E Se Jacob Sofresse Imprinting Por Você?

8 Capítulo 8 - Tem como o dia piorar?


Notas iniciais
Boa Leitura!

Eu precisava de explicação. Agora!

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– Alguém pode me explicar o que tá acontecendo? — falei, olhando para Laryssa e para Seth.

– Sam, acho melhor eu falar com ela. — disse Laryssa.

– Perai, perai, você já chama ele de 'Sam'? Viram amiguinos agora? — perguntei, provacando.

– Sam, deixa eu falar com ela, eu a conheço melhor e a mais tempo que vocês, ela irá me entender melhor se eu explicar. — Laryssa implorou.

– Não, não. Jake tem que contar a ela, ela é o alvo dele.

Alvo? Eu ia reclamar, mas Laryssa foi mais rápida:

– Tudo bem, eu não conto o segredo, deixo que Jake conte a ela, — Laryssa já estava bem intima deles. E, o que ela quiz dizer com " segredo " — mas deixe eu abrir a mente dela, derepende ela entende melhor isso tudo.

Não estava acreditando que eles tavam tendo aquela conversa, assim, como se eu não tivesse ali, como se tudo tivesse tudo normal.

– Olha só, meu dia hoje horrivel, quase fui a refeição de uma onça, e depois um bicho grande e peludo apareceu, — Todos olharam para Sam, que abaixou a cabeça. Por que? Ignorei e continuei — vocês não tem ideia de como eu estou confusa, de como as perguntas só aumentam a cada minuto. Eu quero, melhor, eu PRECISO de respostas, e eu não vou esperar vocês parem de discutir pra descobrir. — disse, sem parar nem para respirar. Ai sim eles cairam na real, perceberam como eu estava com tudo isso.

Laryssa olhou para Sam, que assentiu com a cabeça. Ela soltou da mão de Seth, o beijou rápidamente, veio até mim, me puxou pelo braço e saimos pela porta, deixando a mini-reunião na cozinha pra trás. Eu estava incrédula com o que tinha acabado de acontecer, ela tinha o beijado! Derepente todas as minhas dúvidas sumiram da minha cabeça e eu só consegui falar:

– Você. O. Beijou.

– Sim, foi.

– Por que? Você acabou de conhecê-lo!

– Mas ele é pereito pra mim.

Essa resposta chegou a ser engraçada. Mas, pensando bem, eles ficavam bem justos, as mãos deles se enxavam tão perfeitamente... "Não Maria, você tá ficando louca?" pensei comigo mesma. "Eles tinham acabado de ser conhecer..." :

– Como pode ter tanta certaza disso?

Ela olhou pra areia, pareceu pensar por um mometo:

– Eu.. eu não posso te dizer...

Balancei a cabeça negativamente, não, aquilo não podia estar acontecendo!

– Deve estar muito confuso pra você, né?

Então, todas as perguntas voltaram a minha cabeça. E eu quaze respondi um " Não, imagina. Eu? Confusa? Claro que não! " , mas ironia era o que menos naquele momento:

– Tá. Muito.

– Olha, eu não posso te explicar muito agora, mas você tem que me prometer que vai ter mente aberta?

– Como assim?

– Você vai descubrir que existe coisas que você achava que não existia.

– Que tal ser mais específica?

– Eu não posso, prometi a Sam.

– Você só pode tá de brincadeira...

– Mas não estou. Por favor, me prometa!

– Eu não vou prometer nada!

– Por favor?

– Não! Você não vai me contar, certo? Então não tenho nada pra prometer a você!

E sai, fuzilando ela com os olhos, deixando bem claro que não era pra ela vir atrás de mim.

" Ah, que beleza, briguei com a minha melhor amiga... Meu dia tá ficando cada vez melhor! " pensei em tom de ironia.

Não sabia pra onde iria. Pra casa de Nilda e Antônio estava fora de cogitação, eu havia acabado de brigar com a neta deles, com que cara iria entrar lá? Resolvi andar pela praia, que estava vazia.

Andei um pouco, até achar que já estava longe de mais da casa de Emily, e quando me convenci disso, sentei.

Enterrando meu pé na areia e olhando o mar, revivi cada minuto desde que chguei ali, a La Push. Cada palavra, cada olhar, alguma coisa que me desse alguma pista. Sem sucesso. Só tinha uma certeza, tinha algo de muito estranho ali. "Você vai descubrir que existe coisas que você achava que não existia." palavras que acabara de ouvir da Laryssa, mas... o que significava? Será que eles era parentes do Frankenstein? Ri sozinha. Talvez não. Parei de pensar nisso depois que coloquei o Frankenstein no meio dessa história. É, minha mãe sempre disse que sou muito criativa...

Minha mãe...

Veio na minha mente o rosto dela, chorando quando entrei no avião. Agora me pergunto por que fiz isso. Por que entrei naquele avião? Se era pra acabar assim, eu sentada na bera da praia, sozinha, brigada com a melhor amiga, com um bando de estranhos que escondinham um segredo mais estranho que eles mesmo, e que não queriam me contar, me deixando completamente confusa? Sim, eu preferia ficar no Rio. Eu precisava ligar pra minha mãe, ouvir a voz dela, depois de pensar que ia virar comida de onça, aprenderia dar mais valor as pessoas que amo. Ainda estava com o celular da Laryssa, mas se eu ligasse o celular, poderia receber uma ligação de Nilda e Antônio, e agora mais do que nunca, o que eu menos precisava era mentir pra eles. Ficaria sem ligar pra minha mãe, afinal.

Foi quando senti a primeira lágrima cair, estava tudo misturado, dor, arrependimento, medo do incerto, saudade, e doia, doia muito. Deitei na areia e olhei o céu, as nuvens, na esperança que aquilo passasse.

Demorou um tempo para perceber que já não estava mais sozinha na praia. Jacob estava caminhando em minha direção, e tudo começou de novo, o coração acelerado, as borboletas no estômago... Alguém podia me dizer o que era aquilo?

Levantei e limpei as lagrimas, certa que viria mais dúvidas, mais problemas e mais dor por aí.


Notas finais
;)