Dungeoneer - Interativa
7 Rosas são azuis parte 2: A missão
Notas iniciais
Era noite no castelo. Beatrice e Loren preparavam-se para dormir, quando ouviram alguém batendo na porta.
– Quem é? – perguntou Loren de dentro do quarto.
– Seu maior sonho, aquele que as fará ir ao céu – alguém respondeu.
– Isso parece coisa do Kon, mas não é a voz dele – falou Beatrice.
– Vou abrir e ver qual é.
Loren abriu a porta, então um homem alto e razoavelmente musculoso entrou na sala, vestindo calça preta e uma camiseta branca sem mangas ultra apertada. Ele então subiu na cama e começou a cantar e dançar.
– Refam, iu quem file iu quem file...
– O que esse cara tá fazendo? – perguntou Beatrice.
– Parece que um strip tease.
– Meu Deus, é a última coisa que eu achei que veria nesse lugar.
– Refam es a dençam esso so surrender...
O striper cantava e dançava sensualmente, ou pelo menos tentava. Entre sua cantoria e coreografias sexys, ele rasgou sua própria camisa e jogou em cima das moças.
– Já posso bater nele? – perguntou Loren para a sua amiga.
– Calma, vamos ver até aonde isso vai.
– Ohhh is sucesso ohhhh...e agora meninas, estamos chegando na melhor parte.
O sujeito tirou rapidamente sua calça, revelando a cueca com o formato de uma cabeça de elefante que ele usava.
– Isso tá ridículo –falou Loren.
Beatrice olhou nos olhos do homem e apenas falou mentalmente que ele estava ridículo e que ele deveria ir embora.
– Me desculpem por incomodá-las garotas alienígenas, eu recebi ordens para distraí-las e não deixar que saíssem do quarto.
– Ordens de quem? – perguntou Loren.
– Tenho que ir, fui.
O estranho correu para fora do quarto e desapareceu antes que nossas aventureiras pudessem esboçar qualquer reação.
– Usou o seu poder pra dar um cimancou nele não é?
– Foi isso mesmo.
– Foi bastante útil. Será que você vai continuar com ele depois que nós voltarmos pra casa?
– Não tinha pensado nisso, ia ser legal se continuasse...
Beatrice fechou os olhos e ficou em silêncio por alguns segundos.
– O que foi, você está bem?
– Estou com uma sensação muito ruim, parece com o que senti quando os meninos estavam sendo atacados pelo Vingativo, só que agora está muito mais forte.
– Aquele gogo boy falou que mandaram ele aqui pra nos manter no quarto não foi?
– É verdade.
– Algo de errado não está certo! Vamos procurar os garotos.
***
Os rapazes foram levados por Uroro até uma espécie de alojamento. Era um cômodo grande, com várias camas e alguns armários, onde alguns soldados estavam trocando de roupa.
– Tantas camas e só homem, que desperdício – resmungou Kon.
–É chato mesmo, mas não podemos perder o foco, estamos em uma importante missão – falou Sony.
– É verdade, mas até que uma diversão cairia bem – completou Junpei.
– Alguém falou diversão?
Os garotos olharam para a entrada do quarto, procurando a dona da voz feminina que pronunciou tais palavras, e puderam ver uma mulher loira, com cerca de 1,85m de altura, cabelos na altura dos ombros, olhos verdes, seios grandes e cintura fina, usando uma saia longa, porém com um rasgo na perna, e uma blusa bastante decotada.
– Kon, às ordens.
O garoto, com uma velocidade incrível, chegou perto da mulher e quase encostou a boca nos seus seios.
– Calminha, aqui não, venha comigo até a sala de diversões do castelo. E você grandão, pode vir também.
– Demorou! E você Sony, não vem? – chamou Junpei.
– Você fique aqui, estou de olho em você – disse Uroro para o Sony.
– Fica tranquilo Junpei, quero dormir cedo para estar bem disposto amanhã – falou Sony.
– Tá bom, você quem sabe – disse Junpei.
Kon e Junpei saíram do quarto e foram juntos com a mulher, enquanto os outros permaneceram onde estavam.
– A quem você acha que está enganando?
– Eu não tenho que te provar nada, Sortudo e os heróis do outro mundo confiam em mim, isso é suficiente.
– Humph.
Sony deitou em uma das camas, enquanto Uroro apenas sentou e ficou observando o garoto sem ao menos piscar.
***
Junpei e Kon, depois de seguirem a estranha e bela mulher através do castelo, chegaram a uma porta pintada de rosa.
– Chegamos, podem entrar – falou a mulher.
– E você, não vem com a gente? – perguntou Kon.
– Tenho assuntos a resolver, mas não se preocupem, vocês serão muito bem tratados.
Ela abriu a porta e os garotos puderam ver um quarto com duas camas redondas bastante espaçosas, e três mulheres bonitas, com corpos perfeitos aos olhos dos garotos e principalmente, seios grandes como eles adoram. As três eram praticamente iguais, podendo ser diferenciadas apenas pela cor dos longos cabelos, sendo que uma tinha cabelo rosa, a outra verde e a ultima amarelo. Elas estavam usando apenas uma espécie de roupão branco no meio das coxas. Os amigos correram para dentro do quarto, e apesar de ter pernas feitas para o amor e não para corridas, Kon chegou na frente.
– Garotas, cheguei! – anunciou Kon em voz alta.
– Bem vindos heróis, estamos aqui para enrolá... quer dizer, divertir vocês!
As três moças tiraram os roupões em perfeita sincronia, revelando as lingeries minúsculas que usavam, cada uma combinando com os cabelos das respectivas donas. Imediatamente, os narizes dos rapazes começaram a sangrar.
– Dois caras pra três garotas, pela primeira vez estou feliz por estar nesse mundo – comentou Junpei.
– É mesmo, a divisão está desigual, então vamos fazer assim, eu fico com o de cabelo laranja, minhas amigas ficam com o grandão. Mas não ache que está em desvantagem garoto, eu sou melhor do que cinco juntas – falou a mulher de cabelos amarelos.
– Estou indo minha deusa – Kon pulou para cima da moça, que calmamente desviou fazendo com que ele batesse de cara na parede.
– Calma aí, vamos fazer um joguinho. Se você conseguir pegar essa chave – ela pegou uma pequena chave e a colocou dentro do seu sutiã – eu faço o que você quiser.
– Demorô!
O “cenourinha” esticou suas mãos em direção à chave da felicidade, porém ela como um gato esquivou-se.
– Esqueci de mencionar, eu sou a melhor atleta de pega pega de todo o reino, não vai ser fácil me pegar.
Ela correu para fora do quarto, mesmo estando quase sem roupa, sendo seguida pelo Kon, que corria mais rápido do que o Usain Bolt, porém o garoto sempre estava meio metro atrás da moça.
– Boa sorte Kon! – gritou Junpei de dentro do quarto.
As garotas deram umas risadinhas e tiraram seus sutiãs.
– Ah, eu to no paraíso, lá vou eu meninas! – rapaz tirou toda sua roupa na velocidade da luz.
– TÁ LOUCO, UM EMPREGO NO CASTELO NÃO VALE ISSO! – as garotas começaram a gritar e saíram correndo do quarto.
– Voltem aqui, estávamos quase...
Em segundos, Junpei não conseguia sequer ouvir os passos delas.
– Arg, tava bom demais pra ser verdade! Espero que o Kon tenha tido mais sorte.
O carateca se vestiu e resolveu voltar para o seu quarto, mas o castelo era tão grande, com tantas escadas e corredores, que ele se perdeu pelo caminho. Depois de muito tempo, ele ouviu passos no corredor.
– Quem está aí? – perguntou Junpei já armando guarda.
– Segura a onda aí, somos nós – respondeu Loren.
– Que bom ver vocês, estou há horas procurando o quarto e não encontro – falou Junpei.
– Nós recebemos a visita de um streaper muito estranho e resolvemos procurar vocês. E por falar nisso, cadê o Kon? – perguntou Beatrice.
– Ele tava correndo atrás de uma mulé, mas eu não o vi mais depois disso – disse Junpei.
– Bem típico dele, aquele tarado não muda nunca – resmungou Beatrice.
– Já que estamos aqui, ou encontramos o Kon ou então voltamos logo pro quarto – falou Loren.
– Está certo, vamos tentar voltar – apoiou Beatrice.
O trio, mais perdido do que nunca, continuou vagando pelo castelo.
***
No alojamento dos guardas, Sony acordou do seu sono com muita vontade de ir ao banheiro.
– Droga, não devia ter bebido cerveja no jantar...
O garoto levantou, porém antes de sair do quarto, foi impedido pelo Uroro.
– Aonde pensa que vai?
– Preciso ir no banheiro, é urgente.
– Eu vou com você.
– É que eu não fico a vontade quando...
– Não perguntei, eu afirmei que vou com você!
Sony não continuou a discussão, apenas aceitou o que o shinigami disse, então os dois saíram do quarto, com Uroro o guiando, afinal era o único que conhecia o castelo e sabia aonde encontrar um banheiro ou coisa similar. Enquanto andavam, ouviram o som de pessoas caminhando.
– Intrusos – Uroro empunhou sua espada.
Logo em seguida, a dupla avistou as garotas junto com o Junpei, andando perdidos.
– Ih, parece que todo mundo perdeu o sono hoje – comentou Beatrice.
– Hum, primeiro esse, vamos dizer... indivíduo levantou no meio da noite, agora vocês estão perambulando pelo castelo sem permissão, muito suspeito – observou Uroro.
– Pode abaixando essas asinhas aí, nós é que estamos desconfiando que tem alguma coisa errada aqui – retrucou Loren.
– Eu só tive um belo sonho e acordei nesse pesadelo – disse Junpei.
– Gente, eu tô apertado – Sony já estava vermelho.
– Estamos perdidos, mas agora que eu já vi que estão todos bem, só quero voltar para o quarto – disse Loren.
– Está bem então, vou levar esse aí no banheiro e depois eu mostro como chegar de volta ao quarto de vocês – falou Uroro.
Todos subiram um lance de escada, e logo que chegaram ao andar de cima, ouviram um grito de mulher.
– Que ótimo, aquelas duas devem estar gritando até agora – disse Junpei desanimado.
– Eu conheço essa voz: RAINHA!
Uroro saiu correndo, sendo seguido pelo restante do grupo. No mesmo andar, avistaram um grande porta vermelha com pequenas bolinhas escuras, muito parecida com as portas dos mestres em Super Mario World, que estava semiaberta. Também foi possível perceber que o grito partiu de dentro daquele cômodo.
– É o quarto da rainha, malditos sejam! – gritou o loiro.
Todos correram e adentraram ao quarto, que era muito grande e bonito, embora a situação não tenha permitido que eles prestassem atenção nisso. Eles entraram a tempo de ver Zerus Rose com uma das mãos levantadas e a rainha Cunegundes sendo transformada em uma espécie de estátua de madeira, com pequenos galhos repletos de folhas verdes.
– Desgraçado, vou te matar VOAR VOAR, SUBIR SUBIR, GUILHERMINO!
A espada do Uroro se transformou em um cetro e ele começou a voar. O loiro avançou voando na direção de Zerus em alta velocidade, porém antes de atingi-lo, o capitão deu um golpe frontal com seu florete, atravessando o tórax do loiro, que caiu no chão sangrando muito.
– Morpheu seu bobinho, por que não ficou no quarto como eu mandei? Seria fácil pôr a culpa nos viajantes, mas agora serei obrigado a matar todos vocês.
– E o que vai fazer, jogar rosas piranhas seu Afrodite genérico? – provocou Loren, imediatamente formando sua armadura.
– Olha só que está falando das rosas, se dependesse de você os tecelões morreriam de fome. Mas vamos deixar de conversa.
Zerus sacudiu sua espada, então trepadeiras surgiram do chão e tentaram agarrar Loren, porém ela conseguiu cortar todas com a sua espada.
– Até que você é habilidosa, nem parece que acabou de vir daquele seu mundo medíocre, mas tenho certeza que você não aguentará muito tempo.
Em um movimento muito rápido, Zerus jogou uma pequena semente que acertou no peitoral, ou pra ser mais exato, no sutiã da armadura da loira. Imediatamente a semente eclodiu e dela saíram mais trepadeiras que começaram a apertar o seu corpo como se fossem cobras constritoras, e assim Loren caiu no chão se debatendo e com dificuldade para respirar.
– Loreeen! – Beatrice correu ao encontro da amiga e tentou arrebentar as plantas, sem sucesso.
– Que idiotice a minha, se a semente não tivesse acertado a armadura, você já estaria morta.
– Desgraçado! – Beatrice olhou para os olhos do capitão, tentando induzi-lo a retirar as plantas da Loren.
– Você é bem burrinha sabia? Essa habilidade ridícula não funcionará comigo, e eu vou adorar arrancar esses seus olhos violetas, dará um ótimo pingente.
– Roundhouse Kick!
Junpei gritou e deu uma voadora na direção de Zerus, que conseguiu defender-se do golpe por pouco. Logo em seguida, o capitão tentou acertar o grandão com sua espada, porém o carateca evitou ser golpeado dando um salto mortal para trás.
– Você não tem classe alguma, mas sua técnica é razoável. Ajoelhe-se e jure lealdade a mim que eu pouparei sua vida, e ainda posso recrutá-lo em minhas tropas.
– Está errado cara da rosinha, essa técnica é infalível, eu que sou apenas um lutador iniciante. Se o criador desse golpe, aquele que foi mordido por uma cobra venenosa e, depois de dias agonizando, a cobra enfim morreu, tivesse lutando agora, com certeza você já estaria derrotado. E nunca vou me ajoelhar perante a você seu Biba.
– Você quem sabe.
Zerus estava se preparando usar seus cipós para agarrar Junepi , quando Kon apareceu ofegante no quarto.
– Afff...alguém aí viu uma gata de cabelos amarelos, quase sem roupa e com uma chave no sutiã?
– Kon seu retardado não percebeu que o cara do rosinha petrificou a rainha e está quase nos matando? – gritou Beatrice.
Só então o rapaz prestou atenção no que estava acontecendo, vendo a rainha transformada em madeira, Uroro ferido no chão, Loren envolta a cipós quase sem respirar e sendo amparada por sua melhor amiga, Junpei em posição de combate e Sony se encolhendo e contorcendo.
– Petrificar, que coisa vulgar. Eu PLANTIFIQUEI a rainha. E antes que eu esqueça, Olá meu Cenourinha, não queria mesmo que você visse isso, mas se ficar ao meu lado você vai ser muito bem tratado e acariciado todos os dias.
– Tá maluco?
De repente, Zerus ouve um som que parecia água caindo, e também sentiu um líquido quente nele.
– Ahhh, agora estou aliviado – disse Sony enquanto guardava a sua torneirinha.
– O quê? Você urinou em mim seu escroto, o único que pode expelir líquidos no meu corpo é o Cenourinha, prepare-se para morrer!
– Há há, bem feito. Mandou bem gatinho! – Loren mesmo caída e sendo estrangulada reuniu forças para zombar do capitão.
– Você não ficará impune, pela rainha... arhhg – Uroro tentou levantar, porém não conseguiu devido ao ferimento.
– Não seja ridículo Morpheu.
Zerus levantou sua rosa, e imediatamente milhares de rosas idênticas surgiram, sendo arremessadas em alta velocidade na direção dos heróis.
– Denfendetis galera todis!
Sortudo apareceu voando, e fez surgir uma barreira invisível, parando o movimento das rosas, que caíram no chão e murcharam.
– Então você é o grande mal que estava para surgir. Não triunfará, os heróis vindos do outro mundo irão te derrotar.
– Impossível, como especialista em plantas, sei que ervas daninha deve ser cortadas antes que cresçam. Mas agora que você chegou, serei obrigado a liberar minha zampakutou.
Os terráqueos não entenderam o que ele disse, mas perceberam que isso era algo terrível pela expressão no rosto do Sortudo e do Uroro.
– Faça alguma coisa sortudo, a Loren não vai aguentar muito tempo – clamou Beatrice, com sua amiga já inconsciente em seu colo.
Sortudo fez um rápido gesto com a mão, e as trepadeiras arrebentaram.
– Usarei um feitiço para atrasar a bankai do Zerus, mas não irá durar muito tempo. Calastes boca do baitolis!
Repentinamente, Uroro ficou mudo e paralisado (não era só pra calar a boca? vai saber), e parecendo um tanto surpreso.
– Sony, transporte todos para a casa da Braquistócrona, ela vai saber o que fazer!
– É muito perigoso, eu nunca levei tantas pessoas, podemos acabar presos em uma micro dimensão!
– É um risco que temos que correr. Rápido!
O garoto então abriu um daqueles portais, que lembrava muito uma garganta. Junpei colocou a Loren em um dos seus ombros e o Uroro no outro e entrou no portal, sendo seguido pela Beatrice e o Kon correndo.
– Venha sortudo!
– Não, preciso ficar aqui para segurá-lo por mais tempo. Vá!
Finalmente o Sony passou, que fechou o portal logo em seguida.
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