E Eu sou o Amor da Sua Vida?

35 Acordar e curar a minha dor


Notas iniciais
Hey Du!! Ora, ora, como eu já vinha comentado... É o 4º capítulo que não passa de 3.900 palavras. Disse que ia diminuir... Eu tardo mais não falho♥ E como eu tardei, por Cristo viu kkk Eu acho que eu devia fazer um capítulo especial para minha leitora mais presente e insistente; ela tem que saber que é especial pra mim e que ela pode contar comigo pra tudo; desde ajudar numa história, compartilhar uma dica, até a esconder um corpo. Mas, também nesses meses, quero deixar a leitura rápida pra quem vai ter menos tempo de me dar atenção... Tanto que esse capítulo tava pronto, só faltava postar mesmo. Mas, com tudo que me vem ocorrendo, vulgo meu trabalho, as minhas costas doem. Até porque como eu disse, o capitulo ia sair ontem de ontem (segunda); mas, minhas costas não permitiram. E é isso... ~♪♫Enjoy♥♪♫ Músicas que eu ouvi durante a escrita até a postagem: ♪Charli XCX ~Boom Clap ♫ ♪Ellie Goulding ~Burn ♫ ♪ Philip Phillips ~Gone, Gone, Gone ♫ ♪Vocaoid ~Connecting♫ OBS: Meu teclado está com problemas em algumas tecladas, (QUASE TODAS) qualquer erro, me avisem. Irei trocar em breve....

Meu rosto estava amassado sobre o travesseiro, minha coluna doía porque eu deitei de mal jeito desde que Katherynne me acordou. Mas, também estava assim porque eu prensei meu rosto sobre o travesseiro depois de ontem à noite. Tudo dói, estou completamente como se diz, além de chateado? Fragilizado? Muito triste?

Indefeso!

Eu me lembro daquela tarde que permanece nas minhas memórias pelo resto da minha vida; me lembro dos calouros, daquela atmosfera e dela tropeçando nas suas próprias palavras, paralisando completamente, me encarando; eu me lembro do brilho do seu olhar, da atmosfera do local; foi um sonho que eu havia acabado e entrar no sonho rem. Eu nunca esquecerei da primeira vez em que a vi... E u posso afirmar que eu, Victor, nunca mais fui o mesmo, estava enfeitiçado e apaixonado para sempre por ela; Mikaele, que quando olhou pra mim, fez eu esquecer meu nome, como sempre ocorria quando eu a via. Desastradamente linda, obviamente única, de olhar inteligente, um belo sorriso e a mulher dos meus sonhos.

Ela colocou fogo no meu corpo, com um simples sorriso, ela me conquistou com um chocolate quente e uma companhia noturna. Poder ouvir o coração dela e, me ligar que é magnifico encontrar alguém tão especial e única para minha vida... Céus, qual será a peça que destino me pregou? Desregularizar meus batimentos cardíacos, bagunçar meus pensamentos e sentimentos... Chegando até o céu, por uma caminhada até Notre Dame... Essa dor parece que não vai acabar nunca... Antes que eu pudesse me revirar na cama para poder “tentar” fazer essa agonia no corpo passar, ouvi cinco batidas na porta, ritmadas, como se fosse uma melodia, uma companhia; coisa assim...
Respirei fundo colocando minha camisa da manga longa e me dirigindo até a porta em seguida, perguntando-me se eu entendia tudo o que havia ocorrido conosco, desde a nossa conversa em diversos lugares, ao nosso selinho na biblioteca; porque eu sinceramente não entendi o que houve depois da internação dela...

—♪Bonjour Young! ♫ – Luco berrou na minha cara quando eu abri a porta. Aquele sorriso macabro, junto com uma frente fria que vinha do corredor. — Hãn, como está o meu Novato favorito? – Ergui uma sobrancelha sem entender nada.

—Aan... Bonjour? – Eu ainda não entendi aquela animação dele. Era cedo, estava frio, teria aula, não sei porque ele estava tão animado.

—Claro; está frio, cedo, terá aula, e um monte de coisas insuportáveis a serem feitas hoje... – Acenei positivamente. – Então eu, Luco Seward vou te acompanhar hoje. – Estreitei os olhos.

—Como? Me acompanhar? Eu...

—Posso entrar? – Ele perguntou já entrando, então eu só me afastei. Porém, no momento em que ele entrou, e eu fechei a porta, ele parou e respirou fundo; ele deu uma volta no mesmo lugar com o rosto virado para cima e olhos fechados.

—Aan, tudo bem? – Me afastei antes de perguntar, e ainda bem que eu fiz isso; porque ele deu um pulo e “avançou” em mim, segurando nos meus ombros. Se eu estivesse perto ele teria pulado em cima de mim e literalmente me derrubado. – Que houve? – Perguntei assustado.

—Minha galáxia... – Ele pausou. – Ela esteve aqui. Ela tava aqui... – Ele colocou a mão no seu queixo, e foi descendo devagar pela sua garganta até o seu peito; e respirou fundo sorrindo. – A minha galáxia(...) – Ele parou subitamente e me encarou de um modo, como sempre, assustador. – Porque a minha galáxia estava aqui?

—Aan... – Dei uma olhada pelo quarto e me virei para “detectar um cheiro”, porque, sinceramente, eu não estava sentindo nenhum cheiro. –Quem? – Então, ele simplesmente me pegou pelos ombros e me puxou pra perto dele com uma força nada comum, ou seja. – Hey.

—Katherynne Kurz esteve aqui.

—Ah! A gaúcha... – Eu estava com tanto sono que nem prestei atenção em nada. Absolutamente, nada, de nada. Só que Luco queria me matar com aquele olhar.

—Gaúcha? – Ele riu. – Então, você por conhece ela mesmo. – Ele apertou o meu pescoço apenas com três dedos, um segurando a minha nuca e dois segurando a minha garganta, com uma certa força. – As minhas teorias estão sempre certas! Brasileiro conhece brasileiro... – Houve uma pausa. – Porém, a questão é bem simples; como é que ela esteve aqui no seu quarto? Por quanto tempo ela ficou? E a mais importante... Porque?

Me faltou oxigênio para responder, me faltou lógica para pensar, me faltou tudo.

—Lu.co..

Na verdade eu entrei em pânico; talvez ele nem estivesse apertando forte, só era eu mesmo entrando em pânico. Eu tentei puxar ar pela boca, tentei concentrar a minha respiração pelo nariz, ignorar a dor que se formava na minha face, na garganta, no meu peito, a força em seus dedos era suficiente para me fazer perder a consciência... – Luco me olhou sem entender, e tirou os dedos da minha garganta devagar. Porque na minha prospecção ele estava pronto.

—Ok. – Para me matar. – Sorry. – Ele disse se afastando de mim enquanto eu caia no chão buscando ar, e tentando aliviar a dor que ele ocasionou no meu pescoço. – Não apertei tão forte.

—Desculpe? – Perguntei indignado. – Você estava me enforcando e pede apenas “desculpas”?

—Aan; eu sinto muito, eu... Desculpe-me, eu não apertei para te machucar... Não quero machucar você. – Ele abaixou a cabeça – Eu sinto muito.

—“Sente muito”? – Puxei ar para falar. – Você acha que você pode fazer as coisas e depois pedir desculpas que eu vou lá digo “tá desculpado”? Não é;

—Valeu; achei que não ia me desculpar... – Ele ignorou completamente o que eu falei e ia falar e continuou andando pelo quarto. – O que ela veio fazer aqui?

—Você quase me matou!

—Tá certo, que vocês têm um caso secreto... – Ele deu um sorriso.

—O que? Não!

—Porque ela estava na sua cama. – Eu acho que devia ter ouvido Leonardo.

—Olha, porque ela ficou nessa região da sua cama. – Passei a mão no rosto.

—Não Luco! Não! Ela entrou aqui e nós brigamos... Ela não gosta que eu ando com você ou e com os seus amigos e. – Respirei fundo o encarando. – Não quer que você a chame de “galáxia dela”, porque ela disse que ela tem o “próprio universo dela” – Fiz aspas com os dedos. – Coisa assim. – Ele gargalhou.

—Como a minha musa é engraçada.

—E ela disse para você parar com essas viadagens. – Ele me olhou com um leve sorriso, um sorriso de deboche. Ele concordou, colocou a mão na cintura e olhou para cima.

—Kathy, Katherynne, doce e amada Katheryn... – Ele respirou fundo sorriso. – Ela é o próprio mundo dela. – Ele fez um barulho com a boca. – Se ela é o mundo dela, eu sou a galáxia que o mundo dela reside.

—Uau (...) Katheryn?

—Tem um programa que o Pesadelo infernal fez em homenagem a ela ou para ela... Na trama ela é Katheryn. Amada Katheryn... – Ele passou a mão nos cabelos rindo. – Hãn, amada... Porque a minha?

—Aan, Luco; então; porque veio aqui? – Ele estralou os dedos e sorriu. Aquele sorriso assustador.

—Porque eu posso te ajudar com a garota que você gosta. – Meu coração parou por um segundo, talvez dois, três; meu rosto queimou, meu corpo ficou rígido eu paralisei.

—Eu não gosto de ninguém... – Ele pareceu surpreso. Até porque eu imagino que a minha voz não convenceu ele.

—Oh! Certo então; deixa eu reformular, alguém gosta de você. – Joguei a cabeça pra trás.

—Se for Éponine, esqueça porque ela é(...)

—Eu nem disse nomes... – Ele sorriu. – E Éponine. – Ele riu. – Oh My God! No Way! De jeito nenhum...

—Então quem?

—Ela deixou o coração dela em suas mãos... – Parei por um instante. – E fez o nó de gravata mais perfeito que eu já vi. – Paralisei. – E eu só vi aquele nó em duas ocasiões; uma com ex namorados, e uma contigo.

—Como é?

—Oh, pelos céus! – Ele riu.

—Está insinuando que a nossa Monitora está a fim de mim? É sério isso? Você não é cego, ela está com.... – Luco colocou a mão no meu ombro e sorriu.

—Eu não sou cego, e não erro nunca. – Ele olhou pra cima por uns segundos. – Talvez algumas vezes... Mas, dessa vez eu tenho certeza! – Passei a mão no rosto nervoso. Eu sei o que vi, eu sei o que eu li nos lábios dela, e juro que não posso mais vê-la com o exótico, ele é tão desagradável quanto o grandão.

—Espera um instante. – Agora Luco vem e me diz que ela gosta de mim? Nessa hora eu quis rir, mas, nessa hora alguém bateu na porta e eu fui atender.

—Bonjour Azevedo, ça va? Como está? Eu não te acordei, não é? – É ela! Monitora, falando muito rápido... – Espero que não... – Sempre é ela. – Preciso te comunicar uma coisa que eu esqueci. – E minha raiva se desfaz. – Que esqueci durante todo o mês. – Eu olho em seus olhos; posso confirmar que estou derrotado, me afogando em seus olhos e sorriso; só fiquei completamente indefeso.

—Bonjour.

—Você precisa fazer um teste.

— O que? Como?

—Eu imaginei que não leu o manual de intercambistas do Depardieu... – Ela não me olhava fixamente, olhava para todos os cantos, menos para mim. Parecia nervosa. Com certeza estava nervosa... Mas... Estava linda como sempre. – Porque não me procurou para tirar dúvidas; então, já respondo e vou te lembrando, o Curso de Artes do Depardieu Le Rouge é uma Instituição que grande parte das suas participações são baseadas em testes... – Ela estralou os dedos, como se lembrasse em algo. – Em março começam os testes; se por um acaso, forem excluídos, negados ou reprovados de um teste, é automaticamente retirado do grupo de Artes.

—Perdão... Não entendi. – Era muita informação para um dia só, eu entendi sim; mas, não queria entender. E outra, eu não sei cantar. Eu vou sair do programa!

—Eu preciso fazer um pré-teste com você e os outros calouros do meu andar, para preparar vocês para os verdadeiros testes. Entende? – Acenei positivamente, meio desacreditado. – Bom; hoje à tarde uma parte dos calouros farão um ensaio pré-teste. Eu marquei para os calouros do meu andar ser ás 19h47 da noite.

—Depois do jantar? – Ela deu um simples sorriso. E era maravilhoso; nesse momento o meu coração fez “bum”.

—Isso; depois do jantar. E já amanhã tem o pré-teste está marcado para as 10h27. – Ela agiu como se nós não tivéssemos nos visto ontem, como se nada tivesse acontecido, como se ontem tivesse sido apagado de sua mente, ou fosse normal, ou ela mesmo estivesse agindo naturalmente porque; Luco está enganado e eu estou indefeso apenas apaixonado por alguém que não liga pra mim.

—Ah, certo... – Eu nunca fui do tipo que chama atenção mesmo. E antes que eu pudesse dar o bom dia, falasse qualquer outra coisa, meu ombro pesou para trás, e Mika deu um sobressalto para trás.

—Bonjour Moniteur...

—Seward... – Ela respirou fundo. – Bonjour. Você deveria estar no seu quarto para a contagem matinal. – Ela disse erguendo uma sobrancelha.

—Que isso Monitora... Está chateada por que eu estou no quarto do seu preferido? – Ela abriu a boca se sentindo ofendida. – Mas, se eu estou aqui hoje de manhã, Katherynne esteve aqui de noite... – Ela olhou para cima, respirou fundo e parecia quer ignorar ele.

—Vá para o seu quarto Seward, por favor; eu ainda não fiz a contagem. E o que me preocupa é se o Azevedo está sendo ou não incomodado. – Ela me olhou esperando uma fazer uma reclamação, ou pedisse que ele saísse do quarto, mas, Luco sorriu.

—Claro Monitora; está tudo bem, não precisa pressionar o calouro não...

Ele saiu de trás de mim, bagunçou o meu cabelo e saiu do quarto com as mãos para cima. Sorrindo, e ao passar por Mika, passou a mão por seu rosto e elevou o queixo dela de uma forma sedutora. Foi tipo um flerte, ela se afastou e em seguida usou a mão para tirar a dele do seu rosto.

—Tu n'es pas le roi de new York! – Ela franziu o cenho nervosa e ele riu indo em direção ao seu quarto.

—Yes! I am the king of New York! – E ele gargalhou. Certo, havia uma piada interna acontecendo ali entre os dois. – Ela olhou para o chão.

— Adoraria que não andasse com ele.

—Porque disse aquilo ontem? – Ela levantou a cabeça sem entender. – Disse que eu ainda estava no seu coração... Porque?

—Porque não é mentira.

—Hãn.

—Você não entenderia nesse se eu tentasse explicar com letras, desenhos ou músicas...

—O que isso significa para você? – Perguntei meio bravo, ela me olhou sem entender, e antes que pudesse falar algo eu a interrompi. – Do que se trata? Que eu estou... estou sendo enganando ou tem algo (...)

—É claro que tem. – Ela fez um movimento com as mãos as colocando na frente do corpo, como se quisesse explicar alguma coisa.

—Bem, não diga que isso acontece todos os dias! – O que ela fala, o que ela faz.

—Eu...

—Não! Eu não sou burro! – Ela deu um passo para trás. – Olha, eu sei que garotas como você não ficam com garotos como eu.

—Que tipo de garoto você é Victor?

—Eu não sou um Antonie! Não sou um Cainan, nem estou perto de ser um Armin... – Eu joguei minha cabeça pra trás, respirando fundo. – E...

—Eu não gostaria que você fosse outra pessoa além de você mesmo. E eu e Armin não somos um casal; nem oficial, nem formal, nem informal. Somos só profissionais. – Senti um alivio quando ela disse que eles não eram um casal; mas, as tensões só aumentavam. Ela segurou na minha mão. – Eu não quero te prometer nada que não poderei cumprir depois(...)

-Você disse que iria contigo no encontro de Saint Valentim pra eu não ir com Éponine! Você me prometeu as nuvens... – Ela simplesmente parou, respirou fundo e se virou de costas para mim; olhou para o relógio e ergueu a cabeça.

—E pensar que eu me julgava tão esperta... – Ela passou a mão em sua bochecha de leve e escreveu algo na sua planilha. – Realizei sua contagem; tenha um bom dia Azevedo. Nos vemos depois do jantar, no hall de entrada.

—Bom dia Monitora...

(...)

Quando desci pro refeitório, vale lembrar que eu preferi sentar sozinho só para refletir sobre o que ocorreu na porta do meu quarto, comigo e com Mikaele, tanto com comigo e com Luco, e antes dele Leonardo e a gaúcha.

Leonardo só foi no meu quarto confirmar o que eu já sabia, mas, o que dava para se dizer? Que ele tinha razão? Que eu não poderia ficar com ela?
Eu e ele concordamos em quase tudo que conversamos; que eu devia parar um pouco e estudar. Desacelerar, ele quis dizer, que essa chance não ocorre duas vezes na vida; e discordamos quando ele me disse que não seria possível eu passar por cima do exótico; que eu não tenho mais chance com ela. Sei que mesmo que eu não tenha chance com ela, eu posso passar por cima de Armin sim. Talvez, assim eu possa ficar com ela; porque esse ainda é o meu desejo, e fim.

Naquela manhã, o refeitório parecia animado, Luco e os amigos dele ainda não haviam chegado para tomar café. Mesmo assim, eu estava em uma mesa bem longe da onde eles geralmente sentavam, não era perto da mesa do pessoal da Elite; que acho que logo mais esse termo nem vai mais existir. Sentei no fundo, em um lugar que mal dá para se notar a presença, em um local onde poucas pessoas escolhem para comer; e eu estava ali.

Quando eu digo que estava animado, é porque nos quatro cantos todo mundo estava cantando, sorrindo, quase dançando ou falando sobre os testes. E eu só observava eu não tinha nenhum pingo de postura, tampouco um posicionamento de ator ou cantor. Estou mais para um cenógrafo, diretor, critico, dramaturgo... Eu estou completamente encrencado.

De coração partido e ainda por cima com um pé para sair do programa de Cênicas. E ela estava do outro lado do refeitório com outros colegas, tão garantidos no programa quanto ela. E ela estava acompanhada de uma loira; e deu um agudo maravilho, naquele dia ela estava maravilhosa, como todos os dias.
Mas, não para minha surpresa, o exótico e a gaúcha não estavam no refeitório.

—E então magrelo... – Foi então que a garota de cabelos pretos e olhos castanhos sentou em uma cadeira de frente pra mim, na minha mesa, eu levei um susto porque não a vi se aproximando. – Comment ça va?

—Aan... – Eu olhei pro lado, tentando lembrar as palavras e o que a frase queria dizer. Ela riu.

—Estás bien?

—Oui. – Respondi rápido. – Et vous?

—Trés bien! – Ela então está muito bem; certo. – Está preparado para os testes?

—Não muito; eu... – Ela sorriu e se colorou na minha frente de forma sedutora; literalmente me deixando sem jeito.

—Você sabe quem é o “Faz Tudo de Paris”?

—Aan... Não...

—Eu acho que ele poderia te ajudar. Pelo visto, você não está nada bem em quesito arte.

—Estou bem. – Respondi, e ela me encarou erguendo a sobrancelha.

—Você toca algum instrumento?

—Não, mas.

—Você é que tipo de cantor?

—Como a.

—Qual seu nível de dança?

—Erh.

—Vá falar com o “Tuttofare dalla Francia”!

—E quem é esse?

—Armin Rowell! – Ela mordeu os lábios quando viu o meu espanto. – Vá e nos conte como ele está hoje em dia. Só para saber se ele ainda é o Faz Tudo.

—Mas, você não conhece ele? – Um braço passou em volta dos meus ombros e pescoço e ficou ali. Pandora se abaixou devagarzinho sorrindo para mim, que olhar intimidador de assustador.

—Mas, ele não conhece você! Você é o único novato e calouro nesse grupo. Ach que você pode nos ajudar.

—É uma moeda de troca, Young! – Onde que Luco estava? No momento ele estava em cima da mesa, antes disso não faço ideia.

—É tipo; pra passar por cima de Armin? – Luco se sentou na minha frente.

—Com certeza...

—E a (...) nova namorada dele?

—Se você conseguir as informações certas, Sales nem será tocada. – Disse Pandora com uma voz lenta. Engoli em seco.

—Posso fazer isso. – Joana riu. – O que foi?

—Vai ser divertido ver você tentar.

—E sou um ator! O que poderia dar errado?

Tudo né Victor! Você não é um ator, você quer ir, mas, ao mesmo tempo tem medo. Você recebeu uma chance. Nem barba você tem ainda, minhas mãos começaram á tremer. Poha; se o Leonard souber disso, se ele sonhar com isso... Certamente não sei o que dizer.

(...)

Acorda Victor, você tem uma tarefa importante. E se der certo, Mikaele não vai precisar sofrer. Eu tô com a faca e o queijo na mão. E é capaz de eu errar feio.
Eu estou tentando chamar a atenção da Mikaele, e aí sim, eu posso dizer que eu passarei por cima de Armin.

E fiquei nervoso, pensando: O que eu vou fazer? Como eu vou fazer?

—Ah! – Exclamei quando eles me encararam; Pandora havia sentado do meu lado. – Ela comentou que não há nada entre ela e o Armin.

—Como não? – Luco perguntou curioso, rindo; satisfação, prazer eu diria.

—Ela disse que eles não eram “um casal; nem oficial, nem formal, nem informal; eram apenas profissionais. – Essa parte eu decorei.

—Bom, nos poupa muita coisa. – Comentou Pandora. – Não estar ligada com ele seria tipo; um alivio? Uma salvação?

—Tipo isso... – Comentou Luco. – Sorte dela.

Porém, eu acho que a sorte dela estava pronta para acabar. E o meu alívio também, porque Pandora segurou em meu braço com força, o refeitório estava quase todo cheio; todos se voltam para ela que estava com as mãos sobre a boca.

—Olha só... – Começou Luco rindo e mordendo o polegar. – Impérios caem!

Eu percebi quão rico o povo dessa instituição poderia ser; e lá estava Armin, com uma Rosa Encantada, na Cúpula de Vidro, aquela da Bela e a Fera; e dentro dela uma caixa de aliança azul e mais não sei o que...

Acabou para mim.

Em baixo da cúpula de vidro, havia uma caixa em formato de livro, com traços dourados, só deu para saber que era uma caixa porque ele abriu e pegou uma carta, uma de muitas. Aqueles olhos brilhantes, não dá para não olhar.

Quem olhasse para mim poderia ver que eu estava petrificado, estou realmente tão apaixonado que só de ver aquilo sei que estou derrotado, me afogando na beleza que ela estava emanando, o brilho de seus olhos... Será que ela sabe que eu estou aqui vendo tudo isso?

—Não o vês? É ela quem esperamos, é ela que pode acabar com o feitiço! – Luco cutucou Pandora que riram juntos.

—O que foi isso? – Perguntou Joana.

—Uma frase de “A Bela e a Fera”, filme e peça teatral.

—Shiu! Não estraguem o show!

—Não era para termos um encontro. Mas, nos encontramos. Fique aqui para que eu possa te olhar, eu estou com medo de que o futuro venha e mude tudo...

—Como ele é profeta... – Falei me levantando e saindo do refeitório; acho que hoje não vou à aula, nenhuma. Hãn, sem chance.

Quando estava saindo do refeitório, Verônica me puxou pelo braço, e me olhou nos olhos.

—Ora, mas, você não vai ver se ela vai aceitar? Sério que vai perder a melhor parte?

Notas finais
Obrigada por lerem esse capítulo,só uma coisa á dizer... Como eu amo esse universo em que me envolvi, ♥ E agradeço ao seu tempo gasto na leitura, meus residentes Franceses que habitam no Brasil ♣ Obrigada pela leitura. J'adore vous tous. ~♥~Um Beijo da Autora. ~♥~ ~♦~Comentários para uma autora de romance, que nunca viveu um romance são meus amores... Um dia eu os responderei ~♦~