Dungeoneer - Interativa

5 Por que vocês se chamam guerreiras se só correm e gritam?


Notas iniciais
Mais um capítulo, onde teremos a participação de uma vilã do One Piece. Boa Leitura!

Algumas horas se passaram desde a partida da tartaruga. Não era muito confortável viajar sentados em um casco duro de um réptil gigante, mas para compensar, as paisagens eram muito bonitas, onde ilhas paradisíacas podiam ser avistadas, bem como animais aquáticos que não existem na Terra. Junpei e Kon olhavam empolgados as novidades, se perguntando se haveriam belas sereias naquelas águas. Sony e Sortudo conversavam tranquilamente, porém Beatrice percebeu que Loren olhava para o horizonte parecendo melancólica, o que não era típico da sua amiga.

– Você está muito quieta, as queimaduras ainda estão doendo?

– Não, a magia Curati loira quase nuis do Sortudo foi ótima, não estou sentindo nada, e nem ficaram marcas – sorriu Loren.

– Então o que está te incomodando? Eu te conheço bem, você não é de ficar calada desse jeito.

– Não me conformo em ter sido derrotada daquela maneira. Eu pensei que era mais forte, mas não consegui contribuir em nada e nem cheguei perto de salvar nossos companheiros que estavam em perigo.

– Ah, é isso? Segundo o Sony, aquele sujeito chamado Vingativo é um vilão muito poderoso, você e o Junpei acabaram inconscientes porque foram os únicos a atacar, mas se você analisar direitinho, se o cara de asas não tivesse aceitado a oferta do Kon, todos nós estaríamos mortos.

– Ah sim, ele trocou nossas vidas pela pedra filosofal, ouvi os meninos falando sobre isso. E parece que o gatinho abre portais não é?

– Isso mesmo. E agora desfaz essa cara emburrada e vai logo zoar alguém que essa viagem tá muito sem graça.

Loren deu um sorriso pequeno, porém sincero, e logo parou de pensar no ocorrido e voltou ao seu normal.

A viagem prosseguiu normalmente, até que quando a noite estava quase chegando, o Mestre Kame parou a tartaruga e foi falar com os passageiros.

– Agora daremos uma parada, a tartaruga precisa descansar. Podemos ver à oeste a Ilha das Guerreiras Virgens – o velho aponta para uma ilha que estava perto dali.

– Você disse virgens? Vamos lá – empolgou-se Kon.

– Infelizmente não será possível. Apenas mulheres podem entrar.

– E o que tem de mais lá, um monte de virgenzinhas tricotando? – disse Loren.

– Não zombe das guerreiras virgens, elas são sacerdotisas muito importantes em Dungeoneer – repreendeu Sortudo.

– Eu deixarei as mulheres na ilha, onde poderão participar de um banquete e passar a noite. Já os marmanjos fiquem aqui na tartaruga e aproveitem enquanto ainda está claro para pescar o seu jantar – informou o mestre, que conduziu a tartaruga até a ilha, onde as passageiras desembarcaram.

– Tchau meninos, aproveitem a noite – provocou Beatrice.

– Vamos mandar um alô pras Guerreiras Virgens por vocês. Depois contamos como foi – completou Loren.

– Isso não é justo, elas vão encontrar com as virgens e nós vamos passar a noite num casco de tartaruga e ainda vamos ter que pescar nossa comida – reclamou Kon.

– Se não conseguirmos pescar, tem um ratinho gostoso aqui – disse Junpei, olhando para o hamster do Sony.

– Não diga isso nem de brincadeira – Sony olhou sério para Junpei, com os olhos realmente vermelhos e uma expressão irada que contradizia toda calma que ele demostrara até agora.

– Calma calma, eu estava só brincando – desculpou-se o carateca.

O mestre Kame forneceu varas de pescar com anzóis e uns insetos como isca para os nossos heróis e também para os outros homens que estava a bordo, totalizando vinte pessoas. Todos pareciam estar bastante acostumados com pescarias, conseguindo pegar peixes em menos de uma hora, com exceção de Kon e Junpei, que não conseguiram pescar nada, e Sortudo, que nem tentou.

– Pô, não rola um serviço de bordo não, tem certeza que temos mesmo que pescar? – disse Kon.

– A regra é simples, quem não pescar não come – Kame foi taxativo.

– E você Sortudo, não vai tentar pegar nada? – perguntou Sony.

– Quero evitar a fadiga. Criate franginhus assasdus – Sortudo materializou um frango assado e começou a come-lo.

– Macaco desgraçado, come a gostosa , faz aparecer frango assado, é sortudo mesmo – praguejou Junpei.

O mestre Kame disfarçou e chamou os dois garotos da Terra para sentar na cabeça da tartaruga.

– Nós? O que quer? – perguntou Kon.

– Fale baixo – o velho sussurrou – eu posso dar meus peixes a vocês, mas vou querer um favor em troca.

– Sei não, a última troca que você propôs nós quase morremos – disse Junpei, desconfiado.

– Nessa não tem perigo, só quero que vocês entrem escondido na Ilha das Guerreiras Virgens e me consiga imagens delas, se possível sem roupa – disse o velho.

– Eu topo – empolgou-se Kon.

– Peraí, como vamos pegar essas imagens? Não sabia que existiam câmeras fotográficas nesse mundo – estranhou Junpei.

– Não sei o que são essas câmeras, mas temos isso – Kame mostrou um olho de algum animal, que era esverdeado e do tamanho de uma bola de bilhar – é um olho de lagarto do pântano, aponte para a imagem que quer capturar, fale Jonildo para começar a gravar e Jonildo novamente para parar.

– Simples. Mas como vamos chegar lá? – perguntou Kon.

– Eu tenho um plano, apenas sigam minhas instruções.

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Beatrice, Loren e as outras passageiras desembarcaram na Ilha das Guerreiras Virgens, andando com água até os joelhos até chegarem à areia. Era uma praia de areias claras, e ao fim dela, uma densa vegetação. Logo uma garota de aproximadamente treze anos de idade, loira com longos cabelos cacheados e olhos azuis, usando uma túnica branca parecida com aquelas usadas pelas antigas mulheres gregas se aproximou do grupo.

– Bem vindas à Ilha das Guerreiras Virgens, onde apenas mulheres são permitidas. Eu sou Teobalda, vou conduzi-las até o templo.

A garota foi andando na frente seguindo uma trilha no meio da mata, sendo seguida pelo grupo de mulheres.

– Sorte sua que o Kon não pôde vir, ele ia estar babando nessa ninfetinha – sussurrou Loren no ouvido da sua amiga.

– E por que eu me importaria por quem aquele cabelo de cenoura fica babando? – retrucou Beatrice, visivelmente alterada.

– Você já tá enrolando ele há algum tempo, eu sei que fui eu mesma que te disse pra você não cair na primeira cantada dele, mas esse mundo é cheio de mulheres lindas, se não ficar esperta vai terminar chupando dedo.

– Já falei que eu não gosto do Kon! –gritou Beatrice, fazendo todas as presentes olharem estranho para ela e Loren rir da reação da amiga.

Após alguns minutos de caminhada, avistaram uma construção toda branca com várias colunas, similar aos templos da Grécia antiga. Os sóis já estavam quase se pondo, e pouco antes de chegarem, várias tochas foram acesas, iluminando intensamente a bela construção.

– Chegamos ao Templo das Guerreiras Virgens, onde as mais perfeitas sacerdotisas de Dungeoneer trabalham em prol da deusa – anunciou a guia.

– Deusa? Como assim? – estranhou Beatrice.

– Parece que alguém aqui não conhece o básico, mas não vou julgá-la, afinal, não somos como o povo de Zimblóvia. Abaixo da deusa, apenas as rainhas, e abaixo das rainhas apenas nós – explicou Teobalda.

– Nossa, entendi tudo – ironizou Loren.

– Ainda temos muito o que aprender sobre esse lugar – disse Beatrice.

Teobalda convidou a todas para entrar no templo. A arquitetura em seu interior não era diferente do lado de fora, e havia várias mulheres lá dentro, variando de algumas bem jovens até algumas senhoras, todas usando roupas exatamente iguais.

– Elas parecem bem fraquinhas, será que são guerreiras mesmo? – sussurrou Loren.

– Talvez seja no sentido figurado, vamos observar e ver o que acontece – falou Beatrice.

Outra sacerdotisa começou a dar mais explicações sobre quem são as Guerreiras Virgens, e em menos de cinco minutos, Loren já estava dormindo no ombro da Beatrice. A última coisa que a mulher disse foi que se qualquer homem entrasse naquele templo, ele sofreria combustão espontânea e morreria. Logo após essas explanações, começou uma espécie de culto, onde elas oravam e cantavam, sempre fazendo referência a tal deusa. Ao fim, as virgens serviram um banquete às convidadas, e finalmente Loren acordou.

– Você me deixa sozinha na parte chata e só acorda na hora de comer né? Pelo menos aqui não tem essa de sopa de sapo, olha que tem pão, aves, frutas, parece bem apetitoso – disse Beatrice.

– Claro, elas vivem numa ilha que só tem mulher, são virgens e usam essas roupas feias pra caramba, tinha que ter alguma coisa de bom pra fazer aqui – falou Loren.

– Você é podre – observou Beatrice.

As garotas começaram a comer, e realmente a comida estava tão boa quanto aparentava. Ao fim do jantar, as convidadas foram conduzidas a um quarto coletivo, quando ouviram uma voz masculina muito alta vindo do lado de fora.

– Entreguem-se Guerreiras Virgens, ou arrancaremos vocês daí de dentro a força!

– Não precisam temer, enquanto estiverem dentro do templo estarão protegidas – informou Teobalda calmamente.

Logo em seguida, todas ouvem passos muito fortes adentrando ao templo, e então surgem diante delas uma mulher gorda, muuuuito gorda e de cabelos negros, usando um chapéu de cowbói branco, camisa rosa quadriculada e um paletó de capitão de navio por cima, completando o visual bizarro da estranha. Ela segurava uma enorme clava e, junto a ela, duas garotas exatamente iguais, provavelmente gêmeas, pequenas, magras e com longos cabelos rosa e usando óculos, não aparentavam ter mais do que doze anos, mas apesar da pouca idade, empunhavam cada uma duas espadas longas e as moviam com muita destreza.

– Sou a Álvida, a mais bela pirata dos cento e dezessete mares. Entreguem-se Guerreiras Virgens e aceitem serem vendidas como escravas, senão todas morrerão!

Após alguns segundos de silêncio, uma das guerreiras gritou:

– ELES RECRUTARTAM MULHERES, HORA DE ENTRAR EM PÂNICO!

As guerreiras, bem como as convidadas, começaram a correr aleatoriamente e gritar histericamente, enquanto as invasoras se preparavam para a captura. Loren e Beatrice olharam uma para a outra e sorriram.

– São duas contra três, estamos em vantagem – disse Beatrice.

– Cuida das pequenas que eu pego a grandona – comandou Loren, que rapidamente formou sua armadura e espada.

– Então a franguinha quer briga? Toma!

Álvida golpeou a loira com sua clava, que bloqueou o ataque com sua espada. Apesar de ter evitado o ataque, o golpe foi tão forte que ela foi arremessada contra uma parede.

– Há há há, nunca irá me vencer. E quem é a pirata mais bela que existe?

– É você, maravilhosa Álvida – responderam as gêmeas em coro.

– Você está bem Loren? – perguntou Beatrice.

– Não é isso que vai me derrubar. E pare de se preocupar comigo e se concentre nas pirralhas!

Beatrice focou seu olhar em uma das meninas e tentou induzi-la a largar a luta. Pela primeira vez, ela conseguiu perceber os sentimentos do seu “alvo”, sentiu que a garota estava muito triste.

– Por que você serve essa mulher se não está feliz com isso? – perguntou para a garota, que gaguejou mas não conseguiu dizer nada.

– Não dê ouvidos para essa feiosa, ataquem Coby1 e Coby2!

Uma das Cobys atacou, enquanto a outra permaneceu onde estava. A garota proferiu inúmeras espadadas em Beatrice, que conseguiu esquivar-se da maioria dos golpes, porém um deles acertou o seu ombro, fazendo-o sangrar.

– Desgraçada, vou te matar! – gritou Loren.

– Por favor Coby1, sei que nós duas servimos a Álvida por medo, mas não é que por covardia capturemos mulheres inocentes para serem vendidas – apelou Coby2.

– Maldita traidora – Álvida golpeou a cabeça da sua serva, fazendo-a cair no chão desacordada, talvez até morta.

– Há há há, ninguém atrapalhará meus planos! Pitáculus, o shinigami renegado, me dará uma bela recompensa pela captura das Guerreiras Virgens, e além disso, todos os tesouros pilhados serão meus. E o que eu, a bela pirata Álvida, sou?

– Você é mais feia que o mapa do inferno virado ao avesso – disse Coby1.

– O quê? Vai morrer!

A pirata levantou sua clava, preparando-se para eliminar a outra Coby, e nesse momento Loren, se aproveitando da distração da inimiga, fincou sua espada no peito da Álvida, que caiu no chão sem vida.

– Por favor, perdoe a mim e a minha irmã, só servíamos a Álvida por que tínhamos muito, muito medo dela – Coby1 suplicou às adversárias.

– Você machucou minha amiga, acho que tenho que remodelar seu rosto – disse Loren apontando a espada para Coby1.

– Não Loren, ela está dizendo a verdade, e além disso, a outra se rebelou contra a grandalhona no meio da batalha, deixe pelo menos que ela cuida da irmã que está ferida – argumentou Beatrice.

– Está bem, pegue sua irmã e saia daqui.

– Obrigada! – Coby1 pegou a Coby2, a colocou em seu ombro e se dirigiu a uma das saídas do templo.

– Por que você tem que ser tão certinha hein? Às vezes isso é chato!

– Se todo mundo fosse igual a você o mundo seria um caos, e admita você me ama do jeitinho que eu sou né.

– Convencida...e esse seu ombro, como está?

– Doendo um pouco, mas não foi muito profundo.

Nesse momento, as garotas ouviram sons vindos da entrada do templo, parecia que estava acontecendo uma luta no lado de fora.

– Você se lembra, quem ameaçou as guerreiras primeiro foi um homem certo? – falou Beatrice.

– Deve se o tal xingami Pilaco que a pirata falou. Vamos conferir?

– Vamos nessa!

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Kon e Junpei chegaram à Ilha, ambos usando túnicas femininas iguais às das Virgens, perucas da cor dos seus cabelos naturais e até maquiagem.

– Isso tá ridículo, não acredito que o plano daquele velho era pra nós dois entrarmos disfarçados de mulher num tal templo. O Sony tava pescando direitinho, acho que se pedíssemos um peixe ele nos dava – resmungou Junpei.

– Eu acho o plano genial, e não é pela comida, é pelas garotas – falou Kon.

Os rapazes seguiram a trilha e em pouco tempo, avistaram o templo. Correram até chegar mais perto, quando avistaram um homem alto e musculoso, com cabelos totalmente raspados, e trajando um kimono preto e segurando uma katana. Junpei e Kon continuaram andando, até serem parados pelo estranho.

– Quem são vocês?

Os amigos pararam por uns instantes, até que resolveram responder:

– Somos guerreiras virgens, chegamos atrasadas seu guarda – disse Kon tentando fingir uma voz feminina.

– Se vocês fossem realmente guerreiras virgens saberiam que não existe guarda no templo, mas e daí, tenho certeza que uma garota tamanho família como você – apontou para Junpei – vale muito no mercado de escravas, e ainda levo uma laranjinha de brinde.

O homem puxou uma rede que estava escondida em seu kimono e jogou em cima do Junpei, que rapidamente sacou sua espada e cortou a rede com um rápido movimento.

– Vai ter que ser melhor do que isso para me pegar – falou Junpei, dessa vez sem disfarçar a voz.

– É isso mesmo seu desgraçado, mulheres devem ser amadas e não escravizadas – completou Kon.

– O que, vocês são homens? Meu nome é Pitáculus e ninguém vai atrapalhar meus planos, principalmente dois baitolas como vocês!

Pitáculus atacou Junpei com a sua katana, que bloqueou o golpe com sua espada. O shinigami tentou acertá-lo várias vezes, porém o herói conseguiu se defender de todos os ataques do inimigo.

– Vamos ver que é baitola agora – disse Junpei, tirando o batom da boca com as costas da mão, e logo depois atacou.

– Seu amador. Vamos quebrar tudo: Vasconcelos!

A espada do Pitáculus se transformou em uma enorme marreta, que foi usada para bloquear o golpe do Junpei. A espada foi quebrada em dezenas de pedaços assim que tocou no que agora se tornou uma marreta.

– Ah? O que aconteceu com a minha espada?

– Há há há, na forma liberada, qualquer arma, armadura ou mesmo artefato mágico que Vasconcelos toque será imediatamente quebrado!

– Estamos ferrados, vamos morrer! – deseperou-se Kon.

– Eu tenho um plano: bater e depois fugir!

Junpei acertou um rápido soco no nariz de Pitáculus, que caiu no chão desnorteado. No período em que o inimigo estava caído, os amigos começaram a correr para dentro do templo, porém antes de entrar, ouviram a voz da Beatrice que gritou:

– Não entrem, vocês irão queimar até a morte!

A dupla parou imediatamente, e puderam ver que Beatrice e Loren estavam correndo para o lado de fora.

– Obrigado por avisar, melhor declaração de amor eu nunca vi – disse Kon.

– Presta atenção na luta retardado – gritou Loren.

Pitáculus correu na direção do Kon, pronto para golpeá-lo, porém antes de ser atingido, o garoto deu um grande salto, de forma que o shinigami passou direto por ele. Antes que o vilão conseguisse parar, Junpei colocou o pé no seu caminho, fazendo com que ele tropeçasse e caísse dentro do templo. Imediatamente, Pitáculus começou a pegar fogo, e mesmo tendo corrido em chamas para o lado de fora, em poucos minutos havia se transformado em cinzas, sobrando apenas sua espada, na sua forma original, repousando no chão.

– Uhul, vencemos! – comemoraram os rapazes.

– Vocês ficaram umas gracinhas com esses vestidinhos – zombou Loren.

– Estão mais bonitas do que agente, que inveja – continuou Beatrice.

– PARE COM ISSO! Só estamos aqui por que aquele velho tarado queria que fizéssemos imagens das guerreiras virgens com um olho de lagarto – brigou Junpei.

Logo, um grupo de guerreiras chegou e perceberam o que aconteceu.

– Obrigado forasteiros, vocês venceram um inimigo antigo, estamos a salvo agora – agradeceu uma das guerreiras – como agradecimento, podem pedir o que quiserem.

Os olhos dos garotos brilharam, mas antes deles falarem o que queriam, a mulher completou.

– Qualquer coisa menos sexo, nos ver nuas ou coisa do tipo.

– Tá bom, vamos nos contentar com comida – disse Junpei.

– É, fazer o que – falou Kon.

As guerreiras serviram um belo jantar para os aventureiros. Todos dormiram, os garotos do lado de fora e as mulheres dentro do templo. Pela manhã, todos já estavam preparados para partir, quando Junpei resolveu pegar a espada do Pitáculus, que ainda estava no chão.

– Caramba, como isso é pesado – disse Junpei, sem conseguir erguer a katana.

– Engraçado, ela é tão pequena, não parece ser pesada – Kon vai até a espada e a pega com apenas uma das mãos.

– Ih Junpei, parece que tu tá fraco mesmo – falou Loren.

– Eu não aguentei um peso que o Kon aguentou? É por isso que eu odeio esse mundo de fantasia! – praguejou Junpei.

Então, os heróis voltaram para a tartaruga, onde Kon devolveu o artefato para o mestre Kame, apenas com algumas “fotos” das guerreiras vestidas, contaram tudo o que aconteceu para o Sortudo e o Sony, e continuaram sua viagem.

Notas finais
Fim do capítulo 5. Deixo algumas perguntas para o próximo: 1) Por que o Kon conseguiu segurar a espada, mesmo send fisicamente mais fraco que o Junpei? 2) Será que finalmente eles vão chegar no castelo? 3) Por que o Sony está fazendo toda essa viagem em vez de teletransportar logo todo mundo? 4) Será que a Secretaria de Ciência e Tecnologia vai estender minhas férias ou vai mesmo me obrigar a trabalhar do lado do Maracanã no meio da copa?