E Eu sou o Amor da Sua Vida?

8 13, 14, 18 e 19 são apenas números (Parte 2)


Notas iniciais
Segunda Parte ~Enjoy

Mika

Apoiei-me no braço de Cainan, e ele segurava minha cintura enquanto caminhávamos para o refeitório, o Grupo de Elite, os Veteranos, os alunos mais velhos e bem notados têm uma mesa só para eles; sempre jantam juntos, nas demais refeições cada um senta em um lugar, mais no jantar, todos sentam juntos; eu sou do Grupo de Elite por ser monitora.
Aí na hora do jantar, debatemos de tudo e mesmo que tenha muitas pessoas, sempre sobra um lugar. Nesse caso imagino eu que algo ou esteja muito ou muito errado; eu não devia ter fugido. Independente da imagem que eu vi, agora estava confusa porque Éponine estava com aquele menino? Que ela saiba, nunca mais falarei com ela.

E sobre esse assunto, eu precisava falar com alguém, porque eu não agüento segurar quando gosto de alguém. Quando estava a fim de um veterano chamado René, contei para Éponine e nós ficamos eu nem fazia idéia que “aquilo” gostava do Cainan, por isso fez de tudo para nós ficarmos, porque Cainan estava á fim de mim; mais eu não consegui ficar com ele; então contei para Andréia que eu estava gostando do C. S. e assim fiquei com ele e todo mundo ficou sabendo. Talvez Éponine sentisse a mesma coisa que eu, mais ela não falou isso e nem eu falei. E era por isso que eu precisava conversar com alguém que não fosse da Elite, que não fosse tão conquistado, conhecido, fofoqueiro. Eu precisava desabafar esse sentimento que estava engasgado na minha garganta. E pensando nisso cheguei ao refeitório no máximo do tempo apertando o braço do Cainan com uma mão e segurando na cintura dele com a outra e ele segurava minha cintura isso para não cair para trás. Eu iria cair, eu já sentia isso. Quando cheguei á mesa, ele estava lá, eles estavam lá, o que foi o terror por que eu comecei á me agitar, eu estava nervosa eu estava agoniada e angustiada, eu estava começando á agir estranho e assim ficaria até o fim do jantar. Assim que chegamos perto da mesa, Éponine se debruçou na mesa e se dirigiu á Cainan.

—Achei que já tinham pedido comido e enfim saído.

—Ora, somos da Elite Francesa. Não seria algo legal sair sem falar com vocês, né?

Ele estava me olhando e meu coração disparou, meu corpo esquentou cruelmente e não era tontura, era decepção mesmo. Ele estava me encarando sem se importar se Cainan que estava ao meu lado fosse resmungar, afinal, ele estava me ajudando a ficar em pé, e ele não desviava o olhar, era um sinal de desafio, meu e dele para ver quem desviaria o olhar primeiro. Meu coração bateu tão forte que meu peito até doía. Era aquela terrível sensação de que ele não era meu, aquilo era cruel eu tinha que fazer algo, olhei para aquele rosto singelo pela última vez, decorado cada traço dele, em especial aquela pequena e fina cicatriz na sobrancelha direita, não era grande, era um risco, tão simples, tão bonito. Então me virei para cochichando em seu ouvido. — Eu preciso voltar não to me sentindo bem. Por favor. — Ele me olhou, pareceu desapontado de não ficar com o seu grupinho, mas ele não quis ficar, ele não tinha o que fazer.

—Ela não está se sentindo bem... – Oh Mika, como é feio mentir; mais o que você vai fazer? É cruel! É dolorido ver alguém mexendo no cabelo dele que não seja. Mais eu sou meio insistente, nem conheço o menino e já quero tudo isso.

Cainan então pediu para que depois, Andréia e Éponine levarem para nós depois. Eu nem sei se eu agüentaria comer alguma coisa.

—Eu avisei que era esforço demais. – Ele começou.

—Não tem problema. Andar faz bem especialmente para mim. Disse calma.

—Mika, Mika, Mika; você acha isso legal? Desobedecer-me? – Eu não o desobedeci em nenhum segundo que eu me lembre. Mas, se ele estava me provocando, ele queria outra coisa, na qual eu não o faria. Pois quando chegamos ao quarto voltei-me para ele séria e aparentando sonolência, ele fechou a porta e passou a mão em mim.

—Eu quero dormir. – Ele começou á me beijar e não beijos suaves, beijos ferozes e maliciosos; agora mesmo que eu não estava conseguindo tirar Victor da cabeça, eu não estava me concentrando naquele momento. Eu não podia... Não queria os beijos dele. E foi aí que eu fiz algo que eu nunca imaginei fazer em toda a minha vida, não com o Cainan. Mas, o momento e meus pensamentos estavam em outro lugar.

Quando ele começou á me imprensar contra a parede e me beijar com mais força, eu elevei a mão e dei um soco em seu queixo, depois um soco perto do olho, na maçã do rosto seguindo de um empurrão e o afastando com a outra mão. Em seguida pus a mão na boca assustada; eu nunca tinha o atacado querendo como eu quis naquele momento.
Houve uma vez que foi sem querer, foi em um jogo de xadrez, eu achei que venci e sem querer eu dei um soco nele, logo ele reclamou, expliquei, eu pedi desculpas e fiquei sinceramente mal. Porém, dessa vez não. Eu quis me afastar dele, eu quis que ele se afastasse de mim; o que foi exatamente que ele fez, porque um soco no maxilar dói um soco perto do olho então, também.

—Qual é o seu problema? – Perguntou ele furioso. – O que é que você tem?

—O que você tem. – Respondi arrogante. – Eu disse arrogante. – Eu disse que estava me sentindo mal, eu estou com sono, cansada; eu quero ficar quietinha, estou dolorida e você voa para cima de mim?

Ele ficou aparentemente com raiva e sem palavras.

—Eu não vou comer hoje com você; eu vou comer no refeitório para deixar você descansar então! – Ele abriu a porta com aquela agressividade que apenas lutadores de Artes Marcias, UFC, lutadores provocados tem; eu até fico preocupada com o tom dele, mais eu estou livre naquele momento. Por enquanto. – Tchau!

Ele bateu a porta e no mesmo instante eu passei o trinco e tranquei. Seria loucura se eu não o fizesse, então eu deitei. Seria uma loucura deitar a porta aberta, seria uma loucura se ele me batesse, seria uma loucura ele me trair, e Éponine traísse Victor; seria uma loucura; eu estava louca, estava apaixonada, eu o amava. Amava? Não; isso tudo é teoricamente impossível. Entre nós há uma boa diferença de idade. Ele terá catorze, até os meus dezenoves são cinco. E se ele tem treze e eu dezoito, são cinco anos do menos jeito. Tudo do mesmo jeito. Cinco anos são... São... Dois anos bissextos; mil setecentos e vinte e cinco dias... E mesmo que treze catorze, quinze, dezesseis, dezessete, dezoito, dezenove sejam apenas que dizemos em vários idiomas, não é tão calmo quando se trata de idades. São números que para a sociedade em idades é algo ruim; a sociedade é ridícula. Eu sou ridícula por gostar de uma pessoa de treze anos. Não me importo; o mundo está me fazendo me importar com isso? Eu devo me lembrar de que o mundo engana e eu posso correr atrás dos meus sonhos ou ir dormir.

Então eu fui dormir. E sonhei com algo inesperado... Aqueles olhos castanhos me observando em meio á uma multidão que me encarava; mais só aqueles olhos me chamavam a atenção mesmo entre azuis, verdes, negros, violetas, só aqueles olhos me seguravam; algo encantador, meigo, lindo, simples... Que tipo de pessoa aqueles olhos escondia? Um garoto mal? Um garoto bobo? Um romântico ou um canalha? Acordei com as batidas na porta, pelo jeito de bater era Andréia; com o corpo cansado me levantei para abrir a porta.

—Oi Mi... – Me deitei em seguida e deixei-a fechar a porta com o prato em mãos. – Menina; você está um horror. Mas, ao menos, está fisicamente intacta.

Esfreguei os olhos com a ponta dos dedos aflita. Treze, catorze, dezoito e dezenove são apenas números. O que me incomoda? Eu estou me preocupando á toa. Falando coisa com coisa; estou sozinha nessa bela Paris, o que eu tenho já não quero. O que eu quero eu não tenho. Andréia me olhou e ficou intrigada. Eu podia contar para ela e receberia um ótimo conselho, só que ela aos poucos contaria para todo mundo. Então eu vou me forçar para ficar só para mim.

—Eu trouxe sopa. – Ela estava apreensiva, algo estava errado. – Pode repetir se quiser. – Ela sorriu.

Concordei e comecei á comer a sopa sem olhar para Déia que soe pelo olhar estava tens; Alguma coisa ruim aconteceu; estava tão apreensiva de ter sido trocada por Éponine tão tensa que meu coração até batia de um jeito que doía; tudo machucava e mesmo que eu tivesse passado a noite com o calouro; aquilo pode ter sido por pena. E eu estava ficando arrasada. Eu o conheci e em menos de quatro mesmo posso dizer que o amo. Que faria de tudo por ele.

—Como foi o jantar?

Ela estremeceu.

—Lamento por ter brigado com o Cainan; deve ter sido tenso. Ele chegou lá esbravejando... Irritado; deixou todo mundo achando que teve muita agressão e que te machucou. O rosto dele estava feio. – Ela respirou fundo. – Está tudo bem entre vocês?

— Eu acho que sim. Sabe como ele é.

—Sim; sei. Ele não seria homem de te machucar.

Na real; mesmo que eu convivesse mil anos com Cainan eu nunca iria entendê-lo. Ele é completamente incompreensível, estranho, grosso e completamente perigoso e agressivo. E só de pensar que eu o aturo á tanto tempo. Cada intriga, cada discussão, a gente briga, se odeia, depois se beija, ao se ama, faz carinho, fica sem se falar. Eu sou temente de ficar sozinha e com certeza ele me faz uma boa companhia.

E agora estou frustrada por querer sentir o gosto da boca daquele calouro lindo; sentir o abraço e o cheiro dele. Passear em volta do Rio Sena, visitar tantos lugares juntos de mãos dadas. Eu estava enlouquecendo, se eu agüentar mais um dia, vou comemorar só largando o Cainan.
Aliás, que chances eu tenho de tê-lo? Fazê-lo ser a maior riqueza do mundo? Que o “Lá” seja “Aqui”? Passar todas as manhãs juntos, tê-lo exclusivamente para mim; ser sua companheira, sua garota má, sua namorada, sua esposa, sua amante, não apenas uma amiga. E parece que eu não quero mais viver sem ele; mesmo que aquele olhar tenha flechado meu coração, que tenha me enlouquecendo, me fazendo me apaixonar, enlouquecer e pensar mais e mais. Diferente do Cainan que foi em uma olhada rápida e admirável. Eu olhei para Victor e fiquei tentar conversar com ele pelo olhar, os seus olhos me prenderam e de tão hipnotizada que fiquei eu tremi.

E pelo caso da idade... Tenho medo, de amá-lo e depois perder-lo num piscar de olhos, numa misera fração de segundos. Se for para passar isso com ele sei que irei sofrer, ele é completamente diferente, mais ele está com Éponine, amá-lo me dói tanto, as lágrimas queriam sair mais as contive, amá-lo agora é real e o ciúmes foi tanto que eu quase morri.

—Éponine gostou que vocês brigaram, sabia? – Claro. – Na hora que ele chegou machucado, ela deu aquele chiado de dó e pediu para ajudá-lo. Quis colocar curativos, lavaram quis fazer tudo, meio boba e toda romântica. – Ela revirou os olhos. – Como pode aturar ela?

Por ela ama o que me pertence, e eu gosto do que está sobre o controle dela.

—Não aturo, convivo. – Ela sempre foi minha rival, ela nunca foi a minha amiga. – Cainan gosta dela, ele faz o que faz e ele sempre está de boa com ela.

—Uma paga pau! Odeio o fato de ele dar apelido para ela e não para você. Porque fica com ele? – Porque sou irresistível? Obviamente é ele que não vive sem mim.

— Eu não sei. – Déia era boa de conversar, mais odiava Éponine pelo fato de que depois que ela perdeu o irmão de Cainan, o Matheus, e ficou com o Guilherme, o irmão mais velho do Matheus e do Cainan, e aí Éponine foi lá e pegou o Guilherme, o namorado dela; a baixinha realmente é uma vadia. Desde que venha da linha de “Cainan”, porque mesmo Déia ter namorado com o Matheus; ele deixou o curso depois de ter apresentado o seu curta no Festival de Cannes e quando ele voltou em seguida para conversar com Cainan, minha amiga, doce; Katherynne o pegou e eles estão namorando. Guilherme por sua vez fez o curso inteiro, ele ficou no dormitório enquanto trabalhava para se mudar para Bordeaux e dar aulas, então ele ficou com a Déia; porém pela segunda vez, Éponine tentou ficar com Matheus mais ele a colocou pra correr, Éponine a afastou de um garoto que ela gostava. Eu sinto que até hoje ela está magoada e fica indignada de eu não importar; fingir.

Treze anos... Treze anos... Mais só de pensar nele eu dou um sorriso bobo. Treze anos. Temos cinco anos de diferença. Cinco; treze, catorze, dezoito, dezenove, são apenas números, que não definem em nada uma pessoa ou sentimento; pode ser que tenham doze com alma de vinte; e quatro ou trinta com mentiras de oito. São números e não significam nada, a não ser de quanto amor sofro; e sobre que “um homem deve ser mais velho que a mulher” é uma ordem ridícula que a sociedade Poe na mente de todos, se formos levar em consideração, que cinco seja o número elevado para beijos, abraços, carinhos, caricias, treze multiplicado á risada, momentos duplicados por dezoito vezes mais amor e menos guerra. Números são úteis para tudo, desde que não nos atrapalhe.

—Do que você ri? Ele briga contigo, Éponine dá em cima dele e você ri?

—Aan? Calma Déia; ela não interfere em nada; aliás, se ele quiser ir para o lado negro e chifrudo da força por mim pode ir; eu quero é ficar livre de agressões, se ele gosta que prove; — Ela pareceu um pouco abatida com o que eu acabei falando; eu sei o quanto ela sofreu, mais até eu via que ela e o Matheus não combinavam e que ela e Guilherme não tinham nem os mesmos gostos nem os mesmos gostos, nem assuntos, sem química alguma. Mesmo que ele fosse feliz, alegre, engraçado, gostasse de sair; ela era tão reservada que quando fomos á Notre Dame pela segunda vez, ela levou ele, as lições dele e o forçou á prestar atenção sentados na escadaria enquanto todo mundo se divertia. – Desculpe; eu não...

—Não; quem devia calar a boca; sou um pouco rigorosa e aquela Éponine me tira do santo sério. – Ela rangeu os dentes; mais sei que não é só ela.

Katherynne Kurz, minha melhor amiga desse andar, também é o cumulo de qualquer garota compromissada. Já que ela já ficou com professores, treinadores, bibliotecários... Capaz de ficar com toda a França ou Europa por ser tão boa de lábia, tão sensual, bonita, sexy, parecer mais velha e mais nova, uma musa, uma ninfa; ela entrou aqui com dez anos os pais são de uma união de um alemão e uma brasileira, e daí assinaram o pacote completo, Foi ela; é ela digo que está com Mateus; o Ursão dela, que vem de quinze em quinze dias para vê-la e ás vezes duas vezes da semana para ver ela (mesmo que Lyon e Paris não sejam pertos uma da outra), para jantar com ela, para passear. Kathy não é puta como dizem; ela só quer amor e ás vezes os caras que não conseguiram o que queriam com ela espalharam tais boatos, nem coração eles têm; ela só é ótima no que faz, ela sabe quem seduzir; e isso não agrada Déia, muito menos Éponine; acho que Éponine tenta competir com Kathy, mais, nossa gaucha (Katherynne ou Kathy) vence, ela é mais bonita; o loiro natural encanta, a beleza encanta. Prefiro e gosto da Kathy porque aquela garota é fora do comum e é bruxa, Wicca, uma religião que ninguém mexe, só mexo porque Pierre tava aqui quando ela chegou e concorda... Ok. Depois eu e Antonie a levávamos para católica porque ficar esperando os outros em horários diferentes era muito ruim.

Oh! Ela; Kathy; eu posso a chamar para conversar sobre o meu novo problema amoroso. Quando acabei a sopa e para Déia a vasilha de porcelana, ela me deu um croissant e foi se levantando.

—Eu vou deixar você descansar, creio que falara muito a deixou desconfortável.

—Nada disso Déia. – Ela sorriu.

—Quer que eu peça para Cainan dar uma olhada no seu corredor por esta noite e daí nós esperamos você melhorar? – Acenei negativamente. – Então eu dou uma olhada; — aliviei um pouco. – Mais alguma coisa?

—Não Déia, já está fazendo muito por mim. Qualquer coisa eu chamo.

—Tudo bem; boa noite.

—Bonne nuit.

—Bonne nuit mon’ ami.

E ela saiu fechando a porta. Tranquei-a de novo e como estava um pouco fraca me deitei e dormi. Dormi tão profundamente que poderia acreditar acordar nos próximos dois dias; mais amanhã é segunda, dia de acordar cedo, dia de dar o melhor. Queria dormir ao máximo, só que não foi isso que aconteceu. Por volta de meia noite e vinte, ouvi três batidas na porta; um estrago no meu sonho acompanhado e três melodias.

Mikaele... Monitora... Mikaele?

Dei um pulo da cama; era ele. O Victor me chamando tranquilamente e sereno. Me fazer levantar com tudo da cama e deslizando pelo chão, o piso podia acordar quem estava em baixo.

—Quem é? – Como sou sínica; meu coração ia sair pela boca; eu comecei á tremer e minha barriga começou á dor. Borboletas no estômago.

Sou eu; Victor Azevedo; o menino do chocolate quente.”

Eu sei quem é você. O garoto que está acabando com meu psicológico.

—Azevedo; está tudo bem com você? O que houve? – Eu não podia abrir a porta por causa de Cainan; mas pude ouvir o barulho de quando damos uma risada e só sai a respiração ele sorriu quando me ouviu.

Está tudo bem com você?”

Bem melhor agora que você está aqui.

—Sim. Estou bem; obrigada e você? Você está bem? Precisa de alguma coisa?

Na verdade; preciso saber se você não está machucada.”

—Machucada? – Cainan estava. – Ah; não; ele não tocou em mim. Mas...

Como cavalheiro; ainda bem que não está machucada.”

Ele sorriu aquela risada gostosa.

Antes de agradecer e abrir a porta e mostrar para ele que eu estava bem, ouvi o grito histérico de Cainan.

HEY! ELA ESTÁ MAL; SAIU DAÍ

E sem falar uma palavra Victor saiu em passos rápidos sem mais nem menos, aparentemente sem pensar duas vezes. E foi aí que eu tive que deslizar para a cama novamente, chorando com medo do que ele poderia ter feito, do que ele poderia fazer, porque eu estava com medo do Cainan me matar de raiva, me espancar, com a raiva que ele sentia naquele instante; mais voltei á pensar no calouro, que veio saber se seu estava bem; eu até sorri. Como teria sido bom ter ele para dormir aqui hoje junto comigo. Esse foi meu pensamento até que o barulho bruto das mãos dele que quase quebravam a porta, mais aquilo não me incomodava, as luzes de Paris enfeitavam meus sonhos e meu desejo de ter o calouro mais uma noite ao meu lado.

Olhei para a parte da porta e havia uma folha de papel ali. Do Victor? Deslizei até perto da porta onde estava a folha de papel.

Devolvendo o chocolate quente; Sem chocolate quente.

Eu sorri; parece que ele nunca iria esquecer daquele chocolate quente, parece que ele literalmente gostou daquilo, mas não se pode esquecer que ele tem treze anos, não podia esperar para abrir aquela folha de papel dobrada. Subi na cama e me enrolei sem deixar que Cainan percebesse que eu estava ali, acordada e não iria abrir a porta, não naquela noite; por que não? Porque eu estava com medo.

"EU SEI QUE VOCÊ ESTÁ ACORDADA! EU SEI QUE VOCÊ ESTÁ ME IGNORANDO! FALA COMIGO" ME RESPONDE! MIKAELE!!"

~"Eu tenho que lhe agradecer pelo chocolate quente.
Eu te quero que te agradecer por ter me tranquilizado.
Tenho que te agradecer por me acalmado.
Por ter cantado.
Por ter se importado.
Então nada mais justo do que eu te tranquilizar;
Lhe acalmar,
Cantar
E me importar.
Não sei se fez por dó ou não. Mas talvez eu nunca poderia lhe agradecer.
Obrigado por TUDO.

~Victor."

A banda da rua vizinha poderia cantar a noite inteira, que minhas lágrimas nem se importavam. Não sabia se era de dor, alegria, medo ou proteção.

Notas finais
Se vocês gostaram do capítulo que eu demorei um pouquinho pra fazer, não vão se importar de deixar um belo comentário dizendo o que acharam, o que pode melhorar, o que vocês não gostaram e até o que eu poderia acrescentar... Próximo capítulo com 12 folhas, vou tentar não demorar para postar. Bom até o próximo capítulo... ~♥~ Beijos da Autora.~♥~