Dungeoneer - Interativa

36 São quatro templos porque são quatro heróis, nem três, nem cinco.


Notas iniciais
Ideias idiotas que eu desisti de colocar em Dungeoneer (2) Uma das categorias da fic é Caçadores de Elfas, um antigo anime no qual os protagonistas precisavam encontrar fragmentos de um feitiço que estavam espalhados na pele de elfas ao redor do mundo, e os "heróis" saindo arrancando as roupas delas pra verificar se havia o tal fragmento. Pois bem, eu tive brilhante ideia dos heróis terem que fazer o mesmo, porém com elfos, e os elfos em Dungeoneer seriam uns negões de dois metros de altura. Além disso, eles teriam que disputar roupas arrancadas com os Arancars (Bleach), especialistas em arrancar roupas allheias, Arrancar, entenderam? Vamos ao capítulo. Boa leitura!

Biske e o seu amigo sem nome caminhavam pelo mundo, rumo à grande floresta.

– Senhora, por que estamos fazendo um caminho diferente do que fizemos na ida? – perguntou o garoto.

– Eu preciso fazer umas compras, só espero que tenha o que estou procurando.

– Posso fazer uma pergunta senhora Biska?

– É Biske, mas pode!

– Eu nasci depois do desaparecimento da nossa rainha, queria muito saber como ela era.

– Ah, como todos os seres mais poderosos no nosso reino, ela tinha duas formas. Na humana era uma mulher bonita, não tanto quanto eu obviamente, mas sua forma monstruosa era a mais bela e imponente que eu já vi. Ela também gostava de comer, lutar, comer, homens bonitos (e quem não gosta) e principalmente, de comer. Sabia negociar com outras lideranças, mas quando necessário, baixava o cacete em quem quer que fosse, eu já lutei ao lado dela, e foram das poucas vezes em que fiquei feliz em mostrar minha forma verdadeira.

– Será que ela está viva?

– É claro moleque besta, se alguma das rainhas morrer sem ter a sucessora, o mundo Bum – ela gesticulou com as mãos, como se algo tivesse explodido – acaba! Como a rainha da energia é especialista em magia, ela deve ter prendido a nossa rainha com algum feitiço ou coisa assim, e estou indo libertá-la.

– Você está certa. E qual é o nome dela?

– O nome dela não pode ser pronunciado.

– Entendi, se alguém disser seu nome, será atingido por uma maldição...

– Não, nada disso. O nome dela é esse.

Biske pegou uma vara e escreveu no chão Tbhsrsjw.

– Ah? Como se lê isso?

– É por isso que o nome dela não pode ser pronunciado. Eu a chamava apenas de rainha mesmo.

Após andarem mais um pouco, eles avistaram um aglomerado de centenas de bancas, com uma infinidade de mercadorias sendo expostas.

– Chegamos! Esse é o reino de Camelot, se não tiver o que eu procuro aqui, lugar nenhum terá.

Eles chegaram ao camelot, e após procurar em muitas barracas, chegaram a uma conhecida banca, que estava sendo vigiada por um cara com um chapéu listrado.

– E aí freguesa, aqui tem arma mágica, arma comum, arma vagabunda, pergaminho, poção, cd de prey e xis Box.

– O que eu tô procurando é um item um tanto raro, você teria óculos de Urza? – perguntou Biske.

– Deixa eu ver... – ele começou a vasculhar uma caixas – óculos de sol, óculos de raios-X... aqui, óculos de Urza.

– É original mesmo né?

– Vou testar agora pra você – ele colocou os óculos e olhou para os clientes – aqui tá dizendo que o garoto é só um humano, já você não possui magias, mas tem outra forma além dessa. Eu nunca saberia disso se os óculos fossem falsos não é verdade?

– Está certo, vou levar.

– São duzentas boladas!

– Putz, mas que roubo hein! Eu não tenho essa grana, mas tenho certeza que isso vale bem mais que duzentas boladas – Biske pegou em sua bolsa uma pedra azul quase transparente – é uma lágrima solidificada de sereia, uma raridade.

Urahara pegou a pedra e a analisou por alguns instantes.

– Negócio fechado!

Enquanto estavam indo embora, o garoto se pronunciou.

– Pra que serve esses óculos?

– Quem o usar poderá ver quais os poderes mágicos de qualquer pessoa ou mesmo objetos. Eu quero identificar pra que servem às poções que eu peguei emprestado com o Zerus, também tenho que saber quais são os feitiços da rainha fada.

– Entendi.

Eles saíram do camelot e, enfim, Biske colocou os óculos. Abriu sua bolsa, espalhou os vários frascos que coletou no castelo e começou a identificá-los.

– Poção humanizadora, o ser vira um humano temporariamente, foi essa que ele me deu. Poção demonizadora, o humano vira um demônio temporariamente, perigoso isso. Suco de fruto do passado, quem beber rejuvenesse muitos anos, podendo voltar a ser um bebê. Outro suco de fruto do passado. Poção de cura, básico. Outra poção de cura. Pimenta braba, quem bebe cospe fogo. Poção de invisibilidade, quem bebe fica invisível; Veneno, bebeu morreu.

– Algumas dessas poderão ser bem uteis, né senhora Biska?

– Com certeza. Agora vamos procurar algum lugar pra dormir, amanha quero andar bastante e ver se chegamos logo à Floresta Amazônica.

*****

Era de manhã, Zerus estava no castelo sentado à mesa e comendo algumas frutas. Um empregado trouxe o seu pergaminho diário, então ele foi ler a manchete.

– Os hollows foram derrotados e o povo de An Hava está livre – ele foi ler o resto da reportagem – hollows que mantinham a população da cidade de An Hava refém há dias foram derrotados. Populares disseram que após a derrota do rei, os hollows sobreviventes fugiram. Pouco se sabe sobre quem matou o rei, mas foi possível ver os cidadãos saudando dois jovens desconhecidos.

O vilão amassou o pergaminho e jogou fora.

– Meu aliados nesse mundo estão quase todos mortos... Tô Rico, o Unicórnio, a Poison e agora Szayel, A porra. Nenhum deles queria grandes recompensas em dinheiro por sua colaboração, convenci o Tô Rico assim que mostrei a ele que foram os supostos heróis quem mataram o seu irmão, o Tô Duro. O unicórnio deu trabalho, convencer um ser quase angelical a cooperar com uma bicha má como eu é algo bem difícil, mas quando eu mandei os meus shinigamis sequestrarem as Guerreiras Virgens, a coisa ficou bem mais simples. Teria dado certo, mas como eu ia adivinhar que aquela lambisgóia dos olhos violetas era cabaço? Pelo menos eu sei que ela não tocou no MEU Cenourinha durante suas andanças.

– A Poison era uma velha conhecida. Nós nos apresentávamos na mesma Taberna, lá no tempo em que eu não era uma diva dona de um castelo e totalmente ocupado, mas lembro muito bem que ela sempre contestou as rainhas serem escolhidas por hereditariedade. No fundo, ela sempre achou que poderia ser a rainha da matéria tadinha, e quando eu mostrei a ela que eu dominei este reino, consegui convencê-la que a tornaria a toda poderosa em troca da sua colaboração, sabe de nada inocente.

– Por último, meu velho amigo Szayel. Ele já me foi útil no passado e de todos, é o que me fez ser mais sincero. Apenas tive que contar que falta pouco para o alinhamento e ele entendeu bem o recado, então simplesmente tive que humildemente pedir que ele e seus monstrinhos aterrorizassem uma cidade para desviar os heróis do caminho e fazê-los perder tempo. Ainda não sei dos detalhes, mas espero que pelo menos esse rei tenha matado alguns dos aliados dos meus inimigos que por isso são meus inimigos também.

– Mas ainda falta um templo, e também um aliado que possui um grande senso de justiça e que não medirá esforços para impedir esses malditos terráqueos. E mesmo que eles conquistem o quarto templo, faltam poucos dias para o alinhamento, meu reais companheiros virão de qualquer maneira há há há há há.

*****

Já era noite, e finalmente, Biske e o garoto sem nome encontraram uma estalagem, na qual resolveram dormir. Durante a noite, aconteceu... nada.

De manhã, eles se dirigiram ao refeitório onde eles tomariam um café da manhã incluso na diária, e quando estavam no caminho, ouviram uma gritaria.

– Será o que está acontecendo? – estranhou o garoto.

– Parece uma treta, e sem tem treta, tô dentro!

Quando finalmente eles abriram a porta do refeitório, eles se depararam com uma pessoa sendo arremessada lá de dentro.

– Vocês chamam isso de mega café da manhã? Até a minha mamadeira na maternidade era maior do que isso – uma garota morena, com longos cabelos negros, gritava e quebrava cadeiras.

– Toma dona moça, uma coxa empanada de frango gigante – um cozinheiro entregou uma coxa de ave, com o tamanho de uma coxa de peru terráqueo.

– Gigante? Tem coragem de chamar isso de gigante? – ela tomou a peça da mão do homem e a devorou em poucos segundos – eu vou embora daqui, e vou descurtir a página de vocês no facebook.

Todos os presentes estavam atônitos, observando o que estava ocorrendo.

– Quanta selvageria, que coisa linda de se ver! – comentou Biske.

– Talvez você não lembre porque estava ocupada, mas essa garota disputou uma competição de comilança com a outra garota lá no restaurante Olho Maior que a Barriga – lembrou o garoto.

– Eu vi o final da disputa. Agora que ela foi embora, vamos comer e partir, isso se ainda tiver alguma coisa pra comer.

Quando foram sentar, Biske e o seu companheiro ouviu sons de pancadas vindos do lado de fora.

– Agora já é demais, vou dar uma lição nessa pirralha pra ela parar de brigar por causa de comida.

Biske saiu da estalagem, sendo seguida pelo seu amigo. Para a sua surpresa, do lado de fora havia um minotauro, com dois metros de altura, pelos marrons, grandes chifres e extremamente bombado.

– Hua hua hua, eu sou o grande minoutauro e vou dominar o mundo!

– Ôxi, já é o terceiro monstro que aparece querendo dominar o mundo essa semana – comentou um dos funcionários do estabelecimento.

– Com a rainha desaparecida, os monstros ficam malucos mesmo, vou ter que dar uma lição nesse aí eu mesma.

Biske, em sua forma humana, fez seus punhos brilharem e atacou o minotauro. Para a surpresa da mulher, o monstro segurou seus braços e a arremessou contra a parede da estalagem, provocando uma grande rachadura. Na parede, não na Biska, só deixando claro.

– Merda, se eu não tivesse me protegido com meu nen já estaria toda ferrada. Vou ter que pegar pesado.

Ela se levantou, e quando estava prestes a atacar novamente, viu um tigre pulando para cima do minotauro. O bovino tentou parar o ataque com as mãos assim como fez com a Biske, porém o felino desviou a direção do ataque e fincou suas garras no pescoço do adversário, o abatendo instantaneamente.

Todos ficaram olhando para aquele estranho tigre que surgiu do nada. Será ele um amigo? Será outro monstro querendo dominar o mundo? A duvida foi desfeita assim que ele se transformou na Hisana, a mesma garota que achou a coxa de frango muito pequena.

– Você? – todos se espantaram.

– Sou eu mesma, e isso sim dá pra fazer uma boa refeição. Eu salvei vocês, dá pra alguém me agradecer acendendo uma churrasqueira?

Rapidamente, acenderam uma fogueira e ela assou o minotauro. Biske chegou perto dela, puxando assunto.

– Servida? – ofereceu Hisana, com a boca cheia.

– Não obrigada. Posso te fazer uma pergunta?

– Se não for nada pornográfico pode.

– Você tem uma forma humana e uma animal, por acaso você é do reino da rainha bestial?

– Na verdade, eu tenho duas formas animais. Eu também me transformo em um dragão, mas tinha certeza que não precisava de tanto pra acabar com esse boi que anda em pé.

– Duas formas monstruosas, isso é raro... Mas e aí, você é do reino que eu falei?

– Eu conheço a rainha Elizabeth, rainha de copas, rainha do tambozão e rainha da sucata, mas rainha bestial nunca ouvi falar não.

– Certo, mas qual é a origem dessas suas formas não humanas?

– E eu é que vou saber? Quando eu vim parar aqui, passei a ter essas formas diferentes, só isso.

Biske ficou decepcionada, pensou que tinha encontrado uma companheira de reino. Enfim, ela partiu junto com o seu parceiro, a fim de chegar rapidamente ao seu destino.

*****

Os heróis já estavam há muitos dias caminhando, seguindo a luz que saía da espada do Kon. Escalaram montanhas, combateram bandos de monstros, atravessaram rios até que chegaram a um lugar sem nada em especial.

– Como esse lugar é longe, será que não vamos chegar nunca? – resmungou Kon.

– O problema é que temos prazo, quantos dias faltam pro alinhamento? – perguntou Beatrice.

– Pelas minhas contas, dois dias – informou Braquistócrona.

– Dois dias? – gritou Junpei – o que acontece se passar esse tal alinhamento e não chegarmos no último templo?

– Não se preocupe, na pior das hipóteses, todos nós morreremos – concluiu Bráqui.

– Nossa, que animador – falou Loren.

Eles andaram por mais um tempo através de um vasto campo, até que viram uns animais que pareciam enguias, porém elas tinham três olhos e eram extremamente feios, e estavam sobrevoando o grupo.

– Que droga de bichos são esses? – perguntou Junpei.

– São mocréias – informou Braquistócrona.

– Esses bichos são tão feios que nem eu comeria – disse Loren.

– Espere, animais tão feios que nem a Loren comeria... estamos perto do Templo dos Alimentos de Gosto Duvidoso! – concluiu Beatrice.

– Oh Beah, você é tão bonita e inteligente – elogiou Kon.

– Eh, bem, obrigada... – a garota agradeceu, um tanto envergonhada com o elogio.

– E também tem uns peitões – nesse momento, Beah deu um tapa nele.

Conforme foram seguindo a luz, mais animais estranhos foram surgindo, e para matar a curiosidade dos alienígenas, Braquistócrona foi dizendo o nome de cada um deles: mais mocréias, mini dragões, jaburus, e segundo ela, todos comestíveis. Enfim, eles avistaram uma construção.

– Vamos logo, deve ser o templo – chamou Loren.

Todos correram, até que chegaram ao local. Era uma construção bem simples, toda feita em madeira e menor do que os outros templos, mas havia a típica tela na entrada.

– Esse é seu, faça as honras Loren – disse Junpei.

– Ele tá certo, só falta você – completou Kon.

A loira chegou perto, ficou arrastando o dedo vigorosamente pela tela, porém nada aconteceu.

– Arf, sempre odiei essas telas touch – reclamou a moça.

– Não sei qual é a dificuldade que você vê nisso, é só deslizar o dedo – disse Beah.

– Qual é a dificuldade? Esses troços são sensíveis demais, não obedecem comando e quebram quando agente dá um soco neles – ela começava a ficar alterada.

– É verdade, agora que lembrei, você ainda usa celular de botãozinho – comentou Kon.

– Eu vivo falando pra você comprar um smartphone e instalar o whatsapp – disse Beah.

– E pra que eu preciso desse zap zap? Se eu quiser mostrar meus peitos pra alguém, vou lá e mostro pessoalmente, não preciso ficar mandando fotinha por aplicativo – ela disse quase gritando.

– Não é pra isso que eu uso whatsapp, eu tenho e nunca mostrei nada pra ninguém – falou Beah.

– Gente, vamos voltar ao foco. Eu também acho esse troço muito esquisito, mas já que é um artefato do seu mundo, se esforce um pouco mais, não parece difícil – disse Bráqui.

A loira contou até dez, a fim de se acalmar. Com muita paciência, conseguiu arrastar o ícone que estava na tela, porém a única coisa que aconteceu foi um som de erro do Windows, e apareceu uma janela com a mensagem “digital não reconhecida”.

Os outros heróis tentaram abrir o templo, porém surgia sempre a mesma mensagem de erro.

– Eu acho que esse templo tá podre, vamos ter que arrombar – falou Junpei, já pronto para espancar a porta.

– Agora falou minha língua – Loren também se preparou para dar um chute na entrada.

– Parem! – disse Braquistócrona com um tom imperativo, fazendo todos pararem imediatamente.

– Eu também não gosto de violência, mas precisamos entrar no templo o mais rápido possível – argumentou Beatrice.

– De nada adiantará. Cada templo deve ser aberto por um dos heróis da profecia, não é isso? – disse Bráqui, e todos acenaram a cabeça positivamente – e a Loren não consegue abrir esse da mesma forma que vocês três abriram o outro, o que isso significa?

Todos ficaram calados, refletindo sobre a questão que a ruiva acabara de levantar.

– É... esse templo tá quebrado? – supôs Kon.

– Minha Deusa, os heróis da profecia são um bando de idiotas! – a mulher suspirou – O templo não está quebrado, é que a Loren não é um dos heróis da profecia.

– Como assim? – todos estranharam.

– Eu já estava desconfiada há algum tempo. Me confirma uma coisa, você e a Beatrice estavam próximas no momento em que foram transportadas para Dungeoneer?

– Sim, estávamos atravessando a rua juntas e quase fomos atropeladas – Loren confirmou.

– Então é isso. Quando o Sortudo usou a magia para trazer a Beatrice, que é uma heroína da profecia, você acabou sendo afetada e veio junto. Como a profecia previa quatro heróis e a conta batia, o Sortudo achou que todos já haviam sido transportados – concluiu Braquistócrona.

– Puta que pariu, quer dizer que eu tô há meses sofrendo nesse mundo maluco e nem deveria estar aqui? – Loren parecia não acreditar.

– Veja o lado bom, você tá me fazendo companhia, eu não ia aguentar isso sem você – Beah tentou amenizar.

– Beleza, a Loren veio pra cá de gaiato, mas onde vamos encontrar o quarto herói? Se pelo menos aquele pulguento do Sortudo estivesse por aqui... – falou Junpei.

– A profecia diz que os heróis tem que vir da Terra não é isso? – perguntou Beah.

– Exato – confirmou Bráqui.

– Será que existe mais alguém em Dungeoneer que veio da Terra? – perguntou Kon.

Todos ficaram em silêncio, e instantes depois, disseram em coro.

– O Hyugi!

– Será que o ceguinho é um herói da profecia? – disse Junpei.

– Temos que entrar em contato com ele, não temos nada a perder – falou Beatrice.

– A não ser nossas vidas – completou Loren.

– Temos que tentar. Beah, consegue falar telepaticamente com ele ou com o Sony? – perguntou Braquistócrona.

– Posso tentar. Façam silêncio, por favor.

Ela colocou suas mãos em suas têmporas, se concentrando exaustivamente na tarefa que tentava realizar.

*****

Sony havia acabado de vencer o rei e estava em sua forma hollow. Desceu as escadas, saiu da torre e viu uma aglomeração do lado de fora.

– Que bom, vejo que conseguiram salvar a população.

Ao ver o Sony, muitas pessoas começaram a correr e gritar em desespero, até que alguém surgiu na multidão, gritando mais alto.

– Fiquem tranquilos, esse homem é um amigo e foi ele quem venceu o rei dos hollows! – gritou Hyugi, bastante ferido e usando sua espada como bengala.

– Você sobreviveu, é um bom guerreiro – disse Sony.

– Também é bom revê-lo! Eu percebi que você havia vencido o rei quando a névoa se desfez, mas porque não está em sua forma humana?

– Digamos que minha forma humana está ferrada demais pra vir a tona, mas pelo menos tô vivo né – ele deu uma risada.

Nesse momento, um homem gordo usando luxuosas vestes azuis com detalhes dourados se aproximou da dupla.

– Olá desconhecidos, sou o prefeito de An Hava e gostaria de agradecer por terem salvo a cidade! O que podemos fazer por vocês? Não sendo dinheiro, lógico ho ho ho.

– Precisamos ser curados – disse Sony.

– E um funeral digno para o Kenta – completou Hyugi.

– Vamos providenciar poções de cura para vocês. Quanto ao Kenta, que nasceu e morreu aqui em An Hava, vamos jogá-lo no valão.

– Estão doidos? Ele morreu como um herói, como vão jogá-lo no valão? – Hyugi se irritou.

– Mas Hyugi, em algumas regiões de Dungoneer, é uma honra ser jogado no valão depois de morto – explicou Kenta.

– Quanta maluquice, ainda bem que logo voltarei pra casa – o rapaz resmungou.

Enfim, Kenta foi sepultado e Hyugi, medicado. O caso do Sony foi mais complicado, não foi possível curá-lo apenas com poções, mas ele sabia que enquanto se mantivesse em sua forma hollow estaria a salvo. De toda forma, antes do fim do dia eles estavam prontos para partir.

– Mais uma vez, agradecemos por salvar a cidade – agradeceu o prefeito.

– Por nada. E agora, pra onde vamos? – perguntou Hyugi.

– Eu precisava muito falar com alguém antes de... – Sony parou o que ia dizer.

– Eu sei, é a Loren. Quando eu era criança, minha mãe dizia que a melhor coisa quando estamos perdidos é ficar parado e esperar alguém nos encontrar. Talvez a Beatrice, com aquelas premonições dela, nos ache – disse Hyugi.

Repentinamente, os dois rapazes começaram a ouvir a voz da psíquica os chamando.

– Hyugi? Sony?

– Beah, que bom ouvir sua voz – falou Sony.

– O Hyugi também está?

– Sim, estou aqui!

– Vou ser bem direta. Estamos no último templo e descobrimos que talvez você seja um dos heróis da profecia, e não a Loren.

– Quê? Não é possível, eu fui para Etérnia bem antes de vocês virem pra Dungeoneer, e só estou aqui de carona pra voltar pra casa.

– Precisamos tentar, o fato é que se ninguém abrir o último templo em dois dias, já era.

– É verdade, ficamos presos no território do antigo rei dos hollows e estamos sem noção de tempo – falou Sony.

– Está bem, mas onde vocês estão? – perguntou Hyugi.

– Templo dos Alimentos de Gosto Duvidoso.

– Eu nunca fui nesse lugar, não vou conseguir me transportar até aí – disse Sony.

– Então vou falar com a Bráqui, esperem na linha.

Alguns minutos depois, Beatrice voltou a falar com os garotos.

– Ela falou para irem à Vila da Areia e pedir uma magia Seguir à senhora Chyio.

– Ótimo, até mais.

Após o fim da “ligação”, Hyugi e Sony se despediram dos cidadãos e se dirigiram à Vila da Areia, que ficava a poucas horas dali. De fato, antes do anoitecer eles chegaram à Vila e foram procurar pela idosa, e não demoraram muito para encontrá-la.

– Olá garotos, já salvaram o mundo? – a mulher perguntou.

– Salvamos An Hava do domínio dos hollows – contou Sony – A Braquistócrona nos disse para vir aqui procurar por uma magia chamada seguir.

– É uma magia rara, mas já que é um pedido da Bráqui... Venham comigo!

A velha os conduziu até uma salinha, onde alguns armários muito velhos repletos de livros e pergaminhos. Enfim, ela pegou um dos pergaminhos e levou até os aventureiros.

– Aqui está. Vocês devem ler todo o conteúdo do pergaminho e no fim, dizer o nome de uma pessoa e mentalizar sua aparência. Depois disso pronto, você fará uma rápida viagem até onde a pessoa escolhida estiver;

– É melhor você ler Hyugi, afinal, você que é o provável herói do outro mundo – sugeriu Sony.

– Só tem um problema, não faço a menor ideia de como aprendi a falar a língua desse mundo, mas com certeza não aprendi a escrita de vocês. Não tinha percebido que nem eu nem ninguém que veio da Terra consegue ler a língua de Dungeoneer? – falou Hyugi.

– Isso é um problema – Sony coçou a cabeça.

– É possível vocês dois irem juntos, mas sabe garoto com máscara, você está horrível! Acho que a Sakura pode dar um jeito nessa cara feia antes de partir, e você também não parece nada bem!

– Eu estou bem, me curaram em An Hava – disse Hyugi.

– Se não for demorar muito, vou aceitar o tratamento – falou Sony.

– Vou consultá-la então. Sakura, tem um herói que apanhou tanto na cara que tá mais feio que o Batoré! – berrou Chyio.

A garota veio rapidamente, e chamou o meio hollow para a enfermaria. Uma hora depois, Sony voltou, já em sua forma humana.

– Essa ninja médica é boa mesmo, praticamente reconstruiu meus órgãos humanos – Sony estava bem feliz.

– E o melhor de tudo, reconstruiu sua cara! Mas no que ela é BOA mesmo, só eu tenho acesso – a velha deu uma risada sacana.

– Me poupe desses detalhes. A senhora disse que tem uma maneira deu e ele irmos juntos, não foi? – perguntou Hyugi.

– É simples. O moleque da cara de osso lê o pergaminho, mentaliza a Bráqui ou quem quer que queira seguir, mas tudo isso deve ser feito com vocês dois bem abraçados!

Os rapazes ficaram quietos por uns instantes.

– Bem, já que é pra salvar o mundo... – disse Hyugi.

– E eu ainda tenho um assunto inacabado. Vamos! – chamou Sony.

Os dois se abraçaram calorosamente, depois Sony leu o pergaminho. Após mentalizar o nome e o rosto da Loren, ambos começaram a voar com uma velocidade incrível.

– Caramba, eu pensei que seria um teletransporte – comentou Sony.

– A sensação é de estarmos sendo atraídos por um ímã – disse Hyugi.

Eles ficaram naquela posição ridícula e sobrevoando o mundo. Algumas pessoas tentaram dar pedradas neles, porém a velocidade era tão grande que ninguém conseguiu acertar o alvo. Algumas horas depois, já no início da noite, finalmente eles pararam de voar e literalmente caíram em um campo.

– Ai! – gritou Sony.

– Doeu! – completou Hyugi.

Os demais heróis, que nesse momento devoravam uma mocréia, se espantaram ao ver os seus companheiros.

– Sony! – Loren pulou em cima dele ao estilo Keiko e o beijou.

– E aí cara, como foi a luta com os hollows? – perguntou Kon.

– Foi difícil, mas felizmente vencemos – contou resumidamente Hyugi.

– O motivo pelo o qual te chamamos até aqui é porque acreditamos que você seja o quarto herói da profecia – falou Braquistócrona.

– Mas como eu vou saber se sou mesmo? – o garoto ainda parecia não acreditar.

– A parada é simples, tem tipo um tablet na entrada do templo, desliza o dedo ali e vê se a porta abre, se abrir você entra, luta e depois libera uma luzinha, se não abrir tamo fudido – resumiu Junpei.

– Me leva até lá e me ajuda a deslocar a tal tela então. E uma mulher, por favor! – pediu Hyugi.

Assim, Beatrice o segurou pelo braço e o levou até a entrada do templo, sob resmungos do Kon. Assim que colocou o dedo sobre a tela, Hyugi deslizou seu dedo, e uma voz feminina de taquara rachada disse “Bem vindo, herói do outro mundo”, então a porta se abriu.

– Vai que esse é seu – encorajou Junpei.

– Boa sorte! – completou Beah.

Hyugi, agora com a certeza de que era o quarto herói previsto pela profecia, adentrou ao templo. Logo em seguida, a porta se fechou, como de costume.

Não longe dali, Sony, ainda com a Loren agarrada nele, viu o Hyugi entrando no templo e a porta se fechando logo em seguida.

– Ele é mesmo um herói da profecia. O que faremos agora? – perguntou Sony.

– Sempre que alguém entra, ficamos do lado de fora esperando. Ainda vai levar um bom tempo pra ele sair – informou a loira.

– Ótimo. Podemos dar uma volta? Preciso falar com você.

– Uma volta tudo bem, mas não tô gostando dessa história de “preciso falar com você”.

O casal se afastou dos demais heróis, porém continuaram no mesmo campo cheio de animais de gosto duvidoso. Quando se certificaram de que estavam a sós, eles se sentaram na grama.

– Loren, preciso te falar sobre coisas que descobri na minha luta contra o rei dos hollows.

Assim, ele contou tudo sobre a sua origem, que ele era fruto de um experimento e tudo mais que foi falado no capítulo anterior.

– Eu não existo, sou só um experimento que deu errado. Além disso, sou perigoso para quem estiver perto de mim, por isso decidi que de hoje em diante, vou embora e viver no espaço vazio entre as dimensões.

Nesse momento, Loren, sem dizer uma palavra, deu um tapa nele.

– Você é uma mistura entre um hollow e uma humana feito pra ser o soldado perfeito mas se recusou a seguir o que o rei queria? Foda-se! Lamento que seus pais e o seu tio foram mortos, que o rei e o aliado dele fizeram apostas com você e por aí vai. Não posso dizer que sei o que você sofreu, mas acha que é o único aqui que tem problemas? Eu fui arrancada do meu mundo, quase morri várias vezes pra descobrir que nem heroína da profecia eu sou. Vim parar aqui PRA NADA, entendeu? Eu sinto muita saudade da minha mãe, que alias deve estar se entupindo de calmantes depois do meu sumiço... E tenho certeza que a Beah e o Kon também estão sofrendo muito, o Junpei então nem se fala, lembra que agora ele tá capado? Nem imagino o que é pra um homem ficar sem pau...

Ela respirou e continuou o seu sermão.

– E agora a única coisa que eu posso fazer é esperar os quatro digiescolhido acabarem com o Zerus pra quem sabe voltar pra casa. E essa sensação de já ter estado em praticamente todo lugar que eu passo é angustiante!

– Sensação de ter estado aqui? Você não me contou...

– Não muda de assunto! É melhor parar com a viadagem e seguir sua vida!

Ele apenas deu um sorriso.

– Obrigado!

– Obrigado por quê, por te dar um esculacho?

– Não, por ter mostrado que eu tava cheio de frescura. É verdade, vocês cinco, estou incluindo o Hyugi, estão longe de casa e das suas famílias, e tenho certeza que a senhora Bráqui está muito aflita com o sumiço do Sortudo. O mundo está à beira de um colapso, e eu só pensando em mim mesmo...

– Fica de boa.

Loren estava bastante fria, até que o Sony segurou sua mão.

– Eu tenho um bom motivo pra não desistir de tudo, e o motivo é você. Te amo!

– Se acha que vai me amolecer com essa conversa, está totalmente certo – ela sorriu e o beijou – antes que eu esqueça, estava guardando isso pra quando você voltasse.

A loira entregou uma frutinha para o seu namorado.

– O que é isso?

– Não pergunte, apenas coma.

Ele obedeceu, comento a pequena fruta. Em poucos instantes, seu menininho ficou bastante animado, e ele olhou para a mulher com muito “entusiasmo”.

– Não fica pensando muito não, cai pra dentro, se tiver coragem – ela provocou.

Realmente ele deixou a natureza agir. O rapaz pegou a loira forte pela cintura, a puxou para bem perto de si e deu um caloroso beijo. Em seguida, ele literalmente rasgou a blusa da moça e começou a sugar seus mamilos com vontade, fazendo a mulher gemer.

– isso...vai.

Com o incentivo a mais, ele praticamente a jogou de quatro no chão. Sem tirar a sua minúscula saia, ele rasgou sua calcinha e colocou o seu menininho no playground, que alipas, parecia estar há anos sem brincar.

– Hum... que delícia... sabia que tinha feito bem em guardar essa frutinha...

Sony continuou com o seu serviço. Alguns minutos depois, ele começou a penetrar com mais força até que ele puxou os cabelos da mulher e, em uma estocada vigorosa, chegou ao desfecho.

Depois disso, exaustos, eles caíram juntos na grama.

– Ufa, eu tava precisando disso – disse Loren, ainda ofegante.

– Que droga, acabei gozando dentro – o garoto, já em seu estado normal, ficou preocupado.

– Vamos ter que lidar com a sorte, mas não estou preocupada com isso.

Eles ficaram em silêncio, até que Loren voltou a falar.

– Caramba, você rasgou minha roupa toda seu desgraçado – ela se concentrou, formando sua armadura – vou ter que ficar de armadura até arrumar outras roupas. Ah, e outra coisa...

Sony ficou quieto, prestado atenção no que ela tinha a dizer.

– Na próxima vez que você vier com essa ideia maluca de ir embora, não vou mover um dedo pra te impedir. Se quiser tanto partir, que vá! – discursou com muita seriedade.

– Acredite, eu não vou mais querer ir embora. Aliás, já é noite, estamos quase oficialmente a um dia do alinhamento não é verdade?

– É verdade. Vamos voltar pra perto do templo, talvez o Hyugi já tenha saído de lá.

Assim, o casal voltou para perto dos outros. Beatrice, Braquistócrona, Junpei e Kon estavam sentados descansando, e estava bem claro que Hyugi ainda estava dentro do templo. Apressem-se heróis, falta muito pouco.

Notas finais
É carnaval, e por mais que uma cerveja seja bom, não esqueçam de beber água. Também não esqueçam: usem camisinha, mas se forem transar. Colocar camisinha, vestir uma roupa e sair andando por aí é bem ridículo. Até o próximo capítulo!