E Eu sou o Amor da Sua Vida?

42 O Amor é Um Pássaro Rebelde


Notas iniciais
Era para sair quinta... Houve um imprevisto. Era para ser postado sexta... Estava me recuperando do imprevisto de quinta. Era para ter sido sábado... Roubaram os cabos da internet. Era para ser domingo.... Sem internet. Era para ter sido segunda... Estava muito grande. (Não que esteja tão pequeno; desculpa estar tão grande.) Enfim, é terça! E de quebra, quinta tem outro. Mas, enfim, há capítulos com data porque datas são importantes. E pode ser que alguns eventos desse capítulo se assemelhem com detalhes da uma fanfic (Paris para Dois da Mravilhosa BREAK) estamos aparentemente indo pela mesma linha de racíocinio minha; elo hepático, mesmo que os eventos já estivessem panejados á um tempo é pura coincidência. Esse capítulo é uma exceção; sempre será postado ás quintas e ponto, vírgula, coraçãozinho, fim. Olha o que abstinência de séries faz... Mas, vamos lá!!♥♥♥ ♪Prince Royce ~Darte Un Beso♫ ♪Sebastián Yatra ~Como Mirate♫ PS: O inverno chegou; eu sou como um urso, quero hibernar porque meus dedos congelam fácil... E a pior semana do mês chegou ( T-T ) OBS: Tenho o dever de afirmar que essa história tem uma fanfic, criada por uma fã espetacular; que eu particularmente estou achando maravilhosa; então por obrigação, deixarei o link: >>https://fanfiction.com.br/historia/801959/Paris_para_dois/ ~Enjoy. ♥

Mika

“O pássaro que julgavas surpreender, bateu asas e voou. O amor está longe, você pode esperar... Se não me ama, eu te amarei; se eu te amar, tome cuidado! ”

O comunicado atingiu todo mundo como um golpe no estomago. Mas para Kathy, foi como uma facada no coração; o que a faz correr. Eu e Niedja sabíamos que aquilo estava errado. Muito errado, oh céus, foi uma surpresa tão grande, que ignoramos outros problemas, como se falávamos uma com a outra. O foco era ver se ela estava bem, e o que estava sentindo. Porque aquilo era um choque de emoções, forte e até angustiante.
Mateus não faz mais parte do ciclo do Depardieu, desde que aceitou trabalhar em Metz. Mas, o Depardieu nunca deixa seus alunos e ex-alunos desamparados. Porém, sei que não é uma boa ideia agora, um show de conflitos é inevitável, e será insuportável. Já estava sendo com os Coloré, tinha que ter mais isso? Pensei por um instante que, talvez os Coloré foi o chantilly e Mateus seja a cereja do bolo.

—Kathy, por favor, abre. – Pedi. – Queremos saber se você está bem.

—Nós viemos ajudar. – Disse Niedja nervosa. – Dê um sinal de que está bem.

Ela entrou no banheiro para vomitar, e estava lá fazia um tempo. Nieh e eu estávamos primeiramente na porta, mas, depois de uns minutos nos afastamos, mas, não saímos do banheiro.
Françoise pegou a todos de surpresa, porque uma coisa que ninguém imaginava era que Monitores Assistentes poderiam voltar, e que esse Monitor seria Mateus; o ex da Kathy. Não temos mais Monitores Assistentes desde que viramos um prédio só.

Para ser Monitor Assistente precisava da indicação de três ou mais Monitores de andar, o que não havia ocorrido, apenas nos foi dito. Eu não jantei na mesma mesa que ela, estava com Armin e uns alunos mais velhos em outra; porém, não pensei duas vezes em simplesmente ir atrás de Kathy. Nieh estava sentada com alguns alunos do 6º andar e com ela; aposto que segurou em sua mão quando disseram o nome de Mateus, e depois, só isso mesmo. Ela correu, se trancou em um box do banheiro e vomitou.

—Você sabia disso? – Perguntei e Nieh me encarou. A olhei com uma expressão de “tenho que perguntar! ” – Que ele ia vir para Paris? – Houve um silêncio e antes que Nieh pudesse dizer algo Kathy se manifestou.

-Não tinha essa possibilidade. – Ela disse com a voz fraca. – Você sabe, que quando saímos do curso e concluímos a escola; saímos empregados, mas, se por um acaso, formos demitidos, temos como nos manter por uns três meses, senão, voltar para seu país de origem; dar nossos corre. – Ela socou a porta naquele momento. – Ele podia ter ido para a Espanha, tentar trabalho lá, para Los Angeles, ou até mesmo o Reino Unido. Porque raios ele voltou pra cá? – Em seguida ela chutou a porta. – Aquela demônia, ela poderia ter pedido. E por que caraio ele teria obedecido? Isso me enoja tanto... – Ela quase vomitou de novo. –Não! – Ela berrou. – Ele não pode(...) causar esse efeito. Em mim!

—Deve ser difícil conviver com duas pessoas que você amou no mesmo dormitório. – Nieh falou se virando para o espelho em uma das torneiras.

—Como Mikaele convive? – Kathy rebateu.

—Como Nieh está convivendo? – Revidei.

—Estou convivendo? – Nieh se virou para mim, acenei positivamente, e bem nessa hora depois de um tempão Kathy abriu a porta, encarando Nieh com uma expressão de raiva.

—Claro que está. Ou você gosta de Guilherme e detesta o Dégel, ou gosta de Dégel e odeia o Guilherme!? – Ela ficou vermelha e boquiaberta por uns segundos, engolindo secamente em seguida.

—Eu não quero odiar ninguém. – Ela colocou a mão no peito e respirou fundo. – Não quero odiar nem Dégel, e nem Guilherme. – Kathy semicerrou os olhos e a olhou desacreditada.

—Que desgraça viu; nos relacionamos com um “Silva”, tivemos contato com um dos “Coloridos”, e isso piora cada vez mais! Quando foi que nossa vida declinou tanto assim?

—Mas.

—Não! Você cala a sua boca! – Ela apontou o dedo pra mim saindo do box e vindo em minha direção. – Estou furiosa com você. Você me trocou pelo senhor perfeitinho. Aliás, quem não trocaria tudo por ele? Ele tem carro né? Tem dinheiro né?

—Calma K.

—Calma o caraio! Vai pra poha Mikaele! Ele não confrontou Simone droga nenhuma, e o que acontece? Ela e Mateus estão juntos no mesmo dormitório. Tá feliz? É isso que você quer? Ser feliz?

—Bom, Kathy, acho que todas nós queremos ser felizes e.

—É? – Ela berrou pra Nieh, que se encolheu toda. – Pois, eu não estou nem um pouquinho feliz! – Ela começou a gritar se virando para mim. – Você, é uma vira casaca! Seu namorado é perfeito, mas também é um traidor e.

—Katherynne se acalma.

—Não! Ninguém manda eu me acalmar! – Eu e Nieh nós olhamos, ela estava completamente irritada, e nesse momento não podíamos fazer, nem falar muito; ela estava assim porque Armin não falou com Simone, talvez porque Mateus obedeceu Simone deus sabe lá porque, e agora ele está sobre o mesmo teto que ela, Simone e o diabo do Luco. – Você devia ter obrigado Armin á confrontar Simone. Para aquela demônia não ter obrigado ele a falar poha nenhuma. Eu não tenho psicológico o suficiente para tacar dois pratos em duas pessoas diferentes por dia. – Touché, frustação. Antes que Nieh pudesse falar algo, alguém abriu a porta do banheiro.

—Mikaele! – Marjorie olhou para nós três rapidamente, Kathy a encarou, então ela imediatamente focou em mim. – Aan. Desculpe a interrupção; Cainan está atrás de você; só falta você para ir para a reunião com o Françoise.

—Obrigada por me avisar Marjorie, já estou indo.

—De nada. – Ela olhou para o chão antes de fechar a porta. – Perdão.

—(...) – Olhei para as meninas, eu precisava ir, mas, Kathy estava com um olhar assassino para cima de mim; não estava duvidando que ela iria me bater a qualquer segundo. – Vai lá, não posso te impedir de descobre o que esse estrupício veio fazer aqui! – Ela estava frustrada. – É muita coisa acontecendo e parceladamente que inferno!

—Vai ficar tudo bem. – Nieh riu sem ter muito o que fazer. – Podemos ir Kathy?

—Não. Preciso vomitar mais... – E ela voltou para o box.

—Quebre um braço. – Disse Nieh.

—Você também. – Esse jeito de dizer “boa sorte” era tão estranho. Mas, se for o caso, eu precisaria quebrar muito mais do que só um braço.

*

—Não entendi a palhaçada Françoise... – Depois de ficarmos olhando um para o outro, Shin começou a dizendo. – A gente não precisava de mais uma pessoa porque nosso trabalho já estava bem feito.

Na sala grande, iluminada e chique de Françoise, além de nós, Guilherme e Mateus estavam presentes; Mateus estava sentado em um canto, e Guilherme estava do lado de Françoise, com uma cara de entediado; ou seja, a cara de sempre, porém, parecia feliz ao mesmo tempo. Pela lógica, se Mateus estava triste, e Guilherme feliz; ele estava feliz pelo “fracasso” do irmão, e Cainan com certeza percebeu isso.

—E eu não vejo a necessidade de adicionar mais uma pessoa... – Resmungou Shin.

—Se você não confia nos nossos olhos e relatórios é só falar! – Falou Andréia.

—Eu confio em vocês; mas, preciso de uma pessoa a mais para acalmar os ânimos do pessoal. – Françoise falou.

—Acalmar o que? – Resmungou Alex. – Já temos seis Monitores, pra que adicionar um cara que vai “tentar” mandar na gente?

—Ele não vai tentar mandar em vocês! Ele tem experiência de Monitor, por isso eu.

—Aah que legal! – Exclamou Shin. – Como se a gente não tivesse experiência... Chegamos ontem é?

—Não! Mas, ultimamente nós queremos controlar as brigas do refeitório.

—Agora a gente tem culpa de estar tendo briga? – Alex resmungou. – Tá bom, agora eu quero ver se ele vai parar as “brigas”. – Ela fez aspas. – Porque se nem a gente tá conseguindo, imagina ele sozinho.

—Não podemos obrigar ninguém a gostar de ninguém. – Comentou Pierre baixinho.

—Temos culpa das pessoas não se respeitarem, a ponto de brigar? – Retrucou Shin.

—Nada o que falarmos vai mudar sua decisão né Françoise? – Perguntei o óbvio.

—Não. – Respiramos fundo. – É só até ele achar um emprego! Vocês não são tão malvados assim... (...) Vocês são tão insensíveis assim?

—Não! – Exclamou Pierre. – Mas, é que devia ter havia uma votação e.

—Alguém quer dar seu andar pra ele, e virar Monitor Assistente? – Nos entreolhamos e encaramos Françoise de volta.

—Não se preocupem... – Mateus se levantou do canto, ainda cabisbaixo. – Eu também não quero atrapalhar a vida de vocês, muito menos o trabalho de cada um; prometo que tentarei ficar o mínimo de tempo incomodando vocês.

—(...) – Cainan me encarou por uns segundos. – Eu aceito que ele fique. – Ele levantou a mão. – E antes que alguém diga; que é “porque ele é meu irmão”, podíamos refletir que se estivermos com uma dificuldade nós esperaríamos ajuda. Certo, podemos ajuda-lo ou virar as costas. – Cainan deu ombros. – Ele é famoso, não vai demorar muito. E tá na cara que ele nem queria estar aqui.

(...)

—Ok, eu também aceito que ele fique. – Pierre levantou a mão. – Isso porque ele é um ótimo profissional.

—Mais alguém a favor? – Françoise perguntou e Andréia levantou a mão, em seguida Alex, eu, e para nossa surpresa e á contra gosto, Shin.
Mateus pareceu mais aliviado depois que todos concordamos. E não adiantava retrucar, não iam mudar de ideia. – Todos a favor, ótimo! Se lembrem, será temporário!

-A gente entendeu. – Disse tranquilamente. E era isso; Françoise e Mateus sempre foram amigos, então, o foco era aceitar.

—Agradeço a compreensão, tenham um bom descanso. Bonne nuit.

—Bonne nuit. – Estávamos saindo da sala quando, Cainan tocou no meu ombro.

—“Obrigado por aceitar, imagino que Katherynne ficará furiosa. ” – Fazia um tempo que nós não trocávamos palavras. Se um não aceitasse, Mateus poderia ir para outro o prédio, ou sei lá.

—“Sim, ela vai ficar; mas, agora podemos dar uma força. Bonne nuit. ” – Acenei saindo da sala. Céus, não tem como isso acabar bem.

*

—Você concordou? Concordou que Mateus, meu ex, que escolheu Simone, permanecesse como Monitor? – Kathy berrou comigo assim que eu contei o que havia ocorrido.

—Você devia ter visto a cara dele. Estava arrasado...

—Não! Eu não quero saber como estava a cara dele. Como ele apareceu aqui?

—Françoise ofereceu um emprego temporário para Mateus, porque ele perdeu o empre. – Mal consegui terminar e ouvi ela berrar.

—Você podia ter negado! Recusado! Dito não! Sei lá!

—Katherynne, se você estivesse lá, olhando nos olhos dele, nas expressões dele e.

—Mandaria ele se fuder! – Ela franziu a testa, e ficou em silencio por uns segundos. – Em qual andar ele vai ficar? – Dei um sorriso sem graça.

—Bom, bem provável ele ficar de olho no nosso andar. – Ela me encarou.

—Nosso andar, porque?

—Segundo o Fran; ele está aqui para acalmar os ânimos. – Olhei pra cima. – Seus ânimos e os de Luco. – Ela jogou um livro no chão.

—Puta merda, eu não tenho um dia de paz! E agora, eu vou fazer o que? – Respirei fundo.

—Se acalmar?

—Pode trocar o quarto de Luco desse andar, então? Eu te agradeceria.

—Posso tentar. – Disse tensa.

—Ele terminou comigo por causa da (...) – Ela apontou o dedo para mim. – Sua amiga! – Revirei os olhos. – Socar a cara dela, é errado?

—Sim.

—Ela está me dando dores de cabeça! Quero saber porque ela fez isso.

—Eu.

—Pede pro seu namorado fazer isso!

—O que?

—Eles não são melhores amigos? Ele pode falar sim, perguntar sim, aposto que ele não negaria algo para você; ou negaria?

—Eu acho que não... – Disse com uma certa dúvida. – Ele nunca me negou nada.

—Hãn, não me convenceu. Daqui a pouco aquela alemã pega seu namorado também. – Me arrepiei e neguei. – Não duvida...

—Tenta ao menos não guardar nada dela no seu coração.

—Preciso de ódio para matar ela.

—Não! Sem morte!

—Droga. – Kathy resmunga.

*

Não dá para negar que Kathy ainda está terrivelmente chateada; eu não a culpo, se o mesmo tivesse ocorrido comigo eu mal poderia esperar para tirar satisfação. Mas, Simone é totalmente discreta; o que eu ouvi naquele dia, é totalmente estranho do que ela faria.
Quando cheguei ao meu quarto, respirei fundo antes de me jogar na cama.

A reunião deu em algo emocionante?

Era uma mensagem de Armin, que coisa tranquilizadora; eu me trocava enquanto conversa pelo celular.

Não. Mateus vai ficar por aqui. Houve votação. Ninguém contra, todos a favor.

E Kathy?

Ela vai ficar bem.

Você acha?

Eu queria dizer que se ele conversasse com Simone, sim. Mas, queria dizer pessoalmente.

Acho e acredito que sim.

Espero que sim... Eu já disse que eu te amo hoje?

Não me lembro.

Então não esqueça que eu te amo. Sou crucialmente apaixonado por você. Minha querida excepcional

Ownt. Eu também te amo estranhamente Ilustríssimo

Não marque nada para o fim de semana. Você tem um ingresso com acompanhante para a Opéra Ganier.

Quem seria?

Eu

Perfeito

“Minha querida”, ah, a sensação de sorrir ao falar com uma pessoa. Principalmente antes de dormir. Não sei se consigo me acostumar em ser mimada assim... Tirei a carta do Victor de baixo do meu travesseiro e a olhei novamente; sempre me arrancam sorrisos e batimentos acelerados. Como é estar sobre o mesmo teto que dois românticos? Ah, é maravilhoso! É Paris!

*

As manhãs de quinta-feira são de uma certa maneira até preguiçosa para se acordar os residentes para o café da manhã; como eu não sabia, nem discutimos como seria o monitoramento com Mateus presente, fiz o de sempre, quarto por quarto como sempre faço. Bati algumas vezes na porta do quarto de Victor, esperando ele acordar para abrir a porta.

—Bon. – Eu travei, engoli secamente e fiquei sem reação, olhando para o cabelo bagunçado de Victor. Bagunçado e com uma listra roxa no topo. – Jour. – Respondi depois de examinar cada detalhe do seu cabelo. – Aan.

—Bonjour. Como está? – Não consigo tirar os olhos do cabelo dele. – Você gostou? – Seus olhos brilharam.

—(...) Eu...

—Joana disse que ficaria bonito. – Joana? – O que você achou? Gostou? Combinou comigo? – Ele estava ansioso, feliz; procurando... Aprovação? A minha?

—Eu. Bem; não imaginei que... –Foca nele Mikaele pelo amor de Deus!

—Eu sei, mas, Dégel disse que não prejudica o cabelo. – Suas palavras são despejadas em mim com uma rapidez surpreendente. Eu disse que não queria que ele fosse outra pessoa além dele mesmo. – A princípio eu não queria, mas, só fizemos isso porque, o Armin pintou o dele de verde. – Claro... – Imaginei que ele escolheu o verde, porque era sua cor favorita. Mas, as meninas disseram que verde é o inimigo; ou seja, ele é um inimigo. Aliás, qual é a sua cor favorita? Não sei se devia estar perguntando isso; mas, sinto que eu preciso saber, assim, como preciso saber se você gostou da carta que Maxwell te entregou? (...) Aan; você se importaria de sair comigo domingo à noite?

—Oi? Pardon! – Olhei para ele me sentindo tonta. Muitas palavras, muitas perguntas e pedidos. – Sair?

—É. – Ele estava feliz. – Ninguém precisa saber. É só uma escapadinha. – Meu coração dispara de uma forma assustadora; o que fizeram com o Azevedo? O que falaram para ele? Eu não sei que expressão eu fiz, mas, a dele mudou também.

Recomponha-se. Olhei para o lado e respirei fundo. Pense. Ele é um Coloré; ele não pode ser um.

—(...) Desculpa. Eu. – Ele abaixou a cabeça. – Me perdoe eu. Não aguento é que (...) Estou me sentindo um imbecil, um idiota total um. – Mexo uma mão fazendo um círculo, sua voz estava cheia de dor.

—Você me pegou de surpresa. Não estava esperando por isso.

—Sério?

—Sério. – Disse relaxando os ombros e olhando para ele. – É uma surpresa ver seu cabelo. Eu. – Não consigo dizer mais nada, mas, ele parece entender o que quero dizer.

—(...) Bonjour. – Ele diz fechando a porta cabisbaixo e vermelho, eu me afasto de seu quarto com o coração acelerado.

—... Roxo; era a cor do meu vestido de debutante. (...) – Quando ele fecha a porta ouço uma risadinha; uma risada de alivio Era essa aprovação que ele queria? Mas, o foco obviamente foi que eu fui convidada para sair; aleatoriamente.

Depois que acordei a todos do meu andar, estava de uniforme e estava indo para o refeitório; ouvi uma voz conhecida vinda do corredor. Abri a porta porque, tudo pode acontecer agora.

—Katherynne... – Era Mateus, ele a parou no meio do corredor; não queria atrapalhar a conversa, talvez fosse um bom momento para eles se entenderem, caso desse errado, eu ia pra cima. – Quero que você entenda que, tudo teve um proposito totalmente ocasional; um acaso. Era algo que. – Ela levantou uma mão para ele ficar em silêncio.

—Silva... – Ela respondeu friamente. –Terminou comigo, lembra? Não me deve explicações.

—(...) Sei que está nervosa comigo.

—Nervosa? Quem te disse que eu estou nervosa contigo? É coisa da sua imaginação.

—Hãn, ufa então... – Ele riu sem graça. – Imaginei que ficou brava porquê. – Ela o interrompeu.

—Jamais, porque eu ficaria brava contigo? – Ela estava furiosa.

—Então, o que você tem? Parece tão diferente.

—Não sei, me diz você. Porque eu estaria tão diferente?

—Você tem que.

—Distância? Lembra? Por causa da distância! E está aqui agora, não está? O que tem a me dizer? – Ele respirou fundo, ela mantinha uma boa postura firme; até que alguém assobiou no corredor.

—♫Bonjoour, mon petite! ♪ — Então Mateus congelou junto comigo; Luco apareceu indo em direção ao refeitório, e parou bem do lado de Kathy que visivelmente se arrepiou. – Mateus!? Ora Mateus, a quanto tempo a gente não se vê? – Ele sorria.

—Você... – Mateus franziu o cenho irritado.

—Sim; Luco Seward! Surprise? – Ele riu, mostrando seus dentes. – Acho que não, o que o vento nos trouxe de bom? – Mateus ia abrir a boca para responder.

—Nada. – Respondeu Kathy encarando seu ex como se fosse frita-lo vivo, se tivesse visão de raio-x. – O vento não nos trouxe nada de bom. – Ela se virou então para Luco. – E você? O que o diabo me mandou?

—Nossa! – Luco gargalhou. E Mateus estava paralisado. – Diabo? Ora, que jeitinho amargo de se referir ao King of New York...

—Você não é o Rei!

—Mas, eu cantei bem, não cantei? Assim como você canto “On My Own”. – Ele então começou a mexeu nos cabelos dela fazendo cachos e cantando. – ♫Mas quando a noite acaba, ele se foi. O rio é só um rio; sem ele, o mundo ao meu redor muda... E então ele a soltou. E a encarou. – Só que cantou melhor rouxinol...

—(...) – Ela o encarou por uns segundos. – Sim, eu cantei bem. Que bom que lembra. – Fechei a porta e caminhei em direção aos três.

—Você não pode mexer no cabelo dela assim. – Mateus falou e Luco riu. – Não é para rir; você não tem direito e.

—Nem você tem mais esse direito! – Kathy deu um passo pra trás. – Segundo fontes confiáveis, vocês dois não estão juntos; eu não toquei no corpo dela e ela não me jogou nada.

—Como?

—Hábito. – Falou Kathy. – Mas, não lhe devo satisfações. – Mateus ia dizer algo quando Simone desceu correndo as escadas com algo na mão.

—Silva 2ª! Mateus! Ah! Te achei! – Ela ignorou completamente quem estava perto dele. – Esqueceu isso; precisa disso para monitorar os andares. –Ele a encarou e pegou a prancheta receoso.

—Obrigada Simone. Onde estava?

—Aan... – Ela o olhou sem entender. – Você esqueceu no meu quarto.

—Uau douceur! – Doçura; Luco murmurou baixinho

...

—No seu quarto? – Kathy voou pra cima de Simone assim que Luco fechou a boca, e foi tão rápido, mais tão rápido, deu tempo dela subir em cima de Simone, prender seus braços e pernas, bater nela com a voracidade de um urso, ou uma leoa em caça, e não saia de cima dela. – Porque você mandou o Mateus terminar comigo? Pra você ficar com ele? Quanto você ofereceu pra ele?

—Mateus! Faz alguma coisa! – Berrei. Ele estava ali para isso né? Mas, Mateus congelou, e quando Simone gritou algo em alemão, fui para parar as duas, mas Luco puxou Kathy pelo tronco a tirando de cima de Simone com rapidez e agilidade; eu puxei Simone enquanto Kathy se debatia nos braços de Luco.

—Me solta! Me solta eu não terminei! – Luco passou a mão nos cabelos dela.

—Você já terminou. Mas, pode bater no outro.

—SEWARD! – Chamei.

—Simone, você está bem? – Ela estava em choque, não conseguia se mexer, muito menos piscar. – Simone? Está me ouvindo? – Ela fechou os olhos por um minuto. – Simone? Você quer ajuda?

—Não. – Ela abriu os olhos e encarou Kathy; seu rosto estava arranhado, vermelho, seu cabelo despenteado, ela estava assustada. – Sem ajuda. Obrigada. Eu; vou voltar pro meu quarto. – Quando ela subiu para o quarto; eu me virei para Mateus.

—Hey, você está aí? Você viu o que ocorreu? – Me virei imediatamente para Kathy. –Katherynne, porque você bateu nela? Não foi ela quem terminou contigo! – Ela engoliu em seco.

—Mas, ela mandou, e ele obedeceu. – E apontando para Mateus, ela lhe deu dois tapas na cara; Luco a puxou para trás. – Quer saber? Devolva o meu coração que seu corpo recusou! – Ela berrou.

—Ok. – Luco estralou os dedos e virou Kathy para ele. – Corações doados não podem ser devolvidos! – Ele olhou para o lado. – Hey Young! Surprendre! Nós vamos tomar café com Kathy hoje!

—Vão?

—Relaxa Moniteur; somos do seu andar! – Luco disse descendo as escadas com as mãos nos ombros de Victor e Kathy. Victor ainda se virou para me mandar uma piscadinha, Kathy nem se virou pra trás.

Eu demorei uns segundos para tomar consciência e encarar Mateus.

—Você não está bem mentalmente para fazer isso! Olha Mateus...

—Bonjour Sales... – Lafayette me chamou. – Bonjour Silva Segundo.

—Bonjour.

—Vim trazer uma coisa pra você.

—Obrigada.

—Que isso. Tenha um bom dia.

Era uma; carta de Armin? Nossa, que inusitado, inesperado...

Um coração cheio de amor, esse é o seu. Um coração cheio de canções, que eu cantarei a você.
Um coração cheio de amor que espanta os meus medos e me tira qualquer arrependimento. Porém, agora eu não seio que dizer, estava perdido, até que te encontrei. Minha alegria repleta de luz; que transforma minhas noites iluminadas como o dia.
E não quero que você vá embora; então pensei em um elo que jamais se quebrar nem nos separar.
Com amor, Armin.

(...)

Havia um colar no envelope; não um colar comum. Parecia caro, era de ouro, e tinha uma pedra, que aparentemente parecia preciosa. Céus. Mateus ficou olhando para mim que estava observando o colar. Meu rosto queimou e eu o encarei.

—Ah. Aliás, o que você veio fazer em Paris?

—Agora eu já nem sei mais...

Kathy foi com Luco....

Victor está meio rebelde.

Mateus está machucado?!

Armin não tem acesso á joias.

O pior que nem eu sei o que fazer agora. O que tá ocorrendo aqui!?

Notas finais
Obrigada por terem paciência comigo, obrigada por simplesmente lerem, obrigada por me deixarem feliz em escrever... Desde já á amoras e amores, resisdentes parisienses que habitam no Brasil; desde já agradeço ao seu tempo :3 Obrigada pela leitura. J'adore vous tous. Até o próximo capítulo ♥♫♥ ~♠~Eu sempre digo, estou aqui para vocês. ~♠~ ~♦~E Paris sempre vai estar pronta para nós. ~♦~ J'aime vous!! ~♥Beijos da Autora♥~