E Eu sou o Amor da Sua Vida?
56 Essencial para acalmar quais nervos?
Notas iniciais
Victor
Assistindo as estações mudarem; eu ainda te ouço na brisa. Veja suas sombras nas árvores. Persistindo, memórias nunca mudam.
O foco não era chegar atrasado, não queríamos perder tempo, nem descontarem das nossas notas. Porém, assim que saímos de nossos quartos, cada um do seu, claro; eu que eu não sou louco de sair do quarto dela, além de parecer suspeito, eu não estava muito confiante que eu faria uma boa apresentação, nem que eu conseguiria cantar, ou dançar. Na verdade, eu estava muito nervoso. Precisei de vinte minutos para me acalmar e me concentrar e claro, pegar a “fantasia” que a gaúcha me emprestou. Porque nem era dela. Sentamos na penúltima fileira do teatro para descansarmos, ela estava animada.
—Você viu a cara deles? – Kathy agarrou meu braço e começou a balançar com força; muita força, de um lado para o outro depois da apresentação. – Eu tenho certeza absoluta que com sua falta de ritmo eu tirei uma boa nota com o violão!
—E eu? – Kathy me olhou de cima a abaixo, com certeza pensando no que poderia dizer; certeza também que ela estava me julgando. Porém, ela sorriu, estava animada ao menos.
Ela pensou bastante, respirou fundo, depois tocou no meu ombro.
—Você conseguirá melhorar...
—(...)
—Você não errou a letra, e lembrou os passos, é um bom começo. Foi muito bom mesmo. E é isso que importa agora! Importa que você não deu uma de louco, que não pareceu nervoso....
—Tá brincando? Eu quase desmaiei lá em cima! – Ela me encarou
—Mas, não desmaiou! E é uma coisa muito boa. – Ela dá um sorriso. – Porque eu não sei o que eu teria feito.
—Me socorrido? – Kathy parecia confusa. – Teria me ajudado né?
—Aan... Mas, é claro. Lógico somos uma dupla, eu faria o meu melhor. – Obviamente não faria muita coisa não. Talvez ela tentasse abafar tudo. Não sei. – O que importa é que você não passou mal, se manteve firme. Foca que você conseguiu!
—Certo, quando ganhamos as notas? – Estava focado.
—Bem, são muitas apresentações, antigamente era no mesmo dia, porém, como agora é uma apresentação por semana, estamos acumulado notas. E isso é tudo o que você precisa saber e relaxar. – Respirei fundo. – Olha, acredite em mim, não estava tão ruim. Apenas arrume alguém para poder aprender a tocar um instrumento. Certo? – Ela sorriu batendo no meu ombro. – Enfim; parabéns para nós, claro, eu te ajudei, parabéns para mim duas vezes e qualquer coisa, é só me avisar. – Ela pegou o violão, e saiu correndo para fora do teatro animada. O que eu não estava nem um pouco.
Todos saíram aos poucos, primeiro o que acredito serem os críticos, depois os professores do Depardieu, alguns Monitores do andar, devia ser porque estavam basicamente na hora do jantar, minha Monitora ficou lá arrumando o palco, organizando tudo o que nosso andar deixou no palco, alguns instrumentos foram do lugar, alguns papéis, bancos, ela colocou em seus devidos lugares, e foi desligando a luz, basicamente só estávamos nós dois ali, Pierre tinha acabado de sair de trás da cortina dizendo que ela deveria deixar a luz central acessa, ela concordou e em seguida disse que iria esperar ela para o jantar, se ela estivesse bem, ele pediria para alguém levar o jantar para ela; o que ela acenou com um sorriso e começou a varrer o palco, então eu me agachei para que ele não pudesse me ver. Foi então que ela começou a cantar.
—♫Look at this stuff, isn't it neat? Wouldn't you think my collection's complete? Wouldn't you think I'm the girl? The girl who has everything Look at this trove, treasures untold. How many wonders can one cavern hold?♫ – Eu já ouvi essa melodia em algum lugar antes, mas, não sei dizer onde.— ♫Looking around here, you think: Sure She's got everything♫ (…) –Ela parou de cantar. - Quem está aí?
Merda. Fico imóvel, me agacho e fico em silêncio, não tem como ela saber exatamente onde eu estou. Tem, se ela tiver uma boa memória vai saber.
Ela segurou a vassoura e veio em minha direção quando de repente a porta do teatro abriu.
—Ah!
—Menina o que você está fazendo? – Era Niedja. Mika abaixou a vassoura devagar e olhou em volta.
—Aan. Estou varrendo. Apenas. Meu andar se apresentou hoje. Aan. Algum problema? – Parecia sim ter algum problema.
—Você vai demorar aqui?
—Não, eu já estou terminando. Aconteceu alguma coisa?
—Sim. – Ela abaixou os ombros enquanto eu engatinhava para saída sem ser percebido de início. Nem sei porque eu fiquei, mas, foi bom ouvir ela cantando. Incrivelmente fantástico e belo. – Quer ajuda para terminar mais rápido?
—Claro. Só uma coisa... É algo muito grave? – Elas começaram a caminhar em direção ao palco, Mika parou de olhar para os bancos, e foi nesse momento que eu saí do teatro.
Precisava me trocar e ir jantar, ouvir ela cantar era uma coisa muito graciosa, e ela cantava com a alma, mas, eu não sei exatamente o que ela estava cantando porque, bem, convenhamos, eu não faço ideia de qual musical era aquela canção, mas, por um lado, eu sei que muitos musicais foram transformados em filmes, então, não deve ser difícil achar qual música ela estava cantando. Principalmente porque era em inglês, e eu sei o básico do inglês, claro, eu devia ter mais noção do francês já que estou aqui na França, mas, fazer o que? Foi o primeiro curso que eu fiz.
O quanto eu quero arriscar? Quanto ela quer que eu me arrisque? Onde ela quer ir? Até onde eu posso ir? O que é tão complexo assim? Raro? Não seria um erro, mas, não foi certo. Como assim?
Enquanto eu me trocava refletia a frase dela pra mim. O sorriso, a simplicidade e a quão machucada dela estava, definitivamente eu não a conheço tempo o suficiente, eu não conheço nada de muito importante nela, e como ela é reservada seria muito difícil tirar alguma coisa dela.
Dela seria difícil!
De quem já conhece ela não seria tão difícil. Certo? Claro que não! Porque pensando assim seria mais fácil de entender o que ela quis me dizer ontem. Mesmo que isso esteja me dando um enorme frio na barriga, e uma sensação angustiante.
Quando estava indo para o refeitório encontrei com Joana nas escadas, ela parecia eufórica, agarrou meus ombros com força. Senti um arrepio horroroso.
—Auh. – Resmunguei.
—Onde você estava galanteador?
—O que?
—Luco vai matar você!
—O que? – Parei no meio da escada. – Porque?
—Oh, você sabe. – Acho que ela não sabia. Nem eu sabia do que ela estava falando. Novamente, o pátio não estava movimentado, era como se a áurea do exótico tivesse sido drenada, na verdade, havia alguns murmúrios sobre a apresentação. Então eu vi o sorriso sarcástico de Luco. Joguei a cabeça pra trás e me aproximei dele irritado.
—Porque tá com essa cara pra mim?
—Você apresentou com a minha galáxia!
—Ah qual é!? Eu (...) Bem, eu... – Fiquei vermelho. Muita coisa acontecendo. Me aproximei do ouvido de Luco e disse tudo o que me atormentava. –Contei para Katherynne que eu gosto da Mikaele. E nossa monitora está triste porque o alecrim dourado foi embora. Eu quero juntar a ruiva com ele e conquistar a minha garota. – Luco se afastou de mim assustado. Ou surpreso, ou o dois.
—Pessoal, cadê a ruiva que beijou o Armin? – Ele se virou para o grupo que estavam a mesa e estavam sem entender nada. Deram ombros. Qual o nome dela?
—Mackenzie Bullevard. – Mi-Cha falou cautelosamente. – Ela sempre senta com os filhos de herdeiros. – Ela aprontou para uma mesa que eu particularmente nunca tinha reparado. Era um grupo de cerca de talvez nove ou mais pessoas, era muito afastado e parecia diferente de nós. E olha que os Coloré eram muito diferenciados, viu!?
—Filhos de herdeiros? – Max exclamou. – Opa! A gente não pode se aproximar daquela mesa. – Olhei pra eles surpreso. – Vocês são ricos, não é o suficiente? – Audrey me puxou para sentar.
—Existem algumas categorias. Filhos de CEO, donos de empresa, donos de negócio, essa é nossa categoria. – Mi-Cha falou. – Ser herdeiro não é para todo mundo.
—E eu sou bolsista. – Fiquei envergonhado, sem chão.
—Mas, isso significa que você não é o rejeitado. – Retrucou Audrey. – Se você fosse filho de um CEO, seus pais detestariam que você recusasse assumir a empresa deles, então somos os rejeitados.
—Luco não é o rejeitado! – exclamou Stefano. – O pai dele já foi um deputado do senado de Nova York. – Luco ficou de boca aberta.
—Ah! Cale a boca (...) – Ele se conteve. – Nosso novo foco é conversar com a Mackenzie e fazer ela se envolver com o Armin.
—Mas, ele nem está aqui. – Joana resmungou.
—Mas, nada pode impedir ele de voltar! – Conrado praticamente rosnou. – Nós sabemos... Ele é imprevisível. – Ele esfregou os olhos. – Podemos voltar pra quando você queria brigar com o carinha aqui. – Ele apontou para mim. – Por não falar que ia apresentar duas vezes com sua “galáxia”!
—(...)
—Esperem um minuto. – Jay falou calmamente. – Ele não iria tirar uma nota muito alta sozinho. – Não tem porque brigar com ele agora. – Olha que o raspa canela tinha razão.
Nos levantamos para pegar a jantar, estávamos só esperando todo o grupo se reunir, o último a chegar foi Antonie. Ele parecia estranho.
—O que foi? – Joana perguntou. O encarando. – Parece animado. Ou apenas irritado... O que está escondendo?
—Eu pensei que eu realmente podia reconquistar a única pessoa que me fez bem. E nós temos um padrão. – Merda... – Nós perdemos para os Silva, e agora perdemos para esse Young aqui? – Me afastei um pouco.
—Como assim? – Audrey perguntou.
—Ah, eu soube está bem? – Eu coração começou a acelerar, e então começou a ameaçar parar. – Aonde você quer ir? Sério? Você disse a ela que como ele não estava aqui, você podia ficar no lugar dele? – Agora que eu morro mesmo. – Porque? Ela era minha em primeiro lugar! Qual é o seu...
—Sabe uma coisa que eu sempre tive comigo? – Dégel colocou a mão no peito tirando toda a tensão do grupo enquanto nos aproximávamos para pegar os pratos. – Eu não me importo se a minha inesquecível ama outro cara; eu conquistaria ela todos os dias se ela apenas comentasse. – Ele riu. – Eu compraria uma orquestra inteira se ela quisesse ouvir música clássica!
—Você tem dinheiro para isso? – Max perguntou.
—O que estou dizendo pra vocês, é sempre ser os melhores. Não aceitem não serem o melhor ou dar o seu melhor por amor!
—Você gosta muito dela, né? – Joana deu um sorriso.
—Hãn, ela é minha melodia tema! – então ele apontou para nós. – Que tal vocês dois como bons cavaleiros verem que superaria o Armin. – Houve um momento pra ele pensar. – Quais foram as palavras que você ouviu Antonie?
Que filho de uma mãe....
-Onde você quer ir? – Ele deu um sorriso e olhou para mim. – O que mais Young? Diz aí! – Neguei com a cabeça, a morte é lenta e dolorosa. – Quanto você quer arriscar? – Ele ressaltou essa parte. Passei mão no rosto, eu não ia chorar, ia me controlar. Eu não queria brigar com ele, por ela. Mas, se eu precisasse eu acho que precisava.
—Eu já ouvi essa frase. – Conrado estralou os dedos pegando seu prato e passando na nossa frente. –E não é exatamente essa... ATÉ onde você quer ir comigo? O quanto você quer arriscar NISSO TUDO? Querer algo assim, é UM ASSUNTO MUITO complexo. Não é como um eclipse; está além do que somos. – Houve um silêncio.
—Onde você ouviu isso?
—De “quem”, é mais fácil...
—De quem?
—Antonella Poitier. – Ele falou com calma. – Ela era uma veterana do Depardieu, e sabe pra quem ela falava isso? Mateus Silva. Que deve ter contado para Cainan e chegado á Mikaele. Só que essa é uma frase teatral.
Dégel estreitou os olhos.
—Essa á a nossa. – Ele ficou em silêncio. – Que sacanagem.
—O que? É a nossa o que? – Perguntou Audrey curiosa.
—Aqui não. – Dégel falou.
*
Quando nos sentamos para jantar, todo mundo começou a encarar o Dégel, aliás, até onde eu sabia era uma frase que só eu tinha ouvido, depois mais gente, e assim, no fim, todo mundo.
Conrado olhou para o prato e colocou a cabeça para o lado.
—Quando criamos os Coloré, existia um juramento que fazíamos. E significa muita coisa, eu, Dégel, Antonie, Stefano, Armin e outros residentes que já são formados fizemos esse juramento.
—Ok, porque eu não sabia desse juramento? – Luco perguntou irritado.
—Porque saiu do nosso grupo, ou seja, outros residentes se apropriaram. – Dégel disse. – Eu lembro vagamente da pergunta e da resposta. Até onde você quer ir comigo?
—Dos bastidores ao palco. – Conrado respondeu.
—O quanto você quer arriscar nisso tudo? – Dégel perguntou.
—Tudo o que precisar ser arriscado! – Stefano respondeu.
—É um assunto muito complexo. – Conrado disse.
—Não é como um eclipse. – Dégel deu ênfase.
—Está além do que somos.
—E o que nós somos?
—Somos os Coloré! – Os quatro responderam, claro, não chamaram a atenção de ninguém.
—Que merda! Exclamou Luco. – Cara, isso era um ótimo juramento! Aí foram lá e jogaram pra todo mundo saber, não acredito!
—A palavra brasileira pra isso é “explanaram. ” –Finalizei.
—Como é isso saiu de controle? – Pandora estava intrigada.
—Não importa. Talvez agora nós possamos voltar a usar ela.
—E sermos acusados de plágio? – Antonie perguntou sério. – da última vez pegamos uma longa estádia em outro continente por um longo tempo.
—Ele não está aqui! – Verônica exclamou.
—E no fim, não temos a resolução da briga entre Luco e o Young por que ele resolveu apresentar com a sua garota e não contar para nós! – Assim que Joana fechou a boca, eu sabia que iria ter outra briga quando de repente Dégel fixou-se em algum lugar. – Vamos, eu quero ver algum caos, eu...
—Eu aposto que Antonie consegue reconquistar a Monitora do 4º andar. – Dégel dizia olhando para o nada.
—Masoq? – Mi-Cha bateu o garfo no prato. – Porque isso? Do nada e. – Joana colocou a mão no ombro dela.
—Calma. Deixa...
—Uma aposta? – Luco deu um longo sorriso. – Adoro! Eu aposto que o Young conquista ela primeiro!
—Aan... – Max ergueu uma sobrancelha, refletindo um pouco. – Eu acho isso não seria correto de ser fazer.
—O que vocês dois estão fazendo? – Stefano perguntou. – Estamos nas semanas de apresentação e.
—É o que precisamos nesse meio tempo de puro estresse! – Joana os incentivou. – Sou do time a favor do Antonie! Ele já namorou ela, sabe ao menos os gostos dela. Tem a idade aproximada do Armin e mais experiência. – Digamos que quase todos concordaram com ela. Com exceção de Luco, Jay, Max e Audrey. Aliás, ela disse a frase para mim.
Porém, Conrado, Mi-Cha, Verônica e Stefano não estavam com ninguém, era óbvio para eles que se Armin voltasse, ela correria para os braços dele, e Pandora apenas disse que era uma espectadora desinteressada pois, nosso ponto importante era me tornar elegível para o Curso de Cênicas, então, ela me disse que iria me ensinar a tocar um instrumento naquela semana.
E foi nesse clima que a noite terminou. Os Coloré estavam juntos, porém, separados, divididos em dois subgrupos para entretenimento doentio entre Luco e Dégel porque aparentemente todo mundo estava endoidando desde que o exótico deixou o país. E foi naquele momento que eu senti que aquele grupo tinha um poder incrível de fazer você se sentir forte. Enfim, eu tinha um certo poder ali.
~>
Acordei com uma movimentação pelos corredores. Olhei para o celular, era por volta das nove da manhã, 1º de maio; feriado no Brasil, será que aqui também é feriado? Os múrmuros aumentaram um pouco e quando ouvi um “Oh Mon Dieu! ” Era a voz da Mikaele. Me levantei devagar e abri um pouco a porta depois de alguns minutos.
Uau.
Havia flores nos corredores. Flores brancas, alguns ramalhetes pequenos nas portas, até mesmo na minha. Mas, no pé da porta do quarto da gaúcha havia vários vasos daquelas flores brancas. E ela estava eufórica, alegre e feliz. A exclamação de Mika era de surpresa, não era algo que você esperava para ver logo de manhã. Claro, os outros residentes do andar estavam observando para o quarto dela.
—Quem foi? – Mika perguntou, não se aproximando muito, aliás, de onde eu estava em pra Kathy sair do quarto dava. – Quem você acha que pode ter sido? – Jay eu pensei primeiramente. – Aposto que foi Mateus! – Ela disse sorrindo. Foi quando Kathy começou a observar as flores, como se estivesse contando e então olhou pra ela negando. – Não?
—Bonjour guri! – Ela exclamou quando me viu. Mika olhou pra mim e deu um sorriso, parecia surpresa em me ver ali, espionando. – Joyeuse fête du Travail! – Ela falou; ergui uma sobrancelha. – Dia do trabalho. Felicidade na carreira. – Acenei positivamente.
—Pra vocês também. Bem; aan. Porque as flores? – Eu não saí do quarto.
—As flores se chamam muguets. – Mika respondeu. – Usamos para desejar a todos uma boa sorte no trabalho, e felicidade na profissão. Então, nós recebemos algumas centenas de muguets todo ano.
—Tem o simbolismo celta! – Kathy falou. – Que celebram o início do verão dançando para espantar os maus espíritos, e usando a flor como um amuleto para trazer a boa sorte. Não é todo mundo que sabe disso...
—Não mesmo...
—Ah. Bem, bom dia do trabalho pra vocês também eu; vou me trocar para tomar café. -
—Merci. – Ambas disseram, antes de fechar a porta, olhei para Kathy e dela para minha Monitora.
—Hoje é feriado?
—Sim. – Ela respondeu.
—Então, tá tudo fechado? – Mika acenou. – Aan. Você gostaria de sair hoje comigo?
—Ouh. – Ela pareceu surpresa.
—Uuuuh... – Kathy pareceu animada. Graças a Deus que nem todo mudo do meu andar falava português. – Que coisa inusitada, não é Monitora?
—Hoje não dá. Já tenho um compromisso. – Ela colocou a mão no rosto e ficou sem graça. – Bem, com licença, nós conversamos depois. – Ela apontou para Kathy deu tchau e entrou no quarto. Kathy me olhou desacreditada.
—Que foi?
—Que pedido feio! Espontâneo, mas, meio fraco.
—Fiz meu melhor.
—Na próxima, faça muito melhor! Senão... – Ela olhou para as flores. – Seja surpreendente!
—Quer ajuda em guardar os vasos? – Ela negou. – Tá bom, boa sorte!
Quando fechei a porta ouvi a voz de Luco no corredor.
Você lembrou do significado celta!
Foi você? – Era a voz de Kathy.
Pode ter sido um presente do rei Carlos IX, á Catarina de Médici. Quem sabe?
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