Dust in the Wind

2 Teu passado te condena


Notas iniciais
Obrigada a todos que estão lendo a fanfic. Boa leitura!

Washington — DC.

Wendy já estava há um bom tempo na janela do seu quarto refletindo, quando finalmente resolveu voltar ao “mundo real”, ela tomou um banho, vestiu um short jeans azul e uma camiseta branca. Pegou o celular e colocou no bolso de trás do short.

Depois desceu as escadas correndo, sem demora chegou à sala. Sua mãe, Emily Prentiss, estava sentada no sofá com os pés na mesa de centro, assistindo TV. A garota logo sentou-se do lado da mãe, abraçando a barriga desta, que já estava bem grandinha e deu um beijo.

— Bom dia, irmãozinho — disse Wendy em seguida virando-se para Emily e dando um beijo no rosto dela e ficando abraçada na mãe — bom dia, mãezinha linda!

— Bom dia, minha filhota querida... que abraço gostoso!

— É primavera, primeiro dia de primavera para ser mais exata. E você sabe que a primavera me deixa feliz.

Wendy desfez o abraço da mãe e ficou sentada do lado dela no sofá. E uma tristeza momentânea tomou de conta da garota.

— Olha para mim, filha — pediu Emily segurando o queixo da filha olhando no fundo dos olhos dela.

— Sim, mãe — falou ela tentando desfaçar a tristeza.

— Por que mesmo quando você está sorrindo, eu te sinto infeliz? Eu pensei que mudaria depois da condenação do Phillip, mas ainda sinto que algo te aflige e cheguei à conclusão de que não tem nada a ver com ele. Então, filha: o que é? Se abre comigo?

— Eu não quero falar disso, mãe... — respondeu Wendy desviando o olhar fazendo com a mãe soltasse seu queixo.

— Wendy, por que você veio escondida de Londres? Foi por causa mesmo do Phillip?

— Mãe, por favor — falava Wendy incomodada — eu já disse, não quero falar disso.

— Mas Wendy...

— Mãeee...

— Tudo bem, eu não vou insistir, mas se precisar conversar com alguém sobre isso, espero que seja comigo — ela acariciou o rosto da filha que baixou a cabeça.

— O papai vem hoje? — perguntou Wendy querendo mudar de assunto e voltando a encarar a mãe.

— Ele acabou de me ligar — respondeu Emily incomodada com o fato de a filha ter desconversado — eles acabaram de voltar de um caso na Carolina do Norte, ele vai somente resolver algumas questões burocráticas e se não aparecer outro caso até mais tarde, ele vem para a casa hoje à noite.

— Tomara que dê certo, tenho treino hoje à noite e prova amanhã cedo, queria dormir no alojamento da universidade para não ficar tão cansativo.

— Mas você pode dormir lá, não tem problema nenhum.

— Eu não gosto que a senhora durma sozinha e ainda mais que fez esse trato com o papai. Então se ele não vier, eu durmo aqui...

— Filha, vai ficar cansativo para você...

— Já está decidido Senhora Hotchner, não adianta ficar argumentando.

— Oh sim, minha marrentinha... — falou Emily brincando em seguida ficou refletindo — quem te chamava de marrentinha mesmo?

— Não me lembro, mãe — respondeu Wendy sem muita convicção.

Emily voltou a ficar pensativa por alguns segundos.

— Lembrei... era aquele seu namoradinho de Londres, Daniel Parker.

— Nossa, mãe. Sua memória é extraordinária... o Daniel me chamava disso quando eu tinha o que? Uns 12 anos.

— Verdade, eu me lembro que ele foi te pedir em namoro quando você completou 16 anos, mas o Phillip não autorizou o namoro de vocês e eu concordei com ele, pois achava que era o melhor para você.

— Mãe, a senhora não acha que estamos falando demais no Phillip hoje?

— Tem razão, filha — concordou Emily, em seguida continuou — mas me diga, o que aconteceu com o rapaz?

— Ah, mãe para quê esse assunto agora?

— Só curiosidade, filha, me diz.

— A gente terminou seis meses antes de eu vir para cá.

— Mas por que terminaram?

— Ah mãe, a gente enjoo um do outro, foi isso. Éramos muito jovem, acontece...

Wendy colocou a cabeça no peito de Emily, abraçando-a e ficou pensativa, enquanto a mãe alisava seus cabelos. Na verdade, ela se lembrava que a frase dita pela mãe era de Daniel, mas ela evitava de todo modo falar do namorado de adolescência. As coisas não haviam acabado nada bem entre eles.

POV ON WENDY HOTCHNER

Eu e Daniel nos conhecemos assim que cheguei em Londres, eu tinha 11 anos e ele 12, estudávamos na mesma escola e na mesma sala. Eu cheguei muito deprimida, pois não queria ficar tão longe do meu pai. E logo no primeiro dia fui zoada por três meninos. Eles tomaram meu lápis e meu caderno e ficaram jogando um para o outro, enquanto eu ficava feito “barata tonta” no meio deles.

E advinha quem foi lá e tomou o caderno e o lápis dos garotos e me devolveu? Sim, Daniel.

Desde então, ele não desgrudou mais de mim, ele sempre me pedia em namoro me dando um bombom de chocolate enrolado em um lacinho rosa. Achava super fofo, mas naquela época, para mim, todos os garotos eram idiotas e beijo na boca era coisa mais nojenta que existia, logo nem passava pela minha cabeça de namorá-lo.

Três anos mais tarde, ele teve que sair da nossa escola. Seu pai havia sido transferido de emprego para outra cidade. Foi uma época que sofri bastante, pois percebi o quanto gostava dele.

Então ficamos praticamente namorando pela internet, nunca perdemos o contato e começamos a trocar juras de amor eterno. Quando somos adolescentes tudo é mais intenso e eu acreditava que ele era o amor da minha vida, eu dizia a mim mesma que nunca namoraria outro garoto se não fosse Daniel.

Mas minha solidão não durou tanto. Dois anos depois, o pai dele conseguiu a transferência de volta para Londres, mas muita coisa havia mudado na minha vida. Eu havia cortado relações com meu pai depois do meu aniversário de 15 anos e Phillip estava me atormentando mais do que nunca, eu não tinha coragem de dizer tudo para Daniel, mas acredito que ele sabia que havia algo muito errado se passando comigo.

Coisa que nem minha mãe percebia. Na verdade, meu ex-padrasto era tão manipulador, que enganou até minha mãe, que é uma analista de perfis, e uma das melhores, diga-se de passagem.

Por tudo isso e mais um pouco, eu não era mais a menina doce que o Daniel conheceu. Eu havia me tornado uma pessoa excêntrica, acreditava de verdade que o mundo era uma novela, eu era a protagonista e a trama toda girava em torno de mim. E que as pessoas deveriam fazer de tudo para me agradar e inflar meu ego.

Logo comecei a rotular as pessoas e as julgava por sua aparência. Foi quando comecei a me tornar popular na escola. Eu necessitava de atenção e na escola, eu tinha.

Quando Daniel voltou, começamos enfim a namorar. Ele chegou a me pedir em namoro para meu ex-padrasto e minha mãe, mas Phillip não deixou e a minha raiva somente aumentava.

Então começamos a namorar escondido, sempre depois dos treinos de vôlei.

Daniel era a única coisa que me trazia paz, junto com o vôlei. Mas ele não gostava da pessoa que havia me tornado e tentava de todo modo me mudar.

Porém, eu não queria mudar. Eu gostava de humilhar as pessoas, aquelas que nada faziam para se defender, era uma maneira de descarregar toda a minha raiva e frustação de não ter meu pai por perto e ainda ter que conviver com aquele ser asqueroso em casa. Eu tinha que descontar minha raiva em alguém e descontava em pessoas que nenhum mal me fizeram.

E para piorar a minha situação, o meu terapeuta era amigo pessoal do Phillip. Era Jason Cutt, ele começou a tratar comigo quando eu tinha 11 anos, mas quando completei 16 anos, percebi que ele tinha segunda intenções comigo. Ele me enlouquecia e só me fazia piorar.

Sei que posso está tentando justificar o injustificável. Mas pessoas que atacam outras com ofensas com um único objetivo de humilhar, de fazer o mal, são pessoas vazias, que só se sentem bem quando veem outras pessoas em situação pior.

Eu era vazia e nem o Daniel fazia eu me sentir completa e por mais que ele lutasse, eu continuava a mesma, ou melhor, ia ficando pior a cada dia.

No terceiro ano, quando voltamos das férias de verão, Daniel terminou comigo, tudo por causa da humilhação que fiz Rachael passar no primeiro dia de aula dela.

Eu fiz de tudo para ele voltar comigo, mas ele não queria de jeito de nenhum e minha raiva daquela garota repugnante só aumentava a cada dia. Eu era uma pessoa cheia de ódio e rancor, mas nem nos meus piores dias, eu desejei que as coisas com Rachael tivessem terminado da forma como terminou.

Todos os dias eu me culpo pelo acontecido e sei que vai ser assim o resto da minha vida.

POV OFF WENDY HOTCHNER

***

Quantico — Virginia

Morgan e Reid continuavam conversando isolado dos demais membros da equipe.

— E a Wendy, Reid? — perguntou Morgan.

— Eu já disse que não há nada entre a gente. Quantas vezes tenho que dizer para você entender.

— Reid, vocês estão muito devagar para meu gosto. Está mais do que na hora de um de vocês dois tomarem uma atitude. Por que não liga para ela e pede para saírem juntos?

— Morgan, ela está em Washington...

— Reid, indo de avião você chega em 1 hora lá.

— Ela não vai querer.

— Você perguntou?

— Não.

— Então, se não perguntar a resposta sempre será não.

Reid ficou pensativo e depois de muita insistência do amigo, resolveu fazer o que ele estava sugerindo. Ele pegou o celular e ligou para Wendy.

Wendy ainda estava abraçada a mãe quando o celular tocou.

— Spencer? — ela falou assim que atendeu.

— Wendy...

— Nossa, estou surpresa por estar me ligando

— Wendy, eu vou para Washington hoje e... — Reid estava muito nervoso e falava quase gaguejando. Morgan tentava incentivar o amigo, mas estava o deixando mais nervoso ainda — eu queria saber se podemos sair hoje à noite?

— Sair hoje? Logo hoje? — indagava Wendy triste, enquanto a mãe a repreendia em voz baixa. Emily queria que ela aceitasse logo sair com o rapaz.

— Sim, hoje. Por quê? Você não pode?

— Eu tenho treino hoje à noite e prova amanhã cedo.

— Então a resposta é não? — perguntou decepcionado.

Morgan olhou para Reid dizendo para ele insistir, mas o rapaz não queria ou melhor, não tinha coragem de insistir. Já na casa de Wendy, era Emily que praticamente estava brigando com a garota.

— Tudo bem, então — disse Reid triste — marcamos outro dia.

— Espera, Spencer — pediu Wendy depois de praticamente apanhar da mãe — assim, eu não posso sair para muito longe da universidade, mas se você quiser, você aparece depois do treino e para gente ir em algum lugar perto do campus. Tudo bem para você?

— Mas vai te atrapalhar?

— Não. Eu só não posso demorar muito, pois tenho que dormir cedo.

— Ok... nos vemos à noite então!

— Certo, beijão!

Ambos desligaram o telefone. Não é que Wendy não estivesse a fim de vê-lo, mas lembrar do Daniel e da Rachael, a deixou deprimida e talvez ela não fosse ser uma boa companhia para o Spencer. Mas a insistência da mãe a fez mudar de ideia. E também ela se lembrara da promessa que havia feito a si mesma, de que continuaria seguindo em frente independente de tudo.

***

Washington — DC.

E naquele dia aconteceu tudo conforme planejado, sem surpresas. Hotch foi a noite para casa e Wendy foi para o treino e dormiria no alojamento na universidade.

A garota treinou bastante junto com as companheiras de equipe, foi um longo, mas proveitoso treino. Mas um pouco antes de sair, o treinador a chamou para conversar junto com Dana Chelsea, que era a levantadora titular. A garota olhava para o relógio muito nervosa, Spencer já devia está a esperando. E a mochila com o celular estava no vestiário, então não dava nem de avisar que se atrasaria.

A sala que ele chamou as meninas para conversarem era pequena, tendo somente uma mesa com cadeira e um armário velho atrás e mais duas cadeiras em frente, onde as duas garotas sentaram.

— Bem, eu a chamei aqui, Senhorita Hotchner — disse o treinador — para lhe dar uma notícia: a Senhorita Chelsea está nos deixando...

— Nos deixando? — estranhou Wendy.

— Sim, ela recebeu uma proposta para jogar na Europa, mais precisamente na superliga italiana...

— Sério? — interrompeu Wendy ficando feliz pela colega de time.

— Verdade — respondeu Dana muito empolgada.

— E quando você vai? — perguntou Wendy morrendo de curiosidade.

— No início da pré-temporada, ou seja, daqui dois meses — respondeu a garota com um sorriso enorme no rosto.

— Como eu estava falando antes de ser interrompido — continuou o treinador subindo o tom de voz para que as garotas prestassem atenção — a escola ganhará um “bônus” pela revelação da Dana, já que ela vai jogar uma liga profissional a partir de agora. Então, o diretor me disse que não podemos entregar a jogadora lesionada ao clube, então para evitar que isso ocorra, a partir de agora, Wendy assume a titularidade da equipe.

— Verdade? — perguntou Wendy surpresa e ao mesmo tempo feliz.

— E não é só isso, você também vai ser a nova capitã — completou o treinador.

— Capitã? Eu fui reserva a temporada toda.

— Uma reserva de luxo diga-se de passagem — retrucou o treinador — Wendy, você é uma ótima jogadora, só não foi titular por que Dana era bem mais experiente que você.

— Treinador, mas capitã?

—Eu sempre escolho minhas levantadoras para serem capitãs por que além de serem o cérebro do time, a levantadora é o próprio treinador em quadra. Ela que define as jogadas e faz o jogo fluir, por isso, você vai ser a levantadora titular e capitã do time, assim como Dana era, que agora vai entrar nas inversões enquanto selecionamos a reserva. Entendido?

— Sim! — responderam as duas.

— Posso ir? — perguntou Wendy se lembrando do Spencer.

— Claro. Mas uma última coisa: vamos treinar mais as chutadas de meio com a Valentina, você tem dificuldades de acertar o tempo dela.

— Tudo bem, concordo plenamente.

— Mas tudo é questão de treino, porque competência e preparo físico você tem.

— Obrigada, treinador.

Wendy saiu correndo do ginásio para o vestiário e assim que chegou lá, pegou o celular e mandou uma mensagem para o Spencer. Ele já estava a esperando e estava quase desistindo devido a demora.

Ela logo tomou um banho muito rápido, se vestiu e foi encontrar Spencer. A garota não teve tempo de fazer uma produção caprichada no visual, por isso ela fez um estilo mais romântico: um vestido florido rodado preto de alças largas, uma sandália rasteira, cabelos presos em rabo de cavalo e uma maquiagem leve.

Assim que ela saiu do vestiário correu para perto da biblioteca, onde havia marcado com ele. Spencer estava sentado lendo um livro. Wendy sentiu um frio na barriga assim que o viu, ela foi se aproximando lentamente, assim que chegou perto, resolveu chamá-lo.

— Spencer!

Ele levantou a cabeça lentamente como se tivesse a apreciando dos pés à cabeça, Spencer acabou ficando muito nervoso, ele nada falou, somente se levantou e a abraçou. E os dois ficaram abraçados por um longo tempo, um sentindo a respiração ofegante do outro. Wendy esperava naquele momento ser beijada por ele, era tudo que ela queria, mas ele não tomou nenhuma atitude, então ela desfez o abraço, mas continuou segurando as mãos dele.

— Vamos na lanchonete aqui do campus mesmo ou você quer sair? — perguntou Wendy.

— Vamos ficar por aqui mesmo, já que você tem que voltar logo. Assim aproveitamos mais o tempo — respondeu ele a encarando.

— Certo.

Wendy e Spencer foram de mãos dadas conversando... a garota aproveitou e contou da novidade no time, mas também da cobrança do treinador para que ela acerte o tempo de bola das chutadas de meios com uma das atacantes.

As chutadas de meio são bolas rápidas e difíceis de serem marcadas pelo time adversário. Mas que se não forem bem executadas era praticamente ponto de graça para o oponente.

Valentina era central e principal atacante do time.

Nas inversões quando Wendy entrava, geralmente, Valentina estava fundo de quadra, ou seja, estava sendo substituída pela líbero. Por isso nunca foi exigido da filha de Hotch que acertasse o tempo de bola dela. E as poucas vezes que a garota jogou como titular, o jogo fluía pelas pontas. O que acabava sendo um trunfo, já que o time adversário havia treinado com o jogo voltado para a central.

— Eu acho que posso te ajudar — disse Spencer enquanto caminhavam de mãos dadas.

— Você entende de vôlei?

— Não, entendo de física.

— E o que física tem a ver com vôlei?

— Eu posso te ensinar como posicionar seu corpo para aplicar o impulso ideal para acertar o tempo de bola da atacante.

— Você pode fazer isso? — perguntou Wendy abraçando o braço dele — eu vou ser agradecida o resto da minha vida. Porém acredito que, você trabalhando com meu pai, não vai ter tempo.

— Tem razão, mas eu posso tirar uns dias de férias para te ajudar.

— São suas férias Spencer, por que tirar férias para me ajudar?

— Geralmente, eu não gosto de tirar férias, porque não tenho nada o que fazer ou para onde ir. Eu acho que é a primeira vez que vou estar usando minhas férias para fazer algo útil: ajudar uma amiga.

— Amiga? Então é isso que sou para você, Spencer? — perguntou Wendy.

— É claro — respondeu ele gaguejando — o que mais seríamos?

— Eu sempre achei que houvesse uma ligação especial entre a gente. Naquele dia, no banheiro daquele banco, com uma bomba amarrada no meu corpo. Você não me deixou desistir... ficou do meu lado o tempo todo, mesmo correndo o risco de explodir junto comigo.

— Wendy, você é forte... só não conhece sua força.

A garota sentia que o rapaz desconversava para não ter que responder a pergunta dela, então foi quando ela se questionou se ele estaria realmente interessado nela e estava tímido ou se ele não tinha nenhum tipo de interesse nela e só a queria como amiga mesmo.

A dúvida rondava a cabeça de Wendy, mas daí ela pensava em qual seria o sentido de ele tê-la convidado para sair ou até mesmo de ter lhe oferecido ajuda.

Wendy teve receio em ouvir a resposta, ela não estava preparada para um “não”. Então não tocou mais no assunto e o tema da conversa voltou a ser os treinamentos de Wendy.

***

Londres — Inglaterra.

Daniel Parker estava no quarto na sua casa. Era um quarto grande, como uma cama de casal no centro encostada na parede. Um closet do lado esquerdo, mais uma rack com aparelhos de TV, som e DVD em frente. Porém, ainda muito deprimido com a morte de mãe, ele estava deitado na cama debruçado e chorava compulsivamente quando sua irmã Lilly entrou.

— O que pretende fazer agora, Daniel? — perguntou ela sentando-se na cama e alisando a cabeça dele.

— Vou para Washington...

— Vai atrás de Wendy? Vai querer se vingar?

— Não é vingança — disse ele firme — é justiça. Wendy tem que pagar pelo que fez a Rachael. Eu não me conformo de ela ter saído impune desse crime.

— Por favor, Daniel. Eu te peço, não vai ...

— Já está decidido, em quinze dias vou está lá.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Comentários sempre alegram meu coração, então se puderem deixe-os aqui. Se tudo der certo, estarei postando na segunda-feira. Beijos e até lá!