Notas iniciais
♠Obrigada para quem está acompanhando ou só passeando; a vida é assim.♠ Acho que no fim os capítulos serão mesmo ás sextas-feiras; tentei postar quinta, mas, já era 00:00hrs quando terminei de editar. E só para lembrar; não tinha série nesse dia... E quando a as séries voltarem; sexta já tá garantido. Porém, se der quinta vai quinta, se der sexta vai na sexta; se ocorrer no sábado, ou domingo... Será. Mas, sempre terá. + Espero que gostem de todos os dialógos, não sei porque os capítulos estão voltando a ficarem grandes... Talvez eu queira transformar em um livro!! Pardon, estou tão viciada que estou enlouquecendo de tanto escrever; estou amando isso!♥ ♠Nota Extra: Céus!! Anna Bomfim está acompanhando essa história!!♥ Merci Beaucoup Chérie, e se sinta muito bem-vinda♥ {Sou uma pessoa emocionada demais gente...} ♦Nota Extra2: Break; me deve 3 comentários kkkk {Eu sou uma pessoa enlouquecida}♦ Songs do Up:♫ ♪One Direction ~ What Maked You Beautiful♫ ♪The Script feat. William ~ Hall Of Fame♫ ♪Rihanna ~ Disturbia♫ OBS: Tenho o dever de afirmar que essa história tem uma fanfic, criada por uma fã espetacular; que eu particularmente estou achando maravilhosa; então por obrigação, deixarei o link: >>https://fanfiction.com.br/historia/801959/Paris_para_dois/ ~Enjoy. ♥

Victor

Você pode ouvir as batidas do meu coração? Eu fecho meus olhos e digo a mim mesmo: Que meus sonhos se tornaram realidade...

Eu fiz... Eu beijei ela. Da forma mais insana que eu pude, eu fiz. Estou tonto, cambaleando, rindo igual um idiota... Mas, depois me dou conta de algo; eu sou um completo idiota.

“Isso foi errado. ” “Você não devia ter feito isso. ”

Então com toda a adrenalina, vejo machas escuras ao meu redor então encosto em uma mesa e respiro fundo. Eu apenas a beijei, a segurei em meus braços e a beijei; e ela não negou nos primeiros segundos, agarrou meus cabelos e se deixou levar assim como eu. Nós estávamos em completa sintonia. Mas, depois, o contato foi quebrado.

“Quem é você? O que fizeram com você Victor? ”

...Ela não é a primeira pessoa a perguntar isso, e isso é horrível, seria tão ruim assim? Qual a diferença do Victor de antes e do de agora? E é 1º de abril, podemos encarar como uma brincadeira se ela ficar muito magoada ou triste.
Mas, essa opção parece ruim também, na verdade, parece péssima. Bom, não é possível que ela não gostou... Ou é bem possível sim.

Porque enquanto se afastávamos e respirávamos, ela parecia assustada. Mas, não estava nervosa.
Ela nunca iria ficar nervosa; ela é muito gentil para isso.
Mas, ela pode ficar magoada. Irritada.

Então eu já nem sei mais se o que fiz ou estou fazendo é certo. Na verdade, eu já nem sei mais o que estou fazendo... Em um segundo estava tudo bem, no outro eu estou mal e não faço ideia de como ela está. Obviamente me odiando agora, eu tirei todo o meu privilégio de “calouro favorito” tenho certeza disso; e agora estou sentindo que alguém está agarrando meu estômago, o meu peito, o meu coração, e até a minha alma. (...) Preciso ir pra casa.
Preciso falar com Leonardo.
Preciso ligar pra minha mãe.

Como eu pude fazer isso tão absurdamente com ela? No que raios eu estava pensando?

Todos os outros estavam na sala G; de Linguagem e Literatura Estrangeira; não havia outra pessoa além deles naquela sala. Para falar a verdade, o movimento estava fraco; apenas estudantes mais velhos, de outros lugares, talvez fazendo doutorado; pessoas que de longe são do mesmo círculo social ou escolar que nós.
Como sempre, Audrey, Joana, Jay, Max e eu estávamos longe de Luco e dos outros; nunca é fácil interagir com pessoas que são amigos a muito tempo, e que passaram por muita coisa juntos; mas, as garotas estão mais juntas dessa vez, apenas os garotos estão afastados. Mas, estão ocupados lendo alguns livros, ou fingindo que leem. Me junto aos dois e me esparramo sobre a mesa.

—Victor? – Max me chama antes de me cutucar. – Você está bem?

—Estou cansado. – A adrenalina ainda flui; talvez eu esteja tremendo. – Max ergue uma sobrancelha.

—Oh. – Ele diz indo pra trás.

-Hey Young! – Luco chama a atenção de todos. – Onde você estava? (...) Olha, quer saber? Não tem problema, está aqui! Estive pensando; que todo mundo deveria ter um codinome! Young, você é o “Nó de Gravata Perfeito”. – Ele aponta pra mim.

—Porque não Young? – Pandora pergunta.

—Sempre chamo ele assim. E aí não é codinome né? Estamos ocultando nomes, apelidos e sobrenomes! — Ele estrala os dedos. Dégel você “Ventrículo Direito em Alerta” – Dégel ri.

—Merci. – Dégel ri.

—O que você tem nó de gravata? – Verônica se vira olhando pra mim; a encaro por uns segundos. O jeito dela em notar as coisas me assusta.

—O que?

—O que você tem? Está com essa cara pós-morte aí. – Fecho os olhos e respiro fundo, penso em alguma coisa.

—Estou enjoado, e cansado.

—Olha; eu não te conheço como Luco te conhece; nem a tanto tempo que ele, nem tenho tanta intimidade contigo assim como eles. Mas, eu sei quando alguém não está bem, e vous tá bem. – Jay diz baixinho enquanto Luco chama Pandora de “Copo de Leite da UFC”.

—O que? Não... Nada a ver; digo, estou mesmo cansado.

—Porque? – Max pergunta se curvando para mais perto.

—Aan?

—Você disse que ia no banheiro; — há uma pausa enquanto Antonie é nomeado como “Meio Desconhecido Vingativo”. – O que você fez no banheiro que te cansou? – Meu rosto queima e mordo os lábios colocando os braços sobre a cabeça.

—Nada de mais...

—Pelo jeito foi algo de mais. – Jay diz sutilmente. – Foi algo muito bom ou... – Não é possível que apenas eu esteja pensando besteira. Prefiro contornar-me nessa situação.

—Eu beijei uma garota!

—Ouh! – Max berra chamando a atenção de Luco que nos encara.

—Que foi?

—O Victor!

—Young? Que aconteceu? – Enquanto meu rosto está quase enterrado na mesa

—Ele beijou uma garota! – Max fala euforicamente.

—Ooh!! – Os outros entram no embalo, quando uma funcionária passou pela entrada da sala, e fez um sinal de silêncio com um olhar sério.

Pardon... – Luco sussurrou, ela esperou um pouquinho e depois seguiu, com os livros que tinha em suas mãos. Então eles se voltaram pra mim. – Você beijou na boca? Quando? Conte mais, conte mais!

—Você realmente beijou uma garota? – Pandora me olha com desdém, porém, em seguida ri. – Uau, ela atende as suas expectativas?

—O que?

—Ela é bonita?

—Quando foi isso?

—Como foi?

—Onde é que isso aconteceu?

—Ela beija bem?

—(...) – Não consigo pensar. São perguntas retoricas? Devo responde-las? – Aan... Bem, erh.

—Não tenha vergonha Young... – Luco disse. – Responde a que você se sentir mais a vontade. De preferência, como foi... – Respirei fundo, meu lado racional abe que eu posso contornar as perguntas, ignorá-las e mudar de assunto, mas meu emocional quer contar para todos com quem, e como foi.

—Ah. A lembrança do beijo dela, está quase me levando a loucura. – Eles estão curiosos e ficam eufóricos.

—Nossa. – Pandora está pasma. – Esse beijo aí foi muito bom! – Então meu rosto volta a queimar. Talvez eu esteja com vergonha d dizer com quem foi para todos; porque sinto que no fundo, depois, algo desagradável vai acontecer se eu disser quem é. – Conte mais...

—Ele não vai contar! – Max começa. – Então eu digo; ele usou o pretexto de ir no banheiro para se encontrar com a Cinderela misteriosa... – Ele riu.

—Isso foi combinado? – Stefano pergunta e eu nego. – Claro, porque se fosse combinado não daria certo. – De fato.

—Então, isso foi hoje? Agora? – Joana me olha de cima a baixo. – Aqui? Como você beijou alguém aqui?

—Mon chéri... ♫ – Audrey estralou os dedos. – É uma biblioteca! Há milhares de lugres para se beijar aqui!

—Rapaz. – Dégel coçou a nuca. – Você é ágil, e sagaz. E esperto.

—Evolving! – Luco exclamou.

—Mas, porque você não usa palavras em francês? – Dégel encarou Luco. – Estamos na França!

—Algumas palavras saem sem querer. – Ele riu. – Então capitulando, você saiu, encontrou a garota e beijou ela?

—Tipo isso. – Disse olhando para o teto.

—Garanhão! – Joana riu. – Mas... – Ela me encarou séria. – Você não beijaria alguém que você não conhece. Franceses ficam desconfortáveis com um abraço, imagina um beijo na boca. Então, não foi uma francesa. (...) – Ela cruzou os braços. – Você é novo aqui; então foi uma pessoa que você conhece.

—Aonde quer chegar Joana? – Audrey pergunta.

—Não há quase ninguém do Depardieu ou do dormitório aqui, e nenhum outro aluno de escolas próximas. Além de nós; quem ele beijou se não foi nós. (...) Trabalha aqui.

Putaquepariu! Ou ela viu, ou o raciocínio dela é ótimo. A garota é genial, um Sherlock Holmes!

—Pensando nesse lado... – Dégel passa a mão no rosto. – A teoria dela faz sentido. Se for alguém daqui nós também conhecemos. Ressaltando a pergunta da Audrey; ela é bonita?

—(...)

—Vamos aceitar como sim. – Luco sorriu. – Então podemos comemorar isso tomando um sorvete, que tal? – Céus, isso é motivo pra tanto? Comecei a rir sem jeito.

—ótimo, mas eu vou pular a comemoração. – Dégel diz. – Está muito frio pra mim.

—Mas, você não é o “De gelo”? — Antonie riu. – Deveria ser uma parte de você.

—Sou; deveria, mas, hoje não. Vou voltar pro dormitório.

—Então, vamos todos. – Verônica disse.

—Pode ser. A comemoração fica pra depois. – Luco diz, então todos pegamos nossos casacos e vamos para a saída; então me atrevo a pensar em uma coisa importante que pode ter passado despercebido, mas, não está tão despercebido assim.

Max deve saber quem eu beijei. Ele tem que saber! Porque eu pedi pra ele, entregar o envelope para ela. Como isso pode passar despercebido? Ou o que? Enquanto me pego pensando nisso, passamos por Niedja na saída e ela me cumprimenta com um sorriso.

—Tenha um bom resto de dia Victor. – Dégel olha para ela, mas, ela dá as costas.

—Obrigado. Tenha um bom trabalho Niedja. – Digo de volta.

—Obrigada. – Ela responde. – Caminhamos por uns três minutos sem dizer nada, até quando não dava mais pra ver a biblioteca.

—É A NIEDJA? – Berrou Jay fazendo Dégel me encarar, e todo mundo parar de andar.

—O queee? – Eu o olhei assustado. – Como?

—Você beijou a Niedja? – Dégel perguntou.

—Faz um sentido. – Joana diz. – Ela era sua monitora quando Mikaele estava internada né?

—É mas,

—Maluco do céu, você beijou ela? – Luco perguntou se aproximando de mim.

—Você sabe quem ela namora não é? – Audrey perguntou.

—Sei mas,

—Você tem noção que o Dégel gosta muito dela né? – Pandora cruza os braços.

—Ele só voltou pra cá por causa dela. – Acrescenta Verônica. Eles começaram a me cercar, me senti sufocado.

—Não, eu sei,

—Se sabia porque beijou ela?

—Eu não beijei a Niedja! Eu beijei a Mikaele! – Berrei e em seguida tampei a minha boca; todo mundo deu um passo pra trás e me olhou assustado.

(...)
Há um silêncio coletivo.

—Como é? – Antonie se aproxima de mim depois de longos segundos. – Você beijou a Mikaele? – Confirmo. – A mesma Mikaele que trabalha na biblioteca?

—Que é nossa Monitora? – Confirmo duas vezes. – (...) Como? – Luco parece desacreditado. Assim como todos.

—Ela estava indo para algum lugar longe de vocês, eu a encurralei, e a beijei. – As palavras que saiam da minha boca pareciam tão erradas, todos me olhavam de um jeito que reprovavam o que eu havia feito. Então abaixei a cabeça.

—O que ela disse? – Stefano perguntou. – Ela disse algo?

—Que foi errado e eu não deveria ter feito aquilo. – Audrey parecia que ia me dar um sermão ou algo do tipo, mas, Antonie quebrou o silêncio esfregando minha cabeça.

—Relaxa; ela gostou. – Todo mundo olha pra ele sem entender. – Ela me falou a mesma coisa quando eu beijei ela pela primeira vez. Então tá tudo bem; ela gostou de ser beijada por você. – Ele começou a andar. – Vai por mim.

—(...) Algo a acrescentar? – Luco cutuca minha nuca.

—Não é certo que, ela não esteja comigo. – Digo acompanhando Antonie.

—Se você diz... – Dégel fala me ultrapassando.

—Talvez ela só queira ficar comigo, quando ninguém nos vê. – Luco me dá um peteleco na testa. — Aí

—Talvez então, é o que você deva fazer.

—Ficar com ela quando ninguém está vendo?

—Touché Nó de Gravata Perfeito. – Ele bate no meu peito. – Eu sempre soube, bem lá no fundo, estava bem na cara.

Não tão na cara...
Não sei se Mikaele está me evitando, só encurtando nossos momentos de manhã sozinhos; mas é claro que ela está evitando. Mesmo se Antonie estiver certo, mesmo se ela tiver gostado, ela fez a pergunta crucial “Quem sou eu e o que fizeram comigo? ”
No dia seguinte ela me acordou como sempre, estava com uma expressão neutra e foi completamente amigável comigo. Porém, nada além, do casual.
Já na sexta, além de continuar com a expressão indecifrável de sempre, e com essa expressão ela diz que eu não preciso ir no ensaio de fim de semana, porque Armin aceitou me dar três aulas particulares antes das apresentações, uma começando dia 15; e com isso está confirmado que eu não tenho mais privilégios de calouro.

—Eu insisti muito para ele lhe dar essas aulas particulares; e mesmo relutante por causa de trabalho, escola e deveres no teatro ele aceitou. – Ela começou dizendo. – Então, por favor, não desperdice ou faça disso uma grande piada. – Ela não estava brava. Estava séria, disse tranquilamente, serenamente.

—Claro, não farei nada de errado. – Ela acenou.

—Merci beaucoup. Bonjour. – Meus ombros cedem; ela insistiu por mim.

Dégel ficou feliz porque eu não beijei Niedja, com certeza. Mas, Antonie, não parece feliz que eu beijei Mikaele. Ok, eles são ex namorados, certo? Á muito tempo, não é? O Cainan é o ex mais atual que ele. Porém, ele ficou sim, visivelmente aborrecido. Não posso fazer nada, já foi. E é isso que está matando Antonie.

—Se nós formos refletir; seria espetacular eu namorando com Kathy, Dégel com Niedja e Victor com Mikaele. – Luco falava rapidamente quase perdendo o folego. Já fazia um tempo que ele estava falando naquele assunto.

—Por Deus Luco! – Exclamou Verônica. – Porque é tão relevante assim?

—Nossa, Verô; elas largaram os Colorés pelos Silva, e para os Colorés vão voltar.

—Por favor, alguém conte algo novo pelos céus antes que eu jogue um prato nele! – Resmungou Pandora.

—Pratos em mim são exclusividade da minha galáxia. – Ele ressaltou.

—Aan.

—Fala meu filho! Fala! – Disse Pandora.

—Eu consegui ter aulas particulares com o Armin Rowell. – Todos ficam em silêncio e me encaram.

—Pra quando isso? – Luco pergunta.

—Erh; dia 15! – Luco dá um sorriso assustador.

—Perto... Como você conseguiu?

—Pedi pra Monitora.

—Hãn, você beija ela e depois pede e recebe algo em troca. – Resmunga Antonie.

—Não. Eu havia pedido antes. Mas, ela disse que precisou insistir muito com ele, porque ele está muito atarefado.

—Atarefado com o que? – Pandora perguntou.

—Ele escolheu dar aulas, lembra? – Jay fala tranquilamente. – Ele entra primeiro e sai por último. Arruma pra quem for usar aquele teatro; ele está nessa correria a um tempo.

—Tem o emprego e a escola. – Fala Audrey. Luco estrala o corpo.

—Ou seja, ele está atarefado. – Joana confirma. – Então você arrumou o momento certo para vigiar ele, Young.

—É Young ou Nó de Gravata? – Max resmunga. – Se decide!

—Codinomes são usados em ocasiões especiais. – Luco diz rindo. – E ainda não estamos na ocasião especial. Mas, logo estaremos lá.

—Certo. – Max levanta os braços. – Você é louco.

—Agora que você percebeu isso rapazinho? – Pandora o encara.

—Não tem o que vigiar. – Audrey comenta.

—Certo; não pra vocês. – Dégel começa dizendo. – Mas, nós conhecemos Armin á muito tempo, ele pode estar atarefado, mas, ele não erra; não é do feitio dele errar.

—Todo mundo erra. – Joana retrucou e Antonie sorriu.

—Não Armin Rowell, é inadmissível para ele errar. É como se fosse um castigo, a pior coisa do mundo...

—E quando ele erra, ele cai, e quando ele cair; – Luco estralou os dedos. – Teremos derrubado o grande.

—E o que a gente ganha derrubando o Sr. Perfeição em pessoa? – Joana retruca

—A gente escolhe depois. – Fala Luco rapidamente.

—E outra, perfeito é Deus; Armin é só bom. – Ele revirou os olhos. – E excepcional. Mas, não perfeito. – E acho que Dégel tem toda razão para dizer isso; aliás, segundo Luco ele conheceu o exótico primeiro. – Porém, é mais fácil quebrar uma pessoa em vez de derruba-la. Pessoas quebradas são maleáveis.

—Faço das suas palavras as minhas Querido Vermelho do Gelo. – Luco elogia ele que tem sua atenção presa quando Niedja surge no refeitório, a partir dali nada importava para ele.

O fim de semana se arrastou tão preguiçosamente quanto o resto da semana. A indiferença com Mikaele, os passeios estranhos com Luco e o grupo depois da aula. Para lugares que julgo serem importantes para eles, como museus, galerias, o parque e a beira do Rio Sena; só quando não chovia ou quando Dégel não estava muito cansado fazíamos essas coisas, caso contrário direto para o dormitório.
Eu gosto também dos lanches que fazemos no caminho e nas lições que terminamos nesses passeios. Porém, tinha dias que eles ficam entre eles, e como oficialmente Leo pegou raiva de mim, e pra quem não queria ficar sozinho na França, em Paris; cá estou eu, sentado no muro que separa os dois dormitórios. Ele tinha um 1,30 então se eu caísse só teria uns arranhões.

De repente alguém senta no muro, porém do lado oposto.

—Você se juntou a eles. – Era Kathy.

—(...) Sim. – Sussurro.

—Eles já obrigaram você a fazer alguma coisa? – Nego. – Nada? Nadinha? – Nego. – Então você fez essa listra de gambá porque quis? – Meu rosto queima.

—Joana disse que ia ficar bom...

—Ah sim! Ótimo, realmente maravilhoso. – Ela diz secamente.

—Você acha? – Viro para ela que está me encarando feio.

—Ficou péssimo, Victor... – Era sarcasmo. – Mas, o cabelo é seu né. – Ela me olhou por uns segundos. – (...) Olhando agora, Mika iria gostar, ela gosta dessa cor. – Meu rosto cora, eu sei, ela disse(...) Contorno a situação.

—E porque te incomoda tanto?

—Me incomodo até com coisas insignificantes... – Ela olhou para o céu, talvez chova. – Olhe só Luco! – Dou um sorriso.

—Ele só está apaixonado por ti! Poxa; Mateus te largou por uma garota mais velha e.... Poxa; uma chance! – Ela me olha como se fosse um insulto.

—Oh claro, uma chance para reviver o passado! Entusiasmante não? – Puro sarcasmo.

—Se não quer reviver o passado porque o beijou? – Ela me encarou. Mais de uma vez? – E ficou vermelha.

—Por que ele beija bem? – Eu ri.

—Viu? Nem o beijo do outro você lembra! Voltar com ele seria tão ruim assim?

—Claro que não, eu acho...

—Então volta com ele! O que você tem a perder? – Kathy dá ombros.

—Meu orgulho! Já falei muito mal dele para agora cair de boca nele... – Ela revirou os olhos. – Literalmente.

—Então você pretende ficar com o seu ex? – Ela não parecia querer pensar nisso; nem se esforçou muito.

—...Os dois são meus ex. O que você faria no meu lugar?

—Ficaria com quem me ama mais!? – Julgo sendo esse Luco.

—E quem você acha que me ama mais?

—Julgo eu; Luco?! Certo?

—Sei lá... –Ela respira fundo. – Não vou voltar com Seward de maneira nenhuma. – Diz firme.

—Por; – Ela me mostra um envelope.

—Recebi isso aqui antes de ter beijado Luco. Ergh. – Ela treme. – Achei bonitinho, e bem escrito. – Ela sacodiu o envelope. – Porém, quem vem pra França e não escreve francês? – Ela entrega para mim, realmente, não está escrito em francês, nem em português, muito menos em inglês. É japonês! Japonês? Olho para ela ainda sem entender. – Peça a Amajiki traduzir essa aqui pra mim. – Ela desce do muro. – Depois eu converso com ele. (...) E não! Não vou voltar com Luco Seward nessa vida!

Por Deus!!

—Espera Kathy! – Ela para de andar, pulei do muro quase me ralando, mas, a alcancei. – Você e Jay estão conversando? – Ela olhou para o lado.

—Eu adorava conversar contigo; não me sentia como se milhões de olhos estivessem me observando; agora, não faço ideia se posso confiar em você!

—Mas, ainda sou eu.

—Não guri... – Ela me deu um peteleco na cara. – Você é o “Young”! Sendo assim, eu não posso confiar em você.

—Mas, me deu um envelope e.

—Sim. – Ela continuou andando. – Eu quero saber o que aconteceu com você? – Chuto uma pedra e olho para ela.

—(...) Mas você pode continuar conversando comigo. – Ela mexeu a mão. – Não vou ser um espião; não há motivos pra eu fazer isso.

—Quem sabe... Talvez, não sei. Pode ser. – E ela segue pela rua.

Deus, me diz e me mostra que eu fiz a escolha certa por favor!
(...)
Eu só queria ter a idade certa. Tê-la conhecido na época certa, ter feito ela feliz então...
Então eu sei que estou envergonhado a pontado de me trancar no quarto e não querer ir jantar naquela quarta. Não fazia sentido eu sair. Ninguém ia sentir a minha falta; e isso soa tão verdade como dramático. Só está acontecendo; só estou me sentindo perdido...

Dentro de um lugar que eu não estou conseguindo controlar ou sair. Nem ficar.

*

Só faltava 4 dias para minha aula com Armin, e Luco estava contando os dias, como se ele fosse ter a aula. Depois da conversa com Kathy além de pensar sobre as dúvidas dela, fiquei pensando em Jay, que estava livre de qualquer suspeita de Luco; e não entreguei o envelope, não antes de saber o que estava escrito. Eu quero ter propriedade para dizer se ele é “um belo raspa canela”, que dispensa comentários, ou não. Mas, a vida é assim, não dá para dizer: “não pode gostar de outra pessoa, porque fulano gosta dela”. Essa frase tem se aplicado muito na minha vida.

—Hey! – Pandora tilintou na mesa. – O que vamos fazer sábado que vem?

—Dia 18? – Joana pergunta.

—Isso.

—O que tem de especial?

—Bom, vamos estar nas férias de primavera. – Todos concordam. – E é aniversario do Dégel.

—Meu?

—Seu? — Verônica o encara

—É? – Stefano interrogou.

—É! – Luco sorriu

—Certo, então é! – E todo mundo ri em seguida.

—Podemos ir de bicicleta até a casa de Monet. – Audrey sugere.

—Ouh! Isso é longe! – Exclama Max. – E cansativo.

—Mas, podemos fazer um piquenique.

—Não se pode fazer um piquenique lá. – Dégel fala.

—Hãn, nós podemos! – Riu Luco olhando para Dégel. – Que acha?

—Eu quero algo mais calmo... – Ele sorri. – Eu nem lembrava que era meu aniversário!

—Como se esquece um aniversário? – Pergunto.

Antes que Dégel pudesse responder mais alguém havia chegado no dormitório. Porém, mais luxuoso que qualquer um de nós; aparentemente tinha um “mordomo” segurando as suas malas. E um eco é ouvido do corredor.

—♥Armie! ♥ Cookie Rowell. – Coincidentemente Armin havia acabado de entrar no refeitório, quando esse “alguém” invadiu rapidamente o refeitório, saindo do hall de entrada, e pulou no colo de Armin com tudo o beijando, não um beijo simples, um beijo cinematográfico; quase apaixonado. Eu estava surpreso e de boca aberta. Talvez assim como todo mundo.

—Arh... – Ele ainda estava a segurando a jovem no colo, e estava sem jeito.

—Se você me deixar para trás de novo... – Ela apontava para a cara dele. – Eu juro por todas as Belas Artes... Que vou te morder, e você vai se arrepender de deixar sua Cupcake Bullevard pra trás!

Luco teve a ousadia de rir, Dégel colocou a mão na boca para rir, e eu não estava entendendo o que ela estava falando, nem em que idioma era. De repente, todo o refeitório estava paralisado, apenas olhando a situação.

—Eu (...) Também senti sua falta Mackie. Que inesperado! – Ele parecia desacreditado, chocado, como se visse um fantasma.

Mackie; era uma garota ruiva pura, assim posso dizer. De olhos verdes, sardas, cabelo laranja brilhante, magra, como uma bailarina, tem até o nariz fino como uma. Seu cabelo estava preso em duas tranças; ela usava brincos que pareciam de maçãs, ou morango, podia ser até de cereja; não dá para ver exatamente... Ela estava com um uniforme igual ao nosso; porém, não era azul, era vermelho. A aproximação dela com o outro deixou todo mundo paralisado; óbvio, não mais que o exótico Armin.
Ela possui pulseiras roxas nos dois braços, anéis em quase todos os dedos das mãos, e é tão ousada quanto Luco; porém, ela tem presença como Armin.

—Claro que é inesperado! – Ela aperta as bochechas dele – Somos um casal inesperado!

—Casal? – Ele gagueja e a solta andando para trás. – Não Mackie. Não somos(...) – Luco dá um assobio baixo. –Sinto muito que par. – Armin e a tal Mackie começam a “discutir” em outro idioma que ninguém conhece ou entende para traduzir pra mim.

Ela começa a ficar vermelha e ele pálido, eu dou um sorriso, como é bom vê-lo em maus lençóis. Ele olha ao redor, mas, o show está muito bom para ser parado. Porém, Simone encerra tudo quando entra no meio do dois e os olha com calma; a ruiva para imediatamente e aponta para Simone, mas ele nega.

Porém, ela volta a abraçar ele. E tudo o que eu vejo nos bastidores é apenas Mikaele com a mão na boca, saindo correndo dali.

Voyez-vous?— Luco pergunta olhando a cena.

Oui.— Todos respondem.

Quelle brillante opportunité!

Estamos vendo uma brilhante oportunidade... Do que? Eu não faço ideia. Tudo o que vejo é ela; era para estarmos juntos para sempre. Sei que isso está só na minha cabeça. Mas, eu a amo.

Notas finais
Obrigada por terem paciência comigo, obrigada por simplesmente lerem, obrigada por me deixarem feliz em escrever... Desde já á amoras e amores, resisdentes parisienses que habitam no Brasil; desde já agradeço ao seu tempo :3 Obrigada pela leitura. J'adore vous tous. Até o próximo capítulo ♥♫♥ ~♠~Eu sempre digo, estou aqui para vocês. ~♠~ ~♦~E Paris sempre vai estar pronta para nós. ~♦~ J'aime vous!! ~♥Beijos da Autora♥~