudos e velhos chorando! — grita de longe.
Jay tira Ryan da beirada e vai o empurrando até que chegar à frente do sargento.
— Comece a dizer! — o detetive o empurra por trás.
— O Comandante Fischer e o chefe da UVE de Manhattan, William Dodds, trabalhavam conosco! — revela muito ofegante.
— Um deles te ajudaram na sua soltura, quando você vendia as drogas apreendidas do local onde trabalhava disfarçado junto do Mike e, automaticamente, a traficava? — questiona o sargento o pressionando pelo olhar.
— Voight, você sabe se eu te disser tudo corro risco de não estar vivo, amanhã! — ressalta o homem com um semblante assustado.
— Posso levar esse seu lembrete, como um "sim"? — torna a questioná-lo tentando arrancar mais informações.
— É...! — o responde brevemente.
— Nós iremos lhe dar a proteção necessária! — ressalta Voight calmamente.
— Mas ai de você se não estiver contando a verdade para nós, por quê eu vou adorar empurra-lo e vê-lo ter uma queda em tanto até o chão! — Jay o amedronta ao aproximar-se pelas costas do homem, intimidando-o e sussurrando na altura de seu ouvido.
O celular de Voight vibra no exato momento em que estava interrogando Ryan. Displicentemente, o sargento se afasta deixando Jay coordenar o interrogatório e vai ver o que se trata — em seu aparelho contém duas mensagens, uma de Erin e outra da Dra. Spivot.
" Voight, preciso que venha até a inteligência. O resultado da perícia sobre as assinaturas de Mike nos documentos de soltura do Ryan, já estão prontas."
" Hank, precisamos nos encontrar. Há coisas que estão acontecendo e não estou podendo evitar. Não demore a me retornar, é urgente!"
Após ler as mensagens, releu ambas por mais umas três vezes — ficando pensativo com olhos fixos e arregalados ao celular.
As notificações mudarão o rumo da historia! Há duas responsabilidades em que ele terá que lidar, mais ainda. E agora, Voight, o que irá fazer?!
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