E O Leão Se Apaixonou Pelo Coerdeiro!

3 Capítulo 3 - Desabafo de um pai desesperado(BÔNUS)


P.D.V Carlisle Cullen


Já passa das 2 horas da manhã, e eu ainda estou aqui, sentado nessa escada. Não sei como eu pude dizer tudo àquilo pro Edward, eu sei que ele também sofre, e o quanto que ele luta para esconder esse sofrimento, mas não suporto mais vê-lo destruir-se e me destruir a cada dia. Nenhum de nós teve culpa do que aconteceu, a única culpada é ela, só ela. O Edward me culpa, mas eu não tenho culpa, quando eu conheci Elizabeth na faculdade nos apaixonamos imediatamente, vivemos uma história de amor, mas ela é daquelas pessoas que não gostam de rotina, de horários, ela nunca gostou. Quando terminamos a faculdade, eu de Medicina e ela de Design de Interiores, resolvemos nos casar. Mas desde o começo ela sabia como seria. Minha profissão não me deixa muitas opções, eu tenho horários e compromissos a seguir, mas mesmo assim ela aceitou, com todas essas condições e obstáculos. Ela dizia: “Tudo bem meu amor, eu também não vou ter tempo. Ou o meu médico favorito acha que o meu serviço é só brincar de decorar casinha? Tenho muito trabalho a fazer.” Era sempre assim, então nos casamos e depois de dois anos nasceu à luz de nossas vidas: Edward Masen Cullen , um menino adorável , de cabelos cor de cobre iguais ao da mãe e com olhos verdes iguais aos meus. Meu filho, meu orgulho. Os anos foram passando, e ele ficava a cada dia mais lindo . Com o passar do tempo, Elizabeth e eu só tínhamos duas preocupações: Edward e os nossos respectivos empregos. Fomos nos afastando cada vez mais, aquele amor, aquela paixão foi se apagando e o que restou foi as cinzas desses sentimentos. Nós não brigávamos muito, vivíamos sob o mesmo teto, dormíamos na mesma cama , mas o amor não era o mesmo. Não, eu não tinha deixado de amá-la, de jeito nenhum, mas assim como nós (pelo menos da minha parte) o amor também amadurece. Eu não podia mais fugir do serviço, ficar dias fora com ela, era difícil frequentar as festa da alta sociedade (o que para ela era indispensável). Eu continuava (e por mais que me doa continuar) amando ela, Edward estava cada vez mais bonito, estava com 12 anos quase 13, era um bom aluno, o melhor, as melhores notas, o melhor comportamento, o mais prestativo. Um ótimo filho, adorável, brincalhão, carinhoso, educado, inocente, feliz, meu pequeno Edzinho como ele era feliz. Nada me alegrava mais no mundo do que chegar em casa e encontrá-lo sentado, tocando piano, era o som mais lindo e puro do mundo, ele sempre adorou música, tocava piano desde seus 6 aninhos e com 10 aprendera a tocar violão e saxofone. Ele e o Emmett alegravam essa casa, a Esme trabalhava conosco desde que o Emmett nasceu, como não tínhamos o Edward ainda, cuidávamos dele como se fosse nosso filho. Um ano depois nasceu o Edward. Os dois cresceram praticamente juntos, eram e são inseparáveis , sempre adorei vê-los juntos, uma amizade tão pura. Mas voltando a Elizabeth, ela estava cada dia mais distante, mais ausente, por várias vezes tentei conversar, tentamos nos entender, mas nunca ficou totalmente resolvido. Faltava exatamente 1 mês para o aniversário de 13 anos de Edward, planejávamos uma viagem para a Itália, já que era o seu sonho conhecê-la, iríamos todos, eu, Edward, Elizabeth, Esme e Emmett. #FLASH-BACK #Cheguei mais cedo do serviço, no fim da tarde. “Que lindo meu filho, você está cada dia melhor, vai ser o médico músico mais lindo do mundo” — falei ao ver o meu Edzinho ao piano. “Obrigada Papai. Como foi seu dia?” “Bem filho e o seu?” “Normal, quer dizer não vi a mamãe hoje, a Esme disse que ela saiu cedo.” “Ele deve estar por aí brincando de decorar casinhas.”- Nós dois começamos a rir, nada irrita mais a minha Eliza do que brincarmos com sua profissão. Passei o resto da tarde, e o começo da noite com Edward, ouvi-o tocar, jogamos videogame , até conversamos sobre garotas. AH meu garoto! Acho que eu estou fazendo um bom trabalho como pai, já que meu pequenino veio me perguntar sobre garotas. Ele esta gostando de uma garota um ano e pouco mais velha que ele.. “Ah filhão, que orgulho. Mas você está apaixonado? Ela gosta de você, vocês já se beijaram?” “Calma pai. Claro que eu não beijei ela, e eu não sei se ela gosta de mim e também não sei se estou apaixonado, só acho ela mais bonita que todas as garotas, nós conversamos pouco, e bem amanhã eu vou dar um chocolate com formato de coração pra ela.” “Chocolate? Quem teve essa ideia? Foi a dona Eliza, não foi? Você contou pra ela?” “Claro né pai” “Ah é. Esqueci-me que você conta tudo pra sua mãe e nada pro seu pai.” “Pai, você sabe que não é bem assim. … porque a mamãe esta sempre em casa e você não.” “Eu sei meu filho, mas o papai promete que vai ficar mais tempo em casa com você e com a mamãe, está bem?!” “Tá bom.” — Depois disso eu o Edward jogamos videogame a tarde toda e nada da Eliza chegar. Quando ele foi tomar banho fui ao nosso quarto para descansar um pouco. Ao entrar me deparei com uma carta em um envelope vermelho com meu nome escrito com a letra de Eliza. Não quero lembrar o que está escrito, mas quando descobri que ela havia fugido com Phil, o jardineiro da família; meu mundo desabou.#FIM DO FLASH-BACK #Até hoje não superei essa perda e também sei que Edward me culpa por sua mãe ter fugido com Phil. Eu não tenho culpa, se eu pudesse voltar no tempo eu passaria mais tempo com a minha família. Mas agora é tarde demais para Desculpas...