E se eu ficar?
19 Bem próximos
Notas iniciais
Olivia ficou pasma ao saber que a mãe de Mike se encontra muito mal de saúde. Desde a última visita de Erin, não parou de pensar a respeito de como isso pode intervir e mudar toda a vida do pai de seu filho. Ela sabe muito bem que essa ocasião irá lhe manter mais próxima dele — provocando um afastamento automático de Voight. Isto está lhe deixando confusa e, ao mesmo tempo, com medo, por essa possibilidade já se fazer presente. Teme a mudança que sua vida está tomando. Lentamente está percebendo a transformação trazida pela criança que carrega em seu ventre — de forma providencial, alimentando um sentimento que estava muito vivo em seu coração — antes mesmo desse acontecimento. Sim! Ela está amando o Mike e não sabe explicar como lidará em deixar transparecer esse sentimento. Olivia está temendo machucar Voight por ter prometido a ele seu coração. A tenente está juntando alguns pedaços de sua vida amorosa, tentando assim ancorar seu coração. Mas precisará de alguém em especial com quem contar, desabafar e ajudar a ir em busca desse feito.
Era uma manhã de sábado. Clima muito agradável para um passeio matinal. Enquanto caminhava com o seu primogênito ao carrinho pelas vias internas do Central Park, Olivia sentia o quanto era bom e importante ter seu tempo livre junto dele — podendo assim sentirem a brisa dos ventos e o ar puro que as árvores exalavam, baterem por ambas suas peles — coisa em que ela mais sentia falta em fazer. Depois de alguns minutos percorrendo ao imenso parque e vendo atrações que continha nele, pode achar um cantinho de sombra, abaixo de uma linda árvore; o lugar parecia bem reservado aos dois — aproveitou e pôs um pequeno pano quadriculado sobre a grama. Ali, ela e Noah passariam seu tempo descansando e aproveitando a vista da natureza.
Já, bem acomodados, Olivia sente o celular vibrar em seu bolso, enquanto lia um livro de histórias para Noah. Logo, o pega e vê a notificação que avisava que havia uma mensagem de texto de um número desconhecido.
"Olá, Liv! Vejo que está aproveitando muito bem esse dia ensolarado."
Ela observa bem a sua volta um pouco desconfiada pensando haver alguém lhe observando. Então, surge uma outra mensagem.
"Vejo que o Noah está muito lindo. Nossa, como ele cresceu!" — ainda sem remetente.
Há um misterioso em sua volta. Olivia continua bem desconfiada, como ela não anda desarmada, resolveu pegar a arma em sua bolsa que ficava abaixo do porta-objetos do carrinho de Noah. Lá vem a terceira mensagem.
"Nada de armas! Sei que você sempre foi durona, mas em sua folga, ainda sim, não a deixa em casa?"
A tenente resolve responder, mesmo assim reveza entre digitar a mensagem e observar ao redor.
"Quem é você e o quê quer de mim?"
O misterioso a responde.
"Vire-se!"
Olivia, mesmo com Noah sentado em suas pernas, vira todo o seu tronco e pescoço, obedecendo a mensagem. Quando de modo oportuno, avista Nick de óculos escuros e muito sorridente se aproximando. Ela não perde a oportunidade e vai ao encontro dele levando Noah em seu colo — o pequenino sorri reconhecendo o ex-detetive. Os três se abraçam calorosamente, transmitindo tamanha saudade.
– Nick, que falta você me faz! — diz emocionada sustentando um sorriso escancarado, com uma de suas mãos apoiada ao ombro dele.
– Não posso nem imaginar, Liv! Nossa! Eu senti saudades de você, Fin, Amanda e até do Carisi, aquele tonto! — sorri e em seguida distribui um singelo beijo ao rosto dela.
Os três vão se aproximando perto da sombra onde os pertences estavam. Eles se assentam e continuam a conversa.
– Me desculpa pelas mensagens enigmáticas. Não queria lhe assustar, e sim fazer essa surpresa. — confessa meio arrependido, com Noah assentado entre suas as pernas o deixando brincar com dedos de suas mãos.
– Tudo bem, Nick! — compreende acariciando o braço dele.
– Olivia, eu passei la na delegacia mais cedo e Fin me disse que está grávida. É, verdade?! — sustenta um semblante surpreso e feliz.
– É sim, Nick Amaro! Meus tratamentos deram certo e você será um titio em tanto! — brinca ao contar com entusiasmo recostando sua cabeça ao ombro dele.
– Não sei se digo se estou surpreso ou feliz. Melhor: Eu estou incrivelmente em êxtase! — sorri e dá um beijo a testa de Olivia aproveitando o apoio da cabeça dela ao seu ombro.
– Sabe Nick, muitas coisas aconteceram depois que você foi embora. Eu fiquei muito mal pela sua saída e não promoção a sargento, por ter levado um tiro... Enfim, me senti muito só! — confessa entristecida o olhando diretamente.
– Eu sei! Me desculpe por não ter ficado...- a responde cabisbaixo, encostando seu nariz a cabeça de Noah e, em seguida, o beija.
– Queria ter batalhado mais para lhe convencer a ficar comigo, mesmo depois de tudo. — põe a mão ao queixo dele erguendo o rosto dele para que torne a olha-la.
– Liv, eu queria ter ficado, de verdade! Mas sentia saudades do Gill e da Zara. Estava necessitando de um recomeço perto deles, não iria ter mais chances aqui de crescer... — torna a fixar seu olhar ao de Olivia relembrando o que havia dito a ela em sua despedida.
– Você me deu ótimos ensinamentos de como é ter uma família. Nick, eu te amo tanto! — diz emocionada e não demora muito aos primeiros vestígios de lagrimas banharem seus olhos.
– Ei! Somos amigos para sempre, esqueceu?! — sorri e a envolve com um de seus braços a aproximando pra perto de si.
– Nick, você pretende ir embora rapidamente? — recosta gentilmente sua cabeça no ombro dele, olhando para a linda vista que estava em sua frente.
– Vim revê-la, matar a saudades daqui de NY e aproveitar uns dias. Por quê? — indaga tentando fixar seu olhar junto ao que ela também avistava.
– Se não for pedir muito, quero que me faça companhia! Preciso de alguém para que eu possa conversar sobre meus medos, indecisões... Sinto que você veio em boa hora! — revela.
– Eu fico quantos dias você precisar! — dispara alegremente.
– Quero que fique pra sempre, seria possível? — se afasta um pouco desferindo seu olhar persuasivo esperando por uma resposta positiva.
– Já não estou aqui?! — brinca sinalizando positivamente com a cabeça pegando em uma das mãos dela.
– Eu sei que sempre estará a me ajudar. Eu insisto em lhe dizer: Eu te amo, Nick Amaro! — pega a mão dele e logo a beija.
– Eu te amo, mais ainda, Liv! — retribui o carinho pregando a mão dela e beijando.
Bem, um sábado lindo em que fazia, pedia sim muitas surpresas e reencontros. Muitos aproveitam para fazer seus programas favoritos. Enfim, para a Dra. Chase Spivot, seu compromisso estava firmado com a penitenciária de segurança máxima de Chicago. Por ser muito bonita, logo quando chega ao local, todos os presos param o que estavam fazendo ao pátio para se segurarem nas grades e fixarem os olhos na loira. É, bem verdade, que ela tinha os olhos azuis marcantes e sedutores, dona de um corpo saudável — era possível deduzir o quanto ela de dedicava à academia de forma exemplar. Mike estava na companhia do carcereiro, ambos estão destacados da multidão que logo se aglomerou.
– Mike, o quê será que eles se ajuntaram na grande para olharem com tamanha pressa? — indaga o homem olhando para a multidão e ao mesmo tempo apontando.
– Sinceramente, eu não sei! Fiquei curioso, acho que também irei lá para saber... — olha o alvoroço todo instaurado à grade.
– Mas... hoje não seria o dia que a bela Dra. Spivot daria o ar de sua graça? — o olha sorrindo e empolgado.
– Por isso esse alvoroço todo! Amigo, será que esses homens não têm esposas? O diretor não permite visitas íntimas? — brinca.
– Meu rapaz, o diretor permite! Sendo que a nova psicóloga é um espetáculo de mulher, ocasionando tudo isso. Pelo jeito ela deve ter chegado. — torna a olhar para os homens que permaneciam em tamanha empolgação.
– Esses literalmente nunca viram uma bela mulher. É amigo, a ala da psicologia estará sempre cheia e posso até ver a demora em chegar a minha vez a ser consultado. — suspira demostrando frustração.
Horas mais tarde, Chase acabava de ter uma longa conversa com o diretor do presídio. Mike já estava situado em sua cela como de costume. O carcereiro deu uma incentivada na doutora para que fosse, junto de sua pessoa, até a ala da cela do ex-sargento. Como são solitárias, ela não corria o risco de receber cantadas e algumas gracinhas — devido as celas serem bem fechadas possibilitando aos presos apenas ouvirem alguns sons. Mike decide se exercitar fazendo flexões ao chão de sua cela, procurando manter sua boa forma — como estava de macacão, tirou a parte de cima abaixando até a cintura, deixando sua boa forma física amostra. Ele ouve, entre uma série e outra, que passos suaves eram dados por sapatos de salto alto estavam próximos de sua cela. Por uns instantes, ouve o barulho de chaves, era carcereiro junto dela — abrindo sua cela, inesperadamente.
– Mike, eu vim lhe apresentar a Dra. Spivot... — o carcereiro o olha ao chão fazendo os exercícios.
– Olá, Dra. Chase! Sou Michael William Dodds, me chame de Mike. — continua fazendo suas flexões.
– Como vai, Mike! Não queria atrapalhar sua séries de exercícios, sei o quanto é frustrante por quê também me exército. — compreende sustentando uma voz doce e simpática.
– Mike, filho, você não vai nem olhar para a Dra. Chase? Pedi para que ela viesse lhe ver para poderem bater um papo rápido. — o carcereiro o chama a atenção.
– Claro que sim! — logo fica em pé a frente dela completamente suado.
– Vejo que está em ótima forma, Mike. — não disfarça ao reparar a boa forma do ex-sargento, percorrendo seus olhos por todo o seu corpo.
– Obrigado! — a agradece sorrindo. — Você não ligará se eu não lhe cumprimentar com um aperto de mão, já que estavam ao chão... — brinca, automaticamente amostrando a palma de sua mão.
– Deixemos isso à parte, quando estivermos a sós em meu consultório. — sustenta uma voz delicada seguindo de um sorriso.
– A propósito, os presos tinham razão em estarem alvoroçados em te ver, doutora. — se deixa levar pela beleza que ela contém a olhando diretamente.
– Vou compreender como o seu elogio, em particular. — o responde lisonjeada não deixando o belo sorriso escapar de seu rosto.
O carcereiro sente que a atmosfera vai mudando de figura, lembrando que Mike ama Olivia, incondicionalmente, resolve interromper evitando problemas.
– Não queria acabar com a nossa reunião, mas é hora de irmos Dra. Chase. — diz o olhando ao relógio.
– Precisa ser neste exato momento? — indaga Mike descontente.
– Precisa! Temos que continuar a ver outras alas... me desculpe, Mike! — o afasta do portal para que feche a cela.
– Mike, nos veremos sempre! Foi um prazer lhe conhecer! — a doutora o agradece no momento final em que o homem fecha a cela.
Fale com o autor