E Se O Destino Permitir
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Subi as escadas, indo para o meu quarto. Fui tomar um banho, e logo depois coloquei uma roupa normal. Peguei o telefone e disquei os números da Duda, fazia tempo que eu não a via.
- Gatinha na linha, com quem falo? – Duda, boba, como sempre.
- Aqui é a outra gatinha! Eu queria saber se a gatinha que está na linha poderia vir aqui na minha casinha? – falei, e logo ri da babaquice que eu disse.
- A gatinha adoraria – Eduarda riu – Ok, chega. Vou me arrumar e já vou, ok?
- Tudo bem, trás roupas que você vai dormir aqui! – falei.
- Ah, é você que decide tudo agora?
- Sim, esqueceu que eu mando em você? – e eu mandava mesmo!
- Ah claro, já vou. Um beijo!
- Outro.
Desliguei o celular, e entrei no twitter. Postei:
“@larisjohnson: Tarde linda hoje, quero mais dessas! Haha”
Fui ao twitter do Pedro, e ele estava online.
“@pelanzarestart: Eu queria agradecer a todas as minhas fãs, porque eu acho que sem elas nada disso aconteceria.”
“@pelanzarestart: Eu tive um dia maravilhoso hoje, e queria agradecer a quem estava comigo.”
“@pelanzarestart: Quero que coisas assim aconteçam todo dia! Obrigado.”
“@pelanzarestart: (L)”
Escutei a campainha e corri para atender. Era a Duda.
- Oi! – ela disse.
- Bitch! Entra aí! – falei.
Sabe quando dizem coisas do tipo: Ah, amigos vocês tratam carinhosamente. Melhores amigos vocês tratam de qualquer jeito. Eu acho que é assim mesmo. Eu e Eduarda nos tratamos como irmãs mesmo. Irmãs estão sempre brigando, mas se amam demais, certo? Então. Acho que eu nunca vou ter uma amizade igual à dela. Nunca mesmo.
Mal fechei a porta, e Eduarda já estava no segundo lance das escadas. Peste.
- Eduarda, não meche no computador! – eu sabia que era isso que ela iria fazer. Ela sempre corre para ver o que eu estava fazendo. Aposta quanto que ela vai ver que o twitter do Pedro está aberto, e vai ficar rindo da minha cara? Aposto 10 reais!
Fui até o meu quarto, e Eduarda se contorcia de rir. Falei.
- Que foi? – perguntei.
- OLHEM SÓ, GENTE! A LARISSA ESTÁ APAIXONADA! – Duda riu mais. Droga, que menina mais debochada, Brasil! – Tudo bem, tudo bem. Você sempre foi apaixonada por ele, mas não pude deixar de...
- De dar o ar da graça, né querida? Sai daí que eu estou usando o computador! – falei.
- Ei! Eu não acabei aqui ainda!
Bufei, e fui até o banheiro. Logo que saí meu celular tocou. Ótimo, deve ser minha mãe. Olhei no visor e era um número desconhecido. Atendi.
- Estou com saudades. – Sorri ao ouvir a voz dele. Como ele conseguiu meu número? Ah. Pedro Lucas, é claro.
- Eu também. – falei. Essa hora meu coração queria ganhar vida própria e sair pulando por aí. Isso aconteceria. Se eu estivesse em um desenho infantil, ou em algum sonho maluco, onde tudo acontece.
- Eu sei que acabamos de nos ver, mas já estou sentindo sua falta. – ele parou – de verdade mesmo. – Pedro deu aquela risadinha abafada. Oh, como eu amo essa risada. Como eu amo esse menino.
- Sabe o quanto eu sonhei com isso? – falei, e ri. – Digo, sempre sonhei com você me ligando, dizendo que estava com saudades... Na verdade, você sempre foi o meu sonho.
- Ainda bem que não está me vendo, se não veria um Pedro Pimentão. – rimos da piadinha sem graça dele.
- Pedro Pimentão? Oh meu Deus, onde fui me meter?
- Quero te ver de novo.
- Vamos nos ver sexta, Pedrinho. – falei. Eu aguentaria até sexta, já fiquei anos sem ver ele, o que seria mais quatro dias?
- Eu não vou aguentar Laris! – Que menino lindo, meu Deus! Eduarda aproximou-se de mim, e eu recuei. Mas logo ela pulou em cima de mim, tentando pegar meu celular. – Laris? O que e...
- EDUARDA SOLTA ESSE CELULAR AGORA! – Gritei, e ela riu. ELA RIU?
- Você quer? Então vem pegar! – Duda correu até o banheiro e se trancou no mesmo. Droga, eu odeio essa menina! Preciso de melhores amigas novas, NOW.
Encostei meu ouvido na porta e pude escutar o que ela falava.
- Oi... eu sou a Duda... não, melhor amiga dela... ok... – ela riu – adoro irritar ela... só faltava ela me matar... é sério Pedro, você não conhece a Larissa... ela matou o ex namorado... não conta pra ninguém... isso é muito sério, Pedro... ela é psicopata... você precisa avisar a polícia, quando eu sair daqui ela vai me matar... Ok, adeus Pedro... Foi ótimo conversar com você... até daqui a alguns anos!
Duda abriu a porta, e eu olhei com um olhar mortal para ela. Eu a mataria. Mataria mesmo. É claro, só faria isso se eu não a amasse tanto.
- O que ele falou? – Perguntei.
- Nada. – ela disse, encarando as unhas. – ele disse que te liga amanhã.
Fui para o computador, e entrei no meu twitter de novo. Thomas e Lucas me seguiam. Vou morrer, sim ou claro? Peraí, meu maior ídolo, Pedro Lanza, me segue, e praticamente estou saindo com ele. Meu outro ídolo, Pedro Lucas, está me seguindo. Lucas, aquele menino fofo e lindo, que também é um dos meus ídolos, está me seguindo no twitter também. E Thomas, o último, mas não menos importante... aquele loiro lindo e sensual, o melhor baterista – na minha opinião – está me seguindo. Concluímos então, que todos os meus ídolos estão me seguindo. Já disse que sou muito sortuda? Depois de quatro anos, consegui, oficialmente, o reconhecimento dos quatro! Isso só pode ser um sonho. Daqui a pouco vou acordar. Mas enquanto não acordo, eu vou é aproveitar.
Postei.
“@larisjohnson: Consegui o follow dos quatro: @pelanzarestart , @pelurestart , @kobarestart e @thomasrestart . Obrigada ídolos, por me fazerem sorrir todos os dias. Obrigada por tudo.”
Logo recebi uma mention. Ok é agora que eu morro.
“@pelanzarestart: @larisjohnson Nós é que agradecemos. Obrigado, Laris. Obrigado por fazer parte das nossas vidas. Ps: Os meninos estão aqui também, portanto, não falei só por mim! Hahaha”
“@larisjohnson: @pelanzarestart Vocês são demais! A cada dia tenho mais certeza de que fiz a escolha certa, ter vocês como ídolos. Eu os amo, e não é pouco!”
Eduarda começou a encher o saco, e tive que sair do computador. Claro, chamei ela para dormir aqui, portanto, tenho que arcar com as conseqüências.
- Já vai Eduarda! – Falei, depois dela ter jogado uma almofada em mim.
“@larisjohnson: Estou saindo, melhor amiga incomodando aqui! É isso que dá ter uma amiga retardada. Talvez eu volte. Beijos!”
Desliguei o computador, e me virei para ela, que estava sentada em posição de indiozinho – leia-se com as pernas cruzadas, formando uma “borboleta” –
- O que quer fazer? – perguntei.
- Que tal assistirmos um filme, e comermos igual a umas porcas? – Amiga, a cada dia tenho mais certeza de que você é uma idiota, retardada, palhaça, abobada, irritante, abusada, irresponsável... e eu te odeio, eternamente.
- Não! Vamos assistir a um filme igual pessoas normais. Ok? – ela suspirou, e assentiu.
Resolvemos assistir “A Orfã”. Tudo bem que eu já vi quinhentas vezes, mas eu não estava com saco para ver filmes que fazem a gente chorar, e ficar deprimidas. Estou falando de filmes de drama. Ok eu amo um bom drama, mas no momento eu não estava a fim de chorar.
Eduarda gritava igual a uma porca no cio. Certo, não era ela que queria ser igual a uma porca? Ok, isso não foi engraçado.
Eram 02:05 quando terminou o filme. Arrumei a bagunça que fizemos na sala, e logo fomos dormir. Mas não antes de ver que tinha uma mensagem não lida no meu celular. Era do Pedro.
“Você já percebeu que quando eu te vejo eu perco o chão? Xx”
Sorri ao ler isso. E uma lágrima escorreu pelo meu rosto. Realmente, esse foi o melhor dia da minha vida. Dormi. Pensando no meu ídolo.
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