Notas iniciais
Eu não sabia que esse capítulo ficaria tão grande, até porque... Bem, gente na Bahia você não tem noção de nada, então no meu caderno ficou o mesmo tanto de folha, mais como digitando é diferente... Vamos lá, gente, a história começou á ficar boa agora. ~Enjoy

Victor

Um extenso período acadêmico, preso no outro lado do oceano. Ok, meus pai acertaram em cheio em me autorizar para um programa desses. E pensando nisso eu já vou assinar o meu retorno quando eu chegar lá. 8ª, 1º, 2º, 3º e a faculdade, tudo isso longe da família? Logo eu que sou a pessoa que mais curte a família aqui; ás vezes os amigos também. O francês está na Europa, na África, na América do Norte, na Oceania, no Oceano Índico, Na América Central e na América do Sul, dito que na África há mais países que falam francês, e oito países tem o francês como língua oficial e a comida francesa é maravilhosa. E mesmo assim eu ainda estou com medo, com raiva, tenso e triste para ir pra lá. Só há quatro brasileiros, cinco indo comigo pra Paris comigo, quatro que foram sorteados e um que imediatamente pediu a inscrição para ir junto comigo; meu amigo, irmão: Leonardo; e mesmo se não estivesse com ele, eu sinto que não estaria só. Aliás, é só um tempo longe da família, podemos voltar nas férias.

Aceitar um programa desses em que podem te levar a grandes e longas carreiras me atraem. Estava ainda no saguão do aeroporto lendo alguma revista boba que alguém esqueceu para quem vai morar sozinho; caberia bem para mim se soubesse no que estou me metendo. Esse ano, quatro alunos de dezessete países foram sorteados para um Programa de Artes Cênicas, no final haverá uma apresentação para alguns cineastas, críticos com a chance do filme ser apresentado no Festival de Cannes, o maior festival de cinema realizado depois do Oscar de Hollywood. Ou seja, uma chave de ouro que ninguém amante de cênicas perderia. Eu; pretendo me esbaldar em Paris, na França! Eu ainda não tenho certeza de tudo, mais sei que ao aceitar vou aprimorando meus conhecimentos e tals. E claro também zoando com o Leo. Um ano inteirinho com meu irmão de consideração sem ninguém para dizer "pare" ou “está indo longe demais rapaz.” Eu vou para Paris, a cidade dos motéis, bordéis das praias de nudismo e nos dias caloroso topless por aí. A França não é só a Torre Eiffel é um paraíso. E com certeza as francesas são um acesso de informações e um monte dessas palavras, uma delicia sexual. Huhu, eu nunca fui um anjinho, sou homem e tenho uns desejos loucos e talvez até obscenos. Tipo, estralar os dedos e ela me obedecer. Dei um sorriso, isso nunca aconteceu comigo, do que eu estou falando? Nem vai acontecer, comecei á rir. Como sou idiota.

E cá estou eu tentando-me concentrar no que posso aprender agora. Minha mãe disse que seria ótimo eu estudar, mais não concordou que fosse a outro continente e essa chance de ouro no momento eu estava confuso em descrever; na real, sou aquela pessoa que não ganha nem bala em sorteio, mais passar em mais de seis concursos, fazer doze provas para ser um dos finalistas eu pirei, de três mais um menino e duas meninas foram sorteados e Leonardo me fez pirar quando os pais dele surtaram em pagar pra ele fazer o curso também, daí que esse primeiro ano ele paga, o segundo não. O concurso era entre 13 e 17 anos, então com meus lindos 13 anos (Quase 14, oh) pirei. Sim, claro que indo para a cidade luz – Eu sei que Cannes é longe de Paris; mais deixa o Condado (Federação/Colégio/O que for) se virar para bancar a viagem feliz. – na companhia de lindas garotas que eu não faço ideia que seja nenhum dos três. Por isso estou fingindo que estou lendo um artigo sobre economia, porque eu não tenho assunto, não sou interessante nem nada. Nem sei o que falar, já que meus fones de ouvido estão tão altos curtindo “Imagine Dragons” que mesmo que zombem de mim, não vou ligar. É minha autoestima é abaixo de zero. Mais eu tento ser feliz. Estava curtindo a música quando percebi que havia uma garota olhando pra mim. Ah Victor por que é tão difícil você fazer novas paqueras? Porque é tão difícil fazer amigos? Porque está sendo difícil ser você?

Passar o inverno da Europa preso na França; só de pensar nisso deu vontade de chorar e de passar minha vez pra outra pessoa; só que além de achar a França magnífica, de talvez ficar lá para sempre Leonardo me mataria por deixa-lo ir só.

—Está com medo? –Leonardo me perguntou parando de mexer no celular e me encarando como se imaginasse o que eu estava pensando. – Por favor, não diga que está com medo porque se o estiver...

—Leonardo; menos... É que eu não sei se realmente quero fazer isso.

—Ah eu não acredito, eu vim com você pra tudo dar certo e você diz que não sabe se quer tudo isso? Hey! Eu também não sei nada da França; eu estou com medo e com vergonha. Sinto como se não fosse aprender o francês e for humilhado por que sou burro. Sinto que não vai valer a pena Victor. Eu não tenho tantos talentos como você. – Dei risada. – O que é? Estou assim por sua culpa!

—Veio por que quis. – Ele franziu a testa. – E só que não, você decora as coisas mais rápido que eu.

—Não diga nada para me deixar feliz.

—Não estou... – Falei sinceramente. – Aliás, porque irmos em janeiro? Nossas aulas não começam em fevereiro?

—Você não leu as instruções e nem pensa muito bem né? – Fiquei irritado e senti meu rosto queimar, com certeza eu fiquei vermelho. – Nossa aula como série começa apenas em setembro. Poderíamos vir em setembro e perder tanto como o curso básico de francês e perder os cumprimentos, saudações, pedidos, frases e ficarmos totalmente perdidos, no caso não muito diferença para você. Pois em setembro começaremos a 8ª série. Podemos ir pra casa no final do ano letivo, li também que nossos pais podem vir para cá nas festas de fim de ano. Teremos a formatura.

—Oba, convidar garotas. – Disse animado.

—Eu proponho para que nós convidarmos francesas. Elas são melhores.

O nosso voo foi chamado e eu ia deixar tudo o que eu conhecia. Catorze horas até a Europa ouvindo música e pensando, pensando até demais. Tudo bem, tudo bem, tudo bem... Foi tranquilo para quem viaja de avião pela primeira vez.

Como negar um programa desses? Como negar aparecer em Cannes e possivelmente em Hollywood, como negar o conhecimento? A fama? Como negar? Conhecer pessoas novas, dessa vez eu preciso conhecer alguém, porque ficar se depreciando em casa não dá certo. Leo não se importava para a hora da decolagem e confesso que eu também não ligava mais eu ficava incomodado.

Cada um em sua música, em seus pensamentos e só de pensar em estar em território novo... Meu coração apertou.

—Leo, e se o avião cair? – Ele me encarou desacreditado.

—Eu não acredito nisso meu. Não quer nem ao menos dar esperanças para essa nova vida? Vou dizer que eu não sei quase nada da França... A França é só a Torre Eiffel; certo? – Sacudi a cabeça negativamente.

—Não; lógico que não. Há o Arco do Triunfo, um museu chique chamado Louvre, muitos croissants, cafés de esquina; que a verdadeira estátua da liberdade é da França e eles presentearam os EUA com uma cópia deles; há um Moullin Rouge e a Catedral de Notre Dame que significa “Nossa Senhora”, que não há um corcunda de verdade e só foi uma história para salvar a Catedral que estava se deteriorando com o tempo. E... – Leo começou á rir de mim e eu sem entender comecei á rir também sem graça.

—E eu que decoro as coisas né? Acho que não estou preparado psicologicamente para mudar de horário, país idioma, cultura; e com certeza não estarei acostumado com nossos alunos, novos professores, novas regras ou nova escola.

—Pensando bem, Paris é a cidade do amor; e eu estou pronto para um novo amor, para passeios românticos, para beijos e carinhos...

—Uma pergunta da sua ideia; Você quer realmente ser ator, crítico, roteirista ou produtor? Quer aparecer no Festival de Cannes? – Ofeguei. – Responde essa primeira, porque senão a gente faz um tour na França e volta. Ao menos você; pagaram para eu ficar lá um ano... – Ele franziu a testa bravo. – Por sua culpa.

—Já disse que eu não te obriguei á nada. Tu que não vive sem mim. – Tossi. – No começo tudo parecia uma boa ideia, todo mundo que já fez um curso de idiomas se escrevendo para ter o nome sorteado e viajar para fora do país, quem não estaria animado?

—Você! – Exclamou Leo.

—Então; Mas, depois do sorteio a ficha caiu, era o cumulo! Sou realmente um iludido, talvez eu me inscrevesse para esquecer minha ex e viajar por novos ares e a deixar no passado. Acho que foi isso mesmo. A dor na alma é pior que a dor física e a dor da rejeição seria um bom motivo para eu sumir, descansar a cabeça. Mas pensando e refletindo uma péssima ideia. Não quero ficar sozinho de novo.

—Moleque, tem mulher em todo canto que você vai; mulher é igual lata, um chuta outra cata, fica nisso e você cata uma de outro.

Ri, aquela situação era bem estranha e sinistra.

— Nosso voo é sem escalas. – Falou Leo pegando um livro para ler. – Sabe o que significa? Apenas doze horas até a Europa e pra você que fez o curso de inglês vai ser usual.

—Mais eu não terminei. – Ele riu.

— Eu terminei.

—Hãn, dá pra usar o Google. Claro, não sempre. – Leo era um amigo e tanto, um irmão de outra mãe, mais era meu irmão de consideração. O que valia.

— Eu te salvo Victor; somos novatos mais vai dar certo. Vamos ao menos fazer um bom intercâmbio.

—Não vem dar um de mais velho; nem de irmão chato, sou mais velho alguns dias...

—Alguns dias. – Ele perguntou. – Vamos imaginar o tanto que sua mente se estragou.

—Como você é idiota! – Muito idiota.

*

O tempo passou depressa pra quem dormiu seis horas, leu um bom livro, ouviu boas músicas e dormiu mais um pouco e conversou sobre garotas sensuais... Estávamos na real nos preparando psicologicamente para pisarmos na França, lembrar que estaria um frio incomum e para quem saiu com roupas de calor brasileiro, foram obrigados á trocar a roupa no banheiro apertado do avião. Sim, fui um desses idiotas que se esqueceu de que existe Hemisfério Sul e Norte, onde um é quente o outro é frio.

Um internato. Era o que todo mundo estava falando, uma boa experiência, uma lembrança que estava para vir e ficar, a chegada em Paris seria para ás 15h30min; seria de tarde no Brasil, dava para ligar ainda para meus pais e avisar que eu cheguei. E não seria um internato, são residências estudantis segundo Leo, e com sorte, eu e ele caiamos no mesmo andar; Olhei em volta havia vários alunos que iriam para o intercambio em Paris como nós, havia mais ou menos uns 30 adolescentes, estou completamente perdido porque há muitos alunos com chance de se darem bem e eu? Cara; eu não sei decorar muita coisa, eu rezo profundamente para conseguir decorar metade do francês. Apesar de que eu com meu curso de inglês eu devia ter ido para os EUA; mais não sei o que meu deu...

As nuvens mostravam o clima frio misturado á neve, depois que sai do avião fiquei imaginando que aquilo poderia ter se partido em mil pedaços. E decidi avião só quando terminar o curso; eu sou fraco demais, e for às férias para voltar eu vou enlouquecer. Até que o maldito friozinho na barriga é gostoso, mais minha arritmia foi ás alturas. Quando aterrissamos Leo quase fez igual ao Papa João Paulo II de ajoelhar e beijar o chão; claro, eu tive que impedir o que aquelas pessoas com muitos modos e cultura diferente iam pensar?

Havia cinco monitores e três guardas nos aguardando no saguão com uma plaquinha dizendo em varias línguas “Alunos do intercâmbio de Cênicas Macmilliam Depardieu Le Rouge”; éramos nós e ficamos aguardando mais uns dois voos antes de ir para o prédio estudantil; todos eles estavam com um casaco grosso e azul com um brasão estampado com o nome da escola e algumas estrelas, suspirei, Cheguei.

Um dos responsáveis de casaco se aproximou de nós, os brasileiros, outro dos americanos, e os que falavam inglês; sorte dos canadenses que já falam francês.

—Bonjour! É bom dia em francês. – Tapei a boca de Leo antes que ele respondesse que sabia disso.

—Bonjour. – Respondemos e o meu “Bom dia” saiu rouco, havia me trocado no avião, mas sentia que não estava aquecido o suficiente, estava arrumando minhas luvas e dei uma soluçada. Soluço não!

—Sejam todos bem vindos, muitos prazer; sou Robson Pinheiro, sou o responsável por vocês até na residência estudantil do Macmilliam Depardieu Le Rouge. – Ele apertou a nossa mão amigavelmente, um por um, delicadamente, sorridentemente e educadamente. Parabéns França no nível de educação.

—Sou Denise Moura.

—Camila Ferreira.

—Matheus Soares.

—Leonardo Lima Gomes. – Só ele para se apresentar de nome completo.

—Victor Azevedo.

Dirigimos-nos em um ônibus que nos levaria até a residência estudantil como eram poucos alunos todos fomos a um ônibus só, haveria de chegar mais alunos mais no dia seguinte, só naquela semana havia chegado 163 alunos, ainda chegariam mais e estaríamos rodeadas de estranhos e estranhas, com certeza; belas estranhas.
Em menos de duas horas chegamos ao prédio onde os alunos dormem á duas ruas atrás ou eram três o nosso enorme colégio, era simplesmente maravilhoso, com cara de faculdade com inúmeras salas, Robson juntou nosso grupo perto dele e explicou que ambos teremos aulas juntos tudo em francês; eu e Leo nos olhamos, pois descobrimos que franceses não curtem o inglês. Então... Ferrou.

Em menos de três horas chegamos ao prédio onde os iríamos dormir, ah Victor, você se separou do Leo porque nós organizados em ordem alfabética, eu não conseguiu dizer que não podia estar ali. Sei, sei; é a cidade Luz!Não que não seja proveitoso, mas chega de pensar nisso. Engoli secamente e entrei na fila junto com os demais alunos. O hall de entrada estava bem cheio para o meu gosto, só encontrei com ele quando fomos para o lado Leste, como estava nervoso, mas mesmo assim animado, mais quando olhei para o Leo deu vontade de rir.
Ouvi as portuguesas falando algo de sobre dormir em umas quartas sozinhas, elas preferia ficar em um quarto juntas, e o assunto em pauta correu soltou; o uso ilegal de camisinhas, e nisso o indevido feito do coito e a gravidez durante o tempo do curso, principalmente dentro do colégio e os dormitórios. Digamos que os espanhóis se revoltaram com aquilo, começou uma discussão engraçada, pois o povo meio que se entendia. Os bordéis e hotéis não contam como propriedades e daí elas pareceram animadas. Mesmo assim havia uma discussão mental em minha cabeça. “Você pode voltar Victor... Não precisa ficar aqui á tanto tempo.” Chegamos á outro hall de entrada dessa vez menor, ele era todo azul, havia uma faixa enorme escrita com certeza: “Bem Vindos”.

Bienvienus Étudiens!

—”Bonjuor; Chers étudiants”! – Exclamou uma de oito estudantes, ambos todos de uniforme, as garotas de saias e os garotos de calça, todos de suéteres e casacos com gravatas com bandeiras francesas por todo o uniforme, coques flor e cabelos lambidos para trás, sorrisos falsos ou verdadeiros estavam atentos á cada rosto dos 30 alunos que estavam ali. A garota que exclamou tinha olhos verdes e usava aparelho nos dentes. – Bienvenue en France! Boa tarde... Mon nom est Joyce! E só faço as boas vindas.

—Espero que a viagem seja mais que satisfatória e que estejam atentos e ansiosos á começarem as aulas. – O jovem de cabelos loiros riu. – Meu chamo Igor e estou aqui para representar o Brasil, Je suis Igor. Enchaté! – Ele se curvou enquanto os demais bilíngues falavam com os outros. Pelo visto os três que cumprimentaram em francês não sabiam muito. Na verdade pouco.

—Salut, Je suis heureux; Alexandra. Sou monitora do 1º andar, responsável por poucos alunos da 5ª série. Existem mais cinco monitores de andares que serão responsáveis por vocês dependendo de onde vocês estão inscritos.

—Sou o Shin, 2º andar, 6ª série.

—Olá, sou Andreia 3º andar, todos os alunos da 7ª série são minha responsabilidade. – Ela cutucou a garota que estava ao seu lado lendo algo muito interessante em um bloco de papel. Ela se desequilibrou e quando retomou a postura pediu para o que estava ao seu lado continuar, ela estava bem confusa com seus papéis.

—Bonjour; Moi ce Cainan... Eu sou o monitor do 5º andar, do lycée, ou seja, o ensino médio, 1º ano.

— Et eu sou Pierre, monitor do 6º andar, algo como o 2º ano para vocês.

—Vamos tentar explicar como funciona a escolaridade aqui... – Começou Alexandra educadamente, falando cerca de seis línguas diferentes e a última; claro, o português; porque o português brasileiro e o português de Portugal são completamente diferentes. O nosso português sempre era a última língua á ser falada.

— O sistema tem cinco diferentes níveis: O primeiro é o Maternelle, de 02 á 05 anos. Depois o Primaire ou Élementaire que são os Quatro primeiros anos do ensino fundamental; O terceiro é o Collège os Quatro últimos anos do ensino fundamental, entre 11 e 15 anos que é onde metades de vocês estão ingressando; o quarto é o Lycée, o Ensino Médio, entre 16 e 18 anos que a outra metade está indo e o último é a Université que são os alunos que já estão aqui. – Continuou Shin o oriental mais depressivo que eu já vi na vida.

— As férias de Natal duram aproximadamente 15 dias. Ou seja, segunda feira acaba isso. – Falava Andréia pacientemente. Ela tinha um jeitinho educado e simples de falar. – Como estamos em um programa de talentos e artes faremos: estudaremos com as ciências naturais, físicas e matemáticas. E focar em francês, línguas estrangeira e arte E provas de língua francesa oral e escrita.

Revirei os olhos que chatice!

— Todos vão separados em andares pelos andares na qual farão a sua série e os cursos semanalmente. Vocês terão que aprender o francês. Porque vocês estão no meio do ano escolar, ele vai se encerrar entre maio e junho. Podem optar para continuar aqui até o termino do curso. Após as explicações vocês terão 72 horas para assinar a sua volta para casa. Depois disso apenas no final do ano letivo, sem manhas e se aprontarem quem paga são seus pais. – Disse Cainan meio apreensivo pela garota antes dele não ter dito nada.

—Todos receberão uma carteira com seus dados de identificação, uniforme e chave que serão obrigados á usarem nas suas saídas; Claro, no fim de semana usem por baixa das roupas, o uniforme é obrigatório no colégio. Andem com identificação. – Disse Pierre.

As instruções eram chateantes e torturantes que não prendiam a minha atenção, tanto quanto prendiam a atenção dos outros, eles se revezavam para explicar as coisas do dormitório e colégio, tudo, aquilo não era tão interessante como no dia que eu me inscrevi. Até eu reparar nela e a ver falar. Realmente depois de tropeçar e ser empurrada.

—Pardon! Jem’ appelle Mikaele, a monitora do 4º andar, sou a responsável pelos alunos teoricamente da 8ª série que começa em setembro, o que faço é lembrar-lhes o que pode ou não pode e dependendo da gravidade da situação, até levar á uma terrível expulsão.

Ela começou á explicar sobre os o horários quando a gente se olhou. Ela travou imediatamente, eu não a intimidei apenas a olhei, nossos olhares se encontraram e eu gostei. Não conseguíamos desviar o olhar um do outro.

—Aos fins... Na semana... (...) nos fins de semanas. No final... Hãn. Pardon! Desculpem. Eu, eu... –Ela abaixou a cabeça e olhou aflita para o moreno ao seu lado sem saber o que fazer. –Hãn... Cainan... – Ele a empurrou para o canto e continuou.

—Aos fins de semana no inverno a entrada no dormitório será apenas até ás 18:00 horas. Um minuto á mais e terá uma bela suspensão para você e para ajudar fará alguns trabalhos ou na lavanderia ou na limpeza de ambos.

Ela começou á suar e á tremer sem parar, e não conseguia desviar o olhar dos meus e quando conseguiu caiu para o lado, um tropeço inesperado e o rubor tomou conta de seu rosto.

...

Ok, eu já tinha um motivo para continuar ali.
Só por causa daquela monitora desastrada.
Desastradamente linda e obviamente única.

Notas finais
Oui, eu estou dando uma lição de francês aqui, claro fiz curso de francês e valeu muito a pena pra fic; curiosos? Bien, eu espero que tenha gostado desse segundo capítulo que tenham entendido mais um pouco, qualquer dúvida podem perguntar; eu não ignoro nem sou nervosa ou agressiva. Sou domável e creio que Victor não seja tão inseguro assim, só creio... E comentem nem que seja um "Oi" ou pra dizer que a fic tá um droga; mas, estou aqui esperando... E o amor da minha vida também. Vamos? Até o próximo capítulo . ~♥~Beijos da Autora.~♥~