E de repente Um Amor

9 Capítulo 9 - Só hoje


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Anne

A praia foi boa por um lado, mas descobri que eu não consigo viver sem o Pedro, por mais triste que eu estava, talvez seja apenas momento, talvez lá pra frente eu realmente consiga viver sem ele, eu tinha que esperar por notícias dele, só isso.

Pedro

Meu plano pra trazer a Anne de volta pra mim estava pra funcionar, conversei com a Carol e ela me disse que já tinham voltado de viagem, ou seja, hora de por o plano pra funcionar.
Peguei meu celular e mandei uma SMS para a Anne dizendo:
‘’ Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito
Nem que seja só pra te levar pra casa
Depois de um dia normal… ‘’
Também pedi para que a Alicia levasse a Anne até a praça.

Anne

— Vamos Anne, vamos comigo até a praça.
— Não Alicia, aquela praça só me trás lembranças do Pedro.
— Por favor, Anne, faz esse favor por mim?
— Tá Alicia, ok, eu vou com você, mas tem que ser rápido.
— Tá bom.
Peguei minha bolsa, e meu agasalho, saímos de casa e logo recebo uma SMS do Pedro.
— Alá viu, é só falar do santo, que me aparece uma SMS dele.
— Não vai abrir a SMS?
— Não sei, acho melhor não. Vou exclui.
—Não! Quer dizer, não faça isso sem antes ver o que está escrito.
Alicia rapidamente pegou meu celular e abriu a SMS.
— Tome lê ai Anne.
Li a SMS, fiquei sem reação, não sabia o que comentar, nem o que falar, nem o que responder, não sabia nada.
— E ai Anne, o gato comeu sua língua?
—Não… Não, é que, é… A gente pode continuar andando?
— Ok, senhorita mistério.
Estávamos passando na frente de uma floricultura quando ouço alguém me chamar.
— Anne…
Viro-me e vejo que é uma mulher que trabalha ali mesmo, na floricultura.
— Você é a Anne?
— Sim sou eu.
— Aqui, pediram para que eu te entregasse.
A mulher me entregou uma pequena muda de flores junto ao um bilhete onde estava escrito:
‘’… Olhar teus olhos de promessas fáceis
E te beijar a boca de um jeito que te faça rir… ’’
— O que está escrito ai Anne?
— Nada Alicia, nada.
— Como nada? Pra você dar esse sorrisinho, alguma coisa tá em escrito.
Mostrei o bilhete para a Alicia e pedi para que guardasse. Continuamos andando e fiquei pensando se era mesmo o Pedro que havia me mandado isso. Logo em seguida um menino me para.
— Ei, posso te dar um abraço?
— O que?
— Em troca te dou esse bilhete.
Eu o abracei e o menino me entregou o bilhete que só me deixava mais curiosa:
‘’… Hoje eu preciso te abraçar…
Sentir teu cheiro de roupa limpa…
Pra esquecer os meus anseios e dormir em paz… ’’
Ao ler o bilhete puxei a Alicia e sai correndo até a praça, onde tinha um cartaz enorme, escrito com as letras de jornais e revistas.
‘’… Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua!
Qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria…
Em estar vivo… ’’
Quando olhei para o lado na cafeteria e no menu estava:
‘’… Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar…
Me dizendo que eu sou o causador da tua insônia…
Que eu faço tudo errado sempre, sempre… ’’
Eu estava quase chorando, entrei na cafeteria, e todos que estavam lá começaram a cantar:
‘‘… Hoje preciso de você
Com qualquer humor, com qualquer sorriso…’’
Em seguida abriram um espaço para que alguém saísse de trás, e lá estava o Pedro, o meu Pedro, tocando violão e cantando o ultimo pedaço da música:
‘’… Hoje só tua presença
Vai me deixar feliz
Só hoje.’’
Todos começaram a aplaudir, e ele virou o violão, onde tinha uma plaquinha pequena e com sua letra escrito:
‘’ Volta pra mim? ‘’

Pedro

Ela colocou a mão em seu rosto, abaixou a cabeça, tirou a mão do rosto, levantou a cabeça, e disse:
— Ainda tem dúvidas?
Soltei o violão, e ela pulou em meus braços, eu a abracei como se nunca quisesse soltar, e fiz um pedido:
— Nunca mais vá embora, tá bem?

Anne

— Se eu soubesse que você me faria tanta falta, eu nunca teria ido.
— Princesa — Disse ele sorrindo – A vida é cheia de segredos, não dá pra aprender todos de uma só vez.
— Eu te amo.
— Eu também te amo.
Todos em nossa volta bateram palmas e em seguida muitos vieram nos cumprimentar. Sem sombra de dúvidas o Pedro é um louco.

Pedro

Passamos a tarde juntos, até que a Anne recebe uma ligação. Ela me pareceu bem aflita ao desligar o telefone.
— O que foi Anne?
— Meus pais…
— O que tem eles?
Chorando ela me responde.
— Eles sofreram um acidente de carro, voltando de viagem e estão no Hospital.
Eu a abraço e pergunto:
— Quer que eu te acompanhe até o hospital?
— Se importaria?
— Claro que não.
Pegamos nossas coisas, e corremos até o hospital.