E Se O Destino Permitir
30 Capítulo 30
Notas iniciais
A notícia de que Pedro estava em coma foi tão chocante, que Leni caiu de joelhos no chão. Eu senti uma dor horrível na barriga e me curvei, apertando a mesma. Soltei um grito alto, e o mesmo médico que falou sobre o estado de Pedro, correu até mim. Senti lágrimas caindo dos meus olhos. Tamanha era a dor. E o pior de tudo é que a dor não era apenas física. Pois era a dor em meu coração, por saber que Pedro estava passando por tudo isso, e a dor em minha barriga, que eu não sei o motivo. Apertei meus olhos, achando que quando eu os abrisse tudo aquilo não se passasse de um pesadelo. Um terrível pesadelo. Mas não foi bem assim que aconteceu, pois quando abri meus olhos, vi uma enorme poça de sangue embaixo de mim.
- LARISSA, O QUE ESTÁ ACONTECENDO? – Pedro Lucas gritou, mas não consegui nem olhá-lo. Eu não sabia o que fazer. Me sentei no chão e me encolhi. Mas logo senti alguém me levantando. Tudo que eu via era apenas borrões. A dor era tão forte, que me fazia ficar fraca. Me colocaram deitada em uma maca, e depois disso não vi mais nada.
[...]
Pi, pi, pi... Aquele barulho era absurdamente irritante. Abri meus olhos procurando por alguma alma ali, e enxerguei Leni sentada em uma poltrona. Tive uma pequena recordação: A vez que eu fui parar no hospital, por conta do que Eduardo e seu amigo fizeram comigo, e quando eu acordei Pedro estava ali. Ver que Leni estava ali comigo era absolutamente reconfortante, mas ainda assim eu preferia que fosse Pedro.
- Larissa, está sentindo alguma dor? – Minha sogra perguntou.
- Não... O que aconteceu comigo? Por que eu perdi tanto sangue? – Ela tremeu os lábios, e vi seus olhos enxerem-se de lágrimas. Qual o motivo?
- Querida... Você estava grávida! – Ela sorriu sem mostrar os dentes, e lágrimas caíram de seus olhos.
- Como assim estava? Eu...
- Sim, querida, você perdeu o bebê. – Ela se levantou e veio até mim, limpando as lágrimas que caíram dos meus olhos com o polegar. – A notícia do Pedro... Bem, isso mexeu muito com as suas emoções, e acabou que você sofreu de um aborto espontâneo. Mas... Você estava apenas de três semanas.
- Eu teria mais uma criança. – Sorri em meio às lágrimas. – O Pedro ia amar a notícia! – falei, deixando diversas lágrimas tomarem conta do meu rosto – Ele vai me odiar! Ele... Oh meu Deus, Leni! Eu matei essa criança! – Solucei, e tapei minha boca, me encolhendo novamente. Esse dia, sem dúvidas, está sendo o pior.
- Não fale isso, Larissa! – Leni falou, com um tom mais alto – Você não teve culpa nenhuma, ok? Se isso tudo está acontecendo, é porque Deus quer assim. Ele sabe o que faz querida. Não se culpe, e não julgue ninguém. Tudo tem um por que.
[...]
Minutos depois da minha “conversa” com Leni, o médico veio me dar alta. Maria Luiza estava em casa, com Michele. Senti um alívio. Eu não gostava que ela ficasse ali no hospital, aquele ambiente não era apropriado para ela.
Uma semana depois...
O médico disse que em trinta minutos Pedro poderia receber visitar, é claro que ele ainda estava desacordado, mas eu queria vê-lo.
- A Maria Luiza vai ver o... Pedro? – Pedro Lucas perguntou. O olhei. Ela precisava ver o pai, também.
- Eu não quero sair daqui agora... Daqui a pouco o médico vai deixar eu entrar... – Falei. Eu não moveria um músculo pra fora daquele hospital sem antes ver Pedro.
- Se quiser eu a busco. – Pedro Lucas sorriu, sem mostrar os dentes.
- Você faria isso pra mim? – Perguntei, e Pedro Lucas assentiu, se levantando. – Oh, muito obrigada, preto!
[...]
- Senhorita Johnson? Já pode ir vê-lo! – Sorri e fui até o quarto em que Pedro estava. Abri a porta, e senti um aperto no peito. Pedro estava pálido e cheio de tubos. Me aproximei lentamente. Peguei sua mão, e apertei, desejando sentir aquele toque para sempre. Respirei fundo, e dei-lhe um beijo na testa.
- Ei, Pedrinho... Por que você não acorda? Uh? Estamos preocupados com você. Maria Luiza quer que você volte para casa logo, ela diz que quer quebrar outro violão seu! – ri levemente – Eu... Eu sinto sua falta, meu anjo. Pare de dar sustos na gente! Por favor, Pedro, acorda! Eu... Eu... Preciso de você... Lembra que você prometeu que nunca ia me deixar? Então por favor, Pedro, cumpra a sua promessa. Eu não sei o que eu faria caso você me deixasse. Você sabe que eu sou totalmente dependente de você... E você também sabe que o nosso amor é pra sempre... Pra sempre e sempre! – Sorri fraco, apertando meu colar que dizia essas palavras – Vamos, Pedrinho, acorde!
- Senhorita Johnson? Só vim trazer a sua filha aqui! – A enfermeira abriu a porta, e Maria entrou, em seguida a porta foi fechada de novo.
- PAPAI! – Maria correu até a maca, e encostou na mão de Pedro – Papai, levanta! Para de blincar, papai! – Deixei uma lágrima cair, e coloquei Maria sentada no meu colo. – Mamãe, diz pro meu papai levantar e blincar comigo?
- Seu pai está dormindo, Maria. Deixa-o quietinho, tá? Ele está dodói. – Acariciei a testa de Pedro.
- Mas eu quero que ele acorde! Diz pra ele acordar! Eu vim ver ele, mamãe.
- Ele não pode acordar agora, filha. Mas pode falar com ele, meu amor. Ele escuta tudo que você diz. – Ela me olhou, e pegou a mão de Pedro. Soltei um soluço fraco. Eu só queria que ele acordasse e tudo voltasse ao normal.
- Papai? Papai eu sinto falta de blincar com você! Eu não tenho mais violão pra tocar. Por que você não acorda? A mamãe tá todo dia chorando... Eu ‘tô cuidando dela como você pediu, mas quando eu mando ela parar de chorar ela não me obedece! Quando você acordar tem que colocar ela de castigo, tá bom? – Curvei minha cabeça pra trás, e soltei outro soluço. Respirei fundo. – Papai, acorda... Eu te amo!
- Filha...
- Mamãe, ele tá acordando! – Olhei para Pedro, e ele continuava imóvel. Maria me dava cada susto...
- Não filha, ele ainda está dormindo.
- Mas ele mexeu a mão, mamãe! – Só podia ser coisa da cabeça dela.
- Filha, se despeça do seu pai e vamos embora, tudo bem? – Ela assentiu, e deu um beijo no rosto de Pedro. Maria foi até a porta, e ficou me esperando lá. Me aproximei de Pedro.
- Ei meu amor, estou indo embora. Espero que quando eu volte aqui, você já esteja acordado. Eu te amo, meu anjo. – Depositei um beijo em seus lábios, e saí dali com Maria. É óbvio que eu não iria embora. Eu apenas ficaria na recepção, como fazia todo dia.
[...]
Vi vários médicos correndo para lá e para cá, senti meu coração acelerar e me levantei, pedindo para Pedro Lucas cuidar de Maria para mim. Corri até onde os médicos iam, e vi que era o quarto de Pedro.
- Senhorita, você não pode ficar aqui! – Uma enfermeira falou. QUE SE DANE, SE TRATA DO MEU PEDRO!
- O QUE ESTÁ ACONTECENDO? – Gritei, sentindo o desespero tomar conta de mim.
- Você não pode ficar aqui! – Ela falou isso, e entrou no quarto dele. Me aproximei do vidro, tocando nele. Vi que estavam todos em volta de Pedro. A máquina que mostrava os batimentos cardíacos batia cada vez mais devagar. Eu estava perdendo o meu menino? Vi que estavam tentando reanima-lo, mas nada funcionava. Soltei um soluço atrás do outro, e perdi o controle do meu corpo. Todas as minhas esperanças acabaram quando eu escutei um “piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii”, sinal de que tínhamos perdido ele. Fechei meus olhos, sentindo as diversas lágrimas caírem com certo desespero. Isso não podia estar acontecendo. Pedro estava... Morto? Abri meus olhos e vi o seu corpo coberto por um lençol branco. Quando me dei por conta, eu já estava no chão, gritando coisas sem sentido. Quem me visse de longe, diria que eu era uma louca. Mas eu não me importava. Nada importava. Eu havia perdido Pedro. Deus estava sendo injusto, estava tirando Pedro de mim. O que eu fiz para merecer isso? O que eu vou dizer para Maria? Eu não sabia o que fazer... Me levantei do chão, e fui caminhando até a recepção. Quando cheguei lá – depois de algum tempo, já que eu estava fraca – abracei Leni.
- O que aconteceu? O que aconteceu com Pedro? – Leni me sacudia, deixando lágrimas caírem.
- Ele... Oh meu Deus, Leni! – as lágrimas caiam desesperadamente. E eu não me importava. Eu não estava ligando para nada. Pedro havia morrido! – Ele se foi, Leni! Ele não vai mais voltar! – Senti meu corpo amolecer, e antes de eu cair, senti alguém me segurar. Era Pedro Lucas. Notei que ele também estava chorando. Foi uma grande perda para todos.
- Eu não sei o que fazer, Pedro Lucas! – sussurrei para ele, que me apertou mais contra seu corpo, mostrando que ele estava comigo. Mas eu queria Pedro. O meu Pedro Lanza.
[...]
Acordei com uma dor de cabeça imensa. Olhei no relógio, e era seis e meia. Ótimo, dormi meia hora! Levantei com uma tontura horrível, e fui tomar banho. Saí, coloquei uma roupa normal, e fui até o quarto de Maria.
- Filha... – Balancei ela levemente – Maria, acorda. – ela abriu os olhos, e ficou me olhando. – Vamos sair.
- Vamos ver o papai? – Como eu iria falar isso pra ela?
- Meu amor, vai ser a ultima vez que você vai ver seu pai... – falei baixinho, tentando botar isso na minha cabeça. Hoje eu veria Pedro. Pela ultima vez. – Ele vai ir para um lugar melhor, e... – Soltei um soluço.
- Pra onde ele vai, mamãe? Ele vai nos deixar? Ele disse que me amava! – ela disse, fazendo bico.
- E ele te ama, meu amor! Ele te ama mais do que tudo! Mas você tem que entender que... Filha, vamos logo. – Ela se levantou emburrada, e foi até o banheiro.
[...]
Vi que tinham parentes, e os amigos mais próximos de Pedro ali. Não foi dada a notícia a todos ainda, suas fãs não sabiam de nada. E eu temia do que podia acontecer quando elas soubessem. Me aproximei do caixão, com Maria ao meu lado. Dei a mão para ela, e fiquei olhando para o corpo de Pedro ali.
- Mamãe – Maria puxava minha blusa – Mamãe!
- Oi? – Perguntei.
- Posso ir ali dar tchau pro papai? – assenti para ela, e soltei sua mão. – Papai, não sei por que você vai embora, e não sei porque você não abre os olhos... Mas tchau, ta? Eu te amo, papai! – Ela deu um beijo em sua testa, e correu para o meu lado novamente, me dando a mão.
Não prestei a mínima atenção nas palavras que o Padre falava, eu ficava apenas relembrando de tudo que passei com ele.
Segunda feira, 12 de julho de 2010
– O que uma moça tão bonita faz sozinha em um shopping?
– Acho que você se enganou, Pedro, a parte do “bonita” é mentira! – eu ri – não se pode mais vir sozinha em um shopping?
– Você é linda, Laris! – sou nada! – Acho que vou ter de fazer companhia para essa moça bonita, é perigoso demais deixá-la sozinha com todos esses marmanjos em volta! – eu ri.
– Então trate de fazer companhia a ela!
Quarta feira, 14 de julho de 2010 20h32min.
– Isso tá uma porcaria, Pedro! – falei – Nem parece que foi pro fogo! Tá super ‘cru’.
– O seu tá horrível, Laris! – Pedro falou. Céus, como esse menino é orgulhoso – É o pior miojo que já comi em toda a minha vida!
Eu aguentaria qualquer coisa. Poderiam me chamar até de gorda. Mas falar que meu miojo é o pior? Ah... daí tá pedindo para morrer. Levantei da cadeira e lancei um olhar mortal para ele. Que entendeu o recado e saiu correndo em volta da cozinha, corri atrás dele, até que o alcancei e pulei em cima. Rimos, rimos muito. Até que seus olhos encontraram os meus, aí vocês já sabem né? Parecia que existia só a gente ali. Mais um daqueles momentos clichês, que só acontecem em filmes. Mas eu não trocaria esse momento clichê por nada. Estávamos prestes a nos beijar, quando um ser loiro com uma camiseta rosa entra na cozinha.
– Cara, a gente tem que ir pro aeroporto! – Thomas disse, e nem se flagrou que tinha acabado de atrapalhar o melhor beijo da minha vida. Que não aconteceu. Mas que eu sei que iria ser o melhor, tudo que vem de Pedro é melhor.
Quarta feira, 14 de julho de 2010 20h36min.
– Deixa isso, vem aqui! – Puxei Pedro, e finalmente aconteceu. Eu não disse? Foi o melhor beijo da minha vida. As famosas borboletas no estômago mais pareciam elefantes. Thomas ainda estava ali, assistindo tudo de camarote, mas não ligamos. Eu não liguei. Para mim, havia apenas eu e meu ídolo ali. Apenas eu e o amor da minha vida. Infelizmente tivemos que parar, Pedro iria perder o avião. Thomas fez questão de nos lembrar disso.
– Vamos Pedrinho! – Disse ele.
– Que merda, Thomas eu disse pra você sumir daqui! – Pedro disse.
– Só quero dar tchau pra Raíssa! – Thomas veio, e me deu um abraço. Logo ia saindo da cozinha, quando eu gritei.
– Thomas! – ele me olhou e eu disse. – É Larissa!
Thomas riu, e saiu dali. Pedro me selou, e me abraçou em seguida.
– Vou ficar com saudades! – ele disse.
– São só dois dias Pedro.
– Mas pra mim parece uma eternidade.
Sábado, 17 de julho de 2010 02h26min AM
– Laris, vem cá, vou te levar pra casa.
– Não Pedro, você não pode encostar em mim!
– Por que, Larissa, por que eu não posso? – Pedro perguntou, sem paciência.
– É uma brincadeira, não pode encostar em ninguém. Se não perde.
– Acho que perdi – Pedro falou, e me abraçou de lado. Saímos da balada, e pegamos um táxi.
– Pedro, eu te odeio – falei antes de encostar minha cabeça em seu ombro, e fechar os olhos.
Sábado, 17 de julho de 2010 04h38min AM
– Pedro, a gente não tem nada, você tinha todo o direito de ficar com ela, eu que sou uma idiota! – Na verdade, para mim a gente tinha algo sim... A gente sempre teve. Ele namorava comigo desde sempre, só que não sabia.
– Era sobre isso que eu queria falar com você, eu não me contento com ‘a gente não ter nada’ – ele queria dar um fim ao que não começou? Ele não queria mais ficar comigo? – Sabe, Laris... faz um ano que te conheço, um ano que eu estou escondendo uma coisa de você – ai meu Deus, a essa hora meu coração já estava querendo sair pela boca – Antes de tudo... você acredita em amor a primeira vista?
– Acho que sim... – falei. Onde ele estava querendo chegar? Ele estava apaixonado por outra? Eu não iria aguentar.
– E se eu dissesse que te amo desde a primeira vez que te vi? – como assim?
– Você estaria falando a verdade? — perguntei
– Por que eu mentiria?
– Pra ficar comigo e depois me largar?
– Eu já fiquei com você, e não te larguei. – ele suspirou – Laris, eu nunca faria isso com você.
Sábado, 17 de julho de 2010 11h39min AM
– Me desculpe, me desculpe! – Pedro disse, se levantando e vindo até mim – Por favor, Laris, não chore! Eu odeio te ver chorar, meu amor! – ele me chamou de meu amor? Em meio às lágrimas, eu sorri. – Laris, me desculpa?
– É estúpido comigo, e acha que é só pedir desculpas e eu te desculpo? – Eu queria desculpá-lo, mas não gostei da atitude dele.
– Laris, eu não aguento mais isso. O dia que eu te vi pela primeira vez, há um ano atrás, eu percebi que você era a mulher da minha vida, nunca senti o que sinto por você, por menina nenhuma. No início eu achei que era só uma atração, por você ser bonita e com todo respeito, gostosa – ele riu, mas logo ficou sério – Mas o tempo foi passando, e eu comecei a ficar com vontade de te ver, eu tentei sair com algumas meninas, mas nenhuma delas me fez sentir desse jeito, então eu deduzi, ou melhor, eu percebi que tudo isso era amor, agora eu posso falar com todas as palavras, eu tenho certeza, toda certeza do mundo, que eu te amo Laris, eu te amo como nunca amei ninguém. A Restart fez vários shows aqui no Rio, ano passado. E eu não te vi em nenhum deles, eu estava com medo de nunca mais te ver. Mas graças a Deus eu te vi, e o que eu sinto por você não mudou, pode ter certeza. Agora eu vou te fazer uma pergunta e a tua resposta poderá mudar a minha vida, e a sua também. Larissa, você quer namorar comigo?
Sexta feira, 23 de julho de 2010 23h29min PM
-... Aquela foi a primeira vez que eu chorei por um menino.
– E qual foi à segunda? – Pedro perguntou.
– A segunda, terceira, quarta, quinta, sexta... Todas as outras vezes foi por você.
– Me dói só de pensar que já te fiz chorar.
– Mas já parou pra pensar que você também me fez chorar de alegria, felicidade, de orgulho...
– Mas você chorou. Você derramou lágrimas por mim.
– Isso mostra que eu te amo.
– Desculpa, mas no momento não vou conseguir chorar, pra mostrar que também te amo! – Pedro falou.
Quarta feira, Cinco de fevereiro de 2014 22h41min PM
Eu e Pedro estávamos deitados no sofá da sala, assistindo a um filme qualquer.
- Laris... – O olhei – Quando eu morrer...
- Pedro, não vamos falar disso!
- Deixe eu terminar? – bufei e assenti – Quando eu morrer, eu não quero que você fique deprimida, nem nada do tipo. Eu quero que você seja feliz...
- Pedro... – Ele me interrompeu.
- Deixe eu terminar. – Revirei os olhos, e Pedro continuou – Eu quero que você arrume alguém que te faça feliz. Eu te amo tanto, que eu não agüentaria ver você sofrendo. Por favor, promete pra mim que vai ser feliz quando isso acontecer?
- Pedro, para!
- Só promete? – Ele pegou a minha mão, e depositou um beijo na mesma.
- Eu prometo Pedro.
E era por conta dessa maldita promessa que eu precisava sorrir. Mas naquele momento era impossível. Ver Pedro naquele caixão me causava arrepios.
Vi as pessoas se distanciarem, indo embora. Me aproximei de Pedro novamente, e sussurrei para que ele, de algum lugar, pudesse ouvir.
- Eu te amarei para sempre.
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