E Eu sou o Amor da Sua Vida?

61 Até nos melhores Sonhos, há Problemas e Súplicas.


Notas iniciais
→Depois de UM ANO E 10 MESES ESTAMOS DE VOLTA!← Como é apaixonante voltar para essa história cheia de reviravoltas e coisas fofas que eu ainda não vivi? Eu coloquei essa história em hiato e nem percebi? ♠Essa história é extensa, é a minha única solo que chegou aos 61 capítulos e independente do tempo sem postar não me tira do foco inicial, o que é importante. Obrigada para quem ainda está acompanhando, como minha fã número1.♠ Aprecie esse mero grande mimo.♥Um mimo saindo de todas as expectativas. ♪Meghan Trainor~ Better When I'm Dancing♫ ♪Indila ~ Tourner Dans Le Vide♫ ♪Alan Walker ~Ingnite♫ ~♪♫Enjoy♥♪♫

Armin Rowell

Hey escute: essa é uma história sobre um pequeno garoto que morava em um mundo azul. E o dia todo e a noite toda e tudo que ele via era só azul, igual ele por dentro e por fora. Azul era a casa dele, com uma pequena janela azul. E um Corvette azul, e tudo eram azuis para ele; como ele próprio e todo mundo em sua volta Porque ele não tinha ninguém para escutá-lo.

Estou quase lá. Em algum lugar, eu estou quase lá. Sinto que sim. Nunca estive desamparado, não passei fome ou fiquei desolado. Apenas estive muito tempo sozinho, tempo o suficiente para colocar minha mente para funcionar e o meu talento para brilhar. Fui moldado e educado para ser como um troféu, o filho troféu, mas nunca o filho de ouro. O primogênito da família, o peso de ambos: “Não pode falar inglês com sua mãe, fale apenas francês com ela.” Nunca soube ir com calma: “Mas, não fale francês com seu pai, apenas inglês”.

“Sua única tarefa é demonstrar que são uma família feliz, uma família unida, amorosos, intelectualmente invejados, financeiramente intactos, quase aplaudidos de pé.” Que ironia! Não somos! Nem no começo nós fomos tão pouco, seríamos no futuro. O que na verdade é bem triste pensando em contraste.

Eu sou o filho troféu, o boneco de porcelana que deve sorrir diante das câmeras, demonstrar que eu sou a expansão de um amor intenso, eu posso ser fruto de um amor intenso, mas eu não sou uma expansão dele. Eu fui obrigado á me tornar uma extensão do meu pai e minha mãe que ansiavam uma filha prefeita. Azar o meu ter nascido menino. E a contra gosto tive que me tornar o filho perfeito para satisfazer suas necessidades emocionais, suas fantasias, desejos não cumpridos e sonhos não concretizados. Eles precisavam se ver refletidos em mim, não ajudou o fato de eu ter características como as da minha avó, mas eu tinha habilidades que poderiam ser competitivas entre de familiares e amigos, era onde eu conseguia consideração positiva dos meus pais, eu me encaixava sendo a estrela a criança troféu intocável. Armin. Ou melhor, Aime Armin nome de batizado, o primeiro totalmente ignorado. E antes que qualquer desejo meu fosse completamente reprimido em passar uma eternidade sendo um pianista, ou entrando no coro infantil de Viena sendo um soprano e tenor. Não havia muita expansão ou desafios.

Porque a Madame e aristocrata artística Eleanor Louise Rowell-Lyon, minha avó me apresentou á minha estrada dos tijolos amarelos, em uma seleção na linha de coro de “A Chorus Line*” Sim, eu queria ter minha história contada, meu talento apreciado, aplaudido de pé, ovacionado. A magia de “Beauty and the Beast” me fez sentir que eu conseguiria replicar aquelas canções, alcançar os agudos de “Les Misérables”, usar os passos de “Hairspray”, criar narrativas como “Into The Woods”, as narrativas de “Mamma Mia!” e dançar coreografias complexas com “Mary Poppins”, mas a arte do sapateado em “Anything Goes” me moldou, e o palco era o que eu almejava, não apenas cantando as mesmas melodias, mantendo o mesmo tom ou tocando as mesmas notas, eu saí completamente do planejamento mais uma vez e ela viu. Senhora Rowell-Lyon me ajudou em encontrar aulas práticas e aceleradas de cada uma das artes:

A música, a dança, a pintura, a escultura, teatro, literatura e fotografia, me arriscando na 7ª arte, o cinema, mas eu já estava no topo e antes de me recompor “Macmilliam Depardieu Le Rouge” me foi apresentado, a vovó sabia que eu poderia ir longe, tão longe em algum lugar ao sul de Oz e ao norte de Shangri-Lá, no meio: O Colégio Interno no berço do cinema, das artes cênicas, na França Paris. Onde Christopher e Louise encontraram uma Fundação de Colégio/Interno Macmilliam Depardieu, junto com patrocinadores conhecidos nacionalmente e mundialmente criaram o “Le Rouge”, onde eu comecei a estudar e junto com as mudanças outras escolas de artes cênicas, colégios internos e até filhos de pessoas prestigiadas poderiam colocar seus filhos e exibir como uma prateleira seu troféu pessoal, seguindo o nome da família.

Por isso eu mudei meu sobrenome, minha avó adorou saber que eu era o único Rowell da sua linhagem. E com a minha criação ambiciosa, obsessiva que abastecia o emocional, cotidiano e profissional deles eu não era permitido chegar ao limite, não poderia me frustrar, fracassar, errar, perder, vacilar, se eu seria famoso deveria fazer porque eles sacrificaram e doou o que puderam para minha fama, a fama deles. Eu me sentia deslocado, ás vezes menosprezado, eu tinha as condições para ser o primeiro, mas eu não queria trapacear, porque eu faria isso? Era o meu caminho, não o deles.

Eu era bom, mas não era o suficiente? Não era o excelente ou excepcional? Eu era a porra do Faz tudo de Paris! Eu me empenhei, tolerei, aguentei a pressão, as exigências, invasões de espaço e quando eu sabia que eu ia fracassar errar, perder todo o apoio, em pânico e em surto, eu os acusei. Cada Coloré que tinham as notas exuberantes, eu traí meus amigos, mas eu salvei o programa, eu não tinha mais tantos amigos, porém eu era multi-instrumentalista, dançarino, tenor, barítono, eu voltei ao topo, estava validado, realizado. Quebrado. Ansioso e enjoado.

Até que eu precisei virar profissional e orgulhoso, emocionalmente restrito, meu psicológico? Desde quando eu precisava rever isso? Eu já estava me comparando com os outros, com os meus amigos, eu virei egoísta. Não era o plano original e estava tudo bem até aquela noite, na qual eu irei me arrepender pelo resto dos meus dias de vida. Eu me lembro de tantas coisas e tantos dias que me prendem em uma teia de aranha e me contorço, mal consigo dormir. Minha primeira discussão de relacionamento com a Mika. “Desapontar os outros” eu só faço coisas erradas, mesmo pelos motivos certos ainda são errados. Tropecei nas minhas próprias palavras e deixei nosso relacionamento acabar. Mesmo que eu queira casar com ela, acordar ao lado dela todos os dias da minha vida. Eu pensava, ainda penso. Eu a perdi de um modo tão estúpido e infantil, não posso esquecer aqueles olhos inteligentes, a única que colocou fogo no meu coração. Ela não estava satisfeita comigo, eu nunca serei o ideal. Mas eu quero ser. Ela é como eu nunca estarei satisfeito; tem milhões de coisas que ainda não fiz. A solução era ficar e conversar, não fugir. Mas se eu não tivesse escolhido um lado pelo que eu iria morrer? Eu precisava ficar quando os Coloré voltaram para Paris? Não. Eles estavam se estabelecendo e quando a guerra começasse, eu não queria ficar naquele lugar.

24 de abril e foi como se o réquiem da minha morte zunindo nos meus ouvidos enquanto eu corria de volta para o Depardieu sem eu saber meu laço com a Mika ia se desfazendo principalmente quando eu vi o Christopher Goldblum meu pânico atacou, eu fiquei pálido quando ele ameaçou: “Não é provável que vai ter uma boa nota. Sua carreira de regente pode acabar aqui.” Tenso, fraco, eu queria cair de joelhos e chorar, era o pior momento da minha vida. Eu não conseguia sorrir e apenas concordei ir para Nova York, porque o Mr. Goldblum praticamente me repreendeu e me intimou á ir para os Estados Unidos; o dono, financiador oficial do Depardieu, eu queria vomitar rever ele? Depois de oito anos, eu não queria me despedir eu não iria me mudar. Eu deveria ter contado para a Mikaele, eu devia ter dito a verdade.

Eu deveria ter a deixado dar um tempo ao coração dela ainda junto comigo, era simplesmente muita coisa para ela aguentar. Eu estava com medo, eu perdi tudo, eu fugi. Eu não queria, mas eu quebrei o coração dela. Assim que a encontrei, alguém com a inteligência no mesmo nível que o meu, não podia ser pegadinha, o sentimento de liberdade, de ver a luz que ela me proporcionou que ninguém nunca havia feito antes; nada de amor fraternal, era aquele amor único, novo e de borboletas selvagens no estomago. O meu fracasso, era isso que ele queria. Eu devia ter contado tudo para Mikaele, não rompido, contar a verdade sobre a Mackenzie. A “esposa troféu perfeita. Filha troféu de primeira linha da Grã-Bretanha.” O que seria o auge unido de nossas heranças.

Herança é um problema. É só dinheiro para se exibir.

Problema sempre será uma confusão. Que sempre é resolvido com dinheiro.

Não contar a verdade era uma solução momentânea para não exibir o nepotismo.

A classe alta deverá se manter na mesma posição nunca abaixo sempre á altura.

A raça e o sangue era o que importava aos olhos dos meus progenitores.

Então terrivelmente a cor da pele seria uma punição.

Inter-racial era o meu antigo relacionamento que eu não me importava.

Mas seria algo terrível para Mikaele presenciar. Eu entendo? Eu deveria ter beijado ela. Talvez feito mais, com certeza.

Ou ter mantido tudo como permaneceram, quantas coisas eu poderia ter evitado? Eu fiz um pedido de namoro fake e real ao mesmo tempo para namorar ela, do modo mais lindo para eu sair como “coitado” e ela a “grandiosa”, mas o que demônios eu estava pensando? Os Coloré foram criações minha. Eles não eram mais os Astros dos Festivais. Eu nunca contaria aqueles dias para os meus futuros filhos. E eu esperava que nada me fosse tirado de mim? Cheguei mesmo a pensar que eu errando eu poderia ter paz? Eu sou um burguês desgraçado como minha mãe citou uma vez. Só está tudo confuso agora, ignorar e sair sem uma boa despedida seria uma boa solução, tendo que viver com essa situação que eu mesmo criei. O meu doce e poético sofrimento. Nunca fui um ser sem importância. Eu era importante, ainda faço parte da dança, da peça, da cena do show. Eu quero conseguir obter a minha glória!

Meu reflexo no espelho estava um caos, estragado, estressado, um fantasma do que eu já fui e dessa vez eu era apenas mais um morto vivo ocupando espaço entre os vivos. Eu sinto mesmo a falta dela? Á cada momento? Eu não gostava muito das dançarinas que ficavam nos dormitórios teatrais em Washington Heights, elas usava espanhol ou castelhano para dizer palavras obscenas sem parecerem erradas, como se eu não soubesse mais de quatro idiomas, e numa dessas interações com certeza a Mikaele ouviu e eu nem ousaria a ligar para ela para tentar me explicar, eu sei que ela não iria acreditar. Eu dei todos os motivos para ela não acreditar em nenhuma palavra que eu dissesse, e com os Coloré de volta tenho ciência de que eles vão falar e vão falar muito.

Eu pude dar meu olhar crítico e micro aulas para as estudantes da Off Broadway, mas sem aulas particulares, sem fazer as coisas de graça, favores sempre eram cobrados, eu sempre tive esse lado errado, esse lado amargo?

Não quero fazer coisas erradas e se você estiver terminando comigo agora, pelos meus erros eu quero arrumar. Eu deveria ser melhor que isso; acaba com essa agonia.”

“Dói, arde, dá um arrepio e um vazio. Instinto de abandono.”

Eu preciso de você, eu quero casar com você, acordar com você todos os dias da minha vida, na nossa casa, eu penso nisso todo dia, nosso filho, nossas coisas; meu Deus! Eu e você!

Por que essas malditas lágrimas insistem tanto em cair? Por que elas não param? Por que eu sou assim? Por que eu não tomei outra decisão, não fiz diferente ou falei a verdade? Odeio os “porquês”, no final das contas as respostas são as que eu não quero contar.

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Eu fiquei seis dias fora da França e com certeza aquilo virou um pandemônio.

Vir para Nova York não era mesmo uma viagem planejada, sem psicológico para realiza-la, nem era desejada, mas ela deveria ser feita em algum momento; como Katherynne me encurralou com seu ego elegante:

Uma ideia de mula! Você acha que teve uma ideia e vai realiza-la. E essa ideia vai mesmo favorecer você agora? Talvez, mas pode tirar outras coisas também.”

Não considerava uma ideia de mula, mas sabia que dava para realiza-la. Eu não ia embora para sempre, eu não fui. Mas eu menti. Férias de primavera? Meus pais? Eu só conseguia rir naquele momento.

Egoísmo, orgulho, escolhas. Compromissos e sorrir mais.

Estar em Nova York teve três motivos: Ir para o leilão das antiguidades, obras de arte colecionáveis que iriam para alguns museus á escolha dos únicos três netos da Senhora Eleanor Louise Rowell que estavam lá; eu Armin, Anne-Louise e Reece. Eu não fazia ideia do quantos museus especializados existiam pelo mundo. Segundo motivo: Deu-me tempo de assistir o último musical que ela havia comprado um ingresso e dado sua critica sobre: “Wicked”, um gosto interessante de elenco, figurino e adaptação literária á musical.

Realmente eu havia me retirado do teste para Cannes, havia uma inscrição que eu não a fiz na: “Academia Britânica de Artes Dramáticas.” Eu fui aceito em algo em que eu não me inscrevi, não era o que eu queria eu já estava no Depardieu aprendendo coisas a mais que eu não aprenderia em nenhuma outra academia. No final do dia 01 de maio eu já estava em Londres para rever essa matrícula, óbvio, mamãe. Eu revirei os olhos tantas vezes enquanto eles me explicavam que era minha “chance de brilhar no palco mundial” e que “seria graças aos meus pais.” Era o suficiente para eu retificar todas futuras inscrições, dando outras boas opções que foram aceitas junto com um pequeno cheque. Merci beaucoup maman.

Eu nunca troquei minha certeza cobiçada por uma incerteza, eu fiz o que eu sabia que era certo, modificar meu teste e indicar alguém á altura. Na melhor das palavras eu era um ótimo professor para os intercambistas do Le Rouge, então eu sabia jogar aquele jogo muito bem já que eu aprendi sendo egoísta com a vida, com a arte e com o meu dom.

Um dos meus problemas pessoais é que eu sou muito bom em observar as pessoas. Eu tive a quem puxar, eu percebo coisas que os outros não percebem; é meu dom que é uma maldição, então posso dizer com firmeza que sei quando alguém está dando em cima da Srta. Sales. Sei quando alguém está afim dela e o pior de tudo, sei quando alguém está terrivelmente apaixonado por ela. Eu nunca pedi nada que não fosse meu direito, eu tinha ambições complexas e conquistáveis com dons, mas ela? Ia além do que eu conseguia administrar. E eu como um estúpido completo eu a perdi. Mackenzie miserável...

E não nego, soube que Antonie gostou dela, quando Cainan começou a admirar e sei que Azevedo está a cobiçando há um tempo. E posso dizer que ele é um candidato a altura que saberia fazê-la feliz. Mas, eu acho que sou ruim o suficiente para não abrir mão da minha vez. Ela havia passado, mas se Dégel pode se reconciliar com Niedja sem Guilherme presente, e com certeza Luco teria a Katherynne porque o meu alcance não podia chegar até ela? Eu estava aguentando firme por mais um tempo, por mais uma noite. Naquela mesma noite peguei um trem para Paris e sem medo do que poderia fazer eu chamei meu coro favorito, amigos de longa data e me reapresentei. Eu estava de volta á Paris! Eu estava no Depardieu! Eu estava na minha casa!

۞

'Cause I'm just holding on for tonight

'Cause I'm just holding on for tonight

Oh, I'm just holding on for tonight

On for tonight

On for tonight

♫Porque estou apenas aguentando firme por essa noite♫

Eu conseguia ser um regente gracioso, ser um bailarino ficou fácil de me mover no palco e criar sons como se fosse mesmo à música ao vivo ou do clipe. Mais animado e com sentimentos verdadeiros dos vocais e beatbox das percussões vocais me animaram de uma forma que eu não me sentia há dias. O coro foi maravilhoso em todos os sentidos, assim que a música acabou eu me virei com tudo com o peito subindo e descendo rapidamente, a plateia empolgada bateu palmas, eu mantive o sorriso mesmo sem fôlego de manter os agudos no meio da música, eu agradeci com o gesto habitual, apresentei o coral para eles serem aplaudidos também agradeci pessoalmente um por um dos duzentos e oito participantes. Meu cabelo estava preso para trás, intacto, verde turquesa e eu estava bem, independente se Conrado estava me fuzilando com o olhar da entrada do teatro. Assim que eu entrei na coxia para tirar a gravata nos armários, senti minha gola sendo puxada com agressividade.

-Você é um satanás! – Conrado berrou na minha cara assim que me virou com força. Ele olhou para Luco. – Essa palavra é horrível.

-Mais faz jus ao demônio que ele é. – Luco colocou as mãos para trás e junto deles dois: Stefano, Audrey, Verônica, Pandora e Joana começaram a me cercarem. Faltavam ainda outros, mas eu apenas foquei em Conrado.

-Claro, o demônio sou eu... – Digo tentando manter a calma e me esquivar, mas Conrado me segura pela clavícula. – Mas sim, é uma palavra horrível que você jamais usaria. – O aperto foi para a gravata, minha garganta. – Ouh, ouh. Eu nem queria ir embora...

-Você some por uns dias, volta do nada e age como se nada tivesse acontecido? Seu imprestável! Palavras bonitas, jeitinho inocente se vendendo para o Senhor Goldblum! – Conrado apertou mais um pouco o agarro na minha garganta começando na me sufocar. – Você se acha esperto só porque tem bastante dinheiro e contatos não é? Mas eu vou te lembrar de que não se usa verde no camarim... – Eu estava perdendo o ar de imediato, tentei empurrar ele e me afastar sem sucesso, eu nunca aprendi nenhum tipo de luta e tentar me defender não estava dando em nada.

-Conrado... – Tentei falar, mas com dificuldade. Sério? Ninguém ia me ajudar? – Galera...

-Cala a porra dessa boca! – Ele berrou no meu ouvido, eu fechei os olhos contendo o grito. – A sua excessiva confiança é seu maior inimigo!

-Conrado... – Audrey usou um tom de aviso, mas não se aproximou.

-Você se acha especial? Você não é especial! Você não é o Rei, nem é um Maestro! Você é só um nome bonito... – Tentei chutar, revidar, virar e quanto mais eu fazia com menos clareza eu estava entendendo. – O mundo gira mais que um bailarino exibido! – Ele berrou batendo a minha cabeça na parede.

-Argh. – Comecei a apertar o pulso dele, que força era aquela?

-Conrado, calma! – Joana pediu tocando no seu pulso, como se isso fosse o fazer soltar ou afrouxar o toque, quando percebeu que ele não iria soltar ela mesma usou a força. – Solta ele, não é para machucar, conversar, sem agredir.

-Isso não é balé amante ciumenta! – Ele retrucou batendo novamente minha cabeça contra parede.

-Conrado! Chega! – Os outros exclamaram com voz de espanto, só não ouvi a voz de Luco.

-Coitadinho, queria ranger a orquestra, mas não queira olhar para os críticos! – Stefano o puxou com tudo enquanto eu caia no chão recuperando o ar tirando a gravata e abrindo os botões com rapidez.

-Se acalma seu doido! Eu hein. – Joana se colocou entre nós e olhou para mim. – E você? Acha que pode sumir e aparecer do nada? – Luco olhou para os demais com uma cara de decepção. Ele ia fazer algum comentário, porém Verônica deu um tapa no seu ombro o fazendo se calar. – Agindo como se esse curso não valesse nada? Talvez você tenha ótimos contatos, só que nem todo mundo tem dinheiro para comprar as pessoas.

-Eu não comprei nin. – Ela me interrompeu

-É uma maneira de falar. Conrado tem razão; você não pode sumir e aparecer do nada. – Assim que recuperei o fôlego estendi um envelope do meu bolso dando para Joana. Antes de chegar a sua mão foi puxado por Pandora que abriu a carta e começou a ler.

Joana ainda estava me olhando, não sabia o que ela estava pensando, apenas sei que ela também deveria ter a chance de subir ao palco. Droga.

-“Sra. Elisabeth, agradeço pelo teste, confirmação e inscrição do curso de verão da Academia de Artes Dramáticas, embora seja um presente lisonjeiro estou retirando minha candidatura, não é por causa do dinheiro, pois, eu posso pagar.” – Pandora me encarou. – Exibido como sempre, tem a audácia de esfregar isso na nossa cara. – Ela voltou a ler. – “Não é falta de vontade pois estou no Depardieu para isso, entretanto ofereci a minha vaga á outro aluno tão bom quanto se espera...” – Pandora parou de ler enquanto eu tentava me levantar sem ser agredido. – Mas que diabos!

-O que? – Luco tentou pegar, mas ela passou para mão de Stefano, depois a de Verônica, foi quando Conrado a puxou com tudo.

-“... tão bom quanto se espera de um aluno do Depardieu com um ótimo currículo iniciante, assim eu inscrevi em meu lugar...” CAINAN SILVA?!”– Uma veia saltou na testa dele e Conrado veio para me agarrar novamente, porém Audrey ficou na frente. – Porque você faria isso? Deu uma de bom samaritano? Logo você que deixou tudo para ir para Nova York sem esforço nenhum? Você não é o rei! Você não é o melhor!

Meu corpo ficou tenso, Audrey não iria impedir ele de avançar em mim, em última analise como Igor havia me ensinado “quando tudo pegar fogo, você corre.” Passei pela coxia, desci pelos camarins e corri pelo lado oposto me apoiando em uma parede passando a mão pelo pescoço Kanzaki estava furioso e não era pouco e de verdade eu não fazia ideia do porque ele estava tão irritado, a nota dele foi a melhor, eu fiquei sem nota, ele estava bravo por quê?

-Você... – A voz parecia surpresa, quando levantei um pouco a cabeça vejo Dégel; não sei se foi alívio, pânico, medo, confusão. – Como você. Quando você chegou à França? – Levantei as mãos como sinais de rendição, sem brigar, sem discutir. – No seu tempo.

-De madrugada. Não vim imediatamente para o dormitório. – Ele me olhou de cima a baixo, não surpreso, nem interessado, não ligava e nem se importava tanto. – E como estão as coisas?

-Estou com Niedja. – Fico realmente surpreso. – Eu sou irresistível. – Concordo sem dizer muito. Ficamos um tempo sem dizer nada apenas nos olhando.

-E a Mikaele...? – Pergunto em um tom de hesitação.

-Você destruiu o coração dela, o que esperava que ocorresse? – Ele colocou as mãos nos bolsos. – Não sei se ela vai te receber de braços abertos. Até porque a irlandesa não para de falar de você. – Ele estava tranquilo, pelo tom ele parecia calmo e até feliz.

-Ainda?

-Você não pode fugir e esperar que as coisas se resolvam sozinhas. – Ele disse começando a caminhar pelo corredor, esperando eu caminhar junto com ele. Quando as desgraças chegam, elas não vêm sozinhas mais em multidões.

Assim que chegamos a um ponto do prédio vejo Mikaele. Linda, encantadora, ao lado de Niedja e Katherynne, ela estava mostrando o violino para Katherynne, e antes de elas me notarem, parece que Niedja sentiu Dégel, se virou para ele com um sorriso que aos poucos foi se desmanchando para surpresa.

-Mika... Não surta. – Ela murmurou e quando ela e Katherynne se viraram imediatamente.

-Mikaele... – Disse com um meio sorriso quase abrindo os braços.

-Armin? – A voz de Mikaele foi de incredulidade, ela deixou seu violino com as meninas e caminhou na minha direção, nisso Dégel se afastou e antes que eu pudesse reagir recebi um tapa, um estalo forte queimando o lado esquerdo do meu rosto, coloquei a mão no rosto e olhei surpreso para ela.

-Que?

-Então agora você lembra o meu nome e tem a pachorra de usa-lo?

Em seguida recebi outro tapa, antes de reagir eu fui empurrado contra o chão, eu estava confuso, minha multidão de desgraças era a fúria e ira de uma brasileira de 1.53cm?

Sinceramente doeu mais do que o enforque de Conrado, porque deles eu esperava uma agressão, da Mikaele, eu esperava felicidade, carinho e compreensão, não violência.

Notas finais
Agradecendo ás amoras e amores, residentes parisienses que habitam no Brasil Obrigada pela leitura!!♥♫♥ ~♠~Eu sempre digo, estou aqui para vocês. E sim Break, você me deixou chegar até aqui♥ ~♠~ J'aime vous!! ~♥Beijos da Autora♥~
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.