E Se Vc Não Lembrar?
60 Capítulo 60-
Notas iniciais
Me diga você já dançou com um vampiro sob a luz do luar??? (Lucy Povs)
Eu havia acabado de chegar em Montreal, as nuvens cobriam o céu anunciando a chuva que estava por vim, estacionei o carro em frente a pequena lanchonete que havia na beira ao lado de um hotel, provavelmente aonde eu iria me hospedar.
Assim que entrei na lanchonete pude sentir um clima diferente, eu estava me sentindo livre, era como se estivesse fora de tudo aquilo que me parecia apenas uma loucura.
Me sentei numa mesa perto da janela, olhando o menu, enquanto eu encarava as opções para meu almoço, notei que a porta se abrira, e de repente um flash disparou em minha mente, e eu voltara a uma noite numa lanchonete aonde dois rapazes entraram pela porta, e então só agora me dei conta eles também eram vampiros, eu realmente devia estar enlouquecendo.
- Senhorita... Garota??? A garçonete me despertou enquanto me chamava
- Ah, Desculpe... Eu disse voltando-me para o menu novamente
- Então o que você vai querer? Ela me perguntou
- Hmm vejamos, acho que o sanduíche com um suco esta ótimo. Eu pedi
- Ok, aguarde um pouquinho que já volto com seu pedido. A garçonete gentil respondeu e retirou-se indo para o balcão .
Olhei em volta e notei que a lanchonete estava vazia, quase não havia ninguém ali,apenas eu e mais um homem que estava sentado numa mesa ao fundo, solitário, ele bebia uma taça de vinho tinto, enquanto parecia estar lendo um livro grosso de capa preta.
Ele me parecia o tipo de cara que realmente precisava de companhia, mas não me atrevi a levantar minha vida já estava uma loucura para arrumar um romance agora, e alem do mas eu ainda amava o vampiro da minha vida.
- Ele vem sempre aqui? Eu perguntei a garçonete enquanto ela me servia o pedido
- Acho que quase todas as noites, e ele sempre pede aquela taça de vinho, e senta-se naquela mesa. A garçonete respondeu encarando o homem que continuava com o rosto abaixado e entretido no livro.
- Obrigada ... Eu agradeci enquanto observava o misterioso homem com o livro.
- Talvez você queira aproximar-se e conversar com ele, coitado acho que não tem família, ou alguém para conversar, sei lá... A garçonete sugeriu.
- Sei lá acho que ele não gostaria de ser incomodado. Eu respondi
- Mas que tal você apenas dizer oi, vi que acabou de chegar na cidade, talvez fosse bom ter alguém para acompanha-la para o hotel quando sair daqui. A garçonete sugeriu sorrindo.
- Ok, apenas um oi. Eu respondi
Tomei coragem segurando meu suco nas mãos, e me levantei aproximando-me da mesa do misterioso homem que pareceu nem notar que eu me aproximava pois continuava concentrado em sua leitura, quando eu comecei a me
sentar, ele levantou o rosto, me supreendendo, mas antes que eu pudesse fugir também, ele me segurou pelo braço.
- Porque não se senta? Ele disse delicadamente
- Não posso... Eu gaguejei
- Talvez você possa me explicar como sabe da nossa existência.. Ele respondeu num tom mas ameaçador.
- Não se preocupe, nunca me atreveria a por vocês em riscos. Eu respondi
- Mas você ainda não me disse como sabe da nossa existência ? Ele voltou a me indagar
Mas naquele momento eu estava fascinada com sua beleza, ele era realmente encantador, ele era branco como a neve, e notei que ele era completamente diferente dos outros vampiros que eu conhecera, ou pelo menos daqueles que eu me recordava, ele tinha imensos olhos azuis que variavam num tom violeta, seus lábios eram tão tentadores como os de Edward, mas o que havia de diferente nele eram as imensas tatuagens que desciam pelo seu rosto, emoldurando-o até os ombros, eu nunca havia visto nenhum vampiro assim, e antes que eu pudesse dizer mas alguma coisa, ele fizera com que tudo a nossa volta congelasse, e ele então moveu-se rapidamente para o meu lado.
- Será que agora pode me dizer quem é você? Ele me indagou
- Eu sou ....gaguejei.... Lucy Amber e você? Eu respondi ainda tremendo por toda aquela demonstração de poder.
- Deixe-me apresentar sou Lord Henry Fiztroy, á sua disposição.Ele disse beijando-me a mão delicadamente, todos os pelos do meu corpo pareceram se eriçar......
- Agora me responda como sabe sobre nossa existência? Ele voltou a me perguntar
- Podemos dizer que me envolvi demais, e para te falar a verdade eu ainda não pude assimilar bem a existência de vocês. Eu respondi nervosa.
- Você não seria uma delas? Ele me indagou
- Delas quem?? Eu perguntei curiosa
- È que há algum tempo eu cruzei com grupo de caçadoras de vampiros, e acabei com duas delas, por isso pensei que elas tivessem atrás de vigança. Ele respondeu me encarando, enquanto ele fazia tudo voltar ao normal, as pessoas descongelaram e continuaram como se nada houvesse acontecido.
- Como você fez isso? Eu o indaguei surpresa..... mas ele não me respondeu
- Não acredito nisso, voltei examente para onde eu não queria, sai da cidade para poder assimilar toda essa história de vampiros e tal, e boom, venho para outra cidade e encontro outro vampiro, pra piorar você ainda vem me dizer que temos um grupo de caçadoras de vampiros, daqui a pouco vai me dizer que fadas, duendes, anões e lobisomens existem, desse jeito eu concerteza vou surtar .Eu resmunguei
Encarei Henry e ele sorria sarcasticamente me fitando, provavelmente se perguntando porque eu estava tão pirada daquele jeito, eu duvidava mas se ele tivesse o dom de ver a vida das pessoas, concerteza ele já sabia tudo do que eu estava fugindo, mas se ele sabia de alguma coisa não ousou dizer nada
- Bom tirando o fato de anões e lobisomens existem também, posso lhe dizer que fadas e duendes são meras ficções humanas. Ele disse sorrindo
- Bem que eu desconfiava que havia muito mas coisa... Eu retruquei
- Vejo que deixou uma família para trás, não acha muito perigoso estar por ae sozinha... Ele disse me encarando ameaçadoramente.
- Sim, mas acho que eu preciso desse tempo longe, longe de vocês e longe de todo esse mundo que devia ser fantasia. Eu resmunguei me levantando.
- Entendo, vou deixar você ir, mas tome cuidado a cidade está perigosa. Henry me alertou.
Me levantei indo em direção ao balcão para poder pagar, porém Henry me surpreendeu deixando um rolo de dinheiro em cima da mesa antes de sumir, então virei-me e sai pela porta observando o estacionamento vazio, deserto não havia mas ninguém, somente a minha caminhonete estava lá, caminhei até o carro, ainda fascinada com aquele vampiro, eu nunca havia visto nenhum igual a ele, concerteza agora eu devia estar enlouquecendo.
Após aquela conversa nada comum, eu me apressei em sair dali, entrei na caminhonete enquanto tentava voltar a respirar, e me dirigi ao centro da cidade rapidamente, eu não costumava dirigir naquela velocidade,mas estava tão afobada com o fato de haver outro vampiro tão perto de mim, que acabei enfiando o pé no acelerador , busquei por algum hotel no centro, um em especial me chamara atenção, Hotel Blood Love, eu realmente devia estar pagando algum carma, só me faltava o atendente ser um vampiro também, eu devia estar paranoica, respirei fundo quando notei que todos ali eram humanos, simples mortais como eu.
O choque de tudo o que havia acontecido ainda não havia passado, eu ainda não conseguia aceitar o fato de estar apaixonada por um ser sobrenatural, um ser que era para ser apenas fruto da nossa imaginação, mas não após conhecer Henry, notei que realmente eu não podia estar mas enlouquecendo, me sentei na cama, enquanto jogava minhas malas sobre o pequeno sofá que estava ao lado da cama, enquanto pensava em todos os acontecimentos, me deixei sentir a brisa fresca que entrava pela janela da varanda aberta no quarto, que era imenso, com papéis de paredes florais antigos, e alguma decoração que me remetia a época medieval, me levantei pegando uma blusa de algodão, e um short e entrei no banheiro de azuleijos pretos,com uma pequena banheira, enquanto a banheira enchia, flash de lembranças invadiam minha mente, fazendo com que minha cabeça latejasse com a dor,eram flash de um acidente trágico numa estrada, eu demorei a fazer a conexão,até que notei que a garota ensangüentada no volante era eu mesma, eu finalmente estava me recordando do meu acidente.
Entrei na banheira mergulhando na água quente, enquanto sentia meus músculos relaxaram, encostei a cabeça numa toalha e fechei meus olhos por algum segundos, de repente fui surpreendida por uma gargalhada daquelas que causam arrepios pelo corpo todo, saltei de dentro da banheira, e me enrolei na toalha, concerteza devia ser mas alguma das minhas alucinações, me vesti saindo do banheiro, e resolvi que dormir concerteza seria a minha melhor opção.
Me joguei na cama, afundando a cabeça no travesseiro quando fui surpreendida por aquela voz doce e encantadora
- A vista da cidade é fantástica não...!!! A voz doce falou
Saltei da cama e então notei uma silhueta sentada na janela da varanda, logo reconheci era Henry, mas o que ele queria comigo no meu quarto, pude sentir meu corpo tremer naquele momento,quando me percebi sozinha com um vampiro em meu quarto, mas alguma coisa me dizia que ele não me faria mal, então tentei não demonstrar meu nervosismo, me sentando na cadeira que ficava no canto da varando,enquanto Henry estava sentado na sacada da varanda, com o corpo livre, pensei em como ele poderia cair dali, mas recordei-me que provavelmente ele só sofreria alguns arranhões que se curariam imediatamente, por algum motivo eu estava me sentindo a vontade com ele.
- O que você quer comigo? Eu o indaguei
- Podemos dizer que lhe achei ao menos interessante.. Henry respondeu sorrindo
- Interessante como? Eu perguntei temendo por sua resposta.
- Calma, não vou machuca-la nem fazer nada que você não deseje. Ele respondeu
- Mas porque você está aqui? Eu perguntei
- Bom podemos dizer que tenho meus motivos, e algumas perguntas..Henry disse enquanto pulava dentro da varanda sentando-se na cadeira a minha frente, me fitando com seus olhos sedutores.
- Então diga o que quer saber? ...Apesar de saber que corria perigo, de alguma forma eu me senti tentanda em saber sobre aquele vampiro tão diferente de todos os outros, até mesmo dos Cullens.
- Primeiramente seus pensamentos não nada comuns ao de uma humana... Ele resmungou entre um sorriso e me encarou
- Pensei que vocês vampiros não pudessem me ouvir, quer dizer meus pensamentos, nenhum outro vampiro conseguira ... Eu resmunguei o encarando curiosa
- Quer dizer o que eu consigo ver não são bem pensamentos, entende eu não ouço, eu vejo seus pensamentos, deve ser por isso que consigo superar seu bloqueio. Ele respondeu sarcástico
- Hmm, curioso... Eu sussurrei enquanto sentia meu corpo estremecer com o fato dele poder enxergar e saber o que eu estava pensando.
- Mas o que você quer comigo exatamente?? Eu o indaguei começando a ficar nervosa por estar sozinha com um vampiro novamente, ainda mas não sendo Edward.
- Como eu lhe disse lhe achei interessante, nunca antes senti uma humana com um cheiro tão tentador, mas não se preocupe não planejo mata-la, e com uma mente tão curiosa como a sua, e lógico o fato de você ser uma das poucas que sabe de nos, e esta viva para contar. Henry fora enfático em sua explicação.
- Mas eu não quero me envolver com mas nenhum vampiro no momento, tudo que eu preciso é ficar sozinha, para poder me recordar de tudo que me aconteceu desde que me envolvi no seu mundo, e para poder entender que sentimento é esse que tenho por um ser que devia ser apenas fantasia das nossas mentes, é algo que não me deixa respirar quase, não pode ser amor, acho que ele deve ter me enfeitiçado... Eu desembestei a falar enquanto minhas mãos transpiravam de nervoso.
De repente as mãos gélidas seguraram as minhas entre as dele, fazendo com que todo o meu corpo estremecesse como um terremoto, o encarei e seus olhos azuis violetas me fitavam, ele tinha um sorriso que iluminava tudo a sua volta, e por alguns segundos eu podia jurar que vira suas marcas que lhe emolduravam o rosto perfeito brilharem que nem estrelas.
- Quem você é??? Eu sussurrei fascinada por aquelas marcas.
- Você deseja mesmo saber, pensei que você quisesse distancia de vampiros. Ele me respondeu caminhando para dentro do quarto, sentando-se num pequeno sofá que havia no canto do quarto ao lado da cama de madeira entalhada do século XVIII.
- Talvez não seja uma má idéia, quer dizer talvez você faça com que eu consiga entender tudo que esta acontecendo. Eu resmunguei me sentando na cama.
- Podemos marcar para amanha, acho que você precisa dormir, as vezes me esqueço que vocês humanos precisam descansar. Ele disse levantando-se, mas a curiosidade que me tomava era maior do que qualquer coisa, havia uma sensação dentro de mim que me dizia que eu precisava daquilo para poder entender o amor que eu sentia por Edward Cullen.
Me levantei e o segurei pelas mãos gélidas, e pela primeira vez eu não sentira o medo e nem rancor tomarem conta de mim, naquele segundo eu quase pude sentir em minha pele, as mãos gélidas e o toque suave e extremamente cauteloso de Edward, senti meus olhos marejarem, mas rapidamente segurei as lagrimas, voltando a fitar Henry que me encarava deixando transparecer uma dor quase que indescritível em seus olhos azuis.
- Fique e me conte sua historia. Eu pedi
Ele sentou-se novamente no sofá, e se acomodou, concerteza ele teria muita coisa para contar, eu estava completamente fascinada e sem sono, era como se eu não precisasse dormir, eu precisa ouvir a historia daquele vampiro tão incomum.
- Então posso pedir que tragam uma taça de vinho para nos dois ? Ele me indagou, apesar de eu não costumar beber, pensei que mal faria tomar uma taça.
- Claro porque não.. Eu indaguei
Não demorou muito para que o serviço de quarto chegasse com o vinho e as taças, Henry nos serviu, e então voltou-se a se encostar no sofá.
Eu concerteza só podia estar enlouquecendo, fugira de Edward e toda sua família, que eu tinha certeza que me amavam, para estar sentada numa noite de lua cheia, num quarto de hotel com outro vampiro que eu nunca vira na vida.
- Posso lhe perguntar algo primeiro ? Eu o indaguei receosa
- Sim, o que deseja saber? Ele respondeu me encarando
- Quando você se tornou um vampiro ? ....Eu perguntei curiosa
- Podemos dizer que vou lhe contar em meio a historia, mas digo que sou bem mas antigo do que você pensa. Ele respondeu sorrindo e dando um gole no vinho tinto.
- Deixe-me começar....
- “ O amor , quem sabe alguma coisa sobre o amor de outra pessoa ? Quanto mais se ama, quanto mais se conhece a extinção da perda do amor, mais se respeita o silêncio de nada dizer diante dos segredos do outro ’’.
No ano de 1450, eu era um guerreiro de uma aldeia no sul de Roma, era casado com uma mulher encantadora chamada Alexias, mas a guerra se alastrava por toda a Roma, os soldados romanos queriam tomar as terras em volta da cidade, o que não agradava a nenhum de nos, já havíamos perdido muitos de nossos homens, eu e Alexias resolvemos nos mudar, levar a aldeia para outras terras mas distantes, mas fomos surpreendidos por uma grande armadilha em meio a floresta, e quando tudo parecia perdido, um homem misterioso apareceu nos levando embora em seu cavalo, fomos levados para uma pequena cabana de madeira em meio a floresta, estávamos perdidos e atordoados com tudo que acontecia.
Alexias era uma feiticeira poderosa que podia prever o futuro, e ela vira que estávamos em perigo, mas era tarde demais, quando nos demos conta estávamos perdidos em meio a floresta presos numa cabana, sozinhos . Tentamos arranjar um jeito de escapar, mas quando finalmente pensei ter encontrado a maneira de escapar dali, era tarde demais.
Finalmente conhecemos nosso seqüestrador, eu esperava por algum soldado romano sedento por sangue e vingança, mas para nossa surpresa era uma mulher encantadora, ela era como posso dizer extremamente fascinante, ela era alta, mas ou menos 1,70m de altura, tinha belos e logos cabelos negros que lhe tocavam os ombros, um corpo escultural torneado pelas roupas rústicas que lhe cobriam, mas não fora isso que me prendera atenção e sim seus olhos, eles eram de um tom esverdeado, ela nos encarava com fúria nos olhos.
Abracei-me a Alexias esperando pelo o que estava por fim, mas tudo acontecera tão rápido que eu não conseguira juntar as peças, num minuto Alexias estava morta, e eu estirado no chão imerso numa dor escruciante, que me queimava todo o corpo, que fazia com que todo meu corpo se debatesse, com eu fosse a loucura, eu gritava por Alexias, mas tudo que ouvia eram sussurros e gargalhadas, eu estava quase desistindo quando finalmente algo me fez perder todo o controle, senti meus lábios ficarem molhados, e então um gosto delicioso com um aroma extremamente tentador, tomara meu paladar, e me fazia querer mas, muito mas.
- O que esta acontecendo??? Eu sussurrei enquanto a dor começava a se esvair.
- Você esta renascendo... A voz doce e musical disse em meio a uma gargalhada quase que arrepiante
- Alexias? O que você fez com ela?? Eu perguntei sentindo o desespero tomar conta do meu peito.
- Me livrei dela, agora podemos ser felizes para sempre. Ela disse sarcasticamente
Eu só podia estar tendo um pesadelo, ou aquela mulher era completamente louca, eu ainda não podia acreditar que ela havia matado Alexias, o que ela queria, e porque eu me sentia tão diferente, porque a dor fora tão escruciante, porque eu conseguia ouvir tudo a minha volta tão claramente, eram indagações que começavam a enlouquecer minha mente.
- Venha meu amado, desperte, vou lhe mostrar um novo mundo... Ela disse soando encantadora novamente.
- Não, eu não vou a lugar nenhum sem você me dizer o que esta acontecendo.. Eu indaguei e finalmente abri os olhos vendo que tudo a minha volta estava mas claro, as coisas haviam tomado formas incríveis, e ela , ela era muito mas fascinante do que eu pensava, ela era como uma deusa grega.
E então o choque me levantei, ficando em pe diante do espelho, o reflexo que eu via, não era eu, não podia ser, as marcas de meu povo estavam mas brilhantes como imensas tatuagens, elas haviam se acentuado, e tomado todo o meu ombro emoldurando- º
Eu sabia o que eu havia me tornado, e o preço que isso iria custar para mim, eu tinha certeza, apesar de conhecer por outro nome, já havia ouvido lendas do meu povo a respeito deles, mas não sabia que eram reais, sim, foi quando finalmente vi as presas em minha boca.
- Danfir..... ,A palavra saiu de meus lábios como um grito de horror. (Mas você deve conhecer como Vampiro)....Henry disse a Lucy
- Sim, você agora será meu companheiro para sempre... A mulher respondeu sarcasticamente
- Mas porque fizestes isto comigo? Eu a indeguei
- Você fora escolhido, somente nos dois poderemos vencer esta guerra. Ela respondeu
- Que Guerra, a de Roma, pensei que esta já não houvesse mas vitória apesar do meu povo ter lutado até agora com unhas e dentes. Eu respondi
- Não esta, esta realmente é uma causa perdida, a verdadeira guerra que ocorre há séculos, a guerra que acontece escondida no submundo, na escuridão, a guerra que precisamos ganhar. Ela disse rispida e energica, mas haviam apenas alguns minutos desde que eu havia me transformado, e ela já queria que eu fosse para uma guerra que até dois minutos atrás eu nem sabia que existia.
- Você ira entender o porque de eu ter lhe tranformado assim que se ver em uma situação de perigo. Ela me respondeu enquanto eu observava cautelosamente tudo a minha volta, tudo que agora era novo, as cores pareciam ter ganhado mas vida, os sons pareciam bem mas agudos, e havia um som que estava me incomodando desde que eu despertara, eram batidas leves uma atrás da outra, e algo que corria, demorou para que eu o associasse ao que eu sabia.
- Você pode ouvi-la não??? A mulher disse enquanto ia até o closet e puxava uma bela donzela de cachos negros apavorada que me encarava ao mesmo tempo com repúgio e admiração.
- Não eu não irei mata-la. Eu respondi
- Sim, você irá... Ela respondeu cortando o braço da donzela, e aquele filhete de sangue rubro que descia em seu braço, aquilo tinha um aroma fascinante que fizera toda a minha garganta queimar, esplandecer, entrar em combustão, a verdade era que era tão irresistivel, não consegui me controlar por muito tempo, e quando me dera conta havíamos sugando quase todo o sangue daquela donzela.
- Diga-me seu nome, seu demônio? Eu gritei para aquela vampira que havia me transformado
- Você ainda não sabe??? Ela disse entre gargalhadas assustadoras
- Diga-me Demônio? Eu gritei novamente
- Eu soui Lilith, a reencarnação do mal, ou que você quiser me chamar enfim, tenho diversos nomes. Ela respondeu
- Não, não pode ser você foi morta há séculos atrás pelo meu avô. Eu me recordei das histórias que ouvia quando pequeno
- Por isso querido, que eu escolhi você para ser meu companheiro nessa batalha, não acha que seu avô ficaria orgulhoso de ver o que você se tornou... Ela disse sarcasticamente
- Não... Eu disse enfático, não me tornarei um monstro como você.
- Mas terá que matar para sobreviver, ou entãoa acabara que nem seu doce e lindo avô, morto... Ela disse me encarando
- O que você sabe sobre a morte dele?? Eu a indaguei, meu pai me dissera que ele havia morrido num incêndio..
- Sim, ele morrerá num incêndio, mas não como um humano inocente e sim por ser um Danfir.... Ela dissera enfática e aquelas palavras fizeram com que meu coração morto, voltasse a bater em meu peito quase que saltando pela minha boca.
- Não , Não pode ser... Eu indaguei
- Mas de que Guerra é essa que você fala? Eu a indaguei
- A guerra entre nosso povo e os Wolfs, sim Lobisomens..... Ela disse me deixando ainda mas confuso, eu acabara de descobrir que vampiros eram reais e que eu era um deles agora, e ela vinha me dizer que além disso ainda estavamos em guerra com lobisomens, agora eu concerteza estava ficando louco.
Eu sabia que não queria me tornar um monstro, então decidi que me separaria de Lilith assim que pudesse, ela não ficaria muito feliz com isso, mas sabia que cedo ou tarde eu escaparia, mas para ela seria fácil me encontrar, pois o criador sempre terá laços com sua cria, ou seja não importa aonde quer que você esteja, ele sempre será capaz de te rastrear, e mesmo sabendo disso, decidi partir, e apesar de saber da guerra, eu ainda não havia encontrado nenhum lobisomem em meu caminho.
Até chegar em Londres em 1490, havia alguns anos desde que vira Lilith pela última vez, mas eu sempre a carregava comigo, apesar da crueldade, ela me parecia simplesmente uma mulher amargurada com a eternidade, mas voltando a Londres, haviam se passado apenas duas semanas desde que chegara em Londres, quando em um beco escuro eu esbarrara num homem que me parecia muito nervoso, como eu havia passado todos esses anos me alimentando de animais, e assassinos, sim eu só matava aqueles que deviam alguma coisa, assassinos, estrupadores e etc....
Eu sei que pode lhe parecer uma dieta um cado nojenta, mas fora única forma que eu encontrara de não me transformar num mosntro, matando inocentes, mas aquele homem me deixara intrigado pois eu sentia que havia algo errado com ele, ele me encarara e num segundo desaparecera, e quando eu me voltei lá estava diante de um imenso lobo de pelos avermelhados e olhos amarelos que me encaravam com ódio, eu sabia exatamente o que devia fazer, Lilith me ensinara como fugir e me defender de lobisomens, mas eu não queria bem mata-lo, pois estaria matando um humano junto.
Mas antes que eu pudesse pensar em algo eu me vira diante daquele imenso lobo que trotava em minha direção com ódio e raiva no olhar, então para minha surpresa eu esticara as mãos deixando com que raios roxos saissem dela, naquele momento tudo parecia estar confuso e louco, como assim até aonde eu sabia vampiros não disparavam raios, nem feiticeiros eram capazes disso.
O lobisomem caira no chão morto, e eu ficara ali abismado diante do que havia acontecido, mas muitas coisas começavam a fazer sentido agora, o porque das tatuagens teram se expandido quando deveriam ter desaparecido, o porque do sangue humano me fazer sentir-me tão poderoso, mesmo sendo de assassinos, e principalmente porque em tempestades eu ficara sensivel, e irritado.
Agora eu finalmente compreendera o que Lilith criara, entendera o que ela prentendia quando me destes essa vida, quando tiou-me Alexias, sim só podia ser aquilo, eu era nada mas nada menos que a arma secreta dela e dos vampiros contra os lobisomens,
um danfir feiticeiro."
- Como assim você está me dizendo que você é um bruxo vampiro??? Eu indaguei surpresa o encarando
- Sim, isso mesmo um Danfir Feiticeiro. Henry me respondera enquanto sorria.
- Podemos continuar, ou talvez você queira descansar. Henry me perguntou
- Não quero saber realmente tudo agora, e principalmente o porque de voce estar me contando tudo isso. Eu indaguei me enconstando na cama.
- Então lá vamos nós. Henry levantara e caminhava entre os movéis pelo quarto.
" Podemos dizer que depois daquela descoberta, eu resolvera manter isso completamente em segredo, pois sabia que se os outros vampiros soubessem eu seria feito de arma letal contra ois lobos, e provavelmente me tornaria um escravo deles, então passei séculos na escuridão, apenas agindo como um vampiro normal, mesmo sabendo que alguns vampiros e lobisomens concerteza sabiam da minha existência e me procuravam por todos os cantos do mundo, mas até agora eu tivera sorte e sabia me esconder.
Passados exatos 200 anos que havia me tornado um vampiro, eu me mudara para a sociedade moderna, eu vinha acompanhando a humanidade há muito tempo, e mesmo das trevas eu podia ver toda a destruição de que vocês eram capazes, mas eu permanecera na minha escuridão por bastante tempo, decidira que agora eu viveria entre vocês como um humano normal.
Em 1650 eu me mudara para Paris, e comprara uma propiedade ao lado do famoso hotel Mouling Rouge, sim ele já existia naquela epóca,. e pertencia a um vampiro conhecido como Marius, se você pensa que eu sou velho, então espere até eu lhe dizer quando Marius foi criado, quando o conheci ele tinha quase 2000 anos, mesmo assim era um gentleman, aprendi muito com ele, mas não para aquela noite em 1700, quando eu caminhava pela festa do prefeito de Paris, nada me preparia para aquela noite, nada poderia me manter preparado para aquilo.
Foi quando a vi pela primeira vez, ela parecia a visão de um anjo, era alta, tinha longos cabelos negros que tocavam os ombros, e um par de olhos verdes como duas esmeraldas, eu estava fascinado, não conseguia pensar em mas nada além daquele anjo, mas então a surpresa seu coração batia como um tambor, e eseu cheiro era o mas doce e poderoso que eu já havia sentindo em séculos, como eu dissera nada havia me preparado, para que acho todos os vampiros temem, se apaixonar por um mortal, por um humano.
Não que vocês sejam apenas alimento, nunca foram apenas isso, para alguns até podem ser, mas para quase todos os vampiros, vocês são constantes lembranças do que eles deixaram de ser, do que eles não podem ter, e principalmente para alguns sua verdadeira redenção.
Mas a tentação é tão grande que vocês sequer podem imaginar, eu sabia que não deveria me aproximar dela no exato minuto em que a vi, mas algo em meu peito fez com que meu coração que eu pensava estar morto voltasse a bater descontroladamente, e o aroma dela se exalava por todo o salão, eu temi não poder me controlar quando Mariu se aproximou de mim, pondo suas mãos em meus ombros, o que logo fez com que eu me acalmasse o suficiente para poder pergunta-lo:
- Quem é ela? Eu o indaguei
- Aquela é Serena Black.... Marius respondeu enquanto a admirava.
- Filha do prefeito? Eu o indaguei
- Técnicamente. Mariu respondeu me encarando
- Como assim? Eu perguntei
- Serena é minha filha, o prefeito a cria desde pequena, e antes que você pergunte, sim ele conhece nosso segredo. Marius respondeu me surpreendendo
- Mas nós vampiros não podemos ter filhos com humanos.... Eu indaguei
- Não, você está enganado, podemos mas as consequências são devastadoras, na maioria das vezes a mãe não sobrevive, e foi o que aconteceu com a mãe de Serena. Marius me respondeu enquanto soluçava.
- Sinto muito. Eu disse me sentindo culpado por deseja-la.
- Henry eu queria apenas que se mantivesse afastado dela, ela não sabe o que somos, apenas pensa que sou o padrinho milonário dela. Marius disse com um tom de dor na voz.
Mas talvez fosse tarde demais para que eu pudesse respeitar o que ele estava pedindo, pois no momento em que nossos olhares se cruzaram, meu coração se contorceu dentro do peito, e fez com que toda a minha atenção se virasse para Serena Black, para aquela doce e linda jovem.
- Henry não a faça conhecer nosso mundo, porfavor estou lhe pedindo. Marius disse num tom ameaçador.
- Sim, mas preciso partir não vou suportar ficar por perto. Eu fui sincero saindo apressado da festa.
Entrei no mercedes e dirigi sem rumo, peguei a estrada que me levava para longe Paris, não eu não suportaria mas um minuto com aquela sensação em meu peito, eu não conseguiria cumprir a promessa que fizera a Marius, eu o trairia, e isso provavelmente significaria o fim da minha existência, ou coisa pior, a morte de Serena.
Parti em desespero, enquanto aquela sensação em meu peito queimava, fazendo meu coração disparar, fazendo com que minha cabeça rodopiasse, eu sabia exatamente o que estava começando a acontecer, eu estava sentindo a mesma coisa que eu sentia em relação a Alexias quando ainda era humano, era aquela sensação de que nada fazia sentido antes dela aparecer, de que agora todo o mundo parecia ter alguma verdade, de que eu não conseguiria existir num mundo em que ela não existisse.
Mas esse amor era proibido, eu nao podia submete-la a nossa existência, eu não devia trair Marius, e concerteza eu não resistiria por tanto tempo sem mata-la, pois uma vez que você prova do sangue humano, um frenesi se desenvolve dentro de você, que torna-se quase que incontrolavel, e mesmo com todo o controle que eu tinha, o aroma dela era essencialmente tentador para mim.
Marius ainda tentou argumentar para que eu ficasse, mas eu simplesmente não podia envolve-la nesse mundo sombrio e perigoso, eu devia partir antes que ela se aproximasse de mim, pois antes de qualquer coisa eu temia por sua segurança e minha lealdade a Marius.
Haviam se passado alguns meses desde que eu conhecera Serena, por todo esse tempo tentei evitar com que nossos caminhos se cruzassem, me afastei de Marius e parti em direção ao sul, lá pelo menos eu sabia que conseguiria me distrair e esquecer o doce aroma do sangue dela, mas eu havia me enganado quando eu menos esperei, o destino fez com que nossos caminhos se cruzassem trágicamente.
Eu estava no saguão do hotel lendo um livro e observando os humanos que passavam por ali, quando aquele aroma novamente invadiu o ar tomando conta de tudo a minha volta, eu sabia que devia fugir, desaparecer, não falar com ela, mas não pude, mas o sentimento dentro do meu peito falou bem mas alto do que eu podia evitar, me aproximei e a encarei com um sorriso, que logo fora correspondido.
- Boa Noite Serena... Ela me encarou surpresa por eu te-la chamado pelo nome.
- Como sabe meu nome? Ela me indagou
- Acho que você não me reconhece, faz um tempo que lhe conheci, na festa de seu pai. Eu respondi
- Hmm, você é o amigo do meu padrinho certo. Ela disse sorrindo
- Sim, deixe-me apresentar sou Henry Fiztroy... Eu me apresentei me aproximando dela e beijando-lhe a mão, ela pareceu não reagir ao meu toque frio, mas sorriu.
- Será que podíamos tomar uma taça de vinho, quero lhe perguntar sobre seu padrinho. Eu a convidei mesmo sabendo que aquilo estava errado.
- Vamos .. Ela disse animada.
Fomos até um restaurante próximo do hotel, nos sentamos, e enquanto a luz da lua entrava pela janela, iluminando seu rosto fantástico, ela era realmente linda, seu sorriso iluminava tudo a minha volta, e eu sorri de volta.
- Então você tem visto seu padrinho? Lhe perguntei
- Não, o vi pela última vez na festa do meu pai. Ela respondeu
- Hmm, ele realmente sumiu, desde daquela noite não nos falamos mas. Eu disse atento a reação de Serena ...
- Meu padrinho sabia que de algum jeito iríamos nos encontrar novamente, mas ele pediu que eu não me aproximasse de você. Serena respondeu
- Mas então o que fazes aqui, se quiser eu posso ir embora. Eu respondi.
- Não, ás vezes acho que ele é um pouco superprotetor . Serena respondeu
- Podemos continuar nossa conversa então. Eu disse
- Sim, me diga o que você faz aqui em Paris? Ela perguntou
- Bom podemos dizer que tenho alguns negócios por aqui, sou um empresário. Eu respondi
- Como você já deve ter descoberto pelo meu padrinho, trabalho na prefeitura com meu pai. Serena respondeu deixando a amargura sair em sua voz
- Vejo que não gosta do seu trabalho, porque? Eu a indaguei
- Eu gostaria de poder ter minha própria loja de roupas, algo do tipo. Ela disse sorrindo.
- È talvez não seja uma má idéia. Eu disse sorrindo com aquela mulher sonhadora.
Antes que eu pudesse me conter eu estava completamente envolvido por ela, mas eu sabia que a estava colocando em risco, a envolvendo em nosso mundo, mas a paixão e o amor que começava a florescer em meu peito eram muito mas forte do que meu auto-controle.
- Podemos dançar? Ela disse se levantando e me puxando para a pista de dança.
- Porque não.. Eu indaguei
- Me diga você já dançou com o demônio sob a luz do luar? Eu a perguntei temendo sua reação.
- Porque você seria um demônio... Ela respondeu em tom de deboche.
- Posso ser muitas coisas que você não sabe... Eu a respondi
- Vejamos que você não é humano, isso eu sei, assim como eu sempre soube que meu padrinho também não é. Serena respondeu num tom mas sério, e aquilo realmente me pegou de surpresa.
- Então quer dizer que você sabe o que somos? Eu a indaguei
- Podemos dizer que tenho minhas teorias. Serena respondeu esboçando um pequeno sorriso
- Gostaria muito de ouvia-las. Eu disse esperando por ela saber exatamente o que erámos assim eu poderia me aproximar sem quebrar a promessa feita a Marius.
- Hmm vejamos nada de criptonita?? Ela disse divertida
- Não, nem de asas de morcego... Eu respondi
- Então já sei vc trabalha num jornal e voa por ae salvando o mundo? Ela indagou ainda curiosa
- Tambem não... Eu respondi sério
- E se eu não for o heroí, e se eu for o vilão? Eu a indaguei
- Hmm, vejamos mocinhas sempre acham os vilões mais sexys e poderosos.... Ela respondeu esticando as mãos para tocar meu rosto, não podia deixa-la me tocar assim, mas não reagir, deixei com que o seu toque quente reagisse ao enconstar na minha pele gélida, ela não pareceu surpresa e sorriu.
- Vampiro... Ela disse a palavra com uma naturalidade e com ternura incrivél.
- Sim... Eu sussurrei
- Eu desconfiei durante muito tempo, mas tive a confirmação em meu aniversário quando o vi. Serena respondeu
- E o mais importante você não vai perguntar? Eu a indaguei
- Se for do que vocês se alimentam, acho que ja sei desde pequena né. Ela respondeu irônica
- E você não se importa de estar sentada numa mesa com um assassino... Eu respondi rispido
- Não, porque sei que não mata inocentes, logo você não é um assassino, digamos que você está mais para um caçador de vilões. Ela disse sorrindo
- Sempre esperei por alguém como você. Ela disse aproximando-se mas.
- Não acho que devemos. Eu respondi
- Henry entenda tudo que eu sempre quis foi estar com alguém como vc. Ela respondeu beijando-me ternamente, o que fez com que milhões de sensações percorressem meu corpo, fazendo-o voltar a vida.
Alguns anos assaram desde que eu e Serena nos envolvemos, estavamos cada vez mas apaixonados, apesar de sabermos que quando Marius descobrisse ele ficaria furioso nada poderia nos separar, eu sabia dos riscos, mas precisava corre-los, porque nada me fazia mas vivo do que estar com ela.
Ainda me recordo daquela noite como se fosse ontem, a noite estava estrelada, e a lua estava cheia no céu, Marius havia acabado de entrar pela porta da sala, ele estava furioso, venho quebrando as coisas em seu caminho, Serena estava no quarto chorando, ela sabia exatamente o que seu tio planejava, sabia que um de nós sairia morto dali, quer dizer morto em termos, mas que um de nós seria destruído, a discurssão começou a ficar acalorada, eu tentava me conter mesmo sabendo que Marius nunca me perdoaria por ter tocado sua amada sobrinha.
Estavamos quase partindo para agressão, quando a tensão foi rompida por um grito enlouquecido de Serena:
- Estou grávida........ Ela berrou em meio a briga
- Você deve estar louca, isso é impossível! Marius respondeu
- Não, eu estou grávida e vocês parem com isso. Ela retrucou
- Silêncio... Eu pedi, foi quando pude ouvir mas um segundo coração batendo bem fraquinho naquela sala, seu ritmo era suave como uma brisa, mas estava lá.
- E verdade, Serena você está grávida... Eu a abracei sorrindo.
-Vocês não sabem o que fizeram. Marius nos repreendeu
- E você deixa de ser rabugento.. Serena gritou pro Tio
- O que eu estou falando é que vocês nem sabem o que vai nascer desse realcionamento. Marius disse preocupado
- Bom posso te dizer que pelo que estou ouvindo, é um humano, é mortal como Serena. Eu o respondi
- Não acredito, nunca aconteceu isso antes, como vc pode ter certeza. Marius me indagou
- Ouça vc msm. Eu respondi colocando as mãos sobre a barriga de Serena.
Não me importava o tempo, não me importava nada apenas que eu seria pai, e que minha filha seria o fruto de um amor julgado impossível por alguns, mas que sempre resistiu e lutou, o que quero dizer é que eu não iria desistir de Serena e minha filha assim tão facilmente.
Apesar das nossas brigas constantes, eu e Marius aprendemos a conviver em bem de Serena e da criança que crescia em seu ventre, os meses se passavam rapidamente, e Serena estava cada vez mas fraca o que nos preocupava, mas como ela estava no final da gravidez, achamos que fosse apenas cansaço.
Para ser mas exato no dia 17 de Outubro de 1657, Serena e eu estavamos em casa quando ela começou a ter as dores do parto, não demorou muito para que as coisas começassem a se complicar, eu pensava que teria tudo sobre controle, mas eu a estava perdendo, ela estava sagrando tanto que eu quase não conseguia mas me controlar diante de tanto sangue, mas então eu pensava em minha filha, em como eu tinha que salva-la, eu sinceramente já não sabia mas o que fazer para ajudar Serena, lembro-me que a última coisa que eu disse a ela fora que a amaria acima de tudo, e enquanto minha filha chorava nos braços de Marius, Serena faleceu.
A dor de perde-la era tão grande, tão intensa, tão enlouquecedora que eu já até me havia esquecido que havia acabado de me tornar pai, eu sequer conseguia olhar minha filha naquele momento, eu ainda estava lá abraçado ao corpo inerte de Serena, eu não fora capaz de transforma-la, e tudo que pude fazer foi deixa-la partir, se vampiros pudessem chorar concerteza nem todas as gotas de chuva seriam capazes de transbordar a minha dor.
- Henry sei que você está sofrendo, mas você precisa agir, temos que salvar sua filha.. A voz de Marius inrrompeu o silêncio da dor.
- O que está acontecendo? Eu gritei me virando em direção do bebê, ela era perfeita, tinha a pele branca e os olhos azuis como o ceu, ela era extamente tão linda como a mãe.
- Eu disse a vcs que ela não era humana, agora veja ela está morrendo, seu corpo não completou sua transformação, só voc~e pode salva-la. Marius disse enérgico enquanto segurava minha filha em seus braços.
O choro dela estava cada vez mas fraco, humanos não poderiam ouvi-la mas, eu sabia que estava perdendo minha filha, mas a idéia de condena-la a eternidade não me parecia certo, mas então me recordei da dor, não eu não poderia suportar perde-la naquela noite também, então me aproximei cautelosamente, Marius a passou para os meus braços, e ela era tão pequena e quente, tive medo de quebra-la ao meio enquanto a segurava, aproximei meus dentes de seu pescoço pequeno, e a mordi, deixando com que todo o veneno corresse para dentro de seu corpinho.
Então alguns minutos depois ela parou de chorar, ela estava morta naquele segundo, sua parte humana havia morrido, estiquei meu pulso cortando-o e deixei com que meu sangue escorresse para dentro de sua boquinha, não demorou muito tempo para que ela abrisse os olhinhos rubros agora e me encarasse.
Mas apesar do fato de eu a ter transformado algo estava errado por que eu ainda ouvia seu coração bater, mas nós sabiamos que ela não era mas mortal, nos perguntamos como aquilo poderia acontecer, após algum tempo passamos a observar que ela também crescia , mas não envelhecia, seu rosto era o mesmo rosto de anjo, apesar da dor de perder Serena, passei a viver em função de Marie, minha filha.
Fomos separados alguns anos depois pela realeza vampírica, ficaram curiosos com os dons que ela desenvolveu e a quiseram para eles, não pude fazer muito, lutei, mas eles simplesmente a levaram.
Desde então ando pelo mundo em busca dela, mas nunca mas a vi, não ousei a ir em Volterra, mas não tenho certeza de que ela continue com eles lá.
Mas o que eu quero que você saiba Lucy Amber, é que vampiros também amam como você pode ver....
Quando Henry terminou de contar toda a sua história lágrimas inundavam meu rosto, minha vontade naquele momento era sair correndo de volta para Forks, mas eu sabia que entraria em pãnico assim que os visse, mas eu os amava acima de tudo, eu concerteza amava os Cullens, e Edward .
- Vc não vai desistir de buscar sua filha vai? Eu indaguei Henry que agora encarava o teto sorrindo
- Não , um dia a encontrarei. Ele me respondeu esperançoso
- Va você deve ir, volte para Corks. Henry disse me dando as chaves do meu carro .
- São tantos os meus medos, mesmo assim eu quero voltar. Eu respondi
- Sei que seus medos parecem querer te engolir, mas preste atenção, assim que vc os ver novamente, e estiver com ele, saberá que nada pode ser mas forte do que há entre vocês. Henry disse acariciando meu rosto, colocando meu cabelo atrás da orelha.
- Viu se vc se sente tão a vontade comigo, concerteza conseguira ficar com ele. Henry respondeu
- È talvez eu esteja apenas confusa com tudo o que aconteceu. Eu resmunguei
- Acho que o que você precisa agora é descansar, volto mas tarde para te levar de volta a Corks. Ele disse sorrindo, e me pegando no colo e me pondo na cama, puxou o cobertor e deu um beijo em minha testa.
Não sei como eu podia estar tão a vontade com um vampiro, ainda mais um vampiro desconhecido, aquele que não era o vampiro que eu amava, talvez o meu maior medo fosse de que ao recuperar minha memória, nada daquilo fosse real, de que Edward Cullen não fosse real.
A noite fora algo realmente tranquila pela primeira vez em algum tempo eu consegui dormir um pouco, mas não demorou muito para que eu acordasse sobressaltada em meio a madrugada apavorada exatamente com a idéia de que Edward não fosse real, com que nosso amor não fosse real, me revirei por algum tempo na cama, até que o sono novamente me tomou.
Pela manhã uma voz conhecida me chamava em algum lugar, pensei que fosse mas um sonho, mas pude sentir que era bem real quando suas mãos gélidas tocaram meu rosto delicadamente ,e sua voz melodica me chamou:
-Lucy acorde... Henry me chamou
- Hmm.. Eu respondi me sentando desorientada na cama.
- Bom dia mocinha... Henry disse me chamando.
- Bom dia... Eu respondi
- O que você está fazendo aqui?? Eu o perguntei
- Eu não disse que voltaria para te levar de volta para Forks. Henry respondeu enquanto eu começava a despertar, me deparando com sua beleza exótica, não sei porque mas suas tatuagens me pareciam muito mas brilhantes durante o dia.
- Vamos.. Ele disse tentando me animar
- Espere, deixa eu acordar primeiro. Eu respondi me levantando e caminhando em direção ao banheiro, aonde abri o chuveiro e deixei com que a água corresse pelo meu corpo, fazendo meus múscuos relaxarem, eu não sabia se voltar a Forks seria a coisa certa a fazer, alias eu não tinha certeza se podia encarar a realidade ainda, eu sabia que vampiros existiam, e até estava com um deles dentro do meu quarto, e confiava nele, mas mesmo assim, eu tinha medo de que todas as lembranças de todas as coisas terriveis que aconteceram nesse tempo, viessem e eu não pudesse encarar os Cullens.
Ou pior de que eu chegasse a Corks e simplesmente eles tivessem desaparecido, de que nada do que eu vivi, de que a casa, Edward e os outros simplesmente fossem uma ilusão da minha mente ferida, de que até mesmo Henry fosse uma alucinação causada pela minha imaginação fertil.
Enquanto me trocava dentro do banheiro podia ouvir Henry cantarolando do outro lado da porta, a canção não me era estranha, não demorou para que eu reconhesse Clair de Lune, então juntamente o rosto de Edward me veio a mente, sorri despreocupadamente, talvez eu devesse correr o risco de ir a Corks, e descobrir a verdade.
Se fosse um sonho, provavelmente eu iria querer dormir para sempre, agora se fosse real, eu teria que encarar meus sentimentos, e principalmente todos os fatos ocorridos desde que os conhecera.
Quando sai do banheiro, Henry me esperava na porta com minhas malas prontas nas mãos, ele sorriu, quando eu finalmente respirei fundo e atravessei a porta, sabendo que aquela era uma viagem sem volta, apesar da ansiedade que tomava conta de todo o meu corpo, eu tentei relaxar no carro, enquanto canções mágicas tocavam no rádio do carro, enquanto a estrada crescia a nossa frente, eu tentava me concentrar em lembranças, procurando por boas recordações, mas minha mente parecia estar disposta a me apavorar, de repente fui atingida por mais lembranças da noite do acidente, o vampiro me torturando, cortando meus pulsos, bebendo meu sangue, enquanto essas imagens terríveis invadiam minha mente, eu começava a entrar em pânico, o medo simplesmente era maior do que eu, maior que tudo, voltei do pesadelo em meio a lágrimas e um grito aterrorizante, que fizera com que Henry freiasse o carro bruscamente, parando no acostamento, ele me sacudiu tentando fazer com que eu voltasse a mim, mas era como se as lembranças me engolissem sem dó, simplesmente me sugavam.
- Lucy desperte... Eu ouvia voz de Henry aflita bem ao longe, era como se ele não estivesse ali ao meu lado.
- Lucy acorde... Ele disse mas enfático, mas não parecia que eu conseguiria voltar daquele beco escuro aonde estava.
- Não me faça ter que usar meus poderes em vc. Henry disse num tom desgostoso.
De repente pude sentir uma grande força me puxando para algum lugar, era uma força que não tinha como explicar, estava me puxando de volta a superficie, de volta a luz, e então um flash de luz tomou conta de mim, e eu abri os olhos, me deparando com os belos olhos rubros de Henry me encarando, ele sorria, mas o medo tinha me tomado, minha primeira reação ao perceber que ele era um vampiro fora me agarrar ao banco e gritar, mas então ele se aproximou me abraçando e logo tudo se acalmou, e eu me recordei que estava voltando a Corks.
- Vc está bem? Ele perguntou
- Acho que sim, me desculpe. Eu pedi
- Não, eu entendo que esteja apavorada com tudo o que está acontecendo. Ele respondeu
- Nossa, mas que força fora aquela, foi como se algo estivesse me puxando. Eu indaguei
- Sim, eu a estava puxando de volta para realidade, pois você entrou em estado de transe, de choque. Ele respondeu
- Obrigada. Eu agradeci.
- Eu não queria ter usado meus poderes em vc, pois agora eu criei um laço entre nós, que não pode ser desfeito. Ele respondeu parecendo arrependido e preocupado
- Mas o que aconteceu? Eu o indaguei
- Acontece que quando uso meu poder em algum humano, acabamos criando um laço, mas acontece que não sei como os Cullens irão reagir ao saber que marquei você, concerteza Edward não gostara nada disso.
Henry disse enérgico.
- Não se preocupe, você estava apenas tentando me ajudar, pode deixar que dps eu explico a ele o que aconteceu. Eu respondi.
Corks se aproximava, e eu estava cada vez mas ansiosa dentro do carro, não conseguia parar de tremer, minhas mãos pareciam descontroladas, eu tentava me concentrar em tudo que Henry havia me contado, e principalmente no sentimento que eu sentia por Edward, eu sabia que teria que encarar a realidade dentro de alguns minutos, conforme iriamos se aproximado da casa dos Cullens, a ansiedade e o medo tomavam conta de mim, juntamente com sentimentos mágicos que cresciam dentro do meu peito.
Assim que estacionamos em frente a residência dos Cullens, pude ver que havia alguém nos observando na janela, não demorou muito para que eu reconhecesse Alice, a pequena fada, e pela primeira vez desde do acidente eu senti uma dor me rasgando o peito, foi quando me dei conta de que era saudade, saudade daquela baixinha, ela logo estava na porta a nossa frente nos observando.
Quando Henry desceu do carro para abrir a porta para mim, a vi se transformar, ela logo entrou em posição defensiva e encarava Henry com os olhos como o de um felino, Henry então abriu a porta para que eu descesse, mas ao vê-la daquela forma, o medo logo me fez recuar, me escondendo atrás de Henry o que fez com ela ficasse confusa com minha reação.
- Lucy . Ela me chamou com sua voz doce
- Alice, acalma-se , desse jeito ela ficará mas assustada do que está. Henry a respondeu
- Quem é você? Ela perguntou furiosa.
- Talvez Carlisle se recorde de mim, mas vi vcs poucas vezes, sou Lord Henry Fiztroy. Ele se apresentou esticando as mãos para cumprimentar Alice.
Ela parecia desconfiada, mas me vendo assustada atrás de Henry se aproximou cautelosamente e o cumprimentou, e então se aproximou de mim, e tocou meu rosto delicadamente, e me envolveu num abraço terno, como minha mãe faria assim que me visse.
- Alice, como senti sua falta, Eu respondi
- Nos também, Lucy... Ela respondeu enquanto me abraçava
- Hmm Alice eu não estou conseguindo respirar. Eu respondi
-Oh Desculpe... Ela exclamou
- Então vocês são reais... Eu disse a tocando sua pele era gélida como de Henry, seus traços perfeitos como de uma escultura, mas seus olhos eram diferentes eram dourados quase como o ouro.
- Seus olhos. Eu exclamei
- Sim, eu sei vc está relembrando, nós nos alimentamos de sangue animal. Ela me respondeu
- Querida desculpe por tudo que fizemos vc passar. Alice disse num tom fraternal.
- E ele, ele também existe, não estou enlouquecendo, ele existe , Edward??? Eu indaguei temendo o que ela responderia
- Sim, Lucy ele existe, todos nós existimos, e sentimos sua falta, ele principalmente, ele está arrasado. Alice respondeu
- Henry quero que fique comigo, Eu pedi ao perceber que ele estava entrando no carro.
- Sim Lucy, eu fico, mas vc sabe que não é certo. Ele disse enconstando no carro.
- Pode ficar Henry, acho que Carlisle ficara feliz em te rever. Alice respondeu
- Tudo bem, mas só por hoje, Ele respondeu seguindo eu e Alice que caminhavamos para dentro da casa.
- Ele está aqui?? Eu a indaguei ao perceber a casa totalmente vazia.
- Não, Lucy não falamos com Edward tem meses, ele se distanciou desde que vc partiu. Alice disse num tom triste, naquele momento senti as lágrimas invadirem meus olhos , tentei segura-las, mas era tarde demais.
- Tudo minha culpa. Eu resmunguei
- Não se culpe querida, Henry disse afagando meus cabelos carinhosamente, mesmo em meio as lágrimas não pude deixar de perceber a desconfiança de Alice, ao ver a intimidade entre nós.
- Lucy vc não voltou para dizer a Edward que está Henry e vc? Ela não conseguiu terminar a frase.
- Não, nos não estamos juntos, Eu respondi enfática notando um sorriso nos lábios de Henry ...
- Não. ELe confirmou
- Desculpe me precipitei. Alice disse sorrindo novamente.
- Agora aonde estão os outros? Eu perguntei ansiosa
- Carlisle está no hospital, e os outros foram caçar. Alice respondeu
- Preciso ir ver minha mãe agora, mas tarde eu volto para ve-los. Eu disse enquanto saia com Henry pela porta, começando a sentir a dor rasgar meu peito, ao pensar que Edward não estava ali, isso fez com que o medo de que ele não fosse real voltasse a tomar conta de todo o meu corpo, notei que Henry me observava, preocupado, até que me recostei em seu peito e fechei os olhos, estava me preparando para os sermões que iria levar assim que entrasse em casa.
- Lucy chegamos... Ouvi a voz doce de Henry me despertando
- Hmm, não sei se tenho coragem. Eu resmunguei
- Você precisa entrar La, sua mãe concerteza vai adorar vê-la, saber que você esta bem. Ele disse tentando me encorajar.
Enquanto eu descia do carro, começava a me preparar para o ataque histérico que minha mãe teria assim que me visse entrar por aquela porta, ela concerteza iria chorar, gritar e rir ao mesmo tempo que era o que ela fazia quando estava nervosa.
Notei que Henry estava logo atrás de mim, sorrindo como que para me encorajar, me aproximei da porta, e antes que eu pudesse tocar a campanhia, minha mãe veio abrir a porta, ficamos ali paradas durante alguns minutos em silencio, uma de frente para a outra nos encarando, ela tinha um misto de felicidade e raiva no olhar, respirei fundo já esperando o ataque de fúria dela, mas tudo que ela fez foi me envolver num abraço, e desabar num choro profundo em meus braços, eu não havia percebido mas estava chorando também.
Depois de algum tempo, consegui finalmente pronunciar alguma coisa:
- Mãe me desculpe.. Eu pedi sussurrando enquanto ela ainda me abraçava.
- Por onde você andou? Fora tudo que ela conseguira me perguntar em meio a soluços e lagrimas.
- Ah mãe tantas coisas aconteceram, eu precisava de um tempo, de um lugar novo para poder me recuperar, tomar certas decisões. Eu respondi notando que ela me encarava ainda com uma certa magoa e preocupação estampados no rosto.
- Lucy Amber nunca mais faça isso comigo, entendeu... Ela disse furiosa.
-Finalmente .. Eu resmunguei, estava pensando que ela não era mas a mesma, mas lá estava minha mãe como eu a conhecia.
- Pensou que eu não iria brigar com você, sonho seu.. Ela disse debochada
- Eu também te amo mãe. Eu retruquei
- Agora me diga todas essas decisões que vc tinha a tomar, são eles, não são? Ela perguntou logo se referindo a Edward e os outros Cullens.
- Não são só eles, aconteceram muitas coisas, minhas memórias voltaram todas de uma vez, me enlouquecendo, haviam coisas totalmente sem sentido, coisas que eu pensava que fossem pesadelos ou sonhos, e na verdade aconteceram. Eu falei sem perceber que ela observava Henry parado do lado de fora da porta, sentado no balanço que havia na varanda.
- Quem é ? Ela resmungou
- Um amigo. Eu respondi sorrindo .
- Você quer me contar alguma coisa, por exemplo o que aconteceu entre você e Edward Cullen, e porque ele esteve aqui e levou tudo que houvesse de vocês dois juntos? Ela me indagou
- Como assim levou tudo ?? Eu disse tentando engolir o bolo que começava a subir pela minha garganta, e as lagrimas que involuntariamente desciam pelo meu rosto.
- Tudo, Lucy, ele esteve aqui dois dias depois que você partiu, pegou todas as fotos de vocês, presentes, tudo. Minha mãe disse observando minha reação, mas não havia nenhuma eu apenas estava completamente em choque, como ele poderia ter agido assim, mas eu não podia culpá-lo, eu havia partido simplesmente deixando-o para trás.
- Ele disse alguma coisa? Eu indaguei temendo a resposta
- Sim, ele apenas sussurrou entre alguns soluços ao se despedir de mim: “ Será como se eu nunca tivesse existido”... O som daquelas palavras me invadiram como uma flecha, eu já havia ouvido- as duas vezes, e aquela terceira fora ainda pior, pois agora eu sabia que a culpa havia sido minha, minhas mãos começaram a tremer, meu corpo todo começara a entrar em choque, era como se aquelas palavras desencadeassem uma reação involuntária em todo ele.
- Lucy meu amor, me responde querida? Minha mãe me sacudia , enquanto como se fossem um filme, diversas lembranças voltavam a minha mente, e lá estava eu presa novamente nas minhas memórias, não eu não podia afundar novamente, se Edward havia ido embora, dessa vez eu iria procurá-lo e não me afundar esperando que ele voltasse.
- Não pode ser. Eu resmunguei
- Filha me conte que aconteceu? Minha mãe perguntou curiosa, mas como eu iria explicar para ela que meu namorado era um vampiro, que havia um vampiro na varanda dela nos observando, ela concerteza iria me internar na mesma hora, ou pior me trancar em casa com medo de que eu estivesse usando alguma droga alucinógena.
Por um momento aquelas idéias me fizeram rir, o que logo me recordou que eu tinha de voltar a casa dos Cullens, pois precisava encontrar Edward, e dizer a ele que agora eu sabia de tudo, que eu aceitava o fato deles serem vampiros, e que os amava acima de qualquer coisa.
Mas eu sequer tinha forças para levantar do sofá, minha mãe estava sentada na minha frente ainda com aquela expressão de quem queria saber de tudo nos mínimos detalhes, mas tudo que eu podia dizer a ela naquele momento era de que eu precisava encontrar Edward de qualquer maneira.
- Mãe, eu preciso ir, vou passar na casa dos Cullens, preciso ver Edward. Eu resmunguei me levantando, e saindo em direção ao carro, Henry sorriu e acenou para minha mãe, que o encarou encantada, quando ela fechou a porta, ele num piscar de olhos estava ao meu lado dentro do carro.
- Não sei se você percebeu que minha mãe, não sabe da existência de vocês, então seria um pouquinho mais cauteloso que você evitasse esse tipo de coisa. Eu resmunguei enquanto ele sorria e dirigia em direção a casa dos Cullens.
- Lucy nem que sua mãe quisesse ela teria me visto, os olhos humanos não captam tão velocidade de deslocamento. Ele respondeu irônico.
Enquanto voltávamos para a casa dos Cullens, algumas lembranças assustadoras me vinham a mente, eu pulando de um penhasco, Edward sofrendo incondicionalmente, era como assistir a um filme aonde você é o personagem principal e todos os coadjuvantes
- Lucy desperte.. Ouvi ao longe a voz de Henry me chamando novamente.
- Oh desculpe, me perdi em meio a lembranças. Eu respondi
- Será que os outros Cullens já estão em casa? Eu perguntei
- Sim, posso senti-los. Henry respondeu
- Então vou falar com eles, preciso encontrar Edward. Eu disse descendo do carro e caminhando em direção a casa, mas antes que eu chegasse na porta, Henry me puxou de volta para dentro do carro com força, e pisou no acelerador com força, fazendo com que o carro disparasse na estrada, eu estava completamente desorientada, quando Henry parou o carro num acostamento e virou para ver como eu estava.
- Você ficou maluco! Eu gritei furiosa tentando entender o porquê de ele ter feito aquilo.
Não demorou muito para que ele me respondesse.
- Quando você estava se aproximando da casa dos Cullens, pude sentir que eles não estavam sozinhos, quero dizer, eles tinham visita, não demorou para que Carlisle conseguisse me avisar por pensamento de que o vampiro que estava com eles, era um rastreador, e de que você corria perigo. Henry terminava de me explicar enquanto ao mesmo tempo observava tudo a sua volta, procurando por algum sinal de algo errado.
- E agora ainda corro perigo, e porque os Cullens receberiam um rastreador em sua casa? Eu o indaguei e logo percebi por sua expressão de que Carlisle havia dito muito mais por pensamento do que ele estava me dizendo, e por alguma razão tive a impressão de que tinha a ver com Edward.
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