E Eu sou o Amor da Sua Vida?

31 Mas, você está aqui no Meu coração


Notas iniciais
Desejo a todos um ótimo capítulo e aproveitem a fic ao máximo. Segundo capítulo do ano. Obrigada para quem está acompanhando ou só passeando; a vida é assim. ♥~♥ Esse capitulo inteiro reescrevi ouvindo ♫ Summer Nights ♫ ~Enjoy. ♥

Mika

E aquela era a minha resposta final; Armin me deu o poder da escolha e não se importou que eu tinha colocado a minha cabeça em volta do pescoço dele; claro que ele gostou; mas, na verdade Armin não é acostumado com contatos, nesse estilo; como abraços demorados ou corpo colado. Ele não foi criado desse jeito. Então; Bem, se aquela era a minha resposta para ficar com o Armin, eu esperava mesmo que Armin não quebrasse mais os dentes. E foi muito clichê eu colocar a cabeça na volta do pescoço de Rowell naquele momento.

—O que é que vocês estão fazendo? Exatamente o que você está fazendo? – Cainan se aproximou de mim e de Armin com uma cara incrédula e insatisfeita. Armin deu um passo pra frente. – Circulando platinado. Quem você tá pensando que é?

—E o que você pensa que está fazendo? – Armin cruzou os braços e impedia que Cainan se aproximasse de mim.

—É a segunda vez que você se agarra nela e fica nessa achando que tem intimidade com ela. – Ele colocou o dedo no peito de Armin de modo que fosse para assustá-lo, porém, ele não parecia nem um pouco preocupado; na verdade ele até deu um sorriso. – Não vem com esse sorriso pra cima de mim. Que quebrar a boca outra vez?

—Como? Ah! E você? Quer quebrar o outro braço? Porque eu quebro de novo se quiser. Quebro a perna também; quebrar é fácil, eu desloco também. Quer que eu descolo outra vez pra você?

—Tente. – O “tente” do Cainan soou tão covarde que eu quis rir.

—Não Armin! Não faz nada. – Pedi e ele voltou uns centímetros para trás, ainda encarando Cainan. – Não é pra brigar com ele Cainan. Independentemente do que se passando na cabeça de vocês dois.

—Não vou brigar então. – Disse Cainan que fez uma cara de insatisfeito. – Mas, pode pedir para ele sair?

—Porque? – Perguntei.

—Osh; porque? Porque eu quero conversar com você. – Armin se virou pra mim com um olhar desconfiado.

—Mas, o que você quer me falar que não pode ser na frente do Armin? – Ele ficou em silêncio.

—Ué; coisas normais; nossas, tipo de... Coisas que sempre conversamos como;

—Namorados? – Ele me olhou com a cara mais óbvia do mundo. – Ah! Claro...

—Pode pedir pra ele sair? – Revirei os olhos. – O que é que você está esperando?

—Armin... Tudo bem? –Ele acenou positivamente e estava desviando do Cainan pra pode sair do quarto.

—Oui. – Falou ele saindo do quarto enquanto Cainan o encarava. – Eu vou esperar do lado de fora.

—Pode ir embora. – Falou Cainan.

—Na verdade Armin; pode esperar aí na porta. – Ele e Cainan me olharam confusos. – Na verdade Cainan Silva; não é nada contra; mas, também não é nada á favor. Só que o Rowell faz eu me sentir muito bem, tranquila. E eu gosto da companhia dele mais do que a sua, ele é um bom ouvinte e é muito carinho até quando está no limite da raiva. Vocês são tão diferentes.

—O que isso quer dizer? – Armin deu um grito eufórico na porta, quase como uma gargalhada de vitória, eu pude ler isso em seus lábios. No seu rosto.

—Ela tá te dando um pé na bunda; bambino! –Ah! Sotaques... Sotaque italiano, um charme. –É o que ela quer dizer.

—Verdade? – Cainan perguntou e eu apenas acenei. – Mas, porque?

—Porque ela não gosta de você? Tão óbvio. – O engraçado e que Armin não saiu do lado da porta, ou seja, Cainan se alterou e segurou nos meus ombros com força. – Tá bom; chega! Se for pra ficar de cara feia e agressiva por ter recebido um fora é melhor ir pra casa!

—Me fala com as suas palavras isso. Algo saído da sua boca, não vindo da boca dele. Não precisa de um mensageiro para falar por você.

—Cainan tá doendo. – Ele apertou meus ombros cheio de raiva, como se ele fosse me sacudir. – Quer que eu te mande pra casa? Vai pra casa! Quer que eu termine com você? Terminamos! Até porque não tem como terminar formalmente algo que começou informal. – Ele me encarou e aproximou seu corpo do meu; seus músculos estavam tensos, e visivelmente ele estava nervoso.

—Eu não vou pra casa e você não vai terminar comigo. Eu que termino com você; não ao contrário! E eu não quero terminar contigo!

—Mas eu quero terminar! Eu já term.

—Não quer! Você não tem esse poder de querer alguma coisa.

Nessa frase ocorreram três coisas: Um; eu mordi o braço do Cainan fazendo ele soltar os meus braços, Dois; ele me tentou me dar um tapa no rosto e Três; Armin deu um mata-leão nele; ou seja, ele desmaiou antes de fazer alguma coisa. Quando ele caiu no chão eu estava boquiaberta.

—Você tá bem? – Ele passou a mão nos meus braços e olhou para Cainan por uns instantes o analisando. – Você tirou sangue do braço dele. Como tá o seu maxilar? – Disse ele como se a pele de Cainan tivesse uma camada extra forte e fosse de couro. Eu ri.

—Melhor que o seu. –Antes que ele pudesse encostar a sua testa na minha e nos beijarmos, eu me afastei um pouco. – Acho melhor chamar alguém; ele pode pegar uma bactéria hospitalar se ficar muito tempo no chão.

—Deixa... – Ele veio pra me beijar.

—Armin. – Afastei ele com um dedo. – Agora não! Ajuda ele. Não somos monstros. – Ele revirou os olhos e sorriu.

-Tá bom; mas, que ele mereceu, mereceu.

—Obrigada. – Ele me deu um beijo na bochecha e foi atrás de ajuda.

E eu pensei seriamente, como eu pude ficar com alguém desse jeito por tanto tempo? Sem mais nem menos?
Eu não sei porque eu aguentei aquilo por meses, uns anos, calada e concordando; falando mal dele pelas costas e nunca ter tido nenhuma reação. Ele sempre pedia desculpas e éramos um casal modelo, algo mais chamativo, dois Monitores, privilegiados. Éramos. Mas, mesmo assim, era algo que eu estava me martirizando por dentro, como é que eu pude ter largado Antonie pra ficar com Cainan? Como eu pude ter aguentado ele por tanto tempo e mesmo assim dizer que estava tudo bem? Sendo que nunca esteve totalmente bem? Sendo que eu só fui uma garota que aceitava tudo por medo de ficar sozinha; e no final eu nunca estive sozinha. Sozinha eu estava quando estava com Cainan, com ele afastando todos ao meu redor.

Como eu era ou muito ingênua, ou muito desesperada.

*~*

27 horas depois

—Ele não quis conversar comigo. – Armin estava usando uma roupa cinza. E quando digo cinza; era tudo era cinza, camiseta, blusa, calça, tênis, cachecol; tudo. Ele nunca usava uma cor só. E agora na minha frente ele estava parecendo a própria cor cinza. Ele era a cor cinza. Ele vestindo uma cor só, com aqueles olhos azuis, me deixava agoniada. – Retrucou comigo se eu tinha mesmo deixado de ser da turma. E ainda colocou “da nossa turma”; eu fiquei na escada só observando ele com aquele sorriso que parece do gato de Cheshire. – Ele estava me ajudando a guarda a minha roupa em uma bolsa. EU ESTOU DE ALTA! Não tinha muita roupa, umas três mudas de roupa; mas, Armin é perfeccionista e estava dobrando a roupa hospitalar, assim como tudo naquele quarto que fosse dobrável; sendo que o mais sensato á fazer era deixar na cesta de roupa suja que depois mandam para a lavandeira. – Eu não queria que ele chegasse perto da Kathy; nem ela mesmo queria; eu e ela estamos evitando o refeitório. A algazarra deles me incomoda, incomoda todo mundo.

Quando Armin está irritado, frustrado, incomodado ou preocupado; principalmente quando está incomodado com algo, ele vai falando e fazendo coisas, sem dar uma devia atenção a quem está dirigindo suas palavras. E nisso vai fazendo várias coisas. Ele fez até duas tranças no meu cabelo enquanto contava que houve um breve tumulto no refeitório com a mesa da Elite se defendendo de algo, e quando ele narrava o que tinha acontecido com ele e o Cainan pra a Kathy; apareceu Luco atrás deles.

—Deixa eu ver se eu entendi... – Ele continuava a falar.

—Mas, mesmo que todos estejam lá, e ainda tenha mais dois ou três; ainda falta...

—Você,

—Dégel e Conrado ainda não surgiram das cinzas de onde sabe se lá onde estão; mas, mesmo assim, tá faltando alguém e.

—Armin Rowell! – Chamei-o. – Você é o que está faltando devia. – Ele parou de assustado e se virou rápido e me encarou.

—Não. – Ele me cortou, e antes que eu pudesse continuar a minha frase dizendo que ele “devia aceitar que estava com saudades do grupo”, ele completou. – Não termine a frase. Não. – Ele ficou em silêncio um tempo.

E eu também fiquei em silencio; não sabia o que estava se passando naquela cabecinha incomodada dele. Então enquanto ele não falasse nada, não seria eu que romperia o silencio.
Naquela manhã ele já se estressou com Guilherme que iria assinar a minha alta; nisso, ele convocou Françoise que brigou com Guilherme por ter assinado algo de que ele não era o responsável e o próprio Monitor do dormitório, nesse caso, o Françoise viria então assinar a minha alta; porém, só no horário de almoço dele, ou depois disso. Nesse caso, estávamos esperando ele. Naquele silêncio ensurdecedor.

—Droga. – Ele disse colocando a cabeça dele contra o vidro da janela, empurrando a sua testa nele.

—Como? – Perguntei andando até ele; mas, ele só suspirou. E colocou as mãos na nuca. – Armin? – Chamei ele não me respondeu, ele apertou a nuca com força e mordeu o lábio inferior. – Rowell? – Chamei preocupada, coloquei a mão em seu ombro e aproximei meu corpo do seu, com bastante cuidado. – O que houve? – Ele murmurou alguma coisa em italiano e depois mais algo em suíço. Só sei porque Armin muda o seu sotaque quando fala outro idioma.

—O que... – Ele murmurou. – O que houve? – Sua voz soou indecifrável. Não dava para saber o que ele estava sentindo. – Você ainda não viu todos eles juntos. Como eles estão agora. Eu ainda não vi o Kanzaki, nem vi o Dégel, mas, você viu e não me falou nada. Eu vi Luco, mas, ele se recusou a falar comigo; a Joana tava lá na mesa com eles. E eles estão irreconhecíveis. Desculpe dizer isso, vai soar maldoso, mas, obrigada por estar segura no hospital quando tudo isso esteve acontecendo. – Eu não falei nada, também não tinha o que falar; não sei o que ele está sentindo de verdade e nisso ficamos em silencio por mais alguns minutos.

Doeu. Não sei porque, mas, aquilo doeu em mim. Talvez eu soubesse, mas, no momento não sabia o que era.

—O que queria que eu falasse sobre Dégel? – Falei de cabeça baixa abraçando aquele corpinho magro que eu não abraçava á um bom tempo. Nisso ele suspirou, deu um sorriso, uma risadinha, eu não sei; mas, foi uma coisa boa. – Eu não sei como isso deve ser difícil para você; ou se está sendo, ou como está... eu não conheci vocês antes de tudo e. – Ele levantou a cabeça rápido e me abraçou com força:

—Não diz sobre antes; eu (...) – Falou ele acariciando os meus cabelos. – Kathy está com medo e Niedja também deve estar. Porém, se sentindo mais segura porque está com Guilherme. – Ele me apertou forte.

—Está com medo da Verônica? – Ele deu uma risada debochada.

—Não tem medo do Antonie? – Dei uma risada debochada também.

—Achei que íamos enfrentar tudo isso juntos. Todos eles, não é? – Ele sorriu. –Joana está junto com eles? – Ele acenou ainda me abraçando. – Isso é um problema? Um problema muito sério?

—Eu não sei. – Ele se afastou e começou a encarar os próprios pés. – Não faço ideia de onde isso tudo vai dar, isso é o que eu deveria pensar? – Ele passou a mão nos cabelos. – Eles deviam estar á quilômetros daqui, por anos; até nós nos formarmos, saímos da França e termos as nossas vidas. Mas, não foi isso que aconteceu.

—Armin? – Ele se afastou, parou, respirou fundo e disse pausadamente.

—O que eles querem de novo? O que eu fiz? Eles vão me matar. Vão te machucar se souberem que estou contigo; que estamos juntos. – Ele deu uma risada que agora parecia assustado e em pânico, e quem começou a entrar em pânico fui eu naquele momento de epifania dele foi eu.

-Armin; Rowell! – Chamei. – Mas, o que é isso? – Olhei em seus olhos e acaricie o seu rosto bem devagar, sentindo cada curva dele com as minhas mãos, bem devagarinho, passando a mão em seus cabelos, bem devagar. – Você me fez fazer uma promessa pra você, quando eu achei que você estava assustado você fez o Silva desmaiar; eu sei que você se preocupa com coisa á toa, porém, nessa situação com razão. – Passei meus dedos em seus lábios. – Estamos juntos nessa, dessa vez não tem dormitório, nem prédio nenhum nos separando e eu tenho certeza que temos uma chance.

—Uma? – Selamos nossos lábios em um beijo. – Só uma?

—Só precisa acreditar mais em si mesmo Senhor Rowell. – Ele deu uma risada fraca. – O que foi? – Ele balançou a cabeça não querendo me contar o que estava pensando; ou ignorando o que estava pensando. – O que foi?

—Um leve pensamento de um momento tomou a minha mente e se pendurou no meu subconsciente. – O olhei confusa. – Senhor Rowell. Você me chamou de senhor.

—Algum problema?

—Já pensou em ser a Senhora Rowell?

—Oh! – Eu ri. – Senhora Rowell? Estou surpresa com o pedido. Entrei em um ovo e choquei. – Rimos. – Gosto do Rowell.

—E eu gosto de você. – Ele esfregou o nariz dele no meu.

—Oh. – Olhei em seus olhos e eles pareciam tão claros e mais bonitos que eu fiquei encantada. – Mas, eu terei que recusar o pedido, creio que seja ainda muito cedo para pensar nisso Ilustríssimo Armin Rowell. E sobre essas suas preocupações vai ficar tudo bem. – Ele me abraçou me enchendo de beijinhos pelo rosto. – Eu vou acreditar em você.

—Credo. – Ele me soltou. – Pareceu minha mãe falando. Ele vivia dizendo que acreditava em mim. Fale uma frase menos de mãe. Sil vous plaît. – Fiquei surpresa. Até porque, ele nunca cita seus pais em nada; nada de nada. É extremamente raro. Armin falar sobre seu pai ou mãe é algo que nunca acontece, então minha surpresa é bem aceita.

Quando conheci ele e seus amigos, soube da posição social de todos eles, que os pas de uns eram artistas plásticos, cartunistas, deputados, modelos, designs, executivos, diretores de instituições, e outros milhares de outras profissões que apoiaram os filhos em sua carreira artística do mundo da televisão, teatro, e cinema. Porém; eu só sabia que Armin tinha mãe e pai.
Ninguém falava sobre, ou perguntava; tampouco importava. Ele colocava seus nomes em papeis de cadastro e tal, mas... nada mais. Todo mundo tem pais, separados, juntos, mortos, vivos, alguém te colocou nesse mundo por em ou por mal.
Pegar ele falando dos pais era como ser escalado para concorrer um prêmio no Globo de Ouro. Ou seja, uma surpresa, uma honra; inacreditável. Uma hora, em algum momento eu irei perguntar qual é o mistério dos seus pais; ou deixa-lo ele mesmo falar esse mistério para mim.
Eu acenei positivamente.

Eu odeio ficar sozinha. Porque eu vou derreter nesse mundo solitário. Eu adoro estar com você. – Ele sorriu pra mim. – Eu acredito por mim e por você. Ou estamos juntos ou promessa desfeita. – Ele me envolveu em um abraço e levantando-me um pouco, olhando em meus olhos tão plenamente que congelei recebendo um beijo que me derreteu por inteiro.
Por quanto tempo ele esperou pra poder fazer uma coisa dessas? Me abraçar e me elevar? Será mesmo que ele sempre quis fazer isso? Será que ele só não está sobre pressão? Foi como sair de um pesadelo e embarcar em um sonho. Será isso que ele sente também? Bom, de Armin não espero muito não.
Só que ele me conte sobre os seus pais.

—D’accord; já estou vendo que está mais do que recuperada. Bem recuperada.

—Ah! – Quem gritou foi Armin.

—Cala a boca seu escandaloso. – Eu quis rir, mas, abaixei a cabeça.

Françoise não é muito visto; ele administra todo o dormitório, até uma certa hora da noite, depois ele vai para casa dele e deixa tudo com o Pierre. Ás vezes ele fica no 2º dormitório que serve para os estudantes que estão fazendo o pré e pós-vestibular e ainda não tem uma casa ou lugar para ficar; que ainda estão trabalhando e estudando. Ele inspeciona os dormitórios duas vezes por mês, e passa tão rápido, habilidoso e perfeccionista que levávamos um susto quando o vemos. É ele que pega todos os acontecimentos e leva para os superiores que analisam as atividades e em seguida aplicam as circunstancias tomando as devidas providencias.
Françoise era um homem quase trinta anos, falava mais de dez idiomas, tinha os cabelos pretos azulados e olhos castanho, com um cavanhaque charmoso; usava óculos e tinha um pequeno brinco na sua orelha esquerda. Ele era tranquilo e bem humorado, ao contrário do Pierre.

—Salut Françoise. – Eu disse quando ele entrou no quarto e em vez de me cumprimentar olhava em volta. Tudo em perfeita sincronia.

—O que aconteceu aqui? – Apontei para Armin, Françoise respirou fundo. – Rowell, era só colocar tudo no cesto de roupa suja. Sem mais... Não é você que tem TOC é o Matthew. Está nervoso? – Armin ficou em silencio. – Tá bom; se está estressado ou não, pega tudo e coloca no cesto de roupa suja; não é o seu quarto outro paciente vai ocupar ele depois. – Ele se voltou para mim. – Está pronta para sair desse lugar cheirando a gaze e esparadrapo, e voltar á um lugar em que dá para sentir o cheiro de perfume caro e pão fresco de manhã? – Eu dei uma risada.

—Acho que estou sim... – Ele me abraçou e passou a mão nos meus cabelos.

—Que bom que você está bem. Você me deu o maior susto que eu já tive na minha vida. Eu fiquei preocupado com você. E ninguém me contou quando aconteceu. Ainda bem que você está bem pequena.

—Digo o mesmo. – François deu um empurrãozinho em Armin. Os dois já se conheciam a muito tempo; então aquela reação era como de irmãos, e era algo cômico e bonito.

—Está mesmo com o coração bom para aguentar tudo e qualquer coisa? – Ele me soltou e Armin pegou na minha mão. Françoise observou com um meio sorriso. – Ah, como o Guilherme veio reclamara comigo por causa disso. – Ele fez um sinal com a mão para Armin pegar a minha bolsa e fez eu segurar em seu braço; como se fosse estar me apoiando nele. Eu segurava em seu braço até uma cadeira de rodas que estava na porta. Que era onde eu iria até o carro de Françoise.

—Quem reclamou com você? – Perguntei.

—Na verdade eu não queria te preocupar, mas, como eu já falei. – Como ele é sensato. – Quase todo mundo sabe que o Cainan não tava dando os remédios certos; e tava dando outros no lugar. – O que? Como assim? Fiz uma cara de preocupação enquanto passávamos pelos corredores, até que nos levaria aos elevadores que nos levaria até o estacionamento. – Foi como um envenenamento.

—Pour Notre Dame... – Ele colocou a mão no meu ombro. – Como assim e ninguém me falou nada? Eu poderia ter morrido.

—Sim; só que ninguém sabia. – Ele pareceu pensar um pouco. – Quase ninguém né; eu fiquei sabendo por meio de quartos. Pessoas nada a ver com tudo o que aconteceu. Seus remédios acabaram e na mente deles, te dando remédios parecidos resolveria.

—Mas, ninguém me avisa de nada! E como eu não desconfiei? Porque eu...

—Porque você confiava nele. – Ele suspirou. – Está tudo bem agora; aposto que vão te mandar os remédios certos agora. Não é Armin? – Do nada Armin me deu um beijo na bochecha. –Ok; menos meu amigo. – Quando chegamos no carro de Françoise, um Hyundai azul, ele continuou falando. – Mas, me diz aí; é sério isso mesmo?

—O que? – Ele olhou para mim e Armin e depois para as nossas mãos dadas, e fez uma cara de esperar uma resposta. – Ah! Isso?

—Ora Françoise, claro que é sério. – Armin me abraçou e me beijou. – É tipo você e o Thaylor. – Françoise ficou vermelho e franziu a testa.

—Se não entrar eu deixo você pra trás, que desaforo! – Armin concordou com Françoise sorrindo e então nós podemos entramos no carro. – Mas, ainda é um cara de pau, hein. – Françoise começou a dirigir. – E você nunca serão como eu e o Thaylor. –François estava noivo, então ele estava feliz; ele teve um curta apresentado no Festival de Clermont Ferrand, que acontece em uma cidade com o mesmo nome. Monitor, roteirista e até maestro de ópera. Ou seja, em quem mais Armin iria se inspirar? E tinha motivo para que os dois fossem tão íntimos.

—E por que nunca seremos? – Retrucou Armin. – Como pode ter tanta certeza?

Eles começaram á falar de namoro, noivado; Françoise citou o tanto de tempo que eles conversaram, estudaram, trabalharam, e ainda trocaram mensagens e até cartas que trocaram a ponto de se apaixonarem, se amarem e começarem a namorar. Armin ria do jeito que ele parecia estar recebendo lições de moral.
Então Armin retrucou dizendo que gostava horrores de mim desde quando nos conhecemos, e tal e esse papo foi indo; eles iam se aprofundando e retrucando nesse assunto, nessa conversa, e eu estava tão distraída olhando para a paisagem e ouvindo frases confusas dos dois que se tornaram confusas para mim.
E sobre o que o Cainan fez comigo, me incomodava, do jeito que ele agiu, totalmente irresponsável.

—Mais alguém sabe que eu tive alta? – Françoise deu um sorriso. – Tem o Guilherme. Mas, ele nem vai se preocupar com isso. Prometeu ficar tranquilo depois da bronca que levou.

—Não? – Perguntou Armin. – Certeza? Ele é meio louco. Completamente doido.

—Sabe...

—Sei? (...) O que?

—Não é da minha conta. Mesmo sendo da minha conta, porque sou Monitor; e venho vendo isso e resolvendo essas coisas... Depois de tudo o que aconteceu com o seu grupo Armin...

—Não são o meu grupo. Ele respondeu ríspido.

—Ah são sim! Ontem, eu me lembrei de como era legal ter vocês todos juntos. Um grupo inteirinho; aquela cantoria, aquelas conversas. Longas apresentações e...

—Acho que eu vou pular essa nostalgia e continuar falando sobre o seu noivado. – Houve um silêncio. Françoise olhou para nós. – Vai ter daminha de honra? Eu posso ser uma? – E o Monitor caiu na gargalhada; Armin também riu, mas, sei que ele ficou incomodado. “O grupo inteirinho”; eles, agora, sobre o mesmo teto, sobre os mesmos pesadelos. Que eu até agora não consigo entender o quanto essa situação o abalava tanto. O intimidava, incomodava

—Pode; mas, só se usar aquele lilás bem forte.

—Vindo do cor de rosa?

—Esse mesmo.

—Que cor horrorosa para se casar.

Queria perguntar, mas, na verdade eu só queria chegar no meu quarto, deitar, dormir um pouco; descansar e me recuperar. Eu estou bem, mas, o máximo de esforço é preocupante. Não pra mim, estou acostumada, mas, o resto? Ah, eles não estão. Nem um pouco.
Por enquanto, Armin precisava de mim, logo ele; tão confiante e alto astral, sem aquela baixa autoestima ou medo de represálias. Era o Rowell! Armin Rowell! O primeiro e único ilustre, Armin, ilustríssimo Rowell; metade canadense, metade francês, metade italiano; com mil e três talentos. Era dele que eu estava cismada. O porque ele queria tanto proteção á ponto de me fazer prometer e depois, namorar comigo.
Enquanto falava com Françoise, Armin me apertou sobre seus braços, abraçando-me por completo.eu já nem mais estava prestando atenção na conversa deles, que saiu do casamento e foi pra algo mais profissional, mais, responsável. Armin já estava na faculdade, e Françoise queria um bom trabalho dele. Algo complexo, algo extremamente bom que fizesse jus ao seu nome para sempre. Mas, elogiar Armin e tentar aumentar o seu ego é impossível quando se trata de François. Ele não consegue ver o quanto é brilhante; e o quanto aquela peça no passado ferrou com o psicológico dele. Talvez fosse isso; era uma possibilidade, porém, não uma certeza. Do jeito que Françoise falava, parecia matar Armin de vergonha, ele sempre esperou por uma oportunidade; e com certeza esse ano ela possa ser destruída novamente.

Mas, eu não quero ficar pensando, em talvez, em tragédias; quero pensar plenamente no quão inteligente e criativo ele é. Quero dar essa força pra ele.
Era fim de tarde quando eu cheguei no dormitório, quase hora do jantar; ai que saudade da minha casa. Poderia chamar o dormitório como minha casa sem problemas. Françoise perguntava para mim se eu tinha a ambição de ir me apresentar em algum dos Principais Festivais de Cinema do Mundo; se queria que fosse logo ou demoraria um pouco... Todos nós queremos Cannes; mas ir para Hollywood é a meta final. Porém, no momento eu queria mesmo demonstrar o quanto eu estava feliz por ele, que estava noivo, bem sucedido e com certeza feliz.
Desviar a atenção dele de Armin era uma coisa difícil. E mais uma: fazer Armin esquecer da peça que ele criou e não apresentou era fundamental, já que Françoise sempre perguntava algo desse tipo para ele, para ele não se estressar com o passado; não ficar nervoso com o presente e focar mais no futuro. No momento em que estamos o futuro somos nós. E outra coisa me deixava nervosa.
Eu só não conseguia saber o que me deixava nervosa, só estava nervosa.

Os dois me acompanharam até o quarto e, François reforçava o quarto eu podia tomar os remédios só. Se caso eu esquecesse ele me avisaria se fosse o caso; mas, não depender mais de Cainan. Mas, era exatamente por isso que ele me dava remédio.
ele só estuda e monitra. Eu além de estudar e monitorar também trabalho. Às vezes eu esquecia mesmo, só lembrava no trabalho. Então Cainan separava tudo pra mim em um recepciente de remédios que eu tinha e dava para mm tomar, ao menos era o que eu pensava.

—Precisa de mais alguma coisa? – Perguntou Françoise, neguei. – Certeza?

—Eu posso dormir aqui com ela? – Armin perguntou e logo recebeu uma mãozada na cabeça. – Aih! Porque você me bateu? Ela ia gostar e uma companhia.

—Feminina. E não, não mesmo. Se quiser ir pegar o déjeuner pra ela. Seria muito melhor do que dormir com ela. Sabe que é contra as regras. – Eles e encaram. – não me olhe assim. Não seja um namorado chato; nem abusivo. – Armin o olhou surpreso. –Vai!

Táaáááááá! – Ele saiu do quarto voltando em seguida. – E se eu ver um deles? – Ele perguntou olhando para mim, mas, Françoise não sabia.

—Eu posso jantar no refeitório hoje François, sem problemas. –Ele me olhou confuso. – Eu me sinto bem... chega de cama. Por mim eu voltava pro refeitório, fazia um passeio, andava por aí, eu...

—Isso! Vou te levar pro jantar fora. Que tal? – Armin ateu palmas enquanto exclamava animado. – Isso! Isso; que tal um jantar em duplas? O que acha Fran? Tipo eu e a Mih você e o Thay?

—Por favor, não chama ele de “Thay”

—Vamos!! Por favor! – Françoise revirou os olhos e riu. – Vamos?

—Aan, mas pode ser que (...)

—Obrigado; você paga.

—Armin! – Chamei sua atenção. – Você quem chamou, você paga.

—Não. Eu não tenho dinheiro pra quaro pessoas. – Françoise se aproximou de Armin.

— É por isso que você paga o da sua companheira. – E deu um peteleco no nariz de Armin. – Aquilo foi uma coisa muito família pra mim. (...) Será que Armin é órfão e o Françoise é seu tutor legal? – Vocês querem mesmo sair? – Encarei Armin, é muita coisa pra um dia só.

—Eu não sei... – Ele respondeu. – Você quer Mih?

—Você tem que planejar essas coisas Armin. E você pegou ele de surpresa. Não pode sair pedindo assim. Ele pode ter outros compromissos. – Armin respirou fundo.

—Você quer jantar no refeitório? – Acenei positivamente. – De verdade? Não quer sair, só nós dois? Só hoje; por favor... –Assustado. Armin estava assustado em ter que enfrentar o dormitório, o refeitório, aquele grupo, ele estava com medo. – Não quer ir mesmo? – ele olhou em meus olhos. –Não precisa em um lugar chique. Até porque meu pagamento não daria pra tanto luxo. – Ele deu uma risadinha. – Mesmo que você mereça todo o luxo do mundo – Ele disse de um jeito tão suplicante que Françoise levantou as mãos.

—Eu vou deixar os dois sozinhos. Pra se resolverem. Você ganhou o Globo de Ouro de Dramaturgia Armin Rowell. –E ele saiu. –Daqui uns minutos eu volto, vou entregar uns papeis da sua internação Mikaele. – Fiquei olhando para Armin em silêncio.

—O que é que você está fazendo? Você sabe que eu estou bem para ir no refeitório, não precisa de tanto “luxo”. Eu vou te proteger de qualquer coisa. – Ele sorriu e olhou para o lado.

—Eu nunca ficaria bem sem você. O que eu faria sem você? – Ele me abraçou e sorrindo beijou a minha testa, cheirando meu cabelo. – Eu não quero que isso acabe nunca. Mas, eu sinto que vai. Mas; deixa eu aproveitar enquanto eu posso. – Falou ele passando a mão em meus cabelos. –Mas, se quiser ficar aqui, nós ficamos; chamamos a Kathy e. – Me dei por vencida.

—Então vamos chamar a Kathy e o Françoise para ir conosco comer alguma coisa. – Ele sorriu e me abraçou com força. De novo. Eu não neguei, não tem como negar um abraço desses. Estar perto de Armin me tornava tão frágil, e eu estava começando a amar estar entre seus braços, amava o seu cheiro, o seu toque e a maciez do seu cabelo. – mas, não algo muito...

—Prometo que vai ser tranquilo. Vou chamar a Kathy; — Assim que cruzou a porta, ele voltou. – Você ainda ama aquela outra pessoa não é? – Dei ombros e sorri pra ele.

—Aproveitaremos enquanto podermos.

*

Depois de uns vinte minutos, grande parte do pessoal estava no refeitório, Armin encontrou com Kathy ela concordou em ir conosco; já Françoise foi mais difícil para convencer, ele queria descansar, porém, ninguém reste á Katherynne Kurz; Françoise iria nos levar de carro até um restaurante do outro lado do Rio Sena; ele não era muito grande, e era bem discreto, e barato, o que nós queríamos.
Kathy saiu com Françoise e eu e Armin ficamos para trás porque eu tinha que falar com Niedja que eu já estava de volta; eu até chamaria ela para ir conosco, mas, Guilherme já estava irado comigo, com Armin e principalmente com Françoise; então deixa para a próxima.

Enquanto eu descia a escada percebi que o destino sempre conspirava contra mim, não sei porque, eu podia ter só ligado para a Niedja e não ido falar com ela pessoalmente. Mas, não foi isso que ocorreu; enquanto descíamos as escadas para o hall de entrada para sair, tínhamos a noção que era a hora do jantar e que todos estariam no refeitório naquela hora. Estava tudo tranquilo, menos Armin, ele estava nervoso, e como eu estava segurando em seu braço pude sentir a tensão por entre seus músculos; e o nervosismo dele estava me deixando nervosa.

-Se acalma por favor... – Armin se afastou e respirou fundo, olhou para os lados e depois para mim. – Está tudo bem? Algum problema? – Assustado, ele estava completamente assustado, com medo de algo, alguém, de tudo, de todos; deles. E dera muito mais estranho ver Armin com medo de algo do que com raiva. A sua raiva era passageira; mas, ele assustado era completamente estranho.

—Me perdoa. – ele abraçou o próprio corpo. – É que eu estava pensando nas, milhares de coisas que podem acontecer com você e.

—Vai ficar tudo bem, se... – Pensei um pouco. – Eles estão no refeitório agora. Não é pra se esse é o problema.

—Não é exatamente por causa deles, é que. – Armin não terminou de falar, de repente ele paralisou e seu olhar se dirigia a Luco. Que estava entrando no dormitório no momento em que íamos saindo.

—Uh! Bienvenue mon Moniteur! – Eu simplesmente gelei, meu corpo inteiro paralisou, não só pelo Luco, sim; por ele também. Mas, quem mais estava com ele. Victor! Como assim? Victor estava andando com ele? Se estava andando com ele, estava andando com todos eles. – Está tão graciosa. – Era e Victor que eu tinha me esquecido. Que vergonha Mikaele! – Você está melhor? Mika? – Luco estava com a aparência melhor do que quando eu o encontrei na biblioteca naquela vez, e Victor, estava com o cabelo penteado para o lado, com a pele limpa, o seu perfume era possível sentir de longe. E era maravilhoso.

—Não chama ela de Mika. – Falou Armin, Luco deu um sorriu intrigado.

—Ué porque não? Ela é a minha nova Monitora. – E o frio na minha espinha aumentava. – E além de tudo ela é a minha amiga.

—Ela é minha amiga também e é também minha. – Não diga, por favor. Cala a boca Armin, não na frente de Victor. (...) – Armin se virou para mim e me olhou como se pedisse permissão para poder falar que era meu namorado. Mas, eu estava tão nervosa que não consegui consentir nem negar, eu fiquei parada.

—Sua o que? Ela também é a sua monitora? – Luco ficou em silencio e analisou nós dois por um instante, olhou-nos de cima á baixo. – Não... É a sua namorada? – Armin se assustou e Victor se sobressaltou sobre a frase que Seward disse. – Vocês estão namorando? Foi você que deu um Hadaka jime (mata leão) no Cainan? – Ele bateu as mãos uma na outra. – Foi assim que conquistou sua donzela? Ele está usando colar cervical sabia? – Ele deu aquele sorriso assustador. – Você tarda, mas não falha hein.

Eu estava estática, paralisada, meu coração estava batendo forte, eu estava ansiosa, eu estava nervosa, assustada, eu; não sabia o que fazer e Victor me olhava boquiaberto. Dia feliz? Eu acho que não mesmo.
eu não podia sair correndo do lado de Armin e dizer á Victor que eu estava fazendo aquilo porque.. Porque... porque era o certo? Porque Armin era mais velho? Porque eu na verdade não queria encrencar Victor. Não queria estragar o seu programa de Cênicas.

Conte mais, conte mais Até que ponto vocês foram? Conte mais, conte maisFoi amor á primeira vista?

Armin e Luco começaram a se encarar e foi nesse momento que depois de uns segundos mordendo a minha bochecha por dentro olhei para Victor we sussurrei algo para ele.

—“Você ainda está no meu coração, isso não sign. ”

Então ele sussurrou algo que eu não pude ouvir, mas eu li seus lábios.

—“Eu. Fiquei. Preocupado. Não. Fala. Comigo. Mentirosa. Não. Fala. Comigo. ”

Meu corpo deu uma tremida, algo dentro de mim se remexeu, eu me segurei em Armin para não cair, nessa hora ele deve ter entendido como um sinal para nós saímos dali. Mas, eu não ia conseguir sair sem falar com Victor, explicar algo plausível. Ou. Algo normal que não fosse com Luco cantarolando ‘Summer Nights’. O que ele faz bem, a voz dele é muito bonita.

—Hoje você nem reclamou do Calouro estar comigo né Monitora? – Luco falou me encarando. – espero que o seu relacionamento com o Rowell dure muito. Você tem que ser feliz. Fazer alguém feliz por um tempo.

Victor me olhou uma última vez e deu as costas tocando no ombro do Luco.

—Eu falei pra você novato não andar com essa turma.

—É nossa turma Armin Rowell! – Luco berrou. – Você não sai dos Coloré; você inventou essa regra, aceita. Estamos batendo no mesmo coração.

Eu fiquei tonta, com falta de ar. Mas, o que?

Notas finais
Obrigado por lerem esse capítulo, tenho que dizer uma coisa ESTOU SAINDO DE FÉRIAS. DAQUI Á 3 SEMANA VOLTO♥ Vou no parsaiso bahiano na qual me inspirou a escrever essa história; quando eu volar teremos capítuloa novinhos... Desde já á amoras e amore resisdentes parisienses que habitam no Brasil; já agradeço ao seu tempo :3 Obrigada pela leitura. J'adore vous tous. Até a volta ♥♫♥ ~♥~Um Beijo da Autora. ~♥~ Eu sempre digo, estou aqui para Mas aqui está. Para vocês. J'aime vous!! ~♥Beijos da Autora♥~