E Eu sou o Amor da Sua Vida?

41 O Tal de Pesadelo Infernal...


Notas iniciais
O primeiro capítulo do mês!! O 41 ♥~♥ Uau, como o ano está passando rápido, bom, para mim está. Antes de fazer os comentários rotineiros á cada capítulo; devo avisar que os eventos desse capítulo estavam escritos desde a publicação do capítulo 32. Apesar de uma fanfic (Paris para Dois) estar aparentemente indo pela mesma linha de racíocinio minha; é pura coincidência. Já estava planejada desde muito tempo. Só pra ter certeza, eu terminei esse capítulo terça de madrugada. Passei os outros dias arrumando ele e querendo postar, mas... Como disse, apenas as quintas. kkk É tão bom consegui postar semanalmente e com data, e certinho♥♥♥ Olha o que abstinência de séries faz... Mas, vamos lá!! ♪Charlie Brown Jr. ~ Meu Novo Mundo♫ ♪Tokio Hotel ~ Dancing In The Dark♫ ♪Tessa Violet ~ Crush♫ PS: Teclado ainda com problema, e o inverno chegou; eu sou como um urso, quero hibernar porque meus dedos congelam fácil... E o pior dia do mês nem chegou :( T_T OBS: Tenho o dever de afirmar que essa história tem uma fanfic, criada por uma fã espetacular; que eu particularmente estou achando maravilhosa; acho encantador. Vou deixar o link: >>https://fanfiction.com.br/historia/801959/Paris_para_dois/ ~Enjoy. ♥

Victor

Vai ficar tudo bem... Mas, se você está realmente triste, tudo vai dar errado.

Eu segui o pequeno conselho de Jay. E junto com Maxwell escrevi uma carta, porque, já que Luco fez o que fez... Porque eu também não poderia fazer algo parecido, porém, diferente? Escrevi a carta, Jay deu o envelope e pedi para Maxwell entregar, eu adoraria ver o rosto dela quando viu que era minha. Ele disse que era uma expressão de que não esperava por uma carta.
Luco pediu para nós nos enturmarmos, e Audrey, Jay e Maxwell imploraram para participar dos Nouvelle Couleur. (Nova cor; assim que eu aprendi; mas, Colorés do mesmo jeito.) Era como se fossemos os deuses do refeitório. Apenas tínhamos que nos enturmar, com os novos garotos, que estavam tão desnorteados quanto eu e Joana; todos fora da casinha... Ah, e claro, tinha a Mi-Cha, super despreocupada com a vida.

Parecíamos tão poderosos, e eu estava amando aquela sensação. Desde a noite em que aleatoriamente Dégel foi conversar com Niedja e Luco deu o seu grito de guerra. Todo mundo ficou desnorteado e confuso; alguns não sabiam o que fazer, mas, Luco sabia, e todo mundo foi seguindo ele. Se foi um cals? Claro que foi Mas, no fim tudo certo; estranhamente certo, pavoroso também, era adrenalina pura. E sei lá o que se passou na cabeça de Luco de berrar e pular em cima da mesa, de beijar a gaúcha e espantar todos os Monitores da mesa de Elite, mas, sei que foi muito divertido.

Passamos o fim de semana recebendo olhares hostis por todo o dormitório, principalmente no sábado; depois que entreguei a carta e Luco estava com a cara arranhada; Alexandra veio por algum motivo tirar satisfações nossas, Shin falou mal de todo mundo e Pandora pediu que não me importasse com aquilo, que era normal e a partir dali ficaria até pior... Fiquei pensando se eu tivesse ido beijar Mikaele como Luco fez com a gaúcha, ia seria boa ou má ideia; como eu seria recebido, se ela ficaria com raiva de mim. Mas, de fato, uma coisa era nítida, aquilo era poder. E eu amava o poder.

Era uma tarde de quarta-feira, tivemos aula até meio dia e meio, então, Luco e Dégel tiveram uma ideia...
E cá estávamos nós no quarto de Joana, descolorindo umas mechas do cabelo. O quarto dela era literalmente brilhante, como se fosse um palco, havia espelhos por todos os lados, junto com fotos dela espalhadas pelo quarto. Havia muitas almofadas, na cama, na poltrona, no chão; e também haviam pôsteres de filmes e de peças teatrais. Ela possuía uma decoração única, e agora, além de bem decorado, sendo um salão de cabeleireiro. O que também era a cara dela.

Confesso que estava morrendo de medo, eu não queria ter meu cabelo todo colorido, mas, Antonie disse que era ou uma pequena mecha ou umas poucas luzes. Que não seria como eles haviam feito antes. “Uma descolorização global”, ou seja, no cabelo todo. Dégel não tinha tinta suficiente para o cabelo de todo mundo.

-Que cor você vai querer jovem? – Audrey que estava mexendo no meu cabelo. Seus olhos eram azuis e cabelos loiros escuros, ela tinha um belo sorriso e uma pinta abaixo dos lábios. Ela havia descolorido a sua nuca toda e estava com uma cor rosa agindo no seu cabelo.

—Aan... – Eu me virei para ela. – Eu não sei. – Ela se virou para o lado, na penteadeira estilo camarim do quarto da Joana.

—Tem roxo, azul escuro, branco, vermelho e (...) – Ela segurou um potinho de tinta. – Que cor é essa Dégel? – Ele observou por alguns segundos.

—Laranja. – Dégel respondeu e voltou sua atenção para continuar descolorindo as pontas do cabelo da Mi-Cha; cada um descoloria o cabelo do outro.

—Merci. – Ela se virou pra mim. – Qual você vai querer? Roxo, Azul, branco, vermelho ou laranja? – Franzi o cenho.

—Não tem verde? – Pandora e Veronica me encararam imediatamente.

—Não. Verde é inimigo! – Elas gritaram

—Ah, tá certo... Desculpe! – Levantei as mãos. – Aan; que tal roxo? Pode ser?

—Que tal fazermos uma listra roxa nesse seu topete? – Joana perguntou ao fundo vindo e minha direção mexendo no cabelo; e meu rosto queimou.

—Pode ser. – Concordei baixinho.

—Não quer fazer na lateral? – Perguntou Antonie, as laterais do seu cabelo estavam ficando parecidas com prateado.

—Acho que no topete ficará bom... – Respondeu Joana que estava deixando as suas mechas ficarem roxas. Mas, não era o mesmo tom de roxo que o meu.

—Não precisávamos de novos integrantes! – Verônica resmungou jogando a cabeça para trás, no seu cabelo havia um pouco de roxo e vermelho.

—Integrantes nunca é demais. Somos novos! A nova era! Quantos mais melhor! – A nuca de Luco estava ficando azul. – E talvez precisemos sim de carinhas novas. Lembram que na primeira vez, chamaram primeiro o: Antonie, depois o Dégel, eu, o Conrado (...) – Ele fez uma pausa. – Quer saber? Não importa! – Ele bateu as mãos dando um eco no quarto.

—Importa! Eu quero saber! – Exclamou Joana curiosa.

—Que ótimo! – Ele riu. – Certo; primeiro foi o Conrado. Eles eram da mesma sala, certo!? Depois foi o Dégel, aí sim o Stefano e Antonie, Verônica, eu e Pandora. (...) Tinha uma guria que andava com ele e o Conrado, né? Eu sei que tinha, eu lembro...

—Shhh. – Stefano colocou a mão na boca para pensar. – Huum. Vish. – Depois de ficar um bom tempo em silêncio ele encarou Luco. – Era uma loira?

—Não. – O outro respondeu. – O cabelo dela era preto. Demorou para descolorir o cabelo dela. – Ou seja, eles já fizeram uma coisa dessas antes. – E nem ficou tão perfeito... Manchou algumas partes... No final, tivemos que ir em um profissional.

—(...) A Sabeena? – Dégel comentou enquanto seu cabelo além da lateral azul estava do outro lado ficando branco. – A indiana?

—Sabeena!! – Luco berrou. – Isso; tinha a Sabeena! – Ele riu por fim.

—Que houve com ela? – Perguntou Audrey.

—Se formou. – Dégel falou tranquilamente. – Só ficou conosco por sete meses. Ela era legal. Encantadora.

—Ah. Sabeena Vikander? – Pandora indagou, com sua voz de deboche. Pra mim, ela e Verônica não gostavam da presença de outras garotas no grupo; senão elas próprias. – A garota que era apaixonadinha pelo Guilherme?

—Guilherme? – Dégel a encarou.

—Silva! Esse mesmo.

—Eu não sabia que outra pessoa se interessaria pelo Guilherme, além de Niedja. – Ele pareceu surpreso.

—E porque precisamos dessa informação? – Pandora perguntou.

—Se mantivéssemos a formação original, seriamos. – Ele foi fazendo uma conta mental. – 16! Uou, são muitos... – Ele riu.

—Bom, está faltando um aqui não é? (...) – Joana olhou em volta. – Acho que dois.

—Conrado disse que hoje não ia mexer no cabelo. – Stefano falou. – Agora o Jay... Não faço ideia.

—Hunf. Japoneses... – Murmurou Mi-Cha.

—Tecnicamente, o Amajiki só nasceu no Japão por mera coincidência. – Maxwell começou a falar. – A mãe dele é inglesa.

—Que mistura de culturas deliciosa! – Joana exclamou.

—Totalmente formidável! – Disse Luco. – E onde o Jay tá Max?

—Não sei, eu não vi ele no almoço. Quer que eu ligue pra ele?

—Por favor, estamos estragando nosso cabelo, se nós estamos, ele também tem que estar. – Murmurou Mi-Cha.

—Ninguém te obrigou a pinta o cabelo! – Reclamou Verônica.

—Eu tenho o direito de reclamar. – A outra resmungou.

—Hey, não é pra brigar! Somos um grupo! Todo mundo amiguinho! – Berrou Luco. – Eu hein. Mas, você podia ligar pra ele depois....

—Pode deixar...

Passamos a tarde inteira descolorindo e pintando o cabelo, Luco parecia até tranquilo, despreocupado, não voltou a dizer o quanto eu devia ajudar eles a se vingarem do exótico. Posso dizer que foi uma tarde tranquila. Quase perto da hora do jantar Jay apareceu, algumas mechas dos seus cabelos negros estavam descoloridas, ele quis pintar de vermelho. Luco quem o fez.
Jay Amajiki parecia só um garoto que nasceu com os olhos puxados. Pois eles eram azuis, ele tinha várias pintinhas no pescoço e uma mancha no pulso, ele era um pouco mais alto que Dégel, e era bem sério.

—Você não sabe quem vive, quem morre, nem quem conta a sua história. — Luco cantarolou baixinho; enquanto passava a tinta vermelha no cabelo de Jay.

—De onde é isso? – Verônica perguntou.

—Hamilton! – Respondeu calmamente. – Um musical Off Broadway! – Ele respondeu e em seguida parou. Como se pensasse em algo. – Off Broadway... – Ele riu assustadoramente em seguida.

—O que é off Broadway? – Perguntei. De repente todos estavam olhando para mim; depois de uns segundos eu ri sem graça. – Eu não sei o que é. Desligado da Broadway? – Pandora riu.

—Lógico que não. Hãn, desligado. – Ela o olhou como uma cara de superioridade, porém, eu não podia me importar muito. Eu não sabia! – Off-Broadway são as peças e musicais representados em teatros menores do que os teatros da Broadway.

—E no geral, investem menos em divulgações e são menos conhecidas. Daí permitem que obras experimentais sejam apresentadas, eles não se importam com o lucro e as vezes nem são tão bem sucedidos...

—Ah. – Respondi.

—Eu tive uma ideia fabulosa! – Luco exclamou depois de uns segundos. Todos olharam para ele. – Devíamos apresentar Hamilton!

—Devíamos? – Veronica o olhou sem entender. – Onde?

—Aqui ué. Hey Jay, o que o pessoal do Lycée ou da Université vão para apresentar? – Jay esfregou uma mão na outra.

—Esse ano eles vão fazer. – Ele era o único que não conseguia falar de um jeito que eu entendesse perfeitamente. Era meio embolado, parecia espanhol – Curta metragem. – Ele falou com um pouco de dificuldade.

—Ah! – Luco falou. – Então todo mundo vai fazer Ragtime? – Ele parecia meio indignado.

-Não. – Disse Audrey terminando meu topete. – Só do 1º até o 4º andar. Os outros vão apresentar pequenos monólogos...

—Eu não sabia disso. – Falou Verônica. – Eu tô no 6º andar e não sabia disso. Eles nos indicaram o teatro.

—Por isso devíamos fazer Hamilton. – Audrey cerrou os olhos. – O que é isso?

—Já expliquei, é uma...

—Desculpe; perguntei errado, quem é, Hamilton? – Os olhos de Luco brilharam.

—Hãn. Alexander Hamilton é um dos pais fundadores!

—Só podia ser...

—Não, mas presta atenção, não é uma peça chata sobre americanos, tem uma pitada de comédia e histórica. O criador é ator e cantor; há 9 anos atrás ele lançou uma outra peça fabulosa também. E essa não é diferente.

—É fabuloso a vida de um “americano”? – Resmungou Mi-Cha.

—Do jeito que ele contou, sim. Vi alguns vídeos da peça que lançou em janeiro – Ele respirou fundo. – Nós vamos encenar Hamilton!

—Não podemos encenar Hamilton. – Falou Antonie. – Nem temos autorização pra muita coisa e.

—Vamos trocar Ragtime, por Hamilton. – Ele mexeu as mãos. – Estamos em março, até junho dá para decorar, ensaiar e apresentar Hamilton sem problema. – Luco se virou pra mim. – Seria bom para você Young, uma boa parte do elenco dança, ou seja, você faria voz de fundo e dançaria sem precisar decorar falas.

—Aan. Voz de fundo?

—É um musical!

—Seria uma excelente ideia Luco, mas, não tem como trocar Ragtime por Hamilton em tão pouco tempo. Não temos influencia o suficiente. – Joana disse e ele olhou para os lados.

—Monitores tem. Deixa eu ver; o Conrado tem! Só precisaríamos ir lá e convence-los e fazer. – Pandora cruzou os braços.

—Só temos a influência do Conrado então, os Monitores estão irritados conosco.

—Shin é meu irmão. Acho que dá para obrigar ele.

—Eu acho... – Comecei a falar. Todo mundo olhou para mim, meu coração foi parar na garganta. – Acho que.... Não seria tão difícil; aan... – Passei a mão na nuca nervoso. – Pedir ajuda para a min. – Não é minha, não na frente deles. – Nossa Monitora; ela poderia nos ajudar. – Luco estralou os dedos e deu um sorriso.

—O nó de gravata perfeito. Sim... Ela poderia nos ajudar. Se você pedir... – Me arrepiei por completo, como eu ia pedir isso pra ela? – Temos três pessoas fluentes! Será fácil então, poderíamos fazer isso.

—O louco Luco teve um plano assustador! – Verônica exclamou.

—Hãn, quem disse que apenas Armin tem bons planos? (...) Primeiro o refeitório, depois vai ser o teatro. Somos reis! – Ele disse rindo, com aquele sorriso assustador. Ou seja, esse seria um plano que não estava envolvendo o ex

Depois de 40 minutos falando besteiras, lavei meu cabelo na pia do banheiro do quarto de Joana, na verdade, todo mundo lavou o cabelo ali. Joana secou meu cabelo e Dégel disse que devia escovar o topete pra cima. Quando todo estava com o cabelo seco, Joana estava arrumando o cabelo das garotas, fazendo penteados como se estivéssemos mesmo em um salão de beleza. Um lugar bem tranquilo, eu estava bem a vontade; que estranho.

—Mas então; porque estamos pintando o cabelo mesmo? – Perguntou Pandora amarrando o cabelo que tinha a nuca laranja e pontas rosas. – Se nós combinamos não chamar a atenção de ninguém?

—Porque enquanto nós estávamos aproveitando da nossa liderança, um: “brócolis” entrou no refeitório sexta-feira à noite. – Luco disse quase emanando veneno; talvez estivesse.

—Brócolis? Quem? O que? – Antonie perguntou sem entender, assim como todo mundo.

—(...) – Luco ficou em silêncio, apenas com um olhar de “adivinhem”.

—Rowell? – Dégel chutou depois de um tempo.

—Sim. – Ele confirmou.

—Porque brócolis? – Perguntou Mi-Cha.

—Que cor é um brócolis, Lang? – Luco se virou para ela.

—Aan... Verde?

—E verde é o que meninas? – Ele se virou para Pandora e Verônica.

—Verde é o inimigo – Elas responderam juntas.

—E é por isso. – Ele disse terminando de passar a tinta no cabelo de Jay e se sentando no carpete azul de Joana.

—Ele pintou o cabelo de verde? – Audrey perguntou terminando de secar o próprio cabelo.

—Sim. Isso foi um sinal claro de que, ele é nosso inimigo! Então temos que pintar nossos cabelos também. – Ele estralou a língua no céu da boca.

—Impossível. – Falou Joana com um tom de deboche. – Somos do mesmo andar, não tem como ele ter pintado e eu não ter visto.

—Convenhamos que você é meio cega Di Blanco... – Começou Mi-Cha. – Você não enxergaria algo assim.

—Ao menos eu tenho olhos bonitos... – Acho que ela insinuou que os olhos da outra são pequenos.

—Céus... – Falou Stefano. – Vocês brigam demais!

—Relaxem. – Falou Luco se espreguiçando. – Bom, talvez não é que você seja cega Joana... Talvez é porque ninguém tem falado com ele ultimamente.

—Eu falei. – Disse Dégel tranquilamente. Luco o encarou.

—Falou? O que você disse? – Todos encaramos ele.

—Chamei ele de imigrante, e disse que nem é tudo sobre ele. – Eita. Luco se aproximou de Dégel. – Acho que ele não gosta de ser chamado de imigrante...

—Porque você disse isso?

—Porque eu não estou aqui para me vingar dele, como vocês. – Ele respondeu calmamente. – Disse porque, ele veio se intrometer nas minhas conversas com a Medeiros.

—Por favor Rosseau; você era o que mais estava desesperado para voltar! – Disse Luco elevando a voz.

—Por Niedja, não por ele! – Houve uma pausa. – Sei que ele mandou a gente pra puta que pariu, mas, não foi tão ruim.

—Ruim? Foi péssimo! –Resmungou Verônica.

—Nós estávamos no mesmo país? – Perguntou Stefano.

—Da minha parte, não é apenas sobre ele. – Ele colocou a mão no peito. – Foi por caso dele que a gente saiu daqui? Foi. Mas, também estamos aqui por causa dele.

—Estamos é? – Perguntou Antonie sem entender.

—Bom, ele criou os Coloré, ele ensinou e fez a gente pintar os cabelos. E o que estamos fazendo? – Dégel os encarou.

—Você está, defendendo ele? – Perguntou Luco, seu tom de voz foi menos alto, e mais ameaçador.

—Só disse que falei pra ele que: “nem tudo é sobre ele”.

—Embora grande parte das coisas sejam. – Antonie disse.

—Mas, disse que você mal podia esperar para ver ele de novo de volta ao grupo

—Nossa, no dia que isso ocorrer, de joelhos ele vai implorar né? – Disse Verônica encarando Luco que depois de uns segundos, sorriu.

—Claro.

Não pude deixar de notar que aparentemente, Dégel está pouco se lixando para os planos mirabolantes de Luco. O que praticamente todo mundo era super a favor, até mesmo Maxwell, Audrey, Jay, Mi-Cha, enfim, todo mundo incluindo eu. Mas, Dégel estava tranquilo. E eu fiquei extremamente curioso em saber porque; ele tinha todos os motivos do mundo para odiar ele, mas, estava pouco se lixando, e parecia muito tranquilo. Não é possível que só eu notei isso.

De noite, parecia que todo fez um minuto do silencio, quando os Coloré entraram no refeitório. Sinceramente? Eu nem estava com fome, eu estava nervoso. Mikaele iria me ver com o cabelo colorido e obviamente iria me odiar, então não quis ir jantar, estava com minha ansiedade no último, então eu subi para o meu quarto, ia deixar ela tomar essa surpresa de manhã.

—Não quis ficar para o jantar? – Me virei deparando-me com Jay, as suas mechas brilhavam sobre a luz. Neguei com a cabeça. – Sem fome ou dor de cabeça?

—Sono, e você? – Ele me olhou por alguns segundos.

—Dor de cabeça. Vou ir tomar um remédio. – Acenei com a cabeça. – E a carta? (...) Entregou a carta para a garota que tem seu coração? – Meu rosto ficou vermelho.

—Pedi pro Maxwell entregar.

—Não acredito, era para você entregar e... – Ele ia fazer um comentário, mas, ouvimos vozes vindo do 2º andar, então paramos de subir as escadas.

—Foi uma ideia meio absurda. Não era exatamente o que eu queria.

—Mas, talvez ache algo aqui em Paris; o bom filho a casa retorna.

—Não vai ser meio errado, incomodo?

—Vai ser perfeito! Vai poder acalmar Katherynne Kurz. – Françoise foi quem disse isso.

—Volta! Fica em silêncio. – Jay me puxou para trás e fomos voltando para trás para não sermos vistos. – Não fala nada. – Acenei positivamente. – Respira baixo se puder. – O que? Como? Apenas concordei.

—Lógico que não. Não sei como vai ajudar Françoise. – Professor Guilherme. – Fiquei sabendo que é por culpa dele.

—É verdade? – Jay e eu nos encaramos; qualquer coisa voltaríamos correndo, óbvio, não sem antes saber o que se passava.

—De todas as coisas inusitadas que me ocorreram esse ano, você é a maior de todas. – Guilherme começou a brigar com Mateus.

—Eu nem sei porque você tá aqui, Françoise disse que queria falar comigo. Não pedi sua ajuda. (...) Na verdade, eu pedi, mas, o que você fez? Me mandou para Perpignan; Orleans seria ótimo, ou Bordeaux, já que você não está lá né? – Houve um silêncio.

—Não precisa brigar.

—Eu saí do meu apartamento para ajudar você!

—Não pedi a sua ajuda aqui. Vim falar com Françoise.

—Certo. – Françoise disse severamente. – Eu tenho uma ideia, na verdade é uma ajuda; talvez vai te ajudar um pouco. Que tal?

—Espero que não se arrependa. – Resmungou Guilherme. Françoise parecia calmo a arrogância do outro.

—Eu nunca me arrependo de nada. – Ele ficou em silêncio. – Apenas de não ter aprendido havaiano; me arrependo um pouco. Acho que podemos dar esse comunicado hoje.

Jay e eu descemos com tudo quase tropeçando nos próprios pés e indo em direção a mesa de Elite. Quando esbarramos e sentamos na mesa Joana nos encarou.

—Estão fugindo do que? O que vocês fizeram?

—Vão fazer um comunicado! –Disse arfando. Jay concordou comigo. Os outros se olharam entre si e não entendiam, na verdade, nem nós entendíamos porque corremos. Ah, sim, respondemos a pergunta de Joana.

—Quem?

Então alguns minutos que nós chegamos, Françoise e Guilherme apareceram na entrada, eles chamaram a atenção para si e Françoise começou a falar.

Bonne nuit les résidents; avant d'aller me reposer, je voudrais solliciter votre attention pour un avis de dernière minute. Il fut un temps où j'avais même deux sous-préfets et préfets, qui se sont même éteints. Mais à en croire l'enchaînement des événements tumultueux qui se sont déroulés ces dernières semaines. Je nomme un nouveau "Moniteur Assistant" pour calmer vos esprits de tous les étages.
(Boa noite residentes; antes de ir descansar, gostaria de pedir sua atenção para um aviso de última hora. Houve um tempo em que eu tive até dois Monitores e Monitores assistentes, que até foram extintos. Mas, de acordo com a linha de eventos turbulentos que ocorreram nas últimas semanas. Estou nomeando um novo "Monitor Assistente", para acalmar seus ânimos de todos os andares.)

—O que? Monitor? – Eu não entendi muito bem o que Françoise falou, ele falou muito rápido. Qualquer idioma que não seja português é muito rápido para mim.

—Monitor Assistente. – Maxwell falou do meu lado. – Por causa dos eventos turbulentos teremos um Monitor para todos os andares.

—Eles não podem fazer isso. – Mi-Cha resmungou.

—Já fizeram. Então; é o Armin Rowell para ter toda essa cerimonia? – Perguntou Pandora sarcasticamente.

—Moniteur adjoint temporaire; Matthieu Silva.

Matthieu? Mateus? O Pesadelo Infernal de Luco? Ex da gaúcha? Olhei para eles em seguida, como quase todo mundo, estávamos imóveis, queríamos ver o que eles iam fazer. Mateus não estava ali, devia ter ficado lá em cima; todo mundo pareceu estar em um completo choque.

Merci beaucoup pour votre attention. Bon repas, et pour toutes questions, parlez-en à vos moniteurs. Préfets, discutez dans mon salon après le dîner. Bonsoir.
(Muito obrigado pela sua atenção. Tenha uma boa refeição, e qualquer dúvida, conversem com seus monitores. Monitores, conversa na minha sala depois do jantar. Boa noite.)

Luco ficou imóvel por alguns segundos, depois colocou a mão na cabeça e olhou para o chão com sangue nos olhos. Aqueles olhos de cores diferentes, pareciam estarem enxergando um enorme obstáculo à sua frente. Não havia mais distancia os separando. Assim como Kathy que também ficou imóvel e depois, colocou a mão na boca e saiu correndo em direção ao banheiro. Luco observou-a saindo do refeitório sendo seguida por suas amigas. Incluindo Mikaele.

—Temporário. – Audrey murmurou baixinho. –Não é por muito tempo...

—Que inferno! – Exclamou Luco batendo na mesa fazendo apenas os talheres tremerem; mas, não muito para não perceberem que aquilo o afetou. – Eu não tenho um segundo de paz nessa droga!

—Mas, porque ele voltou? Ele foi demitido! – Exclamou Dégel baixinho. – Um Monitor para todos os andares? Que desafio. Quase uma honraria!

—(...) É muita coisa pra mim. – Luco disse colocando a mão na boca. – Quem chamou ele?

—Não é quem chamou ele. Mas, vale ressaltar que Kathy está furiosa com ele! – Falei, e Antonie riu.

—Verdade, relaxa Luco, você receberá suas doses diárias de agressões em forma de amor. – Ele sorriu.

—Acho que ao menos tem um lado bom.

—Você é louco... – Murmurei baixinho.

—Yes Young! Eu sei que sou. E agradecemos por estar falando bastante.

—Sim! – Maxwell concordou. – Sua paixonite irá adorar o garoto que você se tornou.

—Paixonite? Quem? – Luco colocou a mão no queixo e suspirou sorrindo.

—A garota que dá o nó de gravata perfeito nele. A que deixou o coração dele em sua mão. Não é Young?

Luco faz isso parecer tão fácil, mas, não é. Eu posso fingir que ela está ao meu lado, mas, sei que estou completamente sozinho; posso até dizer que eu caminho com ela até amanhecer; mas, não estou com ela... Posso dizer que sinto os seus braços ao meu redor, e quando estou perdido, fecho meus olhos e ele me encontra. Mas, não é fácil como ele descreve...

Queria que fosse fácil, sorrir e vê-la sorrir de volta para mim, com a mesma intensidade que eu o faço. Todos se viraram pra mim.

—(...) Não, sei; você acha que é Luco?

—Tenho certeza. – Ele estralou os dedos. – Um pouco de romance, é tudo que faltava. Enfim; eu nunca estou sastifeito!

Notas finais
Obrigada por terem paciência comigo, obrigada por simplesmente lerem, obrigada por me deixarem feliz em escrever... Desde já á amoras e amores, resisdentes parisienses que habitam no Brasil; desde já agradeço ao seu tempo :3 Obrigada pela leitura. J'adore vous tous. Até o próximo capítulo ♥♫♥ ~♠~Eu sempre digo, estou aqui para vocês. ~♠~ ~♦~E Paris sempre vai estar pronta para nós. ~♦~ J'aime vous!! ~♥Beijos da Autora♥~