E Eu sou o Amor da Sua Vida?

36 E Você acha que é Fácil ser Profissional...


Notas iniciais
Hey Du!! Ora, ora, como eu já vinha comentado... Acho que parei de escrever capítuos com menos de 3.800 palavras. Sei que disse que ia diminuir, mas, eu sou tão clichê com pedidos de namoro, que eu enche de palavras bonitas mesmo. Tudo bem se não gostarem; mas, pra alguém cafona como eu, seria um sonho...♥ Eu tardo, desde o dia 20 desse mês, mas, aqui está né; e eu estou com um milhão de ideias na minha cabeça, que horror. Acho que é bom né?! Queria só poder ter mais tempo de escrever e trabalhar, será que um dia eu consigo? E é sobre isso... Mas, estou satisfeita com os ritmos de postagens... ~♪♫Enjoy♥♪♫ Músicas que eu ouvi durante a escrita até a postagem: ♪Celine Dyon ~My Heart Will Go On♫ ♪BIGBANG ~ Fantastic Baby♫ ♪Jonas Brothers ~When You Look Me Eyes ♫ OBS: Meu teclado está com problemas em algumas tecladas, (QUASE TODAS) qualquer erro, me avisem. Na Verdade já poderia ser uma oportunidade para pedir á alguém para me ajudar na revisão dos capítulos, eu seria muito grata. ♦

Então, Victor é manipulável e antes que eu pensasse que estava preocupada e como poderia tirá-lo dessa enrascada, ouvi Kathy berrar quando Armin se aproximava do carro.

—Pode pedir a Mikaele em namoro?

—O que? Como assim? Por.

—Poxa! Vou dizer novamente, ela quase morreu, terminou com o Cainan, tanta coisa ocorreu em um curto período de tempo, aqueles demônios voltaram; e se for para ficar com ela nesse cals; tem que fazer tudo direito dessa vez! Fazendo um pedido formal que não mata ninguém. – Eu ri, nosso pedido não foi nada formal, nem informal, foi estranhamente poético.

—Isso é verdade? – Ele me perguntou com uma expressão desacreditado.

—Bom... – Passeei meus olhos pelo céu. – Você não me pediu formalmente.

—Não precisa pedir, estamos na França! – Armin exclamou sem entender nada.

—Mas, no Brasil precisa! – Falou Kathy.

—E eu sou brasileira. – Disse olhando pra cima. Precisa também contar seu

—Oh. – Ele arfou sem entender. Armin fez um bico e respirou fundo. – Certo, vou guardar meus beijos, abraços e carinhos pra mim. – Eu sorri.

—Dramático, hein.

Aquela noite foi realmente agradável.

*

Quando eu acordei havia uma lista que eu devia fazer.... E uma delas era fazer a contagem, ver quem seria os calouros que precisavam de ensaios antes das apresentações – testes para a aceitação oficial do curso de Cênicas.
Então tive que agendar junto com os outros Monitores, três ensaios e só tinha que falar com os tais Calouros. E ainda assim, com o que eu mais tinha prestigio, Azevedo; levei um banho de água fria. Ele ficou bem chateado comigo... Ele não era o Antonie, nem o Cainan, muito menos o Armin. Estava bom sendo quem ele era; sendo Victor, sendo ele mesmo, e mesmo assim, se eu dissesse que ele seria melhor como ele mesmo (...)

Oh não! Não podia, mas, ocorreu...

Realmente e visivelmente na minha frente; Victor estava com ciúmes de mim!

Eu meio que não acredito, acreditando; rindo, pulando feliz e...

Porque? Ele simplesmente acordou e decidiu que iria me amar? Eu não vou poder cumprir nada que eu prometi a mim mesma, nem antes quando nos conhecemos, nem agora; nem sei se teria algo a prometer...

(...)

Queria me sentir feliz, mas, desde ontem à noite, depois que Kathy o intimou, que ele devia fazer um pedido formal de namoro.
Eu achei fofo, mas, eu não imagino o Armin namorando de modo formal, criando uma responsabilidade como Françoise disse.... Armin é um espirito do mundo livre.

Conhecendo ele como conheço, como todos conhecem, ele realmente não é como Antonie que deixa as ambições de lado por alguém, ou como Cainan que muda sua ambição...

Armin tem uma ambição artística. Sabemos disso, e segredos, ele esconde muitos segredos que ele não dividiria com ninguém. Porém, houve uma exceção; e ela foi no café da manhã.

Então quando eu percebi que naquele dia apesar da água fria, tinha coisa a mais para enfrentar, que literalmente Rowell tinha segredos e ambições que ele poderia dividir sim com os outros. Então eu segurei na mão de Simone que estava na minha frente e paralisei, como se tudo naquele momento passasse em câmera lenta.
Armin soube caprichar, soube me deixar sem graça, soube fazer todas as atenções se voltarem para nós, mais uma vez. Mordi os lábios e acalmei a respiração, e se ele queria mostrar para todos o que ele pretendia, bom, ele conseguiu. E fez algo para demonstrar que ele não mediria esforços para ser algo mágico...

—Olá Senhorita Sales, que faz meus átomos amarem seus átomos! – Ele inclinou a cabeça para lado e sorriu. E ainda estava surpresa, coloquei as mãos na boca e respirei fundo; eu tinha que estar preparada para o que ele fosse falar nos minutos que iriam se seguir.

—Isso é química! – Respondi sorrindo. Ele sorriu de volta.

—Eu sei... Mas, nós somos Arte, Música, Dança, Interpretação e Som. Certo? – Acenei positivamente; e ele me deu a cúpula. Acho que algumas pessoas bateram palmas, e posso dizer que meu rosto estava queimando, já o rosto de Armin estava com o rosto vermelho, ele tinha uma expressão de feliz no rosto, quase como “realizado”.

Então ele se aproximou mais de mim, era como se eu pudesse ouvir seu coração de tão alto que ele batia.

—Nós poderíamos ser nada? – Ele perguntou inclinando a cabeça.

—Nada?

—Sim; porque dizem que “nada” dura para sempre. – Tão clichê sr. Rowell...

—Verdade.... Mas, porque seriamos um “nada”? – Perguntei rindo sem jeito.

—Você me aceitou pelo que sou e não pelo queria que eu fosse; eu só queria que você fosse feliz; senhorita, o que eu direi a você? – Ele estava lendo uma carta que ele tinha tirado de dentro da caixa em formato de um livro de “Contos de Fadas”. – Que toda vez que você chora, parte o meu coração? Que todos os dias eu dedico a você; é uma sensação que o tempo jamais tirará de mim, não era para termos nos encontrado; mas, nos encontramos...
Sempre sonhei com uma Atriz que pudesse cantar, em uma Cantora que pudesse atuar. Onde está escrito que um cara não pode ter sorte? Acha que eu não estou feliz por ter um sonho chamado “Mikaele”?

—Oh Senhor Rowell; o que há contigo? – Era estranho, confesso.

—Eu só acordei com vontade de te amar... E ter um compromisso contigo com responsabilidade.

—Oh... – Minha cabeça diz “Hey, Mikaele, está louca? Diga que “não”, deixe pra lá, você só vai protege-lo. Porém; meu coração diz que eu não devo negá-lo. Mas, se tivesse responsabilidade o suficiente não faria isso na frente de tanta gente; “deles” principalmente. Ele não devia estar no normal dele, não com certeza. Céus...

—Então, vou perguntar baixinho... – Ele chegou bem perto da minha orelha rindo. – Apenas recuse o pedido...— Ele falou bem baixo. – Acredite em mim, esse é o melhor plano que eu resolvi bolar de madrugada. Seja profissional e eu serei profissional. – Ele se afastou e eu estava impactada. O olhando boquiaberta, surpresa, sem entender muita coisa. – Por mim, eu a elogiaria assim a vida inteira. – Ele segurou nas minhas bochechas.

—Se beijem! – Alguém gritou.

—Faça logo o pedido! – Simone pediu elevando um pouco a voz. Armin abaixou a cabeça e continuou.

—Ato 1: O Cortejo. – Ele falou calmo. – E que cada estrela incontável do céu seja um beijo que eu ainda não te dei. Nem os livros, nem os terapeutas, nem os discos, nada explica tudo o que se move aqui dentro quando você me olha. Duvide do brilho das estrelas, duvide do perfume de uma flor; duvide de todas as verdades; mas, nunca duvide que eu te amo.

—Certo... Eu não duvido; você fez muita coisa. – Respondi sorrindo, o que o fez sorrir também.

—Ato 2: O Pedido. – Ele se ajoelhou me entregando uma aliança que estava junto com a Rosa encantada na cúpula de vidro. – Mikaele Sales, Monitora do 4 º andar, Atriz que sabe cantar e Cantora que sabe atuar, residente do meu coração, presente da minha artística, você aceita namorar comigo para (...) começarmos uma vida juntos?

Houve um estalo no meu ouvido, eu olhei em volta, todos estavam me nos olhando, olhando para mim, esperando a minha resposta. Literalmente nós nos tornamos o show daquela manhã e se eu bem pude ou consegui reparar, lá estavam aqueles inofortunos... Uns pertos, uns não muito longe. E não para minha surpresa, Victor estava com um ¼ deles... E bem, eu respirei fundo, eu só tinha que negar mesmo o pedido mega fofo que Armin fez e que seria uma pena negar. Mas, porque negar? Porque exatamente ele me pediu para que eu negasse uma coisa tão maravilhosa como essas? (...) Eu tenho que ser profissional.

—Aan... Começarmos uma vida juntos?

—Isso. Diz pra mim que você também andou pensando em nós.

Fechei os olhos e respirei fundo juntando as mãos; parei para refletir, pensar no porquê e se depois seria taxada de boa ou má por recusar um pedido quase encantado desses.... Ah, mas, porque ele faz uma coisa linda dessas para depois mandar eu negar?

—Sim; eu pense em nós... Mas, não dá para aceitar.

—O que? – Armin perguntou surpresos.

—OE? – Eu ouvi o eco sendo emitido no local; eu achei meio exagerado, mas, se eu parar para pensar que não existem muitos pedidos de namoro no dormitório, que eu nunca fui pedida em namoro formalmente, que aquele foi o melhor espetáculo que ele pode pontar

—É que não posso acetar começamos uma vida juntos. – E todo mundo ficou em silêncio.

—Porque não?

—Simples, aan... – Simples o caraio! Não consigo pensar em uma resposta boa ou convincente. – Não vai dar. – E eu sorri.

—Aan... Como não vai dar?

—É complicado, você não entenderia. – Nem eu entendo, vou lá explicar...

—Oh. – Ele respirou fundo, parecia incrivelmente frustrado, então eu comecei a repensar se aquilo não seria um teste ou coisa parecida. Olhei em volta e todo mundo estava boquiaberto...

—Bem; eu preciso terminar meu café. – Me sentei. – Certo?

—Certo. –Ain, ele triste cortou o meu coração, e o silêncio já estava bem ensurdecedor. Ele se levantou com calma e em seguida bem devagar tirou a caixa de aliança que estava dentro da cúpula e guardou nos bolsos. Em seguida ele me deu a rosa encantada e a caixa em formato de livro, nessa caixa devia ter várias cartas, não só a que ele leu. Mais daquelas...

—Mas... – Ele deu nas minhas mãos, e era aí que eu não entendia mais nada.

—Digamos que a única pessoa que é mágica o suficiente para ficar com tudo isso é você.

—Não posso aceitar.

—Aceite, por favor... É um presente. –Eu não iria relutar, então simplesmente peguei, ele agradeceu e foi saindo do refeitório cantarolando algo como “Dó, Ré, Mi”. Ah, como eu me sinto uma má pessoa. Que injusto, porque negar? Eu me virei pra ele.

—Ninguém será um verdadeiro Parisiense se não souber usar a máscara da alegria quando estiver triste... – Disse calma. Ele então se virou, respirou fundo, aliviado assim posso dizer, e me deu um sorriso.

—Gaston Leroux; o Fantasma da Ópera... – Certo, era uma citação do Fantasma da Ópera, ah, como ele decora bem as coisas. – Bem pensado, Minha Rouxinol!

Quando ele saiu, Simone me encarou meio indignada.

—O que houve? Porque você negou? Rejeitou o rapaz mais talentoso do Depardieu? – Eu não sei responder. – Mas, esqueça que ele é o mais talentoso, certo? Ele fez algo... Fofo!

—Fofo? – Lafayette é o amigo e aluno de Armin que mora no mesmo andar que ele. Lafayette tem os cabelos pretos e os olhos âmbar; ele chegou um ano depois do Rowell, faz cinco anos que com ele sim, Armin pode dizer que têm um relacionamento artístico. Depois dos Coloré, tenho que confirmar, Lafayette García é um dos poucos amigos que Armin pode confirmar. – Aquilo passou do fofo, ao extremo, foi como um “Sonho da Disney”, uma “Visão da Torre Eiffel”, um “Espetáculo Off-Broadway”!

—Não foi tudo isso... – Eu disse rindo. – Não viagem...

—Sabemos que Armin não se apaixona ao ponto de pedir alguém em namoro. – Falou Simone.

—Sem exceções. – Reforçou Lafayette. –Acho que ninguém melhor do que você, para saber disso.

—Eu sei. – Sem exceções, Armin demonstra carinho no segredo. Demonstrar não é com ele. E quando ele demonstra, eu tenho quer dizer “não”? – Mas, logo os testes vão começar e além do meu, eu tenho que ajudar nos dos residentes do meu andar, e no dos residentes calouros. Gente, qual é; me deem uma exceção! – Deem uma exceção porque Armin também pediu.

Na mesa em que eu estava sentada havia dois alunos do 6º andar, entre eles Simone e três do 7º andar, entre eles Lafayette. Eles me deram um desconto porque os testes e as provas estavam chegando, então, nós voltamos a conversar sobre o que nós apresentaríamos nos testes e na interpretação final. E bem, eu também percebi que eu não tinha pensado em nada!
Naquele dia eu não tive rendimento escolar nenhum, todo mundo animado com os testes de março e eu presa no que havia me ocorrido naquela manhã, e para completar, não vi Armin no colégio, não esperava vê-lo no trabalho, raramente no trabalho, no dormitório sem chance.

Mas que raios de pedido infeliz foi aquele? Que inferno! Poha Armin!

—Oi Mih! Seja bem-vinda de volta! Que bom que você está aqui! – Exclamou Niedja ao me encontrar na biblioteca, quando eu cheguei para trabalhar.

—Oi Nieh! – Abracei ela respirando fundo. – Obrigada pela recepção e me dirigindo para a sala de descanso deixar minhas coisas. – Eu vou já dizendo e me desculpando que vou ter que sair ás 18hrs porque tem alunos para preparar para os pré-testes.

—Não tem problema. Isso é exceção e você sabe disso. – Ela sorriu. – Porém, se não me engano você negou um pedido de namoro hoje?

—Ah não! Quem te contou?

—Um monte de gente estava falando disso hoje na aula. No horário do almoço... – Eu revirei os olhos, eu poderia contar o que ele tinha me dito, que nem eu acredito. – Então, como eu te conheço sei que você deve ter tido um bom motivo para dizer não....

—Olha, na verdade, teve sim e. – Quando eu cheguei na sala dos funcionários, uma mão me puxou pelo braço e me abraçou. Um quase pânico toma conta de mim, metade susto e a outra metade é que eu sabia quem me puxou quando me abraçou. – Ah Armin! – Exclamei empurrando ele e me afastando em seguida. – Eu tô muito irritada contigo!

—Irritada? – Niedja entrou na sala em seguida. – Ele quem devia estar irritado. – Quando eu tomei ar para falar, Armin interrompeu.

—Não, Niedja, ela tem razão, tem toda a razão pra estar irritada, brava, irritada, furiosa comigo... Eu não devia ter feito o pedido na frente de tanta gente. – (...) – Eu sou culpado do meu exagero, eu sou culpado de.

—Ah Rowell, para poha! – Ele me olhou surpreso. – Você pagou de romântico apaixonado e eu de (...)

—A pessoa que negou o inimigo nº1 dos ex e novos alunos inferno do Depardieu. – Estreitei os olhos. – Todos estavam no refeitório, sério mesmo que você acha que eu não fiquei feliz em eles verem eu sendo negado por você? – Ele segurou nas minhas mãos e as beijou bem devagar, me dando um arrepio.

—Você me faz um pedido de namoro falso e tá tudo bem? – Ele sorriu acenando. – Você foi rejeitado, e foi bom?

-Eu ouviria das piores notícias vindo dos seus lábios, até ter meu coração despedaçado por você. Teu jeito, seu sorriso, me atrai, me distrai completamente e me faz querer você ainda mais... Mesmo que for errado pra mim será tão certo. Eu estou te esperando, e não vou de jeito algum trocar este seu amor, que dói, me fere e me cura... – Ele se ajoelhou; de novo. De novo não. – De verdade, agora, só pelo seu coração, por tudo o que eu sempre quis, por você; você quer namorar comigo?

—Armin...

—Ignorando a parte que eu peço para você negar; aqui não há ninguém, só nós.

—Tem eu.

—E tem a Niedja; claro, que só ficará entre nós... O trio de livros; você aceita?

—Eu... – Olhei pra baixo e ouvi o bombardear do meu coração de novo.

—No refeitório, o que você iria dizer?

—(...) — Ele segurou no queixo, mas, não o levantou apenas o segurou, depois acariciou minha bochecha.

—Eu ouviria um “não” sincero da sua boca sem problemas. Eu não me importaria de ter meu coração quebrado pela Rouxinol profissional que você é. – Segurei na mão dele que estava em minha bochecha. – Você aceita namorar comigo e ser só um passo para me tornar o cara mais feliz do mundo?

—Não sei... – Ele encostou seu rosto no meu.

—Eu não quero que eles tenham um motivo para atacarem você. E se souberem mesmo que estamos juntos vai ser ruim para ambos... A Fera sou eu quem vai ser atacado será eu, não você.

—Eles irão descobrir se pensar assim...

— Apenas seja profissional, e eu serei profissional.

—Você acha que é fácil?

—Sim! Afinal, somos um casal, mas, nem todos precisam saber nosso vinculo amoroso; e outra coisa, somos profissionais do meio artístico.

—Não é a mesma coisa... – Falei olhando naqueles olhos azuis e percebendo que; Armin estava sem o piercing do lado direto do lábio.

—Você aceita? – Ele tirou a caixinha de anel que estava na cúpula essa manhã e mostrou um anel de prata, com umas pedrinhas, com um coração azul no meio de batimentos cardíacos, aparentemente tão exagerados quanto ele.

—Você não entendeu o que está acontecendo né? –Perguntei tampando a boca em seguida.

—Eu sei! Eu queria te pedir em noivado, queria te pedir em casamento, queria te fazer ser a minha Senhora Rowell. – Determinação(...) – Mas, o destino artístico é uma linha onde estão as cortinas e a plateia, a minha cortina pode se fechar e a sua se abrir; e se isso ocorrer quando nenhum de ambos estiver instabilizado não quero te prender. — Então do mais profundo do meu peito, que explode em fogos de artificio; você aceita namorar comigo Mikaele?

—(...) Oh mon Dieu Armin... Claro que eu aceito! Aceitaria na primeira vez, e você me faz passar por isso de novo? — coloquei a mão no rosto e me concentrei pra não chorar.

—Isso é um sim?

—Oui. – E então ele colocou o nariz no meu anelar direito e em seguida encostou a ponta do nariz dele no meu, e nos beijamos.

Oficialmente, nós somos namorados. Bom, então junto com a nossa promessa ainda tem um pedido. Que me deu mais opções.

—Ownt que coisa fofa! – Exclamou Niedja batendo palmas toda feliz. – E não vai usar anel Armin? – O anel que Armin tinha no bolso era parecido com o meu, mas, parecia que a joia do coração do meu anel encaixava no dele. Que coisa clichê demais.

—Você poderia contar também o pedido de hoje de manhã? Foi bem fofo e.

—Não. – Eu ri e ele ergueu uma sobrancelha. – Se quisesse contar faria do mesmo jeito aqui.

—Ah. – Ele riu sem graça.

—Por falar nisso, vai estar no teatro ás 19h47?

—Por...?

—Pré-testes. – Ele coçou a nuca.

—Na verdade, eu estou indo pra lá agora. Muita gente que agendou pré-teste e ensaios de teste. Porque?

—Eu tenho calouros para ensaios antes dos testes e... Está tudo bem se eu apresentar você com profissional? Em vez de você se apresentar?

—Está tudo bem. – Ele passou a mão sobre meu rosto suavemente. – Só seja profissional quando o fizer.

—Ah, já disse muito isso hoje.

—Porque, agora nós somos um casal; mas, nem todos precisam saber ou sequer imaginar, nem suspeitar.

—Se alguém suspeitar será puro erro seu. – Ele riu beijando meu rosto.

—Então, nós, Niedja sabemos, mais alguém precisa saber?

—Françoise pode ter uma noção!?

—E Kathy.

—Ela não iria contar para Mateus? Que iria comentar com os irmãos e.

—Kurz não é fofoqueira. – Nieh começou. – Bom, até hoje literalmente pouca gente importante sabe que eu e Guilherme namoramos. – Armin riu.

—Podemos dar a ela esse voto de confiança.

—Podemos não; vamos dar! E ponto final. – Respondi. – E ninguém mais. – Armin parecia surpreso e também parecia extremamente feliz.

Então é isso que chamam de relacionamento oficial? Um namoro concedido? Um pedido e depois um sim? Acho que tudo que eu ouvi e li é verdade; eu nunca tive um relacionamento de verdade; bem mas, será que Armin Rowell teve um algum dia? Nessas mesmas proporções, acho que eu estou feliz por ter alguém que também tem um anel que combina com o meu, eu não posso então dizer que eu não sonho mais sozinha.

Poderia já estar com Armin antes, mas, é algo totalmente diferente de agora. É algo diferente, como eu poderia classificar? Não é só porque houve um pedido; isso também, mas, parece que agora é uma relação séria. Teve anel!

Como eu havia acabado de voltar do hospital e eles não queriam que eu esforçasse muito meu físico, meu trabalho foi até tranquilo; tive que tirar alguns livros novos de algumas caixas e coloca-los no sistema. Porém, eu tive que sair mais cedo do que eu havia planejado; por caso dos “pedidos” de Armin, eu havia esquecido de pegar a ficha dos calouros para a preparação do pré-teste. Um equívoco que seria corrigido rapidamente. Mas, eu não precisaria passar por isso claro, se Rowell não estivesse confundido a minha cabeça. Mas, no final é que deu e vai dar tudo certo. É o que importa.

—Eih Mih... – Nieh me chamou quando eu já estava literalmente saindo da biblioteca. – Posso fazer uma pergunta?

—Nieh; pode sim. – Me virei rapidamente. – Pergunte.

—Você acha; não sei... – Ela estava com vários papeis nas mãos. – Acha que, o. bem... que “ele” está aqui em Paris? Porque todos estão aqui menos “ele”.

—“Ele”? (...) Dégel? – Ela acenou e abaixou a cabeça em seguida. – Oh, eu não o vi mais andando por aí...

—Acha que ele desistiu do curso? – Eu neguei.

—Rosseau não desistiria de algo que ele tanto almeja. Independente se foi obrigado ou não. Ele pode ter tido um contratempo. – Ela respirou fundo.

—Verdade, ele é persistente. – Niedja sorriu e em seguida me deu um papel. – (...) Se por um acaso ver ele. Você poderia dar a ele? Se acaso vê-lo? – Oh Nieh, porque estaria tão preocupada com Dégel?

—Claro. Se eu ver ele, eu entregarei...

—Merci Beaucoup

.

Eu tinha a opção de ir jantar, e antes de reunir todos os calouros para irem ao teatro de testes que fica no 2º prédio, que só é acessível no período de testes e durante alguns ensaios de peças; e tinha a opção de eu pegar as fichas primeiro e depois ir jantar. Na qual eu optei pela segunda, pois, seria rápido, todos já estariam no refeitório e depois eu só reuniria eles. Mas, eu estava tão radiante em pensar que estava namorando, que pensei em passar no teatro e dar um “oi” para Armin. Nossa parece que eu nunca tinha namorado antes...

Hãn, você nunca usou aliança antes Mikaele. É diferente.

Termina com ela Mateus! Termina com a Kathy, com a Katherynne, com a Kurz.

(...) Eu parei e me encontrei na parede quando ouvi o nome da Kathy Kurz; e do Mateus. A palavra “termino” era dita de uma forma tão autoritária. Mas, não dava pra saber de que canto do 4º andar ela vinha.

—Não precisa ter medo, só se preocupe com um cara, ela só tem medo de um cara! Sabemos quem é; porém, ele está sobre jurisdição da Mikaele!

Telefone...

—(...) Céus; ela é forte aguenta ele sim, se lembre que ela está cuidando do Rowell, vai saber cuidar daquele Seward (...) Eu não cantei The Queen of Night de Mozart, a flauta mágica, por isso, para ouvir o cara que cantou Um Violinista no Telhado passar por isso.

The Queen Of Night? Quem e quando cantou Mozart?

Vai me agradecer ou me odiar... Comigo é 8 ou 80. Porém, eu sou 220; termine com a Katherynne! Pode me odiar por um tempo, mas, vai agradecer no final. O que você acha? (...)

Das stimmt.

Simone?! Ela mandou Mateus fazer o que? E como eu fico feliz sabendo disso!?

Notas finais
Obrigada por lerem esse capítulo,só uma coisa á dizer... Como eu amo esse universo em que me envolvi, ♥ E outra coisa também, o Final não foi combinado pelo Armin dessa vez. Talvez eu deixei fraco demais, mas, eu ouvi em algum lugar que "não se podem separar Kathy e Mateus", juro que Simone com seu "Isso Mesmo" em alemão está revendo isso☺☻ Agradeço ao seu tempo gasto na leitura, principalmente aos meus residentes Franceses que habitam no Brasil ♣ Obrigada pela leitura. J'adore vous tous. ~♥~Um Beijo da Autora. ~♥~ ~♦~ Já nunca namorei com aliança gente, e é muito cute ~♦~ ~♣~Fiquem em casa, se cuidem, tudo isso vai passar para irmos á Paris fazer uma série dessa história ~♣