Em uma bela noite de Lua Cheia,


tive um pesadelo...não.


Na verdade, foi um sonho.


E neste sonho


Me encontrava num lugar escuro,


Escuro como as trevas,


A única coisa que via era eu mesma.


De repente, vi uma luz.


Luz tão forte em meio daquela escuridão que me cegou.


Quando consegui abrir os olhos,


Vi uma linda luz...


Um belo feixe de luz vermelha,


Tão vermelha que parecia doces pétalas de rosas vermelhas...


Mas a luz começou a mudar.


Agora parecia sangue.


O belo sangue que nos dá vida,


Porém que é sempre associado a morte.


Muitos se sentiriam assustados.


Eu não.



A Luz quente e forte do Sol me acordou,


Mas não acordei em minha cama,


muito menos em minha casa.


Acordei em um campo...


Campo de flores...


Flores mortas.


Que jaziam queimadas sobre um rastro de sangue


que seguia inocentemente para um lago.


Acompanhei-o no sentindo contrário


E acabei dando em uma vila.


Não se via movimento.


Não se ouvia voz.


Não havia vida.


Todos jaziam no chão,


Nas ruas, nas praças,


Sobre suas poças de sangue.


Se isso me preocupava? Não.



Comecei a andar pela cidade,


Entre corpos e restos,


E vi-me em um espelho de cristal trincado.


Minha imagem estava distorcida,


A única coisa que consegui identificar


Era uma espada embainhada em minha cintura e


Respingos de sangue em todo o meu eu.


Simplesmente, fingi que não vi.


Segui o rastro de sangue novamente,


Agora sentido do lago.


Água vila era muito entediante.


Só havia mortos e velhas casas altas,


Brancas com suas marcas de sangue.


Quando cheguei ao lago,


Ela era uma diferente mistura de


Água cristalina, sangue e doces pétalas de rosas amarelas.


Parecia que alguém tinha posto ali propositalmente,


Afinal, elas realçavam o lindo vermelho vivo.



Embora o Sol ardesse em minha pele,


Sentia frio, muito frio.


Como se estivesse morrendo.


Resolvi entrar no lago


Despi-me sempre preocupações,


Ninguém me veria,


Talvez só os seus espíritos.


A água estava tão quente e aconchegante,


Como se me revivesse.


Mesmo com aquela cor vermelho vivo e as pétalas,


Consegui ver meu próprio reflexo.


Vi uma bela mulher com lindos cabelos louros compridos,


Um pouco avermelhados por conta do sangue neles respingados.


Seus lábios estavam saindo do tom roxo de frio


E indo para o vermelho cereja.


Como ainda sangue em seu rosto,


E como saiba que ele não lhe pertencia


Resolvi mergulhar naquele maravilhoso oásis avermelhado.



Quando a superfície voltei, lembrei.


Lembrei como, lembrei por quê.


Lembrei que massacre tinha sido aquele e


Porque só eu estava ali.


Porém, não tive medo,


Muito menos vontade de sair correndo.



Aquela era a minha visa,


Minhas pessoas queridas,


Que eu mesma


As matei

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