Dust in the Wind

18 Em busca de respostas


Notas iniciais
Me desculpem meus amores por ter demorado tanto, mas como eu disse, eu estava muitíssimo ocupada e não tive tempo de revisar o capítulo, porém aqui vai ele. Obrigada a todos que comentam e favoritam a história. Boa leitura!

Washington — DC

— Como você pode? — perguntou Senhora Baxter se aproximando — eu desabafei com você, eu falei da minha dor pela perda da minha filha...

— Senhora Baxter — disse Daniel se posicionando ao lado de Wendy — ela não teve nada a ver com o que aconteceu a Rachael.

— Você está mentindo — gritou a Senhora Baxter enquanto lágrimas rolavam por seu rosto.

— Não estou mentindo — insistia Daniel tentando acalmá-la enquanto Wendy chorava — acalme-se, por favor.

— Por que está do lado dela? — perguntou a Senhora Baxter — ela matou a nossa Rachael.

— Eu também acreditava que Wendy fosse a culpada de tudo que aconteceu com ela, mas depois que cheguei aqui... eu não sei, eu tenho dúvidas. O que esse jornal fez foi puro sensacionalismo, contaram uma história sem compromisso nenhum com a verdade.

— Eu estou muito decepcionada — falava Mary olhando para Wendy que chorava a encarando — eu só queria encontrar um pouco de paz, pois desde que a Rachael morreu, meu coração não teve um diz de paz. E quando eu achei que havia encontrado....

— Eu sinto muito — falou Wendy tentando se desculpar.

— Não sinta... você está viva, tem seus pais, seus amigos, namorado e uma vida toda pela frente. Eu sinto pela Rachael que não pode mais ter tudo isso. Eu sinto pelo pai dela que não terá mais a filha de volta. Eu sinto por mim, que perdi o que tinha de mais precioso, mas não sinta, Wendy. Já que você nem ao menos gostava da minha filha.

Baxter saiu, deixando os três sozinhos, Wendy abraçou Daniel que ficou a consolando. Vanessa mais uma vez se sentiu excluída. Ela queria entender o que se passava com a amiga, mas não podia deixar de sentir uma ponta de inveja dela. Daniel há algumas semanas demonstrava ter um ódio imensurável por Wendy, mas agora estava ali a consolando e a defendendo. E era o que Vanessa não entendia.

Não importava o que ela fazia, todos a perdoavam. Os pais a perdoaram, Daniel a perdoou e seria somente uma questão de tempo para Baxter e Reid também a perdoar.

— Eu vou te deixar no hotel — disse Daniel para Wendy — você também — disse se referindo a Vanessa.

— Não, podem ir — respondeu Vanessa — eu me viro.

— Eu faço questão, eu te trouxe até aqui — insistia Daniel.

— É sério, não precisa.

— Tem certeza?

— Sim — respondeu Vanessa.

Daniel saiu com Wendy. Vanessa voltou a se sentar e ficou pensativa. Voltou na recepção e perguntou pelo Dr. Spencer Reid, foi informada que ele estava em reunião, mas resolveu esperar.

***

Assim que Elle saiu, Emily fez uma ligação para Heidi Murphy e marcaram de se encontrarem numa praça que havia a algumas quadras do hotel. E logo pegou um casaco preto e colocou por cima da roupa e saiu. Emily precisava tirar essa história a limpo com sua ex-colega de trabalho. Logo que chegou na praça avistou a Heidi que estava sentada em um banco, debaixo de uma enorme árvore que fazia uma sombra aconchegante.

Heidi era uma mulher muito bonita. Morena, cerca de 1,80 de altura, cabelos longos e pretos. Estava vestida com uma blusa manga longa preta e calça também preta e um sapato alto, o que dava a impressão de ela ser mais alta ainda. Emily se aproximou e sentou-se no banco atrás dela. Os dois bancos estavam no meio do gramado, na parte sem gramado, várias crianças correndo brincando, mães com bebês e debaixo da árvore um mendigo.

— O que quer? — perguntou Heidi — sabe que não podemos nos ver.

— Eu quero saber como as informações sobre meu envolvimento na investigação do Phillip foram parar nos arquivos do FBI?

— Sinceramente, eu não sei — respondeu Heidi.

— Como não sabe? — indagou Emily nervosa — essas informações não estavam lá até sete meses atrás quando Phillip foi preso. Colocaram isso recentemente para tentarem me colocar contra meu marido.

— Eu posso descobrir isso para você, mas em troca o seu marido e a equipe dele tem que cessar as investigações contra Phillip.

— Por que? — perguntou Emily estranhando o pedido da ex-colega de trabalho.

— Esse caso é meu... eu vou desvendar tudo — falava Heidi Murphy muito segura — não se trata de um assassino em série, até por que Phillip já está condenado por isso, trata-se de envolvimento com a máfia, crimes contra o sistema financeiro e assassinatos premeditados, a BAU não tem nada a ver com esse caso, por isso é melhor se retirarem... esse caso é meu.

— Ah, já vi tudo — disse Emily — está dependendo desse caso para ser promovida, não é verdade?

— Com certeza... há anos que procuro isso. Mas para isso eu vou precisar da sua filha.

— O que quer com ela?

— Phillip usava sua filha como laranja nas falcatruas dele. Títulos públicos ao portador guardados num cofre de banco no nome dela, contas abertas em paraísos fiscais... e recentemente descobrimos uma conta num banco suíço, mas eu só posso ter acesso a essa conta através dela.

— Peça um mandado para ter acesso a essa conta — retrucou Emily.

— Eu já tentei — respondeu Heidi — mas nem o gerente do banco consegue ter acesso, é preciso a digital de Wendy para ter acesso a ela. Por isso precisamos da sua filha.

— Eu não posso envolver Wendy nisso, me desculpe — falou Emily querendo encerrar o assunto.

— Não é questão mais de querer, sua filha já está envolvida nisso. E quando a máfia russa descobrir, a vida dela vai correr risco, por isso temos que correr — retrucou Heidi fazendo uma pausa — temos que montar uma armadilha para Phillip e seus comparsas e sua filha é a isca perfeita.

— Wendy é uma civil, não pode colocar a vida dela em risco.

— A vida dela já está em risco. A diferença é que se ela ajudar a gente, poderemos colocá-la no programa de proteção à testemunha — insistia Heidi — depois disso tudo, trocaremos o nome dela, mudaremos ela de estado e até de país, se for o caso... ela vai ficar longe de todo o perigo...

— Mas para isso teriam que separá-la de mim e do Hotch — disse Emily interrompendo Heidi.

— Mas ela vai estar viva ou preferem que ela seja pega pela máfia russa? — indagou Heidi, Emily ficou calada — se eles a pegarem e a tirarem desse país, vocês nunca mais terão notícias dela, nem saberão se ela está viva ou morta. Sob a nossa proteção, vocês vão ter uma garantia maior de que ela está bem.

— A máfia nunca vai desistir de procurá-la...

— Nós vamos forjar a morte da sua filha... um acidente de carro em que haja uma explosão e fique difícil identificar o corpo. Só nós saberíamos e mais ninguém...

— E o Hotch?

— Ele não precisa saber.

— É a filha dele. Ele tem o direito de saber.

— Estamos falando da segurança dela...

— Os dois são muito próximos, não é justo fazer isso com eles — falou Emily — Hotch é um dos nossos, ele vai saber guardar segredo.

— Quanto menos pessoas souber, será mais seguro para sua filha.

— Não é justo fazer isso com os dois.

— É mais justo deixá-la a mercê da própria sorte? — perguntou Heidi — será que se o agente Hotchner pudesse escolher, não acha que ele escolheria a segurança da filha? — Emily não respondeu, pois sabia que Heidi tinha razão — foi o que imaginei.

— E por qual motivo eles ainda não vieram procurar Wendy? — quis saber Emily.

— Eles ainda não sabem. Estão pretendendo arrancar de Phillip o que ele fez com o dinheiro. Mas primeiro vamos nos preocupar em tirar a BAU do caso.

— Hotch não vai desistir tão fácil assim.

— Eu sei que ele só está querendo provar a inocência da filha a respeito do assassinato de Rachael Collins. Então eu vou dar a ele o que ele quer.

— Como assim?

— É só perguntarem para Wendy qual a verdadeira motivação para ela está naquela noite na casa da Rachael, na resposta dela vai está o nome do assassino.

— Você sabe quem é o assassino?

— Eu estou acompanhando a muito tempo cada passo do Phillip só esperando um momento de vacilo... é claro que sei.

— E por que não disse antes?

— Meu objetivo é um bem maior.

— Mesmo que isso implique em um assassino a solta?

— Sim — respondeu Heidi — mas agora eu tenho que ir. Demore alguns minutos antes de sair, ok?

Heidi saiu, e Emily ficou alguns minutos ainda sentada. Ela estava muito preocupada. Ela aguentou muitas coisas quietas durante todos esses anos, mas ficar longe da filha não estava em seus planos e ela não permitiria isso.

Assim que passou uns dez minutos, Emily saiu e voltou para o hotel.

***

Reid assim que terminou a reunião, foi informado que Vanessa o aguardava, ele assim que a avistou no corredor foi ao encontro dela. Ele estava um pouco tenso e muito tímido.

— Estava me procurando? — perguntou Reid.

— Sim — respondeu Vanessa levantando-se e ficando rente a ele — desculpe se estou te incomodando, afinal você está no seu trabalho, mas eu precisava saber de Wendy.

— O que quer saber? — perguntou Reid calmamente colocando o cabelo para trás da orelha.

— Eu não estou entendendo o que está acontecendo — falou Vanessa tentando controlar-se — a Wendy foi a única pessoa que me ajudou quando eu entrei na universidade, ela sempre foi tão legal comigo, mas agora esse jornal distorce tudo o que acreditei que ela fosse — Vanessa baixou a cabeça segurando as mãos — Ravenna me disse que Wendy só se aproximou de mim por sentir pena, que ela é incapaz de gostar de pessoas como eu. Mas o Daniel me disse que ela não é mais assim, que ela mudou. Eu queria saber o que você acha?

— Eu também não sei o que te dizer — respondeu Reid ainda estando tenso — eu sempre acreditei que Wendy só se apaixonou por mim por que eu a salvei naquele dia no banco. Ela nunca teria olhado para mim se eu não a tivesse salvo. Eu não deveria ter levado isso adiante, eu deveria ter evitado essa aproximação...

— Você gosta muito dela, não é? — perguntou Vanessa percebendo a aflição do rapaz — mas eu acho que ela gosta de você de verdade, não tem um dia que ela não fale de você.

— Eu não sei mais o que sinto por ela — disse Spencer — é como se o encanto que eu tinha por ela tivesse se desfeito.

— Wendy aparentava ser uma garota perfeita. Linda, legal, caridosa, amiga... mas ninguém é perfeito e todo mundo tem seus defeitos. Wendy tem os dela.

— Eu sinto tanto pela Rachael, ela não merecia isso que aconteceu com ela. Como Wendy pode ter feito isso com ela?

— Eu sinto tanto também.

Nesse momento o celular de Reid tocou.

— Desculpe — disse Reid — eu tenho que ir.

— Sem problemas — respondeu Vanessa — depois conversamos mais.

Vanessa foi embora e Reid voltou à sala de reuniões. Elle havia acabado de chegar e trazia novidades. Ela contou toda a história que havia conversado com Emily, o que aumentou um pouco a aflição de Hotch, ao mesmo tempo que trouxe alívio por saber que a esposa não colocou a filha em risco propositalmente.

Eles tentavam ligar Phillip ao assassinato de Rachael, mas não conseguiam. Não era o modus operandi dele. Talvez ele não tivesse nada a ver com aquilo mesmo, talvez ele tenha somente encoberto Wendy, mas alguém assassinou Rachael e eles tinham que descobrir quem era, porém pelo crime ter ocorrido em outro país, dificultava a investigação.

Não foram feitos exames de sangue nas garotas envolvidas para saber se elas haviam tomado alguma coisa a mais além do ecstasy.

Logo depois, Hotch foi procurar Wendy a fim de colher o depoimento dela, mas foi informada pela recepcionista que ela havia ido embora. Hotch achou estranho e na mesma hora pegou o celular para ligar para a filha, mas assim que pegou o celular, viu que tinha uma mensagem que ele não havia visto. Era de Wendy.

“Pai, fui para Nova Iorque para onde o tio Sean. Se quiser saber de mim, liga para ele”.

A mensagem havia deixado Hotch mais confuso e preocupado. Wendy quase não tinha contato com o Sean, depois que voltou para Estados Unidos, ela só o viu no Natal. O que deu nela para ir até ele. Na mesma hora ele ligou para o irmão.

— Sean. É o Aaron. Cadê a minha filha? — perguntou assim que o irmão atendeu o telefone.

— Aaron, eu estava esperando que me ligasse — respondeu Sean — aconteceu uma coisa muito estranha.

— Tem a ver com Wendy? — perguntou Hotch preocupado.

— Sim.

— Então diga logo — exigiu Hotch preocupado.

— Não posso falar por telefone — falou Sean — eu estou indo para DC agora.

Notas finais
Eu gosto de bugar a cabeça de vocês, mas no próximo capítulo teremos o desenrolar do caso... ou não rs rs rs. Estarei postando no sábado. Beijão!